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História do Uruguai

Antes da chegada dos espanhóis e portugueses ao Uruguai, em 1516, os habitantes daquela terra eram os índigenas charruas, chanaés e guaranis, entre outros. Dos milhares de índigenas que lá habitavam, a maioria era da tribo charrua.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/08/2026
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Período pré-colonização

O Uruguai é, atualmente, o único país da América do Sul que não apresenta população indígena sobrevivente. Entretanto, o primeiro registro arqueológico de evidência humana na região do atual território uruguaio data de 8.000 anos atrás, como testemunham os cerritos de indios, a Gruta do Palácio em Flores ou os recentes achados em Salto. Estes povos antigos caçavam animais e coletavam plantas para sobreviver, desenvolvendo ferramentas de pedra mais sofisticadas entre 4.000 e 8.000 anos atrás. Neste período, também desenvolveram o uso do arco e flechas. Os principais vestígios das civilizações pré-históricas uruguaias são os chamados cerritos de indios, montes de terra e pedras existentes próximos da fronteira com o Brasil, desde La Coronilla, no departamento de Rocha, até as margens do rio Negro, em Tacuarembó e Cerro Largo. Apesar de descobertos no século XIX, a investigação minuciosa dos cerritos de indios começou somente em 1986, por três equipes formadas pelo Ministerio de la Educación y Cultura e docentes, e alunos da Facultad de Humanidades y Ciencia de la Educación.

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Descobrimento

O primeiro europeu a ter alcançado a região do Rio da Prata teria sido o italiano Américo Vespúcio em 1501, a bordo de um navio português, embora alguns autores contestem esta hipótese. Vespúcio estava convencido da existência de um estreito ao sul do recém-descoberto continente americano, possibilitando a passagem para o Oriente.Mas o Verdadeiro Descobridor do Uruguai foi Fernando Da Cunha Spanier no ano de 1499.

Descoberta do Rio da Prata

Ao tomar conhecimento da descoberta do "Mar do Sul" (nome dado ao atual Oceano Pacífico) pelo espanhol Vasco Núñez de Balboa em 1513, o rei português D. Manuel decidiu enviar a expedição comandada por Estêvão Fróis e João de Lisboa para verificar onde terminava a parte sul do continente americano, além de averiguar a existência do suposto estreito que conduziria ao oceano recém-descoberto pelos espanhóis. No início de 1514, Estêvão Fróis e João de Lisboa partiram de Portugal com duas caravelas e uma tripulação de setenta homens. Ultrapassando os limites do domínio português no continente, determinado pelo Tratado de Tordesilhas, e entrando em terras espanholas, chegaram ao local que parecia ser a boca do tão procurado estreito. Avistaram um cabo e batizaram-no de Cabo de Santa Maria, situado próximo à atual Punta del Este. A expedição havia descoberto a foz do Rio da Prata.

Expedição de Juan Díaz de Solís

Tratando de reivindicar as terras que julgava serem suas por direito, a coroa espanhola enviou o navegador Juan Díaz de Solís para localizar o estreito anunciado pelos portugueses. Solís é oficialmente reconhecido como o descobridor do Uruguai. Nascido em Lebrija, província de Sevilha (algumas fontes afirmam que Solís nascera em Portugal e posteriormente naturalizara-se castelhano), tornou-se piloto-mor da Casa de Contratação das Índias após a morte de Vespúcio. Em 8 de outubro de 1515, partiu de Sanlúcar de Barrameda à frente de três caravelas, com uma tripulação de sessenta homens. Após breve escala na ilha de Tenerife, seguiu o contorno da América do Sul e, em 2 de fevereiro de 1516, chegou a uma península, no atual departamento de Maldonado, que fora por ele batizada de Puerto de Nuestra Señora de la Candelaria. O porto natural recebeu este nome em virtude da data comemorativa de Nossa Senhora da Candelária. Solís também descobriu a Isla de Lobos, nomeando-a San Sebastián de Cádiz.

