Gravidez ectópica
Gravidez ectópica é uma complicação da gravidez em que o embrião se forma fora do útero. Os sinais e sintomas clássicos incluem dor abdominal e hemorragia vaginal, contudo menos de 50% das mulheres apresentam os dois sintomas. Esta dor pode ser descrita como cortante e localizada, ou dor persistente e difusa, ou ainda semelhante a cãibras. A dor pode ainda espalhar-se para o ombro no caso de ocorrer hemorragia para o abdómen. As hemorragias graves podem causar ritmo cardíaco acelerado, desmaio ou choque circulatório. Exceto em situações muito raras, o feto de uma gravidez ectópica é incapaz de sobreviver.
Por vezes a gravidez ectópica pode não ser notada, e os primeiros sintomas podem incluir: Ocorrendo a ruptura da gravidez ectópica, há hemorragia dentro da cavidade abdominal, com ocorrência de dor abdominal de intensidades variáveis, além de tonturas, dor no pescoço, ombro e desmaio.
As causas mais comuns são todos os fatores que impedem a passagem do óvulo para a cavidade uterina como como:
Fatores de risco
Um histórico de abortos anteriores, tanto naturais quanto induzidos, aumenta o risco de gravidez ectópica. Fazer outras cirurgias abdominais também aumenta o risco, especialmente quando há complicações. É comum ter múltiplas gravidezes ectópicas, com um nível de re-incidência de mais de 30%. Também é mais comum antes dos 20 anos e depois dos 40. A maioria das gestações ectópicas ocorre nas trompas em porções distais, principalmente na ampola.
Complicações
A gravidez ectópica geralmente sofre interrupção (ruptura) entre 6 e 12 semanas dependendo do local onde está implantada. Os exames solicitados são exames de sangue para determinar a perda sanguínea e a presença de infecção e a ecografia pélvica transvaginal além do próprio exame de gravidez e laparoscopia.
Prevenção da gravidez ectópica esta diretamente ligada ao tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, o uso de camisinha e planejar a gravidez para entre os 20 e 40 anos. Caso já esteja grávida é importante fazer um exame para verificar as condições do feto logo nos primeiros meses.
No início da gravidez existe a possibilidade de usar medicamentos como metotrexato para que o embrião seja re-absorvido pela mãe ou expelido na menstruação. Complicações como hemorragia interna precisam ser tratadas com cirurgia de emergência e são risco para a vida da mãe. O tratamento cirúrgico em casos leves, pode ser convencional, envolvendo a retirada apenas da gravidez ou pode ser mais radical e retirar todo o tubo afetado, reduzindo os riscos de outra gravidez ectópica, mas também reduzindo as chances de uma nova gravidez. Geralmente é realizado por laparoscopia com laparotomia. Em raríssimos casos, antes do primeiro mês de gravidez, pode ser possível transplantar com sucesso o embrião ao útero, mas é raro descobrir uma gravidez antes do primeiro mês. Porém apenas dois casos foram bem sucedidos e frequentemente envolvem maiores riscos para a vida da mãe.


