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História dos Estados Unidos

A História dos Estados Unidos começa com a chegada dos primeiros europeus, na época do descobrimento deste território por parte dos habitantes do Velho Mundo. Durante o século XVI e XVII, estes territórios foram colonizados pela França, pela Inglaterra, pela Espanha e pela Holanda.[carece de fontes?] Os britânicos colonizaram a região da costa atlântica, onde nos séculos XVII/XVIII fundadas as Treze Colonias Britânicas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Até 1754

Diversas tribos nativas viviam na região que atualmente constitui os Estados Unidos muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus. Cada uma destes grupos indígenas era composto por diversas tribos com culturas e idiomas semelhantes, que eram aliadas ou neutras entre si. Entre as nações indígenas dos Estados Unidos, destacam-se os iroqueses, os algonquinos, os hurões, os sioux, os apaches, os uto-astecas, os havaianos e os esquimós. Estas famílias indígenas estavam, por sua vez, divididas em várias tribos menores. Não se sabe ao certo o número total de nativos indígenas que viviam nos atuais Estados Unidos nos anos que precederam à chegada dos primeiros europeus. Estima-se este número entre um a quinze milhões de indígenas, número que também inclui astecas que viviam no sul dos atuais Estados Unidos. Os primeiros europeus chegaram ao longo do século XVI. Diferentes nações exploraram e reivindicaram diferentes partes dos Estados Unidos. Os espanhóis foram os primeiros a explorarem as atuais regiões de Flórida, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia. Tais regiões continuariam sob controle hispânico até meados do século XIX. Em 28 de agosto de 1565, os espanhóis fundaram o primeiro povoado colonial permanente do território norte-americano, denominado Saint Augustine. Os franceses instalaram-se ao longo da região central dos atuais Estados Unidos, e os neerlandeses e suecos no nordeste. Durante a década de 1640 os neerlandeses expulsaram os suecos da região.

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1754 - 1783

O período da história dos Estados Unidos, que se estende de 1754 até 1783, é marcado pelo crescente movimento da população das Treze Colônias Norte Americanas pela independência. As relações entre os colonos americanos e os britânicos passaram a deteriorar-se rapidamente. Desde meados do século XVIII, tanto as colónias francesas quanto as colónias britânicas na América do Norte expandiram-se. Eventualmente, tanto a França quanto o Reino Unido reivindicaram o território que estendia-se dos Apalaches até o Rio Mississipi. Em 1754, a Guerra Franco-Indígena teve início, entre a colónia francesa de Nova França e as Treze Colônias britânicas. Esta guerra, por sua vez, é considerada parte de um conflito mundial, a Guerra dos Sete Anos. Diferentes tribos indígenas participaram na guerra, algumas ao lado dos britânicos, e outras ao lado dos franceses. Em 1763, o Reino Unido saiu vencedor. Segundo os termos do Tratado de Paris, o Reino Unido anexou todos os territórios franceses a oeste do Rio Mississipi - com exceção de New Orleans. Territórios franceses a oeste do Rio Mississipi, bem como New Orleans, tornaram-se colónias espanholas.

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1783 - 1815

Em 1787, líderes e representantes das ex-Treze Colónias Britânicas escreveram a Constituição dos Estados Unidos, que se tornou o pilar central do sistema político dos Estados Unidos, e centralizou o governo do recém-criado país. Todas as ex-Treze Colónias Britânicas ratificaram a Constituição americana por volta de 1789, tornando-as assim oficialmente em Estados dos Estados Unidos. A Constituição Estadunidense instituiu um sistema de colégios eleitorais no país. Em 1789, George Washington, que fora o líder das forças rebeldes americanas na Revolução Americana de 1776, foi escolhido por unanimidade pelos membros do colégio eleitoral como o primeiro Presidente dos Estados Unidos. O governo dos Estados Unidos passou a operar de maneira centralizada ainda em 1789, com capital em Nova Iorque. Um ano depois, a capital mudou-se para Filadélfia. Os Estados Unidos de então sofria de diversos problemas, como a falta de infraestrutura e uma gigantesca dívida pública. Os problemas económicos do país eram enormes. O país também estava dividido em dois: num Norte cuja economia se baseava primariamente no comércio doméstico e na nascente indústria de manufactura, e cuja população era primariamente contra o trabalho escravo, e num Sul cuja economia dependia pesadamente da agricultura, cujos produtos - primariamente algodão - eram primariamente vendidos a outros países, e utilizava mão-de-obra escrava. Outro problema foi o início de uma nova guerra, entre a França (que estava em plena Revolução Francesa) e o Reino Unido e a Espanha. A França esperava ajuda militar dos americanos. Porém, alguns grupos políticos eram a favor, e outros eram contra. George Washington decidiu-se pela neutralidade, causando atritos políticos e militares entre a França Revolucionária e os Estados Unidos. Divergências entre diferentes grupos políticos levaram à criação de dois partidos políticos - o Partido Federalista e o Partido Democrata-Republicano.

