Falun Gong
Falun Gong ou Falun Dafa é uma prática espiritual chinesa que combina meditação e exercícios de qigong com uma filosofia moral centrada nos princípios da verdade, compaixão e tolerância. A prática enfatiza a moralidade, o cultivo da virtude e se classifica como uma prática de qigong da Escola Buda, embora seus ensinamentos também incorporem elementos identificados com as tradições taoístas. Por meio da retidão moral e da prática da meditação, os praticantes do Falun Gong aspiram eliminar os apegos e, ao final, alcançar a iluminação espiritual.
Falun Gong é mais frequentemente identificado como um movimento de qigong na China. Qigong é um termo moderno que se refere a variedade de práticas que envolve movimentos lentos, meditação e regulação da respiração. Tipos de exercício de qigong tem sido historicamente praticado por monges Budistas, Artes Marciais Taoístas e estudiosos confucionistas como um meio de refinamento espiritual, moral e físico. O movimento moderno de qigong surgiu no início da década de 1950, quando os quadros comunistas adotaram as técnicas como forma de melhorar a saúde. O novo termo foi construído para evitar a associação com práticas religiosas, que eram propensas a serem rotuladas como "superstição feudal" e perseguidas durante a era Maoista. Os primeiros adeptos do qigong evitavam suas implicações religiosas e consideravam o qigong principalmente como um ramo da Medicina tradicional chinesa. No final dos anos 1970, os cientistas chineses pretendiam ter descoberto a existência material da energia qi que o qigong busca explorar. No vácuo espiritual da era pós-Mao, dezenas de milhões de cidadãos chineses, na sua maioria urbanos e idosos, praticavam o qigong, e uma variedade de mestres de qigong carismáticos estabeleceram práticas. Ao mesmo tempo, mais de 2 000 disciplinas de qigong estavam sendo ensinadas. A Sociedade de Pesquisa Científica Qigong da China (CQRS) foi criada em 1985 para supervisionar e administrar o movimento.
Li Hongzhi ensina que alienígenas estão promovendo a mistura de raças como parte de um plano de dominação da humanidade. Em sua conferência na Suíça em 1998, Li ensinou a seus seguidores que:
Princípios centrais
O Falun Gong aspira capacitar o praticante a ascender espiritualmente através da retidão moral e da prática de exercícios e meditação. Os três princípios centrais da crença são a Verdade (真, Zhēn), Compaixão (善, Shàn), e Tolerância (忍, Rěn). Juntos, esses princípios são considerados como a natureza fundamental do cosmos, os critérios para diferenciar o certo do errado, e são considerados as mais elevadas manifestações do Tao, ou Dharma Budista. Aderir a essas virtudes e cultivá-las é considerado uma parte fundamental da prática do Falun Gong. No Zhuan Falun (转法轮), texto fundacional publicado em 1995, Li Hongzhi escreve: "Não importa como o padrão moral da humanidade mude; ... A natureza do cosmos não muda, e é o único padrão para determinar quem é bom e quem é mau. Então para ser um cultivador, você tem que tomar a natureza do cosmos como seu guia para melhorar a si mesmo".
Exercícios
Além de sua filosofia moral, o Falun Gong consiste em quatro exercícios em pé e uma meditação. Os exercícios são considerados secundários à elevação moral, embora ainda sejam um componente essencial da prática de cultivo do Falun Gong. O primeiro exercício, chamados de "Buda mostrando as mil mãos", destina-se a facilitar o livre fluxo de energia através do corpo e a abrir os meridianos. O segundo exercício, "Postura parada Falun", envolve a realização de quatro posições paradas - cada uma das quais se parece com segurar uma roda - por um longo período. O objetivo deste exercício é "aumentar a sabedoria, aumentar a força, elevar o nível de uma pessoa e fortalecer os poderes divinos". O terceiro, "Penetrando os extremos cósmicos", envolve movimentos, que visam permitir a expulsão de energia má (por exemplo, qi patogênico ou preto) e a absorção de energia boa, no corpo. Através da prática deste exercício, o praticante aspira limpar e purificar o corpo. O quarto exercício, "Circulação celestial Falun", procura circular livremente a energia por todo o corpo. Diferentemente do primeiro ao quarto exercício, o quinto exercício é realizado em posição sentada, com as pernas cruzadas, em lótus. Chamado de "Reforçando poderes sobrenaturais", é uma meditação que deve ser mantida o maior tempo possível.
