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História do alfabeto

Acredita-se que a história do alfabeto tenha se iniciado no Egito Antigo, quando já havia decorrido mais de um milênio da história da escrita. O primeiro alfabeto consonantal teria surgido por volta de 2000 a.C., representando o idioma dos trabalhadores semitas no Egito, e que foi influenciado pelos princípios alfabéticos da escrita hierática egípcia. Quase todos os alfabetos do mundo hoje em dia descendem diretamente deste desenvolvimento, ou foram inspirados por ele.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Primeiros alfabetos

Duas escritas são bem-atestadas desde antes do final do quarto milênio a.C.; o cuneiforme mesopotâmico e os hieróglifos egípcios. Ambos eram bem conhecidos na região do Oriente Médio onde surgiu o primeiro alfabeto a ser usado em grande escala, o fenício. Existem indícios que mostram que o cuneiforme estaria começando a desenvolver propriedades alfabéticas em alguns dos idiomas para os quais ele foi adaptado, como pôde ser visto novamente, mais tarde, na escrita cuneiforme persa antiga. O silabário de Biblos tem semelhanças gráficas sugestivas tanto com o hierático egípcio quanto com o alfabeto egípcio, porém até hoje ele não foi decifrado, e pouco pode ser dito sobre o papel que ele teve - se é que o teve - na história do alfabeto.

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Alfabetos consonantais

Alfabeto semítico

A escrita proto-sinaítica do Egito ainda não foi totalmente decifrada. Ela parece, no entanto, ser alfabética, e que registrava um texto na língua canaanita. Os exemplos mais antigos foram grafitos encontrado na região do Sinai que datam de por volta de 1850 a.C. Esta escrita semítica alocou aos hieróglifos egípcios valores consonantais com base em suas traduções semíticas. Assim, por exemplo, o hieróglifo per ("casa", em egípcio), se tornou bayt ("casa", em semítico). A escrita era usada apenas de maneira esporádica, e manteve sua natureza pictográfica por meio milênio, até ser adotada para uso administrativo em Canaã. Os primeiros estados canaanitas a fazer um uso extensivo do alfabeto foram as cidades-estado fenícias, e por este motivo os estágios tardios da escrita canaanita são chamados de alfabeto fenício. Estas cidades da Fenícia eram estados marítimos, centros de uma vasta rede de comércio; rapidamente, o alfabeto fenício se espalhou por todo o Mediterrâneo. Duas variantes do alfabeto fenício tiveram grande impacto na história da escrita: o alfabeto aramaico e o alfabeto grego.

Descendentes do abjad aramaico

Os alfabetos fenício e aramaico, como seu protótipo egípcio, representavam apenas consoantes, um sistema chamado de abjad. O alfabeto aramaico, que evoluiu a partir do fenício no século VII a.C. como escrita usada em caráter oficial no Império Aquemênida, parece ter sido o ancestral de quase todos os alfabetos modernos da Ásia: A tabela mostra como o alfabeto se espalhou para o oeste (grego, latim) e para o leste (brami, coreano); a correspondência exata entre o fenício (através do aramaico) ao brami, no entanto, é incerta, especialmente devido às sibilantes e às letras entre parênteses. A transmissão do alfabeto do tibetano (através do 'phags-pa) para o hangul também é controversa.

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Alfabetos verdadeiros

Alfabeto grego

Por volta do século VIII a.C. os gregos adaptaram o alfabeto fenício para seu próprio idioma, criando no processo o primeiro alfabeto "verdadeiro", no qual as vogais tinham um status igual ao das consoantes. De acordo com as lendas gregas transmitidas pelo historiador Heródoto, o alfabeto teria sido levado da Fenícia para a Grécia por Cadmo. As letras do alfabeto grego eram as mesmas do alfabeto fenício, e ambos eram organizados na mesma ordem. Entretanto, enquanto a presença de letras separadas para vogais teria acabado por atrapalhar a legibilidade do egípcio, fenício ou hebraico, sua ausência é que se tornava problemática para o grego, idioma no qual as vogais desempenham um papel muito mais significativo. Os gregos usaram para representar as vogais algumas das letras fenícias que representavam fonemas do fenício que não tinham equivalentes no grego. Todos os nomes das letras do alfabeto fenício se iniciavam em consoantes, e estas consoantes indicavam aquilo que as letras representavam - fenômeno conhecido como o princípio acrofônico.

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