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1815 - 1865

Após o término da Guerra de 1812, da derrota de Napoleão Bonaparte na Batalha de Waterloo e do Congresso de Viena, todos os eventos ocorridos em 1815, uma era de relativa estabilidade iniciou-se na Europa. Líderes americanos passaram a prestar menos atenção a conflitos europeus, bem como ao comércio com a Europa, e passaram a dedicar-se mais ao desenvolvimento doméstico do país. Em 1823, o Presidente americano James Monroe instituiu a Doutrina Monroe, onde Monroe avisava às potências europeias a não interferirem com nenhuma das novas nações livres do continente americano. Em 1819, a Florida, então colónia espanhola, é comprada e anexada pelos Estados Unidos. Com o fim da aliança dos britânicos com os nativos americanos, colonos americanos passaram a colonizar áreas, habitadas primariamente por indígenas - muitos dos quais haviam sido movidos à força para a região, a partir da costa atlântica, por ordem do governo americano. Durante a década de 1830, o governo federal deportou forçadamente tribos indígenas do sudeste do país para territórios menos férteis no oeste. Este caso foi parar na Suprema Corte americana, que julgou o caso a favor dos indígenas. Mesmo assim, o Presidente americano à época, Andrew Jackson, ignorou o mandato da Suprema Corte.

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1865 - 1918

A Guerra Civil Americana gerou grande destruição nos Estados Unidos - especialmente no sul do país. Nenhum conflito causou a morte de mais americanos do que a Guerra Civil Americana. Entre 600 a 700 mil americanos perderam as suas vidas nesta guerra civil, mais do que as baixas americanas em todas as guerras que os Estados Unidos estiveram envolvidos desde a Revolução Americana de 1776 até à atualidade. O Sul, após o final da guerra, foi ocupado por forças da União. A economia da região estava completamente destruída. O período que se estende do final da guerra até 1877, quando as últimas forças americanas desocuparam o Sul, é conhecido como Reconstrução. Conflitos entre políticos nortistas apareceram quanto ao processo de readmissão dos Estados do Sul para os Estados Unidos da América. Estes políticos dividiam-se em dois grupos: os moderados e os radicais. Os moderados, liderados ao longo da guerra por Abraham Lincoln e posteriormente pelo Vice-Presidente Andrew Johnson (que assumiu o posto de Presidente), queriam pôr um fim definitivo às diferenças políticas, culturais, econômicas e sociais entre o Sul e o Norte, e eram contra a imposição de punições. Já os radicais exigiam grandes punições contra o Sul. Os radicais, após a guerra, conseguiram aprovar no Congresso americano pesadas punições contra o Sul, e deram início a um processo de impeachment contra Jackson. O Senado americano rejeitou este processo por apenas um voto, em 1868.

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1918 - 1945

A guerra não só arrasou a Europa como criou uma taxa assombrosa de desemprego por conta da completa falta de estrutura no continente devido aos longos combates, o que gerou uma crise financeira também potenciada pelos gastos exorbitantes de cunho militar. Com o declínio europeu os Estados Unidos expandiram os seus mercados e emergiram como potência mundial tomando uma posição de destaque no cenário político e militar mundial. Os Estados Unidos até então prosperaram de uma forma muito balanceada. Durante a maior parte da década de 1920, os Estados Unidos passaram por um período de prosperidade não balanceada. Enquanto a indústria de manufatura e a venda de novos produtos recém-inventados, como rádio, filmes e automóveis, crescia, os preços para produtos agropecuários e os salários dos trabalhadores caíram em todo o país. A qualidade de vida nas áreas urbanas crescia gradualmente, e dramáticas melhorias no sistema de planejamento urbano destas áreas urbanas ocorreram, porém a qualidade de vida caiu nas áreas rurais. Uma das razões da prosperidade econômica em geral dos Estados Unidos durante a década de 1920 foi a extensão de crédito a níveis perigosos, incluindo nas bolsas de valores, que cresceram para níveis perigosamente inflacionados.

