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Imperial Ordem da Rosa

A Imperial Ordem da Rosa foi uma ordem honorífica brasileira, criada em 17 de outubro de 1829, pelo Imperador Dom Pedro I, em comemoração de seu casamento com a Imperatriz Dona Amélia, naquele mesmo ano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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História

A Imperial Ordem da Rosa foi criada em 1829, no casamento do Imperador do Brasil, Dom Pedro I e a princesa Amélia de Leuchtenberg. Considerada "uma das mais belas ordens já criadas", premiava méritos civis e militares. O seu desenho foi idealizado por Jean-Baptiste Debret que, segundo discutido por historiadores, ter-se-ia inspirado ou nos motivos de rosas que ornavam o vestido de D. Amélia ao desembarcar no Rio de Janeiro, ou ao se casar, ou num retrato da mesma enviado da Europa ao imperador D. Pedro I. A ordem premiava nacionais e estrangeiros que se distinguissem por sua fidelidade à pessoa do Imperador e por serviços prestados ao Estado, e comportava um número de graus superior às outras ordens brasileiras e portuguesas então existentes. O imperador era Grão-Mestre da ordem, o herdeiro presuntivo era Grande-Dignitário-Mor e todos os outros príncipes recebiam a Grã-Cruz.

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Agraciamento

De 1829 a 1831 D. Pedro I, durante o primeiro reinado, concedeu 189 insígnias. Seu filho e sucessor, D. Pedro II, ao longo do segundo reinado, chegou a agraciar 14.284 cidadãos. O monarca costumava agraciar pessoas que lhe concedessem hospedaria em viagens, titulando esses com o grau de comendador. Além dos dois imperadores, apenas o Duque de Caxias foi grande-colar da ordem durante sua vigência. Um dos primeiros agraciados recebeu a comenda em virtude de serviços prestados quando de um acidente com a família imperial: conta a pequena história da corte que, em 7 de dezembro de 1829, recém-casado, D. Pedro I regressava com a família do Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista. Como de sua predileção, conduzia pessoalmente a carruagem quando, na Rua do Lavradio, se quebrou o varal da atrelagem e os cavalos se assustaram, rompendo as rédeas e fazendo tombar o veículo, arrastado perigosamente. O Imperador fraturou a sétima costela do terço posterior e a sexta do terço anterior, teve contusões na fronte e luxação no quarto direito, perdendo os sentidos. Mal os havia recobrado quando o recolheram à casa mais próxima, do Marquês de Cantagalo. Segundo o Boletim sobre o Desastre de Sua Majestade Imperial e Fidelíssima publicado no Jornal do Commercio, Dona Amélia foi a que menos cuidado exigiu: "não teve dano sensível senão o abalo e o susto que tal desastre lhe devia ocasionar". A filha primogênita, D. Maria II de Portugal, "recebeu grande contusão na face direita, compreendendo parte da cabeça do mesmo lado". Augusto de Beauharnais, Duque de Leuchtenberg, Príncipe de Eichstätt, Duque de Navarra e Duque de Santa Cruz, irmão da imperatriz, "teve uma luxação no cúbito do lado direito com fratura do mesmo". A Baronesa Slorefeder, aia da Imperatriz, "deu uma queda muito perigosa sobre a cabeça". Diversos criados de libré, ao dominarem os animais, ficaram contundidos. Convergiram para a casa de Cantagalo os médicos da Imperial Câmara e outros, os doutores Azeredo, Bontempo, o Barão de Inhomirim, Vicente Navarro de Andrade, João Fernandes Tavares, Manuel Bernardes, Manuel da Silveira Rodrigues de Sá, Barão da Saúde. Ao partir, quase restabelecido, D. Pedro I condecorou Cantagalo a 1 de janeiro de 1830 com as insígnias de dignitário da Ordem e D. Amélia lhe ofereceu o seu retrato, circundado por brilhantes, e pintado por Simplício Rodrigues de Sá.

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Organização

O Imperador do Brasil (reinante ou de direito) é Grão-Mestre da Ordem; o Príncipe Imperial do Brasil é Grã-Cruz supranumerário e Grande-Dignitário-Mor; e os demais Príncipes da Casa Imperial são Grã-Cruzes supranumerários. Pode haver também 8 Grã-Cruzes Efetivos e 8 Honorários, 16 Grandes-Dignitários, 32 Dignitários e Comendadores, Oficiais e Cavaleiros em número ilimitado. Os Monarcas, Príncipes e cidadãos estrangeiros condecorados são membros supranumerários.

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Características

Fita e banda

De cor rosa-claro, com duas orlas brancas.

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Atualidade

Condição

Atualmente, a Imperial Ordem da Rosa, embora extinta oficialmente como ordem nacional em 24 de fevereiro de 1891 pela Constituição de 1891, continua a ser mantida como uma ordem dinástica pela Casa Imperial do Brasil.

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