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I Ching

O I Ching ou Yi Jing ), geralmente traduzido como Livro das Mutações ou Clássico das Mutações, é um texto clássico chinês composto de várias camadas sobrepostas ao longo do tempo é considerado um dos mais antigos e importantes livros de filosofia chinesa que chegaram até nossos dias. Originalmente um manual de adivinhação durante a Dinastia Zhou Ocidental, foi transformado, ao longo do período dos Estados Combatentes e o início do período imperial, num texto cosmológico com uma série de comentários filosóficos conhecida como as "Dez Asas",. Depois de se tornar parte dos cinco clássicos no século II AEC, o I Ching foi objeto de comentários de estudiosos e a base para a prática de adivinhação por séculos no Oriente, tendo também um papel influente no entendimento do pensamento oriental pelo Ocidente.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Filosofia e cosmologia no I Ching

As oito figuras (trigramas) que formam o I Ching estão na base da cultura que se desenvolveu na China durante milênios. Para os chineses, a ordem do mundo depende de se dar o nome correto às coisasː portanto, o significado de "I" sempre foi objeto de discussão. Alguns veem o ideograma I como semelhante ao desenho de um camaleão, representando o movimento (como o lagarto) e a mutação (como o mimetismo do camaleão, que muda de cor conforme a cor do ambiente em que está). Outros afirmam que o ideograma é formado pelo do Sol em cima e o da Lua embaixo, a mutação sendo simbolizada pelo movimento incessante destes astros no céu. Para o pensamento chinês, não há o que mude, há apenas o mudar. A mutação seria o caráter mesmo do mundo. Mas a mutação é, em si mesma, invariável, ela sempre existe. Portanto, "I" significa mutação e não mutação. Subjaz, à complexidade do universo, uma 'simplicidade' que consiste nos princípios que estão por trás de todos os ciclos. Ao fluir com as circunstâncias, se evita o atrito e, portanto, a resistência: esse é o caminho do homem sábio.

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História

Imagem: Arenamontanus · BY · Openverse

O I Ching surgiu antes da dinastia Chou (1150-249 a.C.) e era um conjunto de oito Kua, figuras formadas por três ou seis linhas sobrepostas. James Legge, na tradução para o inglês (1882), chamou de trigrama o conjunto de três linhas e hexagrama o de seis, para distingui-los entre si. A origem dos 64 hexagramas é atribuída a Fu Hsi, o criador mítico chinês, e, até a dinastia Chou, eles formavam o I. Os oito trigramas recebem o nome de Pa Kua (Wide-giles) ou Ba Gua (pynin)ː a sua origem é pré-literária. O tempo obscureceu a compreensão das linhas e, no começo da dinastia Chou, surgiram dois anexos: o Julgamento, atribuído pela tradição ao rei Wên, e as Linhas, atribuídas a seu filho, o duque de Chou, ambos fundadores desta dinastia. Mais tarde, mesmo o significado destes textos começou a ficar obscuro e, no século VI a.C., foram acrescentadas as Dez Asas, que a tradição atribui a Confúcio, embora seja claro que a maioria delas pode não ser de sua autoria. O nome "I Ching" é dado ao conjunto dos Kua e todos os textos posteriores .

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O uso oracular do I Ching

Imagem: Sherri Lynn Wood · BY-NC · Openverse

A ênfase no aspecto oracular do I Ching variou com o tempo. No século VI a.C., era visto mais como livro de filosofia, ao passo que, na dinastia Han, quando a magia teve grande papel, era visto como oráculo. Como todo oráculo, exige a aproximação correta: a meditação prévia, o ritual e a formulação precisa da pergunta. Acredita-se que o oráculo nunca falha, quem falha é o consulente: se a pergunta não foi clara e precisa, isto indica que a pessoa não tem clareza sobre o que deseja saber. O ritual tem a função psicológica de focar a atenção da pessoa na consulta. A consulta oracular é feita com 50 varetas (originalmente de mil-folhas, uma planta sagrada), das quais uma é separada e as outras 49 manuseadas, seguindo seis vezes a mesma operação matemática, para a obtenção da resposta. Dessa manipulação, resulta uma linha firme (yang) ou uma linha maleável (yin), que podem ser fixas ou móveis. As linhas firmes são resultado da obtenção dos números 7 ou 9, e as maleáveis vêm dos números 6 ou 8. Destes, 6 e 9 correspondem a linhas móveis que, por estarem prestes a mudar, têm importância na interpretação . Por ser um livro sagrado, o I Ching e as varetas usadas na consulta eram guardadas em uma caixa de madeira virgem, embrulhados em seda também virgem.

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Um outro estilo oracular

Imagem: Payton Chung · BY · Openverse

Há um estilo oracular que é de dentro para fora (as 3 ligações Yinː Pé - Tronco - Mão) e de fora para dentro (as 3 Ligações Yangː Mão - Cabeça - Pé). De baixo para cima, assim como se constrói casas, prédios, circunferências que começam no 0º, são apenas objetos tocáveis feitos pelo ser humano. Em que se considera os 6 Níveis Energéticos da Medicina Tradicional Chinesa para ordenar as 6 Linhas dos 64 Hexagramas:

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Hipótese mitológica para a criação do I Ching

Imagem: wcm1111 · BY-NC-ND · Openverse

Há cerca de seis ou sete mil anos, havia um mito universal de que todos os seres eram provenientes do útero de uma Mãe Cósmica; tal mito da criação universal teve lugar durante uma fase informe do mundo, aonde nada podia ainda ser identificado. Inicialmente cultuada na Índia, como Kali, a Mãe Informe, recebeu, depois, os nomes de Tiamat (Babilônia), Nu Kua (China), Temut (Egito), Têmis (Grécia pré-helênica) e Tehom (Síria e Canaã) - este último foi o termo usado mais tarde pelos escritores bíblicos para Abismo. As mais antigas noções de criação se originavam da ideia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que, a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco que agitasse este sangue, surgissem os "frutos", a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais. Muitas tradições referiram o princípio do coração materno, que detém todo o poder da criação.

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Código Numérico (x2)

Imagem: XIAOYU TANG · BY-SA · Openverse

16777216 (4096 x 4096) caminhos para se obter um hexagrama e a sua transformação em um outro

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