Guaratinguetá
Guaratinguetá é um município brasileiro do estado de São Paulo, sede da Região Geográfica Imediata de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, uma das subsedes da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte e um dos polos sub-regionais do Brasil. Possuía 118 044 habitantes, segundo o censo de 2022. Sua microrregião vive um processo de urbanização e foi elevada a Região Metropolitana.
De origem tupi, a palavra "Guaratinguetá" significa "muitas garças", pela junção de gûyrá, pássaro, ting, branco (garça: literalmente, "pássaro branco"), e etá, muitos. Recebeu esse nome pela grande quantidade de garças existente nos domínios do município.
Apelidos
Guaratinguetá, durante sua existência, recebeu diversos apelidos, tais como: É como é chamado na sua região, por ser um importante polo comercial e industrial, abastecendo comercialmente municípios vizinhos e do sul de Minas. Além disso, o município é um dos maiores da região, tanto em população como em importância econômica. O alto indicador social também contribuiu para tal título. Foi o título dado ao município principalmente ente 1920 e 1960, por causa da instalação da Escola Normal, na época uma das poucas do interior do Brasil. Com isso, outras instituições de ensino se instalaram no município, atraindo professores e estudantes. Outro fator que influenciou esse apelido foi a grande quantidade de eventos culturais que havia na época na cidade, como: o Clube Literário, as serenatas, cabarés, o Centro Social, os grêmios, hipódromos, teatros e cinemas.
Séculos XVI, XVII e XVIII
Na época da chegada dos europeus ao Brasil, em 1500, a região do Vale do Paraíba Paulista, onde Guaratinguetá se situa, era habitada por indígenas guaianás, guaramomis, tamoios e puris. A área vale-paraibana paulista foi ocupada por colonos e bandeirantes vindos do Planalto de Piratininga no final do século XVI e início do século XVII. Esses colonizadores se fixaram em busca de terras férteis para a agricultura e indígenas para escravizar e fundaram povoações que dariam origem a cidades, como Guaratinguetá, Taubaté e Jacareí. Em 13 de junho de 1630, dia de Santo Antônio, o bandeirante Jaques Félix ergueu uma capela de pau-a-pique coberta de sapé em louvor a esse santo, em terreno alto, no local da atual matriz de Guaratinguetá, surgindo assim a povoação com o mesmo nome da cidade atual, elevada à categoria de vila em 13 de fevereiro de 1651, com o nome de Santo Antônio de Guaratinguetá, por iniciativa do Capitão Domingos Luís Leme.
Século XIX
No início do século XIX, a vila recebeu a visita de viajantes que passavam pelo Brasil, como von Spix e von Martius (1817) e Saint-Hilaire (1822). Às portas da cidade, havia uma figueira monumental, plantada por tropeiros, cuja sombra poderia abrigar uma porção de cavaleiros. Em 1860, em seu tronco, podia-se ver (a altura de 3 homens) entalhada a assinatura de D. Pedro I, que passara por Guaratinguetá em 11 de julho de 1822, a caminho do Ipiranga para proclamar a independência do Brasil, e se hospedara na casa do capitão-mor Manuel José de Melo. Em 1844, a vila de Santo Antônio de Guaratinguetá foi elevada à categoria de vila, com o nome Guaratinguetá e, em 1852, se tornou comarca. Em 1848, nasceu, nesse município, Francisco de Paula Rodrigues Alves, que seria governador do estado de São Paulo por mais de um mandato e presidente da República.
Século XX
No ano de 1902, ocorreu a instalação da Escola Complementar e da Escola Normal, para a formação de professores. Nessa época, também houve a criação do Ginásio Nogueira da Gama e do seu internato. As escola de comércio, farmácia e odontologia foram fundadas. Com a abertura das escolas, principalmente da Escola Normal, Guaratinguetá tornou-se um importante centro de cultura, pois atraía para a cidade estudantes e professores vindos de diversas regiões do estado e de Minas Gerais. A rede de energia elétrica foi inaugurada na cidade em 1905, e com isso foi instalada uma linha de bonde elétrico, ligando Guaratinguetá ao seu antigo distrito de Aparecida. O bonde deixaria de funcionar em 1952.
Século XXI
No início do século, com a canonização de Frei Galvão, em 2007, a atividade turística começou a aumentar no município.