Práticas sociais
Falun Gong se diferencia das tradições budistas monásticas colocando muita importância em participar do mundo secular. Praticantes de Falun Gong precisam manter empregos regulares e vidas familiares, cumprir as leis de seus respectivos governos, e são instruídos a não se distanciar da sociedade. Uma exceção é feita para monges e monjas budistas, que podem continuar um estilo de vida monástico enquanto praticam Falun Gong. Como parte de sua ênfase em comportamento ético, os ensinamentos de Falun Gong estabelecem uma moralidade pessoal rigorosa para seus praticantes. Espera-se que eles ajam de maneira honesta, façam boas obras, e se comportem com paciência e tolerância quando encontrarem dificuldades. Por exemplo, Li estipula que um praticante de Falun Gong não deve "revidar quando for atacado ou responder quando for insultado". Além disso, eles devem "abandonar pensamentos e comportamentos negativos", tais como ganância, fraude, inveja, etc. Os ensinamentos possuem restrições contra o fumo e contra o consumo de álcool, pois são considerados vícios que são prejudiciais para a saúde e para a clareza mental. Praticantes de Falun Gong são proibidos de matar coisas vivas — incluindo animais para o propósito de obter comida — embora não seja necessária adotar uma dieta vegetariana.
Textos
O primeiro livro dos ensinamentos do Falun Gong foi publicado em abril de 1993. Chamado Falun Gong da China, ou simplesmente Falun Gong, é um texto introdutório que discute qigong, a relação do Falun Gong com o budismo, os princípios da prática de cultivo e a melhoria do caráter moral (xinxing). O livro também fornece ilustrações e explicações dos exercícios e meditação. O corpo principal dos ensinamentos é articulado no livro Zhuan Falun, publicado em chinês em janeiro de 1995. O livro é dividido em nove "palestras", e foi baseado em transcrições editadas das palestras que Li fez em toda a China no precedente de três anos. Os textos do Falun Gong já foram traduzidos para outros 40 idiomas. Além desses textos centrais, Li publicou vários livros, palestras, artigos, livros de poesia, que são disponibilizados nos sites do Falun Gong.
Símbolos
O símbolo principal da prática é o Falun (Roda do Darma, ou Dharmacakra em sânscrito). No budismo, o Dharmacakra representa a completude da doutrina. "Girar a roda do Darma" (Zhuan Falun) significa pregar a doutrina budista, e é o título da principal obra do Falun Gong. Apesar de evocar a linguagem e os símbolos budistas, a roda da lei, conforme entendida no Falun Gong, tem conotações distintas e é considerada como uma representação do universo. É constituída por um emblema composto por uma suástica grande e quatro pequenas (no sentido anti-horário), representando o Buda, e quatro pequenos símbolos Taiji (yin-yang) da tradição taoísta.
Período final do Darma
Li situa seu ensinamento do Falun Gong em meio ao "período final do Darma" (Mo Fa, 末法), descrito nas escrituras budistas como uma era de declínio moral, quando os ensinamentos do budismo precisariam ser retificados. A era atual é descrita nos ensinamentos do Falun Gong como o período de "retificação do Fa" (zhengfa, que também pode ser traduzido como "corrigir o darma"), um tempo de transição cósmica e renovação. O processo de retificação do Fa é necessário por causa do declínio moral e degeneração da vida no universo, e no contexto pós-1999, a perseguição ao Falun Gong pelo governo chinês está sendo vista como um sintoma tangível dessa decadência moral. Através do processo de retificação do Fa, a vida será reordenada de acordo com a qualidade moral e espiritual de cada um, com pessoas boas sendo salvas e ascendendo a planos espirituais mais elevados, e pessoas más sendo eliminadas ou rebaixadas. Nesse paradigma, Li assume o papel de retificar o Darma ao divulgá-lo através de seus ensinamentos morais.
