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Instituto de Matemática Pura e Aplicada

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) é uma unidade de ensino e pesquisa qualificada como Organização Social (OS), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e ao Ministério da Educação (MEC).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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História

Imagem: Lula Oficial · BY-ND · Openverse

Logo ao ser criado, o IMPA não dispunha de sede. Foi alojado, inicialmente, em uma sala no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), na Praia Vermelha, Zona Sul do Rio. O corpo científico era formado pelo diretor, o astrônomo Lélio Gama - que também dirigia o Observatório Nacional -, e pelos jovens matemáticos Leopoldo Nachbin e Maurício Peixoto. Gama teve papel fundamental na consolidação do recém-criado instituto. Nachbin e Peixoto seriam, mais tarde, os primeiros brasileiros convidados a proferir palestras no Congresso Internacional de Matemáticos, uma das maiores distinções na carreira de um matemático. A organização do 1º Colóquio Brasileiro de Matemática, com cerca de 50 participantes, em 1957, representou um marco na contribuição do IMPA para o desenvolvimento da Matemática brasileira como um todo. Desde então, o Colóquio vem ocorrendo a cada dois anos, de modo ininterrupto. Ainda em 1957, o IMPA se mudou para a Rua São Clemente, em Botafogo, também na Zona Sul carioca. Cinco anos depois, começaram os programas de mestrado e doutorado em Matemática, por meio de convênio firmado com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), então emitente oficial dos títulos de mestre e doutor.

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Desenvolvimento

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Na década de 1970, mudanças institucionais no CNPq proporcionaram ao IMPA um salto qualitativo e a ampliação de suas atividades. Foi criado um corpo próprio permanente de pesquisadores. Até então, os pesquisadores eram mantidos por meio de bolsas de estudo ou tinham ocupações em outras instituições. Foram estabelecidas novas áreas de pesquisa: geometria algébrica, geometria diferencial, probabilidade, estatística, pesquisa operacional, otimização e economia matemática. Anteriormente, as atividades estavam concentradas em sistemas dinâmicos, análise e topologia diferencial. Mais tarde, seriam consolidados os campos de equações diferenciais parciais, dinâmica dos fluidos e computação gráfica. Recentemente, acrescentaram-se geometria simplética e matemática discreta. Em 1971, o IMPA se tornou a primeira instituição matemática com mandato do Conselho Federal de Educação para outorgar graus de mestre e doutor. A novidade permitiu que o programa de mestrado e doutorado adquirisse caráter regular. Desde então, a pós-graduação acadêmica do IMPA tem obtido classificação máxima na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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IMPA Tech

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Em 2024, foi criado o Impa Tech, o primeiro curso de graduação do Impa. Com duração de quatro anos, o bacharelado em Matemática, Tecnologia e Inovação tem como objetivo capacitar os estudantes para uma entrada efetiva no mercado de inovação e tecnologia. O IMPA Tech é um curso de ensino superior gratuito, financiado pelo Governo Federal por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC). A graduação está localizada no Porto Maravalley, um hub tecnológico da Prefeitura do Rio de Janeiro, na zona portuária. Em um galpão de 10 mil m², o IMPA Tech ocupa o mesmo espaço de empresas e startups do setor de tecnologia, criando um ambiente propício para unir o meio acadêmico ao mercado de trabalho.

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Destaque Internacional e a OS, nova forma de gestão

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Durante a gestão de Jacob Palis, o prestígio internacional pôde ser aferido pelo fato de, de 1991 a 1998, o IMPA ter sediado a União Matemática Internacional (IMU). Palis ocupou o cargo de secretário-geral durante a estada brasileira da IMU. Outro fato marcante de seu mandato foi a qualificação do IMPA como Organização Social (OS), em 2000. Seis anos antes, a comissão do Ministério de Ciência e Tecnologia que avaliou os institutos de pesquisa concluiu que “a excelência do IMPA faz dele um modelo do que deve ser um instituto nacional de pesquisa básica e a ele devem ser proporcionadas as condições que lhe permitam preservar esta excelência”. Também nesse período, o IMPA foi transferido formalmente do CNPq para o Ministério da Ciência e Tecnologia, o que acelerou os estudos, iniciados um ano e meio antes, para a transformação do instituto em OS, que veio a se concretizar um ano depois. O novo modelo manteve o instituto na esfera pública, mas lhe conferiu maior flexibilidade administrativa, além de mais visibilidade e transparência em suas atividades.

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Fontes consultadas

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