A conurbação de Guaratinguetá com cidades vizinhas como Aparecida, Potim, Roseira, Lorena, Cruzeiro e Cachoeira Paulista é visível a todos que passam pela região. Apesar de este processo se dar de forma lenta, a população da área conurbada gira em torno de 430 mil habitantes. A Microrregião de Guaratinguetá inteira possui por volta de quinhentos mil habitantes e um grande potencial agrícola, industrial e turístico. Guaratinguetá se limita com as cidades de Aparecida ao sul, com Lorena ao leste, com Potim ao oeste, Campos do Jordão a noroeste, Delfim Moreira e Itajubá ao norte e Cunha ao leste.
Relevo
Guaratinguetá está assentada sobre terreno arqueano, formado do grande galho da Serra do Mar que parte do espigão principal nas cabeceiras do Rio Paraíba do Sul. Para margem do Rio Paraíba do Sul, o que se estende pelo município está sobre formação moderna considerada como terciária com uma sobrecapa de quaternário. A cidade cresceu à beira do Rio Paraíba do Sul e se estendeu sobre colinas e morros que recortam o município. Guaratinguetá localiza-se a 530 metros de altitude em relação ao nível do mar. A área urbana localiza-se praticamente toda em região de planície. Morros recortam a cidade entre as zonas Norte e Oeste, entre o Centro Expandido e a Zona Sul e entre as zonas Sul e Leste.
Meio ambiente
Em 1860, a vegetação do local era pouco opulenta, com pontos de "tufos de arbustos e alguns grupos de árvores mais ou menos corpulentas". Nas montanhas mais altas como a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, a vegetação é formada por uma mata densa nas áreas mais altas, contrastando com a vegetação da parte mais baixa, repleta de plantas miúdas e retorcidas, típicas de áreas frias. A região onde hoje se encontra a cidade era composta pela mata ciliar do Rio Paraíba do Sul, hoje praticamente devastada em muitas partes. Também havia ocorrência de áreas de campos, com uma vegetação mais espaçada. A vegetação no município foi muito devastada desde a época do café. Hoje, com a ajuda da iniciativa privada, a cidade vem passando por um processo de reflorestamento da mata ciliar do Rio Paraíba do Sul e de alguns ribeirões.
Hidrografia
O município é recortado pelo Rio Paraíba do Sul e pelo Ribeirão de Guaratinguetá, este último responsável pelo abastecimento de água do município. Alguns dos principais afluentes do Rio Paraíba do Sul são os ribeirões de Guaratinguetá, dos Lemes, dos Motas, Gomeral, São Gonçalo e Pilões; todos influem no traçado urbano de Guaratinguetá, delimitando zonas e separando bairros. A empresa SAAEG (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Guaratinguetá), que fornece o abastecimento de água na cidade, utiliza a água desse afluente, que segundo estudos é mais limpa que a do Rio Paraíba do Sul, com o que a água de Guaratinguetá é a mais limpa do Vale do Paraíba.
Clima
O clima é subtropical úmido, com diminuição de chuvas no inverno (Köppen: Cfa), com temperatura média mínima de 16 °C e máxima de 25 °C, sendo a temperatura média de 20 °C. As massas de ar equatorial continental, tropical atlântica e frente intertropical influenciam o clima da região.
Dados demográficos
Segundo o Censo 2022, a população de Guaratinguetá é de 118 044 habitantes, dos quais 61 506 (52,1%) são mulheres e 56 538 habitantes (47,9%) são homens. A taxa de urbanização da população é de quase 96% (113 199 hab.). O maior crescimento da cidade ocorreu entre 1950 e 1960, quando houve um acréscimo populacional de 22 935 habitantes; já o período de menor crescimento da cidade foi entre 1930 e 1940, quando a população aumentou em apenas 1 671 habitantes. Conforme os resultados do Censo de 2010, a pirâmide etária da cidade de Guaratinguetá seguia a tendência da pirâmide etária nacional, com a maior parte da população na faixa etária entre 20 e 29 anos.
Composição étnica
Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 76.371 brancos (64,7%), 34.286 pardos (29,05%), 6.925 pretos (5,87%), 405 amarelos (0,34%) e 56 indígenas (0,05%).
Religião
De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 88,73% da população do município é cristã, sendo 65,64% católicos e 23,09% evangélicos. Outras religiões representam 6,91% da população total. A população é predominantemente católica segundo o censo de 2022 (65,6%). Em seu antigo território foi encontrada a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que depois daria origem ao município de Aparecida, e depois nasceu Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro. A cidade foi visitada pelo papa Bento XVI em 12 de maio de 2007. Ele esteve na Fazenda da Esperança, localizada na zona rural da cidade. O papa também conduziu a cerimônia de canonização de Frei Galvão, que aconteceu no dia 11 de maio no Campo de Marte na cidade de São Paulo.
