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Iene

O iene é a moeda oficial do Japão. É a terceira moeda mais negociada no mercado de câmbio depois do dólar dos Estados Unidos e do euro. É também amplamente usado como moeda de reserva, depois do dólar americano, o euro e a libra esterlina. Esta moeda não é fracionável, ou seja não é dividida em cêntimos ou centavos. "Um iene" na realidade seria equivalente a "um centavo", 100 ienes é que seria equivalente a "1 real" ou "1 euro" ou "1 kwanza".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/10/2026
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Pronúncia e etimologia

O Iene é pronunciado como "en" eɴ em japonês. A palavra (Shinjitai: 円,Kyujitai: 圓) significa literalmente "objeto redondo", assim como o Yuan em chinês ou o Won em coreano. Originalmente, os chineses comerciavam prata em massa e quando as moedas de prata espanholas e mexicanas chegaram, eles as chamaram de銀圓 (prata redonda) devido à sua forma circular As moedas e o nome também apareceram no Japão. Mais tarde, os chineses substituíram圓 por 元. que tem a mesma pronúncia em mandarim (mas não em japonês). Os japoneses preferiam圓, que se mantém até hoje (substituído pela forma simplificada円 depois da Segunda Guerra Mundial.) No século XVI, os fonemas japoneses /e/(え) e /we/(ゑ) se pronunciavam [je] e missionários portugueses soletravam como "ye". Algum tempo depois, por volta de meados do século XVIII, /e/ e /we/ passaram a ser pronunciados como [e] como no japonês moderno, embora algumas regiões continuam com a pronúncia de [je]. Walter Henry Medhurst, que não foi para o Japão e entrevistou alguns japoneses na Batávia (atual Jacarta), soletrava alguns "e"s como "ye" em seu An English and Japanese, and Japanese and English Vocabulary (1830). No começo do período Meiji, James Curtis Hepburn, seguindo Medhurst, soletrava todos os "e"s como "ye" em seu A Japanese and English dictionary (1st ed. Esse foi o primeiro dicionário em grande escala japonês-inglês/inglês-japonês, que exerceu uma grande influência nos ocidentais no Japão e provavelmente marcou a pronúncia como "yen". Hepburn revisou a maioria dos "ye"s para "e" na terceira edição (1886) de forma a espelhar a pronúncia contemporânea, exceto "yen". Isso já foi provavelmente corrigido e permanece assim desde então.

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História

Em 1985, uma mudança dramática começou. Autoridades financeiras das grandes nações assinaram um acordo (o Acordo de Plaza) afirmando que o dólar estava supervalorizado (e, por sua vez, o iene estava desvalorizado). Esse acordo, além dos deslocamentos das pressões de oferta e demanda nos mercados, levou a um rápido crescimento do valor do iene. De sua média de ¥239 por US$1 em 1985, o iene atingiu um pico de ¥128 em 1988, praticamente dobrando seu valor relativo em relação ao dólar. Depois de um ligeiro declínio em 1989 e 1990, ele alcançou uma nova alta de ¥123 para US$1 em dezembro de 1992. Em abril de 1995, o iene alcançou um pico de menos de 80 ienes por dólar, temporariamente tornando a economia do Japão quase do tamanho da dos Estados Unidos. O iene caiu durante a bolha financeira e imobiliária do Japão e continuou a cair mesmo depois, alcançando uma baixa de ¥134 para US$1 em fevereiro de 2002. A política do Banco do Japão de taxa de juros zero desencorajou investimentos em ienes, com investidores fazendo carry trade, pegando emprestado ienes e investindo em moedas com melhores rendimentos (assim, empurrando o iene ainda mais para baixo), em estimados 1 trilhão de dólares. Em fevereiro de 2007, a The Economist estimou que o iene estava 15% desvalorizado em relação ao dólar e 40% desvalorizado em relação ao euro .

Introdução do Iene

No século XIX, moedas de prata de Dólar espanhol eram prolíficas por todo o Sudeste asiático, costa da China e Japão. Essas moedas foram introduzidas através de Manila por um período de dois séculos e meio, chegando por navios de Acapulco, no México. Esses navios eram conhecidos como galeões de Manila. Até o século XIX essas moedas de prata eram cunhadas no Novo Mundo, principalmente na Cidade do México. Mas, a partir da década de 1840, elas foram gradativamente substituídas por dólares prateados das novas repúblicas latino-americanas. Na segunda metade do século XIX, algumas moedas locais da região eram feitas semelhantes ao Peso mexicano. A primeira dessas moedas de prata locais foi o Dólar de Hong Kong, que foi cunhada entre os anos de 1866 e 1868. Os chineses foram lentos em aceitar moedas desconhecidas e preferiam os familiares dólares mexicanos e, então, o governo de Hong Kong parou de cunhar essas moedas e vendeu o maquinário de cunhagem para o Japão.