O Falun Gong é uma disciplina multifacetada que significa coisas diferentes para pessoas diferentes, variando de um conjunto de exercícios físicos para a obtenção de melhor saúde e uma práxis de autotransformação, para uma filosofia moral e um novo sistema de conhecimento. Estudiosos e jornalistas adotaram uma variedade de termos e classificações na descrição do Falun Gong, alguns deles mais precisos que outros. No contexto cultural da China, o Falun Gong é geralmente descrito como um sistema de qigong, ou um tipo de "prática de cultivo" ("xiulian"). Cultivo é um termo chinês que descreve o processo pelo qual um indivíduo busca a perfeição espiritual, muitas vezes através do condicionamento físico e moral. Variedades de práticas de cultivo são encontradas ao longo da história chinesa, abrangendo tradições budistas, taoístas e confucionistas. Benjamin Penny, escreve "a melhor maneira de descrever o Falun Gong é como um sistema de cultivo. Sistemas de cultivo têm sido uma característica da vida chinesa há pelo menos 2 500 anos." As práticas de qigong também podem ser entendidas como parte de uma tradição mais ampla de "prática de cultivo".
Por uma questão de doutrina significância, o Falun Gong pretende ser "sem forma", tendo pouca ou nenhuma organização material ou formal. Praticantes do Falun Gong não podem cobrar dinheiro ou cobrar taxas, realizar curas ou ensinar ou interpretar doutrinas para outros. Não há administradores ou funcionários dentro da prática, nenhum sistema de associação e nenhuma igreja ou local físico de adoração. Na ausência de rituais de associação ou iniciação, os praticantes do Falun Gong podem ser qualquer um que escolha se identificar como tal. Os alunos são livres para participar da prática e seguir seus ensinamentos tanto ou quanto quiserem, e os praticantes não instruem os outros sobre o que acreditar ou como se comportar. A autoridade espiritual é investida exclusivamente nos ensinamentos do fundador Li Hongzhi. Mas, organizacionalmente, o Falun Gong é descentralizado e as agências e assistentes locais não têm privilégios, autoridade ou títulos especiais. Voluntários "assistentes" ou "pessoas de contato" não detêm autoridade sobre outros praticantes, independentemente de quanto tempo praticaram o Falun Gong. A autoridade espiritual de Li dentro da prática é absoluta, mas a organização do Falun Gong trabalha contra o controle totalista, e Li não intervém na vida pessoal dos praticantes. Os praticantes do Falun Gong têm pouco ou nenhum contato com Li, exceto através do estudo de seus ensinamentos. Não há hierarquia no Falun Gong para reforçar a ortodoxia, e pouca ou nenhuma ênfase é dada à disciplina dogmática; a única coisa enfatizada é a necessidade de um comportamento moral estrito, segundo Craig Burgdoff, professor de estudos religiosos.
Organização dentro da China
Em 1993, a Sociedade de Pesquisa do Falun Dafa, com sede em Pequim, foi aceita como um ramo da Sociedade de Pesquisa Qigong da China (SPQC), que supervisionou a administração das várias escolas de qigong do país e patrocinou atividades e seminários. De acordo com as exigências da SPQC, o Falun Gong foi organizado em uma rede nacional de centros de assistência, "estações principais", "agências", "estações de orientação" e locais de prática locais, espelhando a estrutura da sociedade de qigong ou até mesmo do próprio partido comunista. Os assistentes do Falun Gong eram voluntários auto selecionados que ensinavam os exercícios, organizavam eventos e divulgavam novas publicações de Li Hongzhi. A Sociedade de Pesquisa do Falun Dafa forneceu conselhos aos estudantes sobre técnicas de meditação, serviços de tradução e coordenação para a prática em todo o país.