Subdivisões
A cidade de Guaratinguetá é dividida em cinco regiões: O Centro da cidade pode ser dividido em centro histórico e centro expandido. As zonas que mais crescem na cidade são a Zona Norte (frente residencial) e a Zona Sul (frente comercial). Na Zona Oeste da cidade existe uma tendência à comercialização, principalmente nos arredores da Avenida João Pessoa. A Zona Leste abriga os polos industriais. Entre as zonas Sul e Leste e as zonas Norte e Leste, existe o intitulado "Cinturão de Pobreza", região considerada a mais pobre da cidade, que sofre de falta de rede de esgoto e água encanada. Na região central da cidade os setores de comércio e serviços predominam.
Em 1860, Guaratinguetá produziu 500~600.000 arrobas de café. Também cultivava cana (para fazer rapadura e açúcar) e gêneros alimentícios. O comércio e a indústria de Guaratinguetá estavam em bom desenvolvimento. Aos domingos, acontece uma grande feira ou mercado no largo do Rosário. Havia uma padaria, um barbeiro, uma tipografia (que publica o jornal Mosaico duas vezes por semana). Pioneira na industrialização do Vale do Paraíba Paulista, hoje Guaratinguetá mantém sua importância econômica. Foi eleita a 90.ª melhor economia do Brasil, a 24.ª do estado de São Paulo e a segunda melhor do Vale do Paraíba. Localizada no eixo Rio–São Paulo, Guaratinguetá é considerada a segunda melhor economia do Vale do Paraíba para se investir e a segunda em importância na região.
Setor primário
A agricultura e a pecuária estão ligadas ao setor econômico de Guaratinguetá desde o começo da história do município, e hoje ainda contribuem para a sua economia, embora de forma menos expressiva. Na agricultura, destaca-se a plantação de arroz, que se concentra no entorno das Zonas Norte e Leste, no chamado Cinturão Verde da cidade. Nessas regiões, e também na Zona Rural, vem ocorrendo um aumento na produção de frutas, verduras e legumes, ou seja, a agricultura aponta uma tendência de crescimento no setor de hortifrutigranjeiros. Na pecuária, a produção de bovinos, suínos, equinos e ovinos ganha destaque. Com a pecuária extensiva que começou no município nos anos 1950, Guaratinguetá chegou a ser uma das principais bacias leiteiras do país.
Setor secundário
No fim do século XIX, foram instaladas em Guaratinguetá algumas pequenas fábricas, mas elas começaram a surgir com mais frequência nas primeiras décadas do século XX, e algumas perduram até os tempos de hoje. O processo de industrialização pode ser marcado pela criação, em 1920, da União dos Operários Católicos, pelo monsenhor João Filippo, e pela Sociedade Operária de Guaratinguetá. A industrialização concretizou-se com a inauguração da Rodovia Presidente Dutra, em 1950. O marco arquitetônico da rodovia foi a construção do Hotel Clube dos 500, com projeto assinado por Oscar Niemeyer e plano urbanístico de Prestes Maia, tendo seu restaurante sido enriquecido por um grande afresco de Di Cavalcanti.[carece de fontes?]
Setor terciário
A cidade possui mais de setenta hotéis, com 2,5 mil leitos. Considerada a segunda cidade mais importante do Vale do Paraíba, Guaratinguetá abastece o comércio de sua microrregião administrativa e de todo o fundo do Vale. A cidade, desde o seu início, apresenta uma vocação comercial, e o comércio, antes feito na beira de estrada, se modernizou com o passar dos anos. O setor de serviços também cresce na cidade, e pela qualidade dos serviços de saúde, educação, entre outros, Guaratinguetá é procurada por moradores de cidades vizinhas, como Aparecida e Potim. Algumas avenidas da cidade vivem o processo de comercialização, como é o caso das avenidas João Pessoa e Juscelino Kubitschek.[carece de fontes?]
