Hijabe
O hijab, ou hijabe, é um conjunto de vestimentas preconizado pela doutrina islâmica, simbolizando privacidade, modéstia e moralidade. No Islã, também pode ser entendido como 'o véu que separa o homem de Deus'. O termo é frequentemente usado para se referir especificamente às roupas femininas tradicionais islâmicas ou ao próprio véu.
Pontos-chave
- O hijab é um conjunto de vestimentas islâmicas que simboliza privacidade, modéstia e moralidade.
- A palavra 'hijab' significa 'cobertura, cortina ou biombo' em árabe e deriva de 'cobrir, proteger de estranhos'.
- Versículos do Alcorão instruem mulheres crentes a se cobrirem em público para indicar sua fé e castidade.
- Após o 11 de setembro, o uso do hijab no Ocidente gerou intensas discussões e discriminação.
- Críticos veem o hijab como um símbolo de submissão feminina e denunciam a pressão social e familiar para seu uso.
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A palavra árabe 'hijab' (حجاب) significa literalmente 'cobertura, cortina ou biombo', vindo de حجب, que significa 'cobrir, proteger de estranhos'. A questão do hijab é abordada em dois versículos do Alcorão, onde Alá instrui as mulheres crentes a se cobrirem com sua manta ao sair de casa. O objetivo é que seus atrativos não fiquem visíveis, deixando claro que são muçulmanas honradas e castas, protegendo-as de assédio por hipócritas.
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Após os ataques de 11 de setembro, a discussão sobre o hijab intensificou-se nas nações ocidentais, levando a um maior escrutínio das tradições islâmicas e, por vezes, à discriminação contra mulheres que o usam. O Projeto Pluralismo da Universidade de Harvard observa a diversidade no uso do hijab: algumas mulheres muçulmanas o usam apenas durante a oração na mesquita, outras o utilizam diariamente, e algumas optam por turbantes ou lenços frouxos. Uma pesquisa de 2014 do Instituto de Pesquisas Sociais da Universidade de Michigan, em sete países de maioria muçulmana (Egito, Iraque, Líbano, Tunísia, Turquia, Paquistão e Arábia Saudita), revelou que o hijab foi o estilo de vestimenta preferido pela maioria no Egito, Iraque, Tunísia e Turquia. Na Arábia Saudita, 63% preferiram o niqab; no Paquistão, niqab, chador e hijab tiveram cerca de um terço dos votos cada; e no Líbano, metade dos entrevistados (incluindo cristãos e drusos) optou por não usar nenhum tipo de lenço de cabeça. Respostas do Irã foram descartadas por suspeita de fabricação, e Indonésia e zonas de guerra não foram pesquisadas.
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A psicóloga americana Valerie Tarico argumenta que, para muitos muçulmanos seculares e ex-muçulmanos, o hijab não simboliza liberdade, mas sim o status de 'cidadãs de segunda classe' das mulheres no Islã, um status codificado em textos sagrados, tradição, cultura e lei. Mesmo em países ocidentais, o uso do hijab é frequentemente imposto por pressão familiar ou comunitária. Faisal Saeed Al Mutar, escritor iraquiano, relata conhecer casos de mulheres que foram agredidas ou rejeitadas por suas famílias por se recusarem a usar o hijab. Em 2007, Aqsa Parvez foi morta no Canadá por sua própria família devido a questões relacionadas ao uso do hijab.
Pressão Não Oficial para Usar Hijab
Em 2001, em Srinagar, Caxemira indiana, um grupo militante chamado Lashkar-e-Jabbar reivindicou a autoria de ataques com ácido contra mulheres que não usavam burca, ameaçando punir aquelas que não aderissem à sua visão de vestimenta islâmica. As mulheres da Caxemira, em sua maioria sem véu integral, desafiaram a ameaça, e os ataques foram condenados por proeminentes grupos militantes e separatistas da região. Em 2018, algumas mulheres na Jordânia também relataram sofrer pressão não oficial para usar o hijab.


