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Idris I da Líbia

Idris I, nascido Sidi Maomé Idris Mádi Senussi, foi político e líder religioso líbio que serviu como emir da Cirenaica e então rei da Líbia de 1951 até 1969. Ele foi chefe da ordem Senussi.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/09/2026
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Vida

Primeiros anos: 1889–1913

Nascido em Giarabube, sede senússitas, em 12 de março de 1889, filho de Maomé Mádi e sua 3ª esposa Aixa binte Mucarribe Baraça, era neto de Maomé ibne Ali, fundador da ordem e tribo sufista Senussi. Tornou-se chefe dos senússitas em 1916 com a abdicação de seu primo Amade Xarife. Foi reconhecido pelos britânicos como emir da Cirenaica, posição para qual também recebeu confirmação dos italianos em 1920. Também foi instalado como emir da Tripolitânia em 28 de julho de 1922. Sua família reclamou descender do profeta Maomé através de sua filha, Fátima. Os senússitas foram rivais da seita sunita que estava centrado na Cirenaica. Pelo fim do século XIX, a ordem estabeleceu uma forma de governo da Cirenaica, unificando sus tribos, controlando sua peregrinação e rotas comerciais, e coletando impostos.

Chefe da ordem Senussi: 1913–22

Os italianos invadiram a Cirenaica em 1913 como parte de sua invasão mais ampla da Líbia e a ordem combateu-os. Amade Xarife abdicou sua posição de líder e foi substituído por Idris. Ordenado pelo Império Otomano, Amade atacou os britânicas no vizinho Egito. Ao assumir o poder, Idris parou-os e fez uma aliança tácita com os britânicas, que durou meio século e de acordo com o estatuto diplomático de facto da ordem. Usando os britânicos como intermediários, Idris liderou a ordem em negociações com os italianos em julho de 1916. Isso resultou em dois acordos, Zuaitina em abril de 1916 e Acrama em abril de 1917. O último deles deixou boa parte da Cirenaica sob controle da ordem. As relações entre a ordem e a recém-estabelecida República da Tripolitânia foram difíceis. A tentativa senússita para militarmente expandir-se à Tripolitânia Oriental resultou em batalha em Bani Ualide na qual os senússitas foram forçados a se retirar à Cirenaica.

Exílio: 1922–1950

Após o acordo, Idris temeu que a Itália — sob seu novo líder fascista Benito Mussolini — retalharia militarmente e ele exilou-se no Egito em dezembro. Logo, a reconquista italiana começou, e pelo fim de 1922 a única resistência efetiva anticolonial concentrou-se na hinterlândia da Cirenaica. Os italianos subjugaram os líbios; o gado cirenaico foi dizimado, boa parte da população foi colocada em campos de concentração e entre 1930 e 1931 estimados 12 000 cirenaicos foram executados. O governo italiano implementou uma política de "colonização demográfica" pela qual 10 000 italiano foram realocados na Líbia, sobretudo para estabelecer fazendas. Após a eclosão da II Guerra Mundial, Idris apoiou o Reino Unido — que estava em guerra com a Itália — na esperança de acabar com a ocupação italiana no país. Ele argumentou que mesmo se os italianos fossem vitoriosos, a situação ao povo líbio não seria diferente daquele que foi antes da guerra. Delegados cirenaicos e tripolitanos concordaram que Idris deveria concluir acordos com os britânicos para que pudessem ganhar independência em troca do apoio na guerra. Privadamente, Idris não prometeu a ideia da independência líbio dos britânicos, mas sugeriu que ela se tornasse um protetorado britânico como a Transjordânia. Uma força árabe, consistindo de cinco batalhões de infantaria formados por voluntários, foi estabelecida. Com a exceção de um confronto militar próximo de Bengazi, o papel dessa força não estendeu-se para muito além de seus deveres de guarda.

Rei da Líbia: 1951–1969

Em 24 de dezembro de 1951, Idris anunciou o estabelecimento do Reino Unido da Líbia no Palácio de Manar em Bengazi. O país tinha uma população de aproximadamente 1 milhão de pessoas, a maioria delas árabes, mas com minorias berberes, tubus, sefarditas, gregas, turcas e italianas. O recém-estabelecido Estado enfrentou sérios problemas; em 1951, era um dos países mais pobres do planeta. Muito de sua infraestrutura foi destruída pela guerra, havia pouco comércio e muito desemprego, a mortalidade infantil era de 40% e o analfabetismo, 90%. Apenas 1% da terra da Líbia era arável, com outros 3-4% sendo usados para pastoreio. Embora as três províncias estavam unidas, elas compartilhavam poucas aspirações comuns.

Queda e exílio

Idris usou o dinheiro do petróleo para fortalecer alianças familiares e tribais que apoiariam a monarquia em vez de usá-lo para construir o aparato econômico e político do Estado. Para Vandewalle, "mostrou nenhum interesse real em governar as três províncias como comunidade política unificada". O regime de Idris tinha pouco apoio fora da Cirenaica. E ele foi enfraquecido pela corrupção e fisiologismo no país, e o crescente sentimento nacionalista árabe após a Guerra dos Seis Dias. Em 1 de setembro de 1969, enquanto Idris estava na Turquia em tratamento médico, foi deposto num golpe de Estado por um grupo de oficiais do exército sob a liderança de Muamar Gadafi. A monarquia foi abolida e uma república proclamada. Da Turquia, Idris e Fátima viajaram para Camena Vurla, na Grécia, e então foram ao Egito, onde Gamal Abdel Nasser garantiu-lhes asilo.

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Legado

Para Vandewalle, a monarquia e Idris "colocou a Líbia no caminho da exclusão política de seus cidadãos e de profunda despolitização" que ainda caracterizou o país no início do século XXI. Ele informou o embaixador estadunidense na Líbia e pesquisador acadêmico que não quis verdadeiramente governar sobre uma Líbia unificada. As políticas de Gadafi com respeito a indústria petrolífera também seriam tecnocráticos e teriam muitas similaridades com aquelas de Idris. Embora o rei morreu em exílio e muitos líbios que hoje habitam o país nasceram após seu reinado, durante a Guerra Civil Líbia, muitos dos opositores de Gadafi carregaram retratos do rei, especialmente na Cirenaica. A bandeira tricolor usara durante a era da monarquia foi frequentemente usada como símbolo da revolução e foi readotada no Conselho Nacional Transicional como bandeira oficial da Líbia.

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Vida pessoal

Vandewalle caracterizou-o como "indivíduo erudito cuja vida inteira seria marcada pela relutância em envolver-se na política". Para ele, Idris foi um "governante bem-intencionada mas relutante", bem como "homem pio, profundamente religioso e modesto". O primeiro-ministro líbio ibne Halim expôs sua visão de que "Eu estava certo [...] que [Idris] sinceramente queria a reforma, mas eu sabia por experiência que ficou hesitante quando sentiu que tal reforma afetaria os interesses de seu séquito. Gradualmente retrocedeu até abandonar os planos de reforma, movido pelos sussurros de seu séquito".

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Honrarias

Idris foi grão-mestre das seguintes ordens líbias:[carece de fontes]? Ele também foi recipiente das seguintes honrarias estrangeiras:

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Fontes consultadas

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