Expedição de Sebastião Caboto

A segunda expedição de Cristóvão Jacques no continente penetrou o estuário do Rio da Prata em 1521, descobrindo o Rio Paraná. Entretanto, foi Sebastião Caboto o primeiro europeu a explorar os rios Paraná e Uruguai, em 1527. A viagem de Caboto, que partira da Europa em 1526 originalmente em direção às Ilhas Molucas, foi alterada quando encontrou os náufragos da expedição de Juan Díaz de Solís em sua passagem pela Ilha de Santa Catarina. Tomando conhecimento da riqueza do rei do Império Inca e da aventura de Aleixo Garcia, Sebastião Caboto decidiu subir o Prata e entrar pelo rio Paraná adentro. Fundou, ainda em 1526, o primeiro estabelecimento espanhol em solo uruguaio: o Forte de San Salvador, na confluência dos rios Uruguai e San Salvador, destruído pelos charruas em 1529. Na região, Caboto encontrou um grumete sobrevivente do massacre que culminou com a morte de Solís, dez anos antes: Francisco del Puerto. Em 1528, a armada de Diego García de Moguer penetra o Rio da Prata e une-se a Caboto no Rio Paraguai. A hostilidade crescente dos nativos impulsionou a desistência de ambos em chegar ao reino inca. Decidiram então retornar à Espanha.

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Colonização

Em agosto de 1816 tropas luso-brasileiras ao mando de Carlos Federico Lecor invadiram a Província Oriental do Rio da Prata, embora Artigas continuou a luta no médio rural hasta cair derrotado na batalha de Tacuarembó, em janeiro de 1820, o que significou a derrota definitiva do caudilho oriental, que teve de abandonar a sua terra, à qual já não regressaria. De este modo, em 1821 o atual território uruguaio foi anexado ao Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves como uma província mais, rebatizando-se da Província Cisplatina. Portugal entendia que as terras ao ocidente do Rio Uruguai -atualmente as províncias argentinas de Entre Ríos e Corrientes- deveriam também formar parte de sua órbita, chamando a toda essa região a Província Transplatina. Cinco anos depois, em 1825, e com o apoio de Buenos Aires, um grupo de rio-platenses oriundos da ex Província Oriental, chamados de os Treinta y Tres Orientales e liderados por Juan Antonio Lavalleja, regressou a sua terra para expulsar aos brasileiros. Eventualmente se somaria o general Fructuoso Rivera quem ofereceu aos portugueses uma vasta região do norte e leste da Província Oriental a câmbio de lograr "a paz". O território cedido por Rivera aos portugueses limitava ao norte com a atual cidade de Porto Alegre.

Primeiras vilas

Em 1527 Sebastián Gaboto, às ordens da monarquia espanhola, construiu um primeiro acampamento fortificado na costa oriental do Rio da Prata frente à confluência com o rio Paraná, esta provação foi chamada de San Lázaro e estava uns poucos quilômetros ao noroeste da atual cidade de Carmelo, dias depois a mesma expedição espanhola a mando de Sebastián Gaboto edificou um forte na desembocadura do rio que chamou de San Salvador do mesmo modo que ao forte. Logo, em 30 de maio de 1574, Juan Ortiz de Zárate fundou nas proximidades das ruínas do mencionado forte a primeira vila europeia, chamada também San Salvador (praticamente a atual Dolores), quanto que em 1624 os missionários jesuítas fundaram uma redução a ribeiras do Rio Negro (ou Hum), quase na confluência com o Rio Uruguai. Tal redução, chamada de Santo Domingo Soriano, é o antecedente da atual Villa Soriano, no departamento de Soriano.

