Humberto Theodoro Júnior
Humberto Theodoro Júnior é um jurista, advogado, professor e magistrado aposentado brasileiro. Foi desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e professor titular de Direito Processual Civil da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da qual recebeu o título de professor emérito em 2018. É autor do Curso de direito processual civil e integrou a comissão de juristas responsável pela elaboração do anteprojeto do Código de Processo Civil de 2015.
Graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro, em Uberaba, em 1961. Obteve o doutorado na UFMG em 1987, com a tese A execução de sentença e a garantia do devido processo legal. Na magistratura mineira, atuou nas comarcas de Monte Alegre de Minas, Canápolis, Frutal, Uberaba e Belo Horizonte. Foi juiz do Tribunal de Alçada de Minas Gerais e desembargador do TJMG, aposentando-se em 1986. Lecionou na Universidade Federal de Uberlândia, na Universidade de Uberaba e nas Faculdades Milton Campos. Na UFMG, tornou-se professor adjunto de Direito Civil mediante concurso em 1982 e professor titular de Direito Processual Civil em 1996. Posteriormente aposentado da docência, recebeu o título de professor emérito em 2018. É também padrinho da Liga Acadêmica de Direito e Processo Civil (LADPro), da Faculdade de Direito da UFMG. Fundou, em 1990, o escritório Humberto Theodoro Júnior Sociedade de Advogados, em Belo Horizonte. Seu nome consta da lista de árbitros da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial – Brasil (CAMARB).
Em 2009, foi designado para a comissão de juristas constituída pelo Senado Federal para elaborar o anteprojeto de um novo Código de Processo Civil. A comissão era presidida por Luiz Fux e tinha Teresa Arruda Alvim como relatora. É membro do Instituto dos Advogados Brasileiros, do Instituto dos Advogados de Minas Gerais e do Instituto Brasileiro de Direito Processual, além de membro fundador do Instituto de Direito Processual (IDPro). Seu perfil profissional também registra participação no Instituto Ibero-Americano de Direito Processual, na International Association of Procedural Law e na Association Henri Capitant. Em 4 de novembro de 2021, tomou posse na cadeira 46 da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, cujo patrono é Epitácio Pessoa, sucedendo a José Carlos Barbosa Moreira. Em agosto de 2025, foi nomeado para a Comissão de Juristas Notáveis da OAB de Minas Gerais, criada para formular propostas de aperfeiçoamento dos serviços do Poder Judiciário.
Sua produção abrange o direito processual civil e o direito civil. Além dos livros de sua autoria, publicou trabalhos em coautoria e participou de obras coletivas. A apresentação de entrevista publicada pela Revista do CAAP, em 2025, registra mais de cinquenta livros e centenas de artigos. Na mesma entrevista, avaliou que a efetividade do CPC de 2015 depende de mudanças na estrutura e na cultura judiciárias. Defendeu a aplicação das possibilidades já previstas no código e o emprego da inteligência artificial como auxílio ao julgador, preservando a responsabilidade humana pelas decisões.
Livros
Também coordenou obras coletivas, entre elas Primeiras lições sobre o novo direito processual civil brasileiro, com Fernanda Alvim Ribeiro de Oliveira e Ester Camila Gomes Norato Rezende, e Processo civil brasileiro: novos rumos a partir do CPC/2015.
Recebeu também a Medalha Santos Dumont, concedida pelo Estado de Minas Gerais. Em novembro de 2023, foi homenageado no III Congresso Internacional de Direito do Seguro e IX Fórum de Direito do Seguro José Sollero Filho, realizado na sede do Superior Tribunal de Justiça. Sua trajetória foi tema de coletâneas, entre elas Processo civil contemporâneo: homenagem aos 80 anos do professor Humberto Theodoro Júnior, publicada pela Forense em 2018, e Homenagem ao prof. Humberto Theodoro Júnior, publicada pela Dialética em 2024. No guia Chambers Brazil: Regions, da Chambers and Partners, figura na edição de 2026 na categoria Senior Statespeople da área de resolução de disputas em Minas Gerais.==Referências==