1992–1996
Li Hongzhi apresentou o Falun Gong ao público em 13 de maio de 1992, na província de Changchun, Jilin. Vários meses depois, em setembro de 1992, o Falun Gong foi admitido como um ramo do qigong sob a administração da Sociedade Estatal de Pesquisa Científica Qigong da China (CQRS). Li foi reconhecido como um mestre de qigong e foi autorizado a ensinar sua prática em todo o país. Como muitos mestres de qigong da época, Li visitou grandes cidades na China de 1992 a 1994 para ensinar a prática. Ele recebeu vários prêmios das organizações governamentais da República Popular da China. De acordo com David Ownby, professor de História e diretor do Centro de Estudos do Leste Asiático da Université de Montréal, Li tornou-se uma "estrela instantânea do movimento de qigong", e o Falun Gong foi adotado pelo governo como um meio eficaz de reduzir os custos de saúde, promover a cultura chinesa e melhorar a moralidade pública. Em dezembro de 1992, por exemplo, Li e vários estudantes do Falun Gong participaram da Asian Health Expo em Pequim, onde ele teria "recebido o maior elogio [de qualquer escola de qigong] na feira e alcançado ótimos resultados terapêuticos", segundo o organizador da feira. O evento ajudou a consolidar a popularidade de Li e, com as reportagens jornalísticas, os poderes de cura do Falun Gong se espalharam. Em 1993, uma publicação do Ministério da Segurança Pública louvou Li por "promover as virtudes tradicionais de combate ao crime do povo chinês, salvaguardar a ordem social e a segurança e promover a retidão na sociedade".
1996–1999
A saída do Falun Gong do CQRS, administrado pelo estado, correspondeu a uma mudança mais ampla nas atitudes do governo em relação às práticas de qigong. À medida que os detratores do qigong no governo se tornaram mais influentes, as autoridades começaram a tentar conter o crescimento e a influência desses grupos, alguns dos quais acumularam dezenas de milhões de seguidores. Em meados da década de 1990, a mídia estatal começou a publicar artigos críticos do qigong. O Falun Gong foi inicialmente protegido das crescentes críticas, mas após sua retirada do CQRS em março de 1996, perdeu essa proteção. Em 17 de junho de 1996, o "Guangming Daily", um jornal estatal influente, publicou uma polêmica contra o Falun Gong na qual seu texto central, "Zhuan Falun", era descrito como um exemplo de "superstição feudal". O autor escreveu que a história da humanidade é uma "luta entre ciência e superstição", e pediu às editoras chinesas que não imprimam "livros pseudocientíficos de vigaristas". O artigo foi seguido por pelo menos mais vinte jornais em todo o país. Pouco depois, no dia 24 de julho, o Departamento Central de Propaganda proibiu toda publicação de livros do Falun Gong (embora a proibição não fosse consistentemente aplicada). A Associação Budista da China, administrada pelo Estado, também começou a criticar o Falun Gong, pedindo aos budistas leigos que não adotassem a prática.
Protestos em Tianjin e Zhongnanhai
No final da década de 1990, a relação do Partido Comunista com o crescente movimento do Falun Gong tornou-se cada vez mais tensa. Relatórios de discriminação e vigilância da Secretaria de Segurança Pública estavam aumentando e os praticantes de Falun Gong organizavam rotineiramente manifestações respondendo artigos da mídia que consideravam injustos. As investigações conflitantes lançadas pelo Ministério da Segurança Pública de um lado e a Comissão de Esportes do Estado e Qiao Shi do outro falaram sobre as discordâncias entre as elites chinesas sobre como considerar a prática crescente. Em abril de 1999, um artigo que criticava o Falun Gong foi publicado na revista Youth Leitor da Universidade de Tianjin. O artigo foi escrito pelo físico He Zuoxiu, que, como apontam Porter e Gutmann, é um parente do membro do Politburo e da segurança pública, o secretário Luo Gan. O artigo considera o qigong e o Falun Gong em particular, como supersticioso e prejudicial para os jovens. Os praticantes do Falun Gong responderam piquetando os escritórios do jornal solicitando uma retratação do artigo. Ao contrário de instâncias passadas em que os protestos do Falun Gong foram bem sucedidos, em 22 de abril a manifestação de Tianjin foi interrompida pela chegada de trezentos policiais da tropa de choque. Alguns dos praticantes foram espancados e quarenta e cinco presos. Outros praticantes do Falun Gong foram informados de que, se quisessem apelar mais, precisavam levar a questão ao Ministério da Segurança Pública e ir à Pequim.