Valor fixo do iene em relação ao dólar americano

O iene perdeu a maior parte de seu valor durante e depois da Segunda Guerra Mundial. Depois de um período de instabilidade, em 1949, o valor do iene foi fixado em ¥360 por US$ 1 através de um plano dos Estados Unidos, que era parte do Sistema Bretton Woods, a fim de estabilizar preços na economia japonesa. Essa taxa de câmbio foi mantida até 1971, quando os Estados Unidos abandonaram o padrão-ouro, que era um elemento chave do Sistema de Bretton Woods, e impôs uma sobretaxa de 10 por cento sobre as importações, causando a grandes mudanças que posteriormente levariam às taxas de câmbio flutuante, em 1973. A partir de 2011, o iene tem se tornado muito mais forte e a razão dólar-iene passou a ser de ¥80.

Iene desvalorizado

Em 1971, o iene tornou-se desvalorizado. As exportações japonesas estavam custando muito pouco nos mercados internacionais, enquanto as importações vindas do exterior custavam muito caro. Essa desvalorização refletiu-se no balanço de transações correntes, que aumentou do déficit comercial no começo da década de 1960 para um grande superávit de US$ 5,8 bilhões em 1971. A crença de que o iene, e algumas outras grandes moedas, estava desvalorizada motivou as ações dos Estados Unidos em 1971.

A flutuação do iene e das grandes moedas

Após as medidas dos Estados Unidos para desvalorizar o dólar no verão de 1971, o governo japonês concordou com uma taxa de câmbio nova e fixa, como uma parte do Acordo Smithsoniano, assinado no final do ano. Esse acordo definiu a taxa de câmbio em ¥308 por US$1. Entretanto, as novas taxas de câmbio fixas do Acordo Smithsoniano foram difíceis de manter em face das pressões de oferta e demanda no mercado internacional de moedas. No começo de 1973, as taxas foram abandonadas e os países mais ricos do mundo permitiram que o valor de suas moedas flutuassem.

Intervenção do governo japonês no Mercado monetário

Na década de 1970, o governo japonês e os especialistas do mercado estavam muito preocupados se o aumento do valor do iene iria prejudicar o crescimento das exportações, tornando os produtos japoneses menos competitivos e assim danificar a base industrial. O governo, portanto, continuou a intervir pesadamente no mercado de moeda estrangeira (comprando ou vendendo dólares), mesmo após a decisão em 1973 de deixar o iene flutuar. Apesar da intervenção, as pressões do mercado fizeram o iene continuar valorizando, tendo um pico de ¥271 por US$1 em 1973, antes do impacto da crise do petróleo de 1973. Os maiores custos na importação do petróleo fizeram o iene depreciar para um intervalo de ¥290 e ¥300 entre 1974 e 1976. Este fortalecimento da moeda foi novamente revertido pelo segundo choque do petróleo de 1979, com o iene caindo para ¥227, em 1980.

Iene no começo da década de 1980

Durante a primeira metade da década de 1980, a tentativa de aumentar o valor do iene fracassou, muito embora os superávits em conta corrente cresceram rapidamente. De ¥221 em 1981, o valor médio do iene caiu para em 1985. O aumento no superávit em transações correntes gerou uma forte demanda por iene nos mercados de câmbio, mas essa demanda por iene relacionada ao mercado foi compensada por outros fatores. Um grande diferencial nas taxas de juros, com a taxa dos Estados Unidos muito mais alta que a do Japão, e os movimentos contínuos para desregulamentação do fluxo internacional de capital levaram a uma grande saída líquida de capitais do Japão. Esse fluxo de capital aumentou a oferta de ienes nos mercados de câmbio, visto que os investidores japoneses trocaram seus ienes por outras moedas (principalmente dólares) para investir no exterior. Isto manteve o iene fraco em relação ao dólar e promoveu o rápido aumento no superávit comercial japonês que ocorreu na década de 1980.

