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Himalaias

Himalaias são a mais alta cadeia montanhosa do mundo, localizada entre a planície indo-gangética, ao sul, e o planalto tibetano, ao norte. A cordilheira abrange cinco países e nela se situa a montanha mais alta do planeta, o Monte Everest. O nome Himalaia vem do sânscrito e significa "morada da neve". Os Himalaias espalham-se, de oeste para leste, do vale do rio Indo ao vale do rio Bramaputra, formando um arco de cerca de 2 500 km de extensão e com uma largura variando de 400 km no oeste, na região da Caxemira-Tibete, a 150 km no leste, na região do Tibete-Arunachal Pradesh.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Descrição geral

Os Himalaias formam um grande sistema montanhoso, que incluem os Himalaias propriamente dito, o Caracórum, o Indocuche e o Pamir. Este sistema estende-se por cinco diferentes nações: Paquistão, Índia, Nepal, Butão e República Popular da China. Juntas estas cordilheiras, o sistema montanhoso dos Himalaias é o teto do mundo, e lar dos picos mais altos do planeta, o Monte Everest (8 849 m) e o K2 (8 611 m). O pico mais alto fora dos Himalaias é o Aconcágua, nos Andes, com 6 962 m, e somente nos Himalaias há mais de 100 picos excedendo os 7 200 m de altitude. Os Himalaias são fonte de duas das maiores bacias hidrográficas: a bacia do rio Indo e a bacia do Ganges-Bramaputra. Aproximadamente mil milhões de pessoas vivem nas bacias hidrográficas de rios que nascem nos Himalaias. Entretanto, a densidade populacional dos Himalaias é muito baixa e poucos são os centros populacionais, sobretudo na vertente meridional. Os Himalaias influenciam também fortemente o clima, a vegetação e a distribuição dos animais.

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Origem

Os Himalaias estão entre as formações montanhosas mais jovens do planeta. De acordo com a moderna teoria das placas tectônicas, sua formação é resultado de uma colisão continental, ou então do processo de orogenia (isto é, processo de formação de montanhas) entre os limites convergentes entre as placas Indo-australiana e da Eurásia. A colisão iniciou-se no Cretáceo Superior há cerca de 70 milhões de anos, quando a placa Indo-australiana se moveu rumo ao norte e colidiu com a placa da Eurásia. Há cerca de 50 milhões de anos, com a movimentação rápida da placa Indo-australiana, a junção já havia se estabelecido. Entretanto, a placa continua a movimentar-se horizontalmente para baixo do planalto do Tibete, forçado a ascendência do planalto. As montanhas de Arakan-Yoma em Mianmar e as ilhas Andamão e Nicobar na Baía de Bengala também se formaram em decorrência dessa colisão. A placa Indo-australiana ainda se move numa proporção de 67 mm/ano, e nos próximos dez milhões de anos avançará cerca de 1 500 km para o interior da Ásia. Cerca de 20 mm/ano da convergência da Índia com a Ásia é absorvida pelo empuxo ao longo da frente sul dos Himalaias. Isto leva os Himalaias a elevarem-se cerca de 5 mm/ano; fazendo com que eles sejam geologicamente ativos. O movimento da placa indiana em direção à placa eurasiática também faz esta região ser sismicamente ativa, induzindo terremotos periodicamente.

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Glaciares e bacias hidrográficas

Um grande número de glaciares são encontrados nos limites dos Himalaias. Entre eles encontra-se o glaciar de Siachen, o maior no mundo fora da região polar. Outros glaciares famosos incluem o Gangotri e Yamunotri no estado de Uttarakhand (Índia); Nubra, Biafo e Baltoro na região de Caracórum; o Zemu no estado de Sikkim (Índia); e o Khumbu na região do monte Everest. As altas altitudes dos Himalaias são cobertas por neve durante todo o ano, apesar de sua proximidade aos trópicos; e origina as fontes de vários rios perenes que na sua maioria associam-se a uma das duas bacias: Os rios do oeste se associam à bacia do rio Indo. O Indo nasce no Tibete na confluência dos rios Sengge e Gar e corre rumo ao sudoeste através do Paquistão para desaguar no mar da Arábia. O rio é alimentado por vários grandes afluentes, entre eles o rio Jhelum, o rio Chenab, o rio Ravi, o rio Beas e o rio Sutlej. A maioria dos rios restantes drenam para a bacia do Ganges-Bramaputra. Diversos outros afluentes os alimentam durante seus caminhos. O Bramaputra nasce como Yarlung Tsangpo no oeste do Tibete, e corre para o leste através do Tibete e então para o oeste pelas planícies de Assam. O Ganges nasce na região central dos Himalaias e corre no sentido leste. Ambos os rios se encontram em Bangladesh, e desaguam na Baía de Bengala formando um dos maiores deltas do mundo.

