Iaque
O iaque é um herbívoro de pelagem longa encontrado na região do Himalaia, no sul da Ásia Central, Qinghai, no Planalto do Tibete, até à Mongólia, a norte. Além de uma grande população doméstica, há uma população pequena e vulnerável de iaques selvagens. Em Tibetano, a palavra gyag refere-se só ao macho da espécie; uma fêmea é uma dri ou nak. O resultado do cruzamento de um iaque com o zebu é conhecido como "chauri".
Iaques selvagens (Tibetano: drong) podem pesar até 1 200 quilogramas e ter uma cabeça e o comprimento de corpo de 3-3,4 metros. Eles normalmente formam grupos de entre 10 e 30 animais. O seu habitat são terrenos elevados sem árvores como colinas, montanhas e planaltos entre cerca de 3 200 metros (10 500 pés) e 5 400 metros (18 000 pés). A fisiologia dos iaques é bem adaptada à grande altitude, tendo pulmões e coração maiores do que o gado encontrado em altitude mais baixa, e também maior capacidade para transportar o oxigênio através do seu sangue. Do modo inverso, os iaques não medram na altitude mais baixa. Os iaques comem gramas, líquens e outras plantas. Eles são isolados por uma camada de pelo denso, fechado e entrelaçado em baixo do seu pelo exterior desgrenhado. Os iaques secretam uma substância pegajosa especial no seu suor que ajuda a manter o seu pelo de baixo entrelaçado e age como isolamento extra. Esta secreção é usada na medicina nepalesa tradicional. O pelo também serve também para proteger o seu corpo de arranhões. Outra função do pelo é a de proporcionar camuflagem em lugares com mata mais fechada e escura, assim enganando os predadores, que são o lobo-tibetano, o leopardo-das-neves e o urso-azul-tibetano. Além da camuflagem, os iaques usam, também, os chifres para se proteger de inimigos ou predadores. Por essa razão, apesar de ser um animal lento, consegue ripostar. Muitos iaques selvagens são mortos pelos Tibetanos pela sua carne; hoje em dia são uma espécie vulnerável.
Os iaques domesticados são mantidos principalmente pelo seu leite, fibra e carne, e como animal de carga. Eles transportam mercadorias através das passagens das montanhas para agricultores locais e comerciantes, bem como para expedições de caminhada e escalada. Eles também são usados para aração. O esterco de iaque é até queimado como combustível. O leite de iaque muitas vezes é processado para fazer um queijo chamado chhurpi nas línguas Tibetanas e nepalesas, e byaslag na Mongólia. A manteiga feita do leite de Iaques é um ingrediente do chá de manteiga que os Tibetanos consomem em grandes quantidades, e também é usado em lâmpadas e usado para fazer esculturas de manteiga usadas em festividades religiosas. Muitas vezes, os animais de carga são, na verdade, híbridos de iaque e Bos taurus (gado bovino comum). Esses são conhecidos no idioma Tibetano como dzo ou dzopkyo, e em mongol como khainag. Iaques grunhem, e, diferentemente dos demais tipos de gado, não são conhecidos por produzir o característico mugido bovino.