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Moedas

As moedas foram introduzidas em 1870. Havia moedas de prata de 5, 10, 20 e 50 sen e 1 iene, e moedas de ouro de 2, 5, 10 e 20 ienes. A moeda de ouro de 1 iene foi introduzida em 1871, seguida da de cobre de 1 rin, ½, 1 e 2 sem em 1873. As moedas de cuproníquel de 5 sen foram introduzidas em 1889. Em 1897, a moeda de prata de 1 iene foi desmonetizada e os tamanhos das moedas de ouro foram reduzidas em 50%, sendo que as moedas de 5, 10 e 20 ienes foram cunhadas. Em 1920, as moedas de 10 sem de cuproníquel foram introduzidas. A produção de moedas de prata foi interrompida em 1938, momento a partir do qual uma varidade de metais base passou a ser usado para produzir moedas de 1, 5 e 10 sem durante a Segunda Guerra Mundial. Moedas de argila de 5 e 10 ienes foram produzidas em 1945 mas não fora colocadas em circulação. Após a guerra, moedas de bronze de 1, 5 e 50 ienes foram introduzidas entre 1946 e 1948. Em 1949, a atual moeda com furo de 5 ienes foi introduzida, seguida da moeda de bronze de 10 ienes (que ainda está em circulação) em 1951.

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Notas de iene

A emissão de notas de ienes começou em 1872, dois anos depois de uma reforma monetaria baseada no dolar dos EUA. Por toda a sua história, as denominações têm variado de 5 sen (5 centavos) a 10 mil ienes. Antes e durante a Segunda Guerra Mundial, vários órgãos emitiam notas de ienes, tais como o Ministério das Finanças e o Banco Nacional do Império Japonês. As forças aliadas também imprimiram algumas notas logo depois da guerra. Desde então, o Banco do Japão é a autoridade que detém a exclusividade na emissão do dinheiro. O banco emitiu cinco séries depois da Segunda Guerra Mundial. A série E, a série atual, consiste de notas de ¥1000, ¥2000, ¥5000, e ¥10,000. As notas de ¥2000 são raras nos dias de hoje, e frequentemente não são aceitas como meio de pagamento, nem mesmo em máquinas de distribuição. Existem problemas de falsificação de notas vindas da Ásia e Rússia

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Determinantes do valor

A partir de dezembro de 1931, o Japão gradativamente saiu do padrão-ouro para o sistema de moeda gerenciado. O valor relativo do iene é determinado nos mercados de câmbio internacionais por forças econômicas de oferta e demanda. A oferta de iene no mercado é governada pelo desejo dos possuidores de ienes em trocar seus ienes por outras moedas a fim de comprar bens, serviços ou ativos. A demanda por iene é governada pelo desejo dos estrangeiros em comprar bens e serviços no Japão e por seus interesses em investir no Japão (comprando ativos financeiros e reais denominados em ienes). Desde a década de 1990, o Banco do Japão, o banco central do país, manteve as taxas de juros baixas a fim de estimular o crescimento econômico. As taxas de empréstimo responderam a esse relaxamento monetário e caíram de 3,7% para 1,3% entre 1993 e 2008. Baixas taxas de juros combinadas com a alta liquidez do iene levaram os investidores a pegar emprestado dinheiro no Japão e investir em outros países (uma prática conhecida como carry trade). Isso ajudou a manter o valor do iene baixo comparado com as outras moedas.

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Reservas Monetárias Internacionais

Acumulação internacional de moedas de reserva

Cesta de DES

Os Direitos Especiais de Saque (DES) é uma cesta de moedas do Fundo Monetário Internacional (FMI) que inclui o iene japonês. O DES é ligado a uma cesta de moedas com 41,9% de dólar, 37,4% de euro, 11,3% de libra esterlina e 9,4% de iene (em 2011). A porcentagem do iene, no entanto, caiu dos 18% em 2000. A taxa de câmbio do iene japonês é expresso em termos de unidades de moeda por dólar americano; outras taxas são expressas como dólares americanos por unidade monetária. O valor da cesta de DES é calculado diariamente e as proporções são revistas e ajustadas a cada cinco anos. O DES foi criado em 1969 para ajudar a consertar o sistema de câmbio.

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Taxa de câmbio histórica

A tabela abaixo mostra o número de ienes por dólar americano (média mensal).

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