Guaratinguetá enfrenta alguns problemas urbanos como a falta de espaço para a manipulação do lixo, o déficit habitacional, empobrecimento da periferia e a corrupção. Dados de Guaratinguetá em relação à infraestrutura urbana, no ano de 2010:
Transportes
Guaratinguetá está às margens da Rodovia Presidente Dutra e tem dentro do território da cidade a linha férrea da Estrada de Ferro Central do Brasil. Disponibiliza grande rede viária, com largas avenidas e grande número de vias públicas asfaltadas. No acesso rodoviário, destaca-se a Rodovia Presidente Dutra. A rodovia estadual Rodovia Paulo Virgínio (SP-171) é pavimentada e liga Guaratinguetá à Estância Climática de Cunha e à divisa com o estado do Rio de Janeiro, podendo-se prosseguir viagem em estrada asfaltada e de terra (apenas 10 km) até Paraty, Monumento Histórico Nacional. A estrada SP-62 faz a ligação entre Guaratinguetá e Lorena e com o acesso ao sul do estado de Minas Gerais por meio da BR-459, passando por Itajubá e Pouso Alegre até Poços de Caldas.
Comunicações
O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1961 pela empresa Serviços Municipais de Telefones Automáticos (SMTA), administrada pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Já o sistema de discagem direta à distância (DDD) foi implantado em 1977 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP) com o código de área (0125). Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (012), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado. Guaratinguetá é considerada a cidade pioneira da imprensa do Vale do Paraíba, juntamente com Taubaté. O primeiro jornal foi O Mosaico, que circulou entre o final da década de 1850 e o início da seguinte. Posteriormente vieram os jornais O Parahyba (1865), Gazeta Paulista (1865) e Gazeta do Norte (1866).
Saúde
Portadora do segundo melhor IDH do Vale, Guaratinguetá conta com mais de quarenta estabelecimentos de saúde, que atendem, além da população municipal, a das cidades vizinhas. Guaratinguetá possui dois hospitais de porte médio a grande, diversos postos e clínicas de saúde. No centro expandido da cidade, existem a Santa Casa de Misericórdia de Guaratinguetá e o Hospital e Maternidade Frei Galvão. Existe também, na EEAR, o Hospital da Aeronáutica de Guaratinguetá. Nos bairros, o atendimento é feito nos postos e clínicas de saúde da cidade. Na Zona Sul, existe o CEPOG (Centro Pediátrico e Ortopédico de Guaratinguetá); na Zona Oeste existe também o AME (Atendimento Médico Especializado), que atende a população da região.
Educação
Guaratinguetá conta com 67 escolas públicas e particulares, que absorvem não só os alunos do município, mas os das cidades vizinhas também. Em Guaratinguetá existe o Colégio Técnico Industrial de Guaratinguetá Professor Carlos Augusto Patrício Amorim, conhecido como COTEC, pertencente à Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá. O CTIG é a mais concorrida escola de Guaratinguetá e um dos principais centros de ensino técnico e médio do Vale do Paraíba. A UNESP tem sede em Guaratinguetá, e por causa da grande e crescente procura, está aumentando seu espaço físico para poder absorver mais alunos. A cidade abriga ainda a Escola de Especialistas de Aeronáutica, “Berço dos Especialistas” e maior instituição de ensino técnico militar da América do Sul. Por ano, mais de mil militares especialistas em diversas áreas são formados ali para atuarem na Força Aérea Brasileira.
Lixo
O lixo é um problema comum para as cidades de Guaratinguetá, Aparecida, Potim, Roseira e Lorena. Após o fechamento do "Lixão de Guaratinguetá" e a transformação deste em um parque ambiental, o lixo da cidade tem sido levado para a cidade de Cachoeira Paulista. O lixão foi um problema para Guaratinguetá, pois se localizava na Zona Oeste e acabou sendo envolvido pela mancha urbana, sendo também considerado por órgãos avaliadores como tendo uma infraestrutura muito ruim. O problema será resolvido com a construção do aterro sanitário, que atenderá não só Guaratinguetá, mas também alguns municípios vizinhos.
Cinturão de pobreza
Com o desenvolvimento urbano da cidade de Guaratinguetá, duas regiões acabaram vivendo o empobrecimento. Este se deu de duas formas, como na maioria das cidades brasileiras: pela vinda de moradores de outras cidades para o município e pela vinda de moradores rurais do próprio município para a área urbana. No caso de Guaratinguetá, o cinturão de pobreza se localiza entre as zonas Sul e Leste e as zonas Norte e Leste. Os bairros mais atingidos pela falta de saneamento básico e de infraestrutura urbana são Jardim Esperança, Jardim Primavera e Vila Angelina. Na Zona Sul da cidade, existem alguns dos bairros mais antigos do município como Pedreira, Tamandaré e Alto das Almas, regiões que apresentam alguns problemas de infraestrutura por serem muito antigas. Essa falta de infraestrutura inclui desde deslizamentos de terra e falta de rede de esgoto até ruas estreitas e baixo valor da terra.