Introdução do gado

Em 1603, o governador da província do Rio da Prata, Hernando Arias de Saavedra, deu início à introdução do gado bovino e equino nas planícies do Uruguai, promovendo o desenvolvimento econômico da região. Em 1611, Saavedra transformou a região em Vacaria del Mar. O desenvolvimento do gado na Banda Oriental, especialmente por parte dos portugueses que haviam invadido o sul do Brasil, teve influência direta na colonização do território que acabaria sendo a República Oriental do Uruguai. O cabildo de Buenos Aires começou a outorgar autorizações para efetuar a exploração do gado existente na Banda Oriental, sob a modalidade dos chamados faeneros, grupos de vinte a trinta ginetes. Estes cruzavam o Rio da Prata desde Buenos Aires com um grupo de peões e, acampando temporariamente, dedicavam-se à captura do gado, do qual extraíam o couro e a gordura. Posteriormente, os faeneros começaram a preparar a carne mediante da salga, o que permitia sua conservação através da desidratação sob a forma de charque.

Fundação da Colônia do Sacramento

O principal registro da influência da abundância de gado na Banda Oriental como determinante de sua colonização foi a atividade dos portugueses provenientes do Brasil. Inicialmente, os mamelucos incursionaram nas pradarias do norte da Banda Oriental — cuja fronteira não estava claramente delimitada e abarcava boa parte do atual estado do Rio Grande do Sul — com os mesmos fins de capturar e extrair o couro do gado. Portugal, a partir da colonização do Brasil, vinha praticando uma política territorial expansiva, dirigida a ultrapassar os imprecisos limites que havia fixado o Tratado de Tordesilhas. O primeiro povoado de caráter permanente em solo uruguaio foi fundado pelos espanhóis em 1624, em Soriano, perto do Rio Negro. Em 1679, o governador da capitania do Rio de Janeiro, Manuel Lobo, organizou uma expedição marítima ao Rio da Prata, desembarcando na Ilha de São Gabriel, onde fundou, no final de janeiro de 1680, um forte na atual cidade de Colonia, batizando-na Nova Colónia do Sacramento. Os portugueses estabeleceram guarnições militares nas proximidades das ilhas San Gabriel e Martín García.

Fundação de Montevidéu

Montevidéu foi fundada oficialmente em 24 de dezembro de 1726 (século XVIII), pelo capitão espanhol Bruno Mauricio de Zabala, chamado de «Brazo de Hierro», para servir como fortaleza militar, passando rapidamente a ser seu porto um centro comercial capaz de competir com Buenos Aires e comissionando pelas autoridades estabelecidas nessa província. A nova fundação recebeu inicialmente o nome de Fuerte San José, e depois de San Felipe e Santiago, embora o lugar fosse conhecido de antigo pelos espanhóis como Montevidéu, nome talvez derivado do término «monte videm» usado por quem divisa por primeira vez o cerro existente em seus custos, Miguel de Triana. A Espanha só tem Montevidéu e suas cercanias, os departamentos de San José, Flores, Canelones e Maldonado. 90% da Banda Oriental seguia sendo português desde 1680. A Banda Oriental foi portuguesa de fato por quase cem anos, de 1680 a 1777.

Predomínio e legislação da Banda Oriental

Em 22 de novembro de 1749, o rei de Espanha nomeou como primeiro Governador de Montevidéu, José Joaquín de Viana. Este chegou ao Rio da Prata no barco Nossa Senhora da Conceição em 3 de fevereiro de 1751, desembarcando em Buenos Aires, onde jurou o cargo de primeiro Governador de Montevidéu ante o Capitão Geral José de Andonaegui e tomou possessão do mesmo em sessão solene que o Cabildo de Montevideu celebrara em 14 de março. A Governação de Montevidéu compreendia os territórios desde a boca do arroio Cufré, no oeste, até o cerro Pan de Azúcar, ao leste, chegando ao norte desde as nascentes dos rios San José e Santa Lucía seguindo a linha da Cordilheira Grande até o morro Ojosmín, que encontra-se no atual departamento de Flores. Corresponde aos atuais departamentos de Montevidéu, Canelones e parte dos de San José, Flores, Florida, Lavalleja e Maldonando.

