Ideograma
Um ideograma é um símbolo gráfico utilizado em uma dada língua para representar um objeto ou uma ideia. Contudo, a ideia de uma escrita puramente conceitual, como sugere a etimologia de "ideograma", tem sido muito questionada.
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Os hieróglifos, apesar de serem comumente associados a uma escrita ideográfica/logográfica, não se resumiam a isso, na verdade eram muito mais complexos, havendo uma mescla de pictogramas e fonogramas. Andrew Robinson, escritor e jornalista aponta para a variedade de funções que um grafema pode ter. Mesmo que a figura do grafema seja reconhecível, como um pássaro ou uma serpente, sendo então um pictograma, a figura representada não necessariamente vai revelar o sentido do signo. Ou seja, mesmo que a forma do grafema seja "motivada" (pictograma) o sentido do signo pode residir (ou não), a uma parte fonética ou simplesmente semântica. Exemplo dessa mescla fonética e semântica ocorre também na escrita cuneiforme dos Sumérios o dingir ⟨𒀭⟩ pode representar tanto a palavra diĝir 'divindade' quanto An ou a palavra 'céu'
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O Hànzi, forma de escrita chinesa, foi adotado pelos povos da região como os japoneses e coreanos. O Hànzi, sistema de grafia não fonético e que difere das escritas já pré-existentes pelos povos que a adotaram provocou uma mudança que, no caso dos japoneses foi a formação de dois silabários. A respeito da escrita chinesa, David Richard Olson, psicólogo canadense que estuda o desenvolvimento cognitivo, aponta que inventar signos para representar objetos nem sempre é uma tarefa fácil. Para isso, o princípio aplicado na fonografia foi adotado. Pega-se emprestado uma grafia que retrata um outro objeto que, por acaso, soa parecido, assim formando um outro grafema composto para representar a palavra que não se conseguia antes. Entretanto, aplicar essa ideia em toda a língua resultaria em um sistema de escrita ambíguo, ou seja, um sistema que muitas palavras teriam a mesma leitura, ainda mais no caso do chinês que detém muitas palavras homófonas.


