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Guitarra portuguesa

A guitarra portuguesa é um instrumento musical de cordas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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História

Assim como outros cistres europeus, ela representa tanto ao nível da afinação como ao nível da construção do seu interior e exterior um dos desenvolvimentos diretos do cistre europeu renascentista. Este instrumento esteve fortemente presente na música de corte de toda a Europa, mas especialmente na Itália, França e Inglaterra desde meados do século XVI até finais do século XVIII. Deste instrumento existem ainda centenas de exemplares bem conservados espalhados em vários museus por toda a Europa. Os primeiros cistres com ligeiras alterações em dimensão da caixa de ressonância, braço, material das cordas, etc, divulgaram-se a partir do início do século XVIII como um instrumento também bastante usado pela Burguesia para interpretar música mais ao seu gosto (como suites, minuetos, modinhas, etc) e, em dado momento, nalgumas regiões também usado pelas camadas mais populares para interpretar música popular (das quais nos resta menos documentação).

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Afinação

A afinação de Lisboa é, atualmente a mais utilizada na guitarra portuguesa. Inicialmente era chamada de afinação do fado ou afinação do fado corrido, tendo provavelmente sido desenvolvida no início do século XIX, sendo maioritariamente adotada pelos fadistas de Lisboa em meados desse século. Com a diminuição da utilização da afinação natural (ver abaixo) por parte dos guitarristas, esta afinação veio a ser chamada simplesmente de afinação de Lisboa, quando afinada aguda em Ré, ou afinação de Coimbra, quando afinada em Dó; isto decorre do facto de que, enquanto a maioria dos guitarristas de Lisboa afinava as suas guitarras em Ré, em Coimbra, os estudantes começaram a afinar habitualmente as suas em Dó, principalmente através da influência de Artur Paredes. É importante notar, no entanto, que, independentemente da diferença de tom entre as duas variações da afinação, na prática, esta última ainda faz uso das convenções da primeira, como tal, um Dó é chamado Ré, um Ré é chamado Mi, etc., pelos guitarristas.

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Guitarristas

Gonçalo Paredes e Flávio Rodrigues, entre outros, foram os compositores do século XX mais respeitados dentro do estilo solista tradicional. Posteriormente Artur Paredes surgiu com a sua abordagem e interpretação pessoal do instrumento, ampliando a versatilidade, o reportório, a expressividade, a técnica e até melhorando em colaboração com construtores a acústica do instrumento. Trabalhando com a família de construtores Grácio, de Coimbra, Paredes trouxe o instrumento para a era moderna, onde ele se mantém hoje, como perfeitamente actual. Carlos Paredes, filho de Artur Paredes e neto de Gonçalo Paredes, criou novas melodias e tornou a Guitarra Portuguesa num instrumento de concerto, tocando a solo ou em grupo com músicos de alto gabarito, como músicos de jazz como Charlie Haden, entre outros. Simultaneamente, em Coimbra, João Bagão, José Maria Amaral, JAntónio Brojo e António Portugal, Jorge Tuna, Octávio Sérgio, Eduardo e Ernesto de Melo, António Andias, Nuno Guimarães, Manuel Borralho e tantos outros desenvolveram tanto a Guitarra Portuguesa como a Canção de Coimbra, ultrapassando limitações anteriores, quer na composição quer na improvisação. Carlos Paredes fez pela composição o que seu pai fez pelo instrumento propriamente dito.

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Construtores de Guitarras Portuguesas

A arte da construção artesanal da guitarra portuguesa tem raízes profundamente tradicionais e familiares. Na história da construção da guitarra portuguesa, inteiramente artesanal, distinguem-se duas famílias de guitarreiros que aperfeiçoaram e transmitiram a sua arte ao longo de sucessivas gerações: O Museu do Fado mantém uma Oficina de Construção de Guitarra Portuguesa que presta homenagem às duas escolas tradicionais na arte da construção da guitarra portuguesa, de Gilberto Grácio e de Óscar Cardoso, e promove a salvaguarda deste ofício, integrado no Plano de Salvaguarda do fado enquanto Património Cultural Imaterial. ==Referências==

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Fontes consultadas

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