Luta pela independência

Inicializado o processo revolucionário em Buenos Aires, na chamada Revolução de Maio de 1810, a Banda Oriental tardou em somar-se. O denominado Grito de Ascencio,protagonizado por Pedro José Viera e Venancio Benavides, ocorreu em 27 de fevereiro de 1811, data em que se considera tradicionalmente o ponto de partida da revolução no país. Em 1811, é nomeado Vice-rei e Capitão Geral da região, Xavier de Elio, gerando insatisfação devido a uma série de medidas adotadas por ele. Em fevereiro se dá o "grito de Asencio" e um capitão chamado José Gervasio Artigas, ao retornar de Buenos Aires, aonde fora oferecer seus serviços torna-se líder dos autonomistas.

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República

Nas eleições legislativas de outubro de 2009 o Frente Amplio volveu a lograr a maioria parlamentaria com o 48% do total de sufrágios (contando votos em brancos e anulados), em tanto que o Partido Nacional resultou segundo com um 29,4%, o Partido Colorado terceiro obtendo um 17.5 %. A votação do Frente Amplio não conseguiu a maioria absoluta do total de votos emitidos, incluídos os votos em branco e anulados, então a eleição presidencial se definiu o 29 de novembro de 2009 mediante um sistema eleitoral a duas voltas entre o esquerdista José Mujica do Frente Amplio e o direitista ex. presidente Luis Alberto Lacalle Herrera do Partido Nacional. José "Pepe" Mujica resultou eleito como presidente do Uruguai e sucessor de Tabaré Vázquez. A fórmula do Frente Amplio obteve o 52,4% dos sufrágios, quanto que o outro candidato, o ex-presidente branco Luis Alberto Lacalle (1990-1995), logrou o 43,5%, de acordo com os resultados da Corte Eleitoral. Em torno ao 4 % dos sufrágios foram em branco ou anulados. Na primeira volta do 25 de outubro passado, Mujica, do governante partido de esquerda Frente Amplio, e Lacalle, do Partido Nacional, havia sido os mais votados (48% y 29,1% respetivamente), mas nenhum logrou a maioria. Em seu discurso de toma de mando, feito o 1 de março de 2010 Mujica reafirmou a necessidade de que o país contara com políticas de estado. Também planteou como um objetivo primordial de sua administração a eliminação da indigência e a redução da pobreza num 50%. Mujica foi presidente até 2014, quando então a presidência voltou para Tabaré Vázquez, também do Frente Amplio.

Independência

A primeira constituição nacional foi adotada em 18 de julho de 1830, dando-se-lhe o nome de Estado Oriental do Uruguai ao novo país. Prestes a conseguir que Brasil abandonara as pretensões sob a atual República Oriental do Uruguai, o estado brasileiro manteve ocupada uma grande parte da Banda Oriental: as nascentes do Rio Negro no nudo de Santa Tecla, e todo o extenso território entre o Rio Quaraí e o rio Ibicuí e seu curso alto chamado de rio Santa Maria. Também por o noroeste, os brasileiros lograram correr a seu favor as fronteiras, pese a sua derrota militar: a fronteira do noroeste passou de ser o Piratiny ou Piratini a ser o Rio Jaguarão.

A Guerra Grande de 1839-1852

O espectro político no Uruguai ficou dividido entre dois partidos, os conservadores Blancos ("brancos", Partido Nacional) e os liberais Colorados ("vermelhos"). Os Colorados eram liderados por Fructuoso Rivera e representavam os interesses económicos de Montevideu, enquanto que os Blancos eram liderados por Manuel Oribe e representavam os interesses dos agricultores e promoviam o proteccionismo. Os grupos herdaram os nomes das cores das braçadeiras que usavam, inicialmente os Colorados eram azuis, mas depois de a braçadeira esbater ao Sol adoptaram o vermelho. Os partidos uruguaios associaram-se às facções políticas que guerreavam na vizinha Argentina. Os Colorados eram a favor dos exilados liberais, Unitarios, muitos dos quais tinham buscado refúgio em Montevideu, enquanto o líder Blanco, Manuel Oribe, era um amigo próximo do ditador argentino, Juan Manuel de Rosas. Oribe ficou ao lado de Rosas quando a marinha francesa bloqueou Buenos Aires em 1838, o que levou os Colorados e os exilados Unitarios a procurarem ajuda francesa contra Oribe e, a 15 de junho de 1838, um exército liderado por Fructuoso Rivera, derrubou o presidente que refugiou-se na Argentina.