Guaratinguetá, entre as décadas de 1920 e 1960, era conhecida em todo Brasil como a Atenas do Vale do Paraíba. Este título estava relacionado à instalação da Escola Normal uma das primeiras instaladas no interior do Brasil, polo de atração de professores e estudantes para a cidade. Enquanto as outras cidades do Vale do Paraíba viviam na época um período de estagnação econômica e social, Guaratinguetá se revitalizava com os estudantes, pensões, bares, serenatas, pequenos e grandes jornais, com o Clube Literário e Recreativo, Centro Social, Grêmios, Teatros, Cinemas, Hipódromo, entre outras estabelecimentos, que deram a Guaratinguetá o título de "Capital Cultural do Interior". O Teatro Municipal de Guaratinguetá, atual sede da prefeitura, foi considerado o mais belo teatro do interior paulista. Os assentos da plateia tinham a forma de uma ferradura, as cadeiras eram feitas de palhinha austríaca, existiam quinhentos lugares e na parte superior ficavam os camarotes de primeira e de segunda classe. A frontaria do palco apresentava nas colunas laterais os emblemas da música e da comédia e no frontão um escudo com a divisa de Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, "Ridendo Castigat Mores", que significa "Corrige os costumes rindo". O pano de boca apresentava a figura de um jardim de um palácio. A caixa do teatro era a maior do Brasil na época, e foi a única no país que possibilitou a representação completa da Ópera Zazà de Ruggero Leoncavallo. Quando o teatro foi transformado em prefeitura, as pessoas tradicionalistas da cidade foram contra tal ato e condenaram o feito como um "crime contra a cultura".
Museus
A cidade possui três importantes museus e alguns centros de artes, além de alguns pequenos museus, criados pelos moradores.
Esportes
Guaratinguetá possui diversas quadras poliesportivas, as principais localizadas, no Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite, no Itaguará Country Club e no Ginásio da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá. A cidade é bem representada em diversos esportes como tênis, natação, basquete e futebol de salão. Cidade natal de Geraldo Cesar Meirelles Freire, piloto de automóveis, recordista mundial de resistência em circuito fechado, Autódromo de Interlagos - outubro e novembro de 1964, em destaque a marca dos 21 dias, rodados 48 977,139Km, à média de 97,180 km/h. Guaratinguetá já possuiu diversos clubes recreativos, como o antigo Clube de Regatas de Guaratinguetá, à beira do Rio Paraíba do Sul, na época em que este era próprio para o banho. O clube ficava onde hoje é a Câmara Municipal.
Parques e praças
A principal praça da cidade se localiza no Centro Histórico, a Praça Conselheiro Rodrigues Alves, que nos tempos antigos era o principal ponto de encontro da cidade. A praça hoje é um dos principais pontos de comércio popular da cidade. Existem no município diversas praças, tais como a segunda maior do município, Praça Dr. Benedito Meirelles Freire, médico benemérito, onde se encontra a erma do mesmo; a Praça Dr. Homero Ottoni, onde se encontra a Prefeitura Municipal; a Praça Antônio Geraldo de Carvalho (Zona Oeste), a Praça Seitaro Honda (Zona Norte), a Praça Joaquim Vilela de Oliveira Marcondes (Zona Sul) e a Praça Francisco Marques Azevedo (Zona Leste).
Eventos e datas comemorativas
Em Guaratinguetá, são destaques as festas de origem religiosa.
Carnaval
A "Banda Mole", fundada em 1975, é um dos destaques no sábado de Carnaval. A concentração acontece no centro da cidade e o desfile sai a partir das 19 horas, quando o prefeito entrega a chave da cidade ao Rei Momo e sua corte. Os "Blocos de Embalo" são agremiações carnavalescas que desfilam pela cidade. A característica destes blocos é o uso de uma camiseta relacionada ao tema do ano. As Escolas de Samba, em número de seis, apresentam seus enredos, com carnavalescos, cantores, mestres-salas e porta-bandeiras. As agremiações "Bonecos Cobiçados" (1957) e a "Embaixada do Morro" (1944) são as mais antigas da cidade. A Prefeitura incentiva o Carnaval apoiando a "Organização das Escolas de Samba de Guaratinguetá" (OESG), fundada em 2002.


