Pesquisa · Mapa mental

Hugo Sánchez

Hugo Sánchez Márquez é um treinador e ex-futebolista mexicano que atuava como atacante.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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Carreira de futebolista

Início, no México

O esporte lhe cativava desde pequeno, para o desespero de sua mãe, a aturar quebradeiras de quadros, louças e vidros nas brincadeiras do pequeno Hugo em casa, na infância. Contando com a cobertura do pai, não teve maiores dificuldades em tornar-se jogador, chegando aos 15 anos à seleção amadora do México. Aos 17, foi campeão do Torneio Juvenil da Cannes, na França, e medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 1975, sediados em sua Cidade do México. No mesmo ano, ingressou no Pumas UNAM, time da Universidade Nacional Autônoma do México, onde faria o curso de odontologia paralelamente aos jogos. Um ano depois, aos dezoito, seria artilheiro dos Jogos Olímpicos de Verão de 1976. Nestas Olimpíadas, sua irmã também participou, como ginasta. Em homenagem a ela, Sánchez passaria a comemorar seus gols com um característico salto mortal.

Ídolo nos rivais de Madrid

Sánchez ficou quatro anos no Atlético, onde foi ídolo. Todavia, a equipe vivia decadente e não conseguia faturar troféus. Com seu desempenho individual em contínuo crescimento, estourou de vez na temporada 1984/85: foi artilheiro e vice-campeão da liga espanhola e conquistou a Copa do Rei, que seria o único troféu na década da equipe. O arquirrival Real Madrid percebeu a joia do vizinho e a arrebatou. Sánchez trocou os rojiblancos pelos blancos. Não se arrependeria da polêmica troca e no Real seria não só ídolo, como vitorioso. Sánchez emendou outras quatro artilharias no campeonato espanhol, sendo o goleador daquele memorável elenco merengue, que reunia ainda pratas-da-casa como Míchel, José Antonio Camacho, Rafael Gordillo, Rafael Martín Vázquez e Emilio Butragueño e também Jorge Valdano e Bernd Schuster. A chamada Quinta del Buitre, como ficou conhecida aquela equipe, se sagraria pentacampeã espanhola consecutivamente entre 1986 e 1990, embalada nos gols de Hugo.

Final da carreira

Todavia, o seu auge marcou também o início da decadência. No campeonato de 1991, o time ficou em terceiro, atrás dos rivais Barcelona (campeão) e Atlético. O de 1992 mal começou e Sánchez, já com 34 anos, anunciou seu retorno ao México. Iniciou então uma peregrinação por outras equipes, não chegando a ficar mais de um ano em cada uma. Primeiramente, jogou no América. Ali conquistou seu último título, a Copa dos Campeões da CONCACAF de 1992. Retornou então a Madrid, agora como jogador do terceiro time da cidade, o Rayo Vallecano. Após uma temporada, voltou ao seu país, agora pertencendo ao Atlante. Jogaria ainda no austríaco Linz, no estadunidense Dallas Burns e em outra equipe mexicana, o Celaya. Ali, jogando ao lado de seus ex-colegas madridistas Butragueño, Míchel e Martín Vázquez, aposentou-se em 1997.

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Seleção Mexicana

A trajetória na Seleção Mexicana começou ainda antes da clubística, nas seleções de base. Nelas foi medalha de ouro no Pan-Americano de 1975 e artilheiro das Olimpíadas de 1976. A estreia na seleção principal deu-se em 1977 e Sánchez foi campeão da Campeonato da CONCACAF (atual Copa Ouro), sediado no México. O torneio valeu também como eliminatória para a Copa do Mundo de 1978. Aos vinte anos, o jovem Sánchez figurou no mundial da Argentina, onde os mexicanos deram vexame: perderam seus três jogos, inclusive contra a Tunísia, tornando-se a primeira seleção a ser derrotada por uma africana em Copas. A Copa Ouro de 1981 também valeu como eliminatória para o mundial seguinte, desta vez o de 1982. Os dois primeiros colocados conseguiriam vaga na Espanha. Para a decepção de Sánchez, já no Atlético de Madrid, o México terminou em terceiro. Os classificados da CONCACAF foram El Salvador e Honduras, anfitriã. O México enfrentou os já classificados hondurenhos na última rodada. Mesmo com a enorme rivalidade com El Salvador, que resultara até em guerra em 1969, os donos da casa seguraram o empate, que deixou os mexicanos com um ponto a menos que os salvadorenhos.

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Como técnico

Imagem: Bogaerts, Rob / Anefo · BY-SA · Openverse

Iniciou a nova carreira no mesmo Pumas UNAM onde começara. Em cinco anos, ganhou os dois campeonatos de 2004, Clausura e Apertura. Seu trabalho de maior imagem foi na Seleção Mexicana, cargo ao qual não escondia aspirar. Sánchez estava irritado com a presença estrangeira na Tricolor: assumiu o México em 2006, após a Copa do Mundo daquele ano, onde o país jogou com dois naturalizados (o argentino Guillermo Franco e o brasileiro Zinha) e foi comandado por um técnico argentino, Ricardo Lavolpe. Sánchez comandou o México durante a Copa América de 2007, chegando a vencer o futuro campeão Brasil. Todavia, seu mau aproveitamento custou-lhe o cargo em 2008. Também não durou muito tempo em seu trabalho seguinte, no Almería, da Espanha.

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Fontes consultadas

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