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1945 - 1964

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, as potências Aliadas (que incluíam os Estados Unidos) financiaram a reconstrução da Alemanha e do Japão, e eventualmente transformaram estes países de ex-inimigos em aliados. A era pós-guerra nos Estados Unidos foi marcado internacionalmente pelo início da Guerra Fria, onde os Estados Unidos e a União Soviética, que haviam se tornado as únicas Superpotências mundiais no final da Segunda Guerra, ocupam o vácuo deixado pelas antigas potências europeias, que estavam completamente destruídas pela guerra. As superpotências tentaram expandir sua influência no resto do mundo, à custa de outros países, impulsionados por uma divisão ideológica entre o capitalismo e o comunismo. Esta guerra foi balanceada pelos maciços arsenais nucleares destes países. Eles dominaram os assuntos militares da Europa, com os Estados Unidos e seus aliados da OTAN de um lado e a União Soviética e seus aliados do Pacto de Varsóvia, do outro. Os Estados Unidos desenvolveram uma política de "contenção" para a expansão bloco soviético. Enquanto eles se engajaram em guerras por procuração e desenvolviam poderosos arsenais nucleares, os dois países evitavam o conflito militar direto. O resultado foi uma série de conflitos durante este período, incluindo a Guerra da Coreia em 1950 a 1953 (que resultou em status quo) e a tensa Crise dos mísseis de Cuba de 1962. Dentro dos Estados Unidos, a Guerra Fria gerou preocupações sobre a influência comunista, e também resultou em tentativas do governo americano em encorajar matemática e ciências nos esforços em vencer a corrida espacial.

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1964 - 1991

Economicamente, a era de prosperidade e de grande crescimento econômico, que caracterizou o período 1945-1964, terminara. A era 1964-1991 foi marcado por diversas recessões econômicas, que se intercalaram com alguns períodos de grande crescimento econômico. O país também passou a sofrer com a concorrência de outros países, tais como o Japão ou os países da União Europeia - tanto no mercado internacional quanto no mercado doméstico. Demograficamente, o período de 1964-1991 é marcado pela queda da imigração de europeus nos Estados Unidos, e pelo início da grande imigração de hispânicos e de asiáticos, que passaram a causar grandes mudanças na demografia do país. Este período também é marcado pelo início do grande crescimento populacional do Sun Belt, que compreende todos os Estados do sul do país. Tanto a imigração hispânica e asiática quanto o crescimento populacional do Sun Belt continuam até os dias atuais.

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1991 - 2008

Apesar da queda da União Soviética, os Estados Unidos viram-se envolvidos noutra ação militar, a Guerra do Golfo, ocorrida em 1990. Essa ação militar aconteceu depois do exército de Saddam Hussein invadir o Kuwait. O Conselho de Segurança da ONU votou a favor do ataque contra o Iraque e pela expulsão das tropas iraquianas do Kuwait. Essa campanha militar bem sucedida foi empreendida pelo governo americano do Presidente George H. W. Bush que foi sucedido pelo democrata Bill Clinton, em 1992. Clinton liderou os Estados Unidos durante o mais longo período de expansão econômica da história americana, um efeito colateral da revolução digital e de novas oportunidades de negócios criadas pela Internet. A partir de 1994, os Estados Unidos participa do maior bloco comercial do mundo, o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), ligando 450 milhões de pessoas que produzem 17 trilhões de dólares do valor dos bens e serviços. O objetivo do acordo entre os Estados Unidos, Canadá e México foi criado para eliminar as barreiras comerciais e de investimento entre eles, até 1 de janeiro de 2008; o comércio entre os parceiros aumentou desde que o acordo entrou em vigor.

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2008 - presente

Em 2008 o democrata Barack Obama foi eleito o primeiro presidente afro-americano e multirracial. Obama continuou o processo de retirada das tropas americanas do Iraque e estabeleceu o plano de encerrar a participação americana no conflito no Afeganistão. Logo depois, contudo, voltou ao Oriente Médio para liderar uma coalizão internacional contra o grupo autoproclamado Estado Islâmico (Dawlat al-Islāmiyah). Em 2011, quase dez anos após o atentado, o governo autorizou uma operação bem-sucedida que resultou na morte de Osama bin Laden, baleado pela Navy Seal (marinha americana) na cidade de Abbottabad no Paquistão. Após a morte do líder da Al-Qaeda, Obama tomou certas providências a respeito da política externa, tais como a ordem de retirada das tropas americanas do Iraque. Os Estados Unidos também viram o ressurgimento das tensões com a Rússia, devido a intervenção desta na Geórgia e na Ucrânia. Os americanos e seus aliados na Europa impuseram sanções contra Moscovo, ameaçando uma nova "Guerra Fria".

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