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Lagos

A região dos Himalaias é dotada de centenas de lagos. A sua grande maioria pode ser encontrada em altitudes inferiores a 5 000 m, com o tamanho dos lagos diminuindo com a altitude. O maior lago é o Pangong Tso, na fronteira entre Índia e Tibete, e está a uma altitude de 4 600 m. O lago Gurudogman, localizado em Sikkim, é um dos mais altos, a 5 148 m de altitude segundo a Missão Topográfica Radar Shuttle' (SRTM). Outros lagos incluem, o Tsongmo, na fronteira da Índia com a China, no Sikkim, e o lago Tilicho na região de Annapurna no Nepal. Todos os lagos são alimentados pelos glaciares, e são conhecidos pelos geógrafos pelo nome de tarns.

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Impacto no clima

Os Himalaias têm um efeito profundo sobre o clima do subcontinente indiano e do planalto tibetano. Impedem que os ventos frios e secos do Ártico soprem no subcontinente, e mantêm o Sul da Ásia muito mais quente do que ocorre nas regiões temperadas de outros continentes. Por outro lado, constituem uma barreira para os ventos sazonais das monções, impedindo-os de seguir para norte, e provocando fortes chuvas na região do Terai. Os Himalaias desempenham um papel importante na formação dos desertos da Ásia Central, como o Taklamakan e o deserto de Gobi. As cadeias de montanhas ocidentais também resultam na precipitação de neve na região de Caxemira e em partes de Punjab e no norte da Índia. Apesar de ser uma barreira para os ventos frios de norte no inverno, o vale do Bramaputra recebe parte dos ventos frios diminuindo a temperatura nos estados do nordeste indiano e do Bangladesh.

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Ecologia

A flora e fauna dos Himalaias varia com o clima, índices pluviométricos, altitude e tipo de solo, gerando assim diferentes comunidades ou ecorregiões. Encontra-se acima da linha das árvores, ou seja, nesse ponto em diante não são mais encontradas árvores, e predomina vegetação arbustiva e pastagens alpinas. Entre os mamíferos encontram-se o leopardo-das-neves (Uncia uncia), o carneiro-azul (Pseudois nayaur), o tar (Hemitragus jemlahicus), o takin (Budorcas taxicolor), o goral-himalaio (Nemorhaedus baileyi) e a marmota-himalaia (Marmota himalayana).

Florestas de planície

Na planície Indo-gangética, na base dos Himalaias, uma planície aluvial drenada pelos rios Indo, Ganges e Bramaputra, uma vegetação exuberante se distribui, de oeste para leste, variando conforme a intensidade das chuvas. Uma vegetação xerófila ocupa as planícies do Indo no Paquistão e no Punjab (Índia). Mais a leste uma floresta decídua úmida se estende pelos estados indianos de Uttar Pradesh, Bihar e Bengal Ocidental, seguindo o curso do Ganges. Estas florestas de monção, com suas árvores caducas perdem suas folhas durante a estação seca. No extremo leste uma floresta úmida perene ocupa as planícies de Assam, no vale do Bramaputra.

Cinturão do Terai

Acima da planície aluvial se estende uma faixa, o Terai, de pântanos sazonais de solo arenoso e argiloso. Os índices pluviométricos do Terai são maiores que nas planícies aluviais, e seu terreno plano, fazem com que os rios que descem velozes dos Himalaias, diminuam seu ritmo, alargando seus cursos e tornando-se mais caudalosos no período das monções. Grande quantidade de sedimento fértil é depositado em suas planícies tornando-o um ecossistema rico. O Terai possui um mosaico de vegetação, incluindo pastagens, savanas, florestas úmidas e de folha caduca. Entre a fauna, merecem destaque, o rinoceronte-indiano (Rhinoceros unicornis) e o porco (Sus salvanius). Tigres, elefantes, leopardos, ursos e cervos também fazem parte da fauna local. As gramíneas dessa região estão entre as mais altas do mundo, merecendo destaque o capim-kans (Saccharum spontaneum) e a capim-baruwa (Saccharum beghalensis).

Cinturão de Bhabhar

Localizado acima do Terai, é um planalto de solo rochoso e poroso. Possui um clima subtropical. No oeste dessa região localiza-se uma floresta de pinheiros, onde o pinheiro-azul ou pinheiro-branco-do-butão (Pinus roxburghii) é a principal espécie; já a região central é denominada por florestas de folhas-largas, dominadas pelo sal (Shorea robusta). Vários mamíferos ameaçados habitam esta região, entre eles, o tigre-de-bengala (Panthera tigris tigris), a pantera-nebulosa (Neofelis nebulosa), e o raro Langur-dourado (Trachypithecus geei). Entre as aves, a Arborophila mandellii é endêmica dessa ecorregião.

Colinas Siwalik

Também chamadas de Colinas Churia, localizam-se acima da região de Bhabhar. São pequenas cordilheiras se estendendo através dos sopés dos Himalaias, no Paquistão, Índia, Nepal e Butão. Consistem em várias pequenas cadeias, com altitudes entre os 600 a 1 200 metros. Sustentam uma vegetação arbustiva.

Pequenos Himalaias

Constituem cadeias montanhosas de 2 000 a 7 000 metros de altitude.

Região central

Localiza-se entre os Pequenos e Grandes Himalaias. Em sua área central está coberta por florestas de folha caduca, e na parte superior por coníferas.

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Fontes consultadas

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