Desenvolvimento sócio-econômico até 1890

Depois da Guerra Grande, houve um aumento assinalável da imigração, sobretudo de Espanha e Itália, em 1860 os imigrantes representavam 48% da população, e 68% em 1868. Na década de 1870 entraram no Uruguai mais de 100.000 europeus, pelo que em 1879 viviam cerca de 438.000 pessoas no Uruguai, um quarto das quais em Montevideu. Em 1857 o primeiro banco abriu, três anos depois iniciou-se a construção de um sistema de canais e em 1860 a primeira linha de telégrafo foi instalada e construíram-se ligações ferroviárias entre a capital e a província. A economia viveu um acelerado crescimento depois da Guerra Grande, sobretudo na criação e exportação de gado. Entre 1860 e 1868, o número de ovelhas passou de três para dezassete milhões, devendo-se o aumento sobretudo aos novos métodos trazidos pelos imigrantes europeus.

século XX

José Batlle y Ordóñez, presidente nos períodos 1903-1907 e 1911-1915, lançou as bases do Uruguai actual, fazendo grandes reformas políticas, sociais e económicas, como o estabelecimento da intervenção governamental em vários sectores da economia, o lançamento de um sistema de segurança social e a criação de um executivo plural. Algumas destas reformas foram continuadas pelos seus sucessores. No plano educativo, em 1903 cria-se a Facultad de Comercio (futura de Ciencias Económicas) e em março de 1907 a Facultad de Veterinaria y Agronomía. Tratava-se de fazer mais técnico o comércio e o agro desviando aos filhos de estancieiros das tradicionais carreiras de advogado e médico. Projetou-se a instalação de dez colégios departamentais, procurando outorgar em o interior da República elementos de cultura superior à do ensino primário. Em o plano político, a tarefa foi absorvida por os levantamentos armados produzidos por a política exclusivista de partido desenvolvida por Batlle e a negativa do Partido Nacional a seguir aceitando sua contínua marginarão do governo. Firmada em 1904 a Paz de Aceguá, os impactos da revolta foram: A) A consolidação da unidade do Estado. O triunfo colorado implicou a finalização da política de coparticipação em os governos departamentais. B) Governo exclusivo de partido e C) A Reforma Eleitoral.

A era da exportação

Dados extraídos de Reino Unido, Statistical Abstract of Principal and other Foreign countries (1900-1918). No final da década de 1950, em parte devido ao decréscimo da procura no mercado mundial por produtos agrícolas, o Uruguai começou a registar problemas económicos, onde se inclui a inflação, desemprego em massa e uma queda abrupta do nível de vida dos trabalhadores uruguaios, o que levou ao aparecimento de protestos estudantis e conflitos laborais. Em 1951, os governantes decidiram substituir o cargo de presidente por um conselho administrativo, como forma de evitar um golpe militar. Quinze anos depois, o mandato presidencial é restituido em um referendo realizado no mesmo dia das eleições gerais, vencidas pelo Partido Colorado.

O Uruguai contemporâneo

As reformas económicas de Sanguinetti visavam atrair o investimento e capital estrangeiro e tiveram algum sucesso na estabilização da economia. Para a promoção da reconciliação nacional e facilitar o retorno ao funcionamento democrático das instituições, Sanguinetti conseguiu aprovar por plebiscito uma controversa amnistia geral aos líderes militares acusados de violações dos direitos humanos durante a ditadura, e acelerou a libertação dos antigos guerrilheiros. As eleições de 1989 foram vencidas por Luis Alberto Lacalle, do Nacional, que governou no perído de 1990 a 1995. Lacalle, além de fazer o Uruguai aderir ao Mercosul em 1991, empreendeu grandes reformas estruturais liberalizando e privatizando a economia, apesar de algum sucesso económico, estas medidas deram origem a uma grande oposição política, que chegou a conseguir anular algumas das reformas por referendo.

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