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Com a Maldade na Alma

Hush...Hush, Sweet Charlotte é um filme gótico estadunidense de 1964, dos gêneros terror psicológico, suspense e drama, dirigido por Robert Aldrich, e estrelado por Bette Davis, Olivia de Havilland e Joseph Cotten. O roteiro de Henry Farrell e Lukas Heller foi baseado no conto "What Ever Happened to Cousin Charlotte?", do próprio Farrell.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Sinopse

Charlotte Hollis (Bette Davis) é uma mulher que vive "presa" em casa por sofrer um trauma no passado, além de não ser bem vista em sua cidade depois que virou suspeita de assassinar seu amante há algumas decadas atrás. Quando o governo decide derrubar sua mansão para construir uma estrada, ela entra em confronto com as autoridades. Como resultado de todos os problemas, Hollis convida sua prima Miriam (Olivia de Havilland) – com quem sente-se segura – para tentar impedir o plano de demolição e se abrigar na mansão durante sua visita. No entanto, mesmo com a presença de Miriam, a saúde mental de Charlotte deteriora-se dia após dia, agravada por estranhas visões e ocorrências bizarras, o que abre portas para a possibilidade de uma nova tragédia.

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Produção

Desenvolvimento

Após o inesperado sucesso de bilheteria de "What Ever Happened to Baby Jane?" (1962), Aldrich queria fazer um filme com uma temática semelhante para Joan Crawford e Bette Davis. A rivalidade das duas era infame e lendária, e inicialmente elas não estavam felizes em participar de mais uma produção juntas. O escritor Henry Farrell, em cujo romance o filme foi baseado, escreveu um conto inédito chamado "What Ever Happened to Cousin Charlotte?", que Aldrich viu como uma sequência adequada para a dupla de estrelas. O conto possuía uma história semelhante de uma mulher que manipula uma parenta para usufruição pessoal, mas para este filme, a ideia de Aldrich era que as duas atrizes trocassem os papéis do anterior, com Crawford interpretando a personagem má e desonesta, enquanto Davis interpretaria a mulher inocente. O colaborador frequente de Aldrich, Lukas Heller, escreveu um rascunho do roteiro, mas foi substituído por Farrell no final de 1963, embora algumas partes de sua versão tenham permanecido na versão final.

Filmagens

A fotografia principal do filme começou em meados de 1964, em Baton Rouge, Louisiana. No entanto, durante o início, a filmagem foi temporariamente suspensa por inúmeras ocasiões. Inicialmente, foi interrompida depois que Davis foi processada pela Paramount Pictures por não concluir as gravações adicionais de "Where Love Has Gone" (1964). Quando a situação foi resolvida, as filmagens recomeçaram. A produção foi adiada novamente para que Crawford se recuperasse completamente depois de ser internada em um hospital por causa de uma doença respiratória, embora Aldrich tenha contratado um investigador particular para rastreá-la e descobrir se a atriz estava realmente doente ou não. Em 4 de agosto de 1964, a produção havia sido suspensa indefinidamente, e a companhia de seguros do estúdio insistiu que Crawford fosse substituída, ou então o filme teria que ser inteiramente cancelado.

Trilha sonora

A canção "Hush, Hush, Sweet Charlotte", de Frank de Vol, se tornou um grande sucesso para Patti Page, que gravou uma versão da música e alcançou o oitavo lugar na Billboard Hot 100.

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Recepção

"Hush...Hush, Sweet Charlotte" foi outro sucesso de Aldrich, recebendo críticas positivas. No entanto, Bosley Crowther, em sua crítica ao The New York Times, observou: "Tão calculado e friamente formado é o conto de assassinato, caos e engano que o Sr. Aldrich monta nesta mansão que logo parece grosseiramente artificial, propositadamente sádico e brutalmente repugnante. Então, em vez de ser engraçado, como What Ever Happened to Baby Jane?, é horrível, pretensioso, nojento e profundamente irritante". A revista Variety escreveu: "A interpretação de Davis é uma recordação de Jane em seus tons emocionais e em seu estilo de caracterização da ex-bela sulista quase enlouquecida, auxiliada por uma maquiagem abatida e trajes estranhos. É uma performance extrovertida, e ela a interpreta até o limite. De Havilland, por outro lado, é muito mais contida, mas ainda assim dramaticamente eficaz em seu papel inusitado". Kenneth Tynan afirmou que "[Davis] não fez nada bom desde The Little Foxes". Uma crítica posterior da Time Out observou: "Exagerado, é claro, e não muito, mas é dirigido com eficiência, lindamente filmado e contém sequências assustadoras suficientes em meio à atmosfera taciturna e tensa. Performances esplêndidas de Davis e Moorehead também".

Bilheteria

De acordo com os registros da 20th Century-Fox, o filme precisava arrecadar US$ 3.900.000 para superar seus gastos, e acabou arrecadando US$ 4.950.000 mundialmente, o que significa que a produção obteve um lucro de US$ 1.050.000. Na França, o filme vendeu 79.168 ingressos.

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Prêmios e homenagens

Agnes Moorehead ganhou o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por sua atuação como Velma, a governanta de Charlotte. O filme recebeu ainda sete indicações (duas a mais que Baby Jane) para a 37.ª edição do Oscar, quebrando o recorde de mais indicações para um filme de terror até então.

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Mídia doméstica

Em 9 de agosto de 2005, o filme foi lançado pela primeira vez em DVD. Foi relançado em 8 de abril de 2008, como parte de uma coleção de 5 DVDs "The Bette Davis Centenary Celebration Collection", lançado como forma de celebração pelo centenário de Davis. Em 17 de outubro de 2016, foi lançado em Blu-ray de alta definição nos Estados Unidos, pela Twilight Time, como uma edição limitada de 3.000 cópias. Em 21 de janeiro de 2019, no Reino Unido, a Eureka Entertainment lançou outra edição Blu-ray do filme como parte de sua coleção "Masters of Cinema".

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Fontes consultadas

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