Os benefícios da prática do Falun Gong para a sociedade e para as pessoas foram originalmente reconhecidos e elogiados por vários níveis do governo chinês. De fato, as considerações positivas das autoridades haviam facilitado a propagação do Falun Gong, no início dos anos 1990. Os meios de comunicação, controlados pelo estado (incluindo jornais nacionais e locais, canais de TV e estações de rádio), frequentemente cobriam as atividades e os benefícios da prática do Falun Gong. A crescente popularidade do Falun Gong, porém, foi tida como demasiada para alguns funcionários dentro do governo chinês. De minados clandestinos no início de 1994, para a orquestrada campanha difamatória e à proibição Falun Gong e dos livros do Falun Gong em 1996, até a perseguição policial em 1997, certos blocos de poderes dentro do governo chinês aumentaram gradualmente a sua perseguição traiçoeira até ataques ostensivos. Em 23 de abril de 1999, em plena luz do dia, forças policiais armadas na cidade de Tianjin violentamente agrediram centenas de praticantes de Falun Gong e arbitrariamente detiveram 45 deles.
Dois dias depois, no dia 25 de abril de 1999, mais de 10 000 praticantes de Falun Gong reuniram-se tranquilamente em Pequim do lado de fora do Gabinete de Apelações do Conselho Estadual, localizado ao lado do Complexo de Liderança Chinesa, para pedir a libertação dos praticantes detidos em Tianjin e a suspensão da proibição dos livros do Falun Gong. A manifestação foi pacífica, ordeira e legal. Após o Primeiro-Ministro Zhu Rongji se reunir com alguns dos praticantes presentes, ordenou a libertação das pessoas detidas em Tianjin e então os praticantes calmamente se dispersaram. Devido a esta manifestação o Falun Gong começou a receber atenção internacional. No entanto, o então presidente da China, Jiang Zemin, se ressentiu com a solução pacífica. Aparentemente na busca de uma conquista retumbante para aumentar a sua autoridade pessoal, em 20 de julho de 1999, sem o devido processo, Jiang ordenou o início da perseguição contra o Falun Gong, não obstante o fato de que muitos dentro do governo já eram eles próprios praticantes ou possuíam uma opinião favorável em relação ao Falun Gong. Mais tarde, em outubro, Jiang ordenou que o legislador nacional chinês aprovasse uma lei para permitir uma repressão mais dura. O The Washington Post observou em artigo de 2 de novembro de 1999 que:
O regime de Jiang lançou simultaneamente uma campanha de desinformação de longo alcance para justificar a sua perseguição e para escapar à condenação mundial. A mídia de circulação nacional tem inundado a imprensa e ondas de rádio com informações fabricadas acerca do Sr. Li Hongzhi e do Falun Gong. Tal como acontece com todas as mentiras, a propaganda falha miseravelmente nos detalhes. Por exemplo, o governo chinês forjou a alegação de que a prática do Falun Gong levou 1 400 pessoas à morte ou a tornarem-se insanas. Esse número, mesmo presumindo-se que seja verdadeiro, dividido por 100 milhões de praticantes, estaria muitas ordens de grandeza inferior à média nacional. Em outro exemplo, o governo chinês alegou que o Sr. Li Hongzhi havia falsificado sua data de nascimento e até mesmo produzido um "registro hospitalar " para provar que a sua mãe fora tratada com oxitocina em 1952, antes de seu nascimento. A oxitocina, no entanto, não fora identificada até 1953.[carece de fontes]?
Epoch Times e Shen Yun
O Falun Gong está ligado a uma variedade de organizações nos Estados Unidos e noutros países. Receberam notável atenção dos meios de comunicação social pelo seu envolvimento político e mensagens ideológicas, especialmente desde o seu envolvimento nas eleições presidenciais dos EUA em 2016. Essas organizações incluem o The Epoch Times, um media de extrema-direita política que recebeu críticas por alegadamente promover teorias de conspiração, tais como QAnon, e por alegadamente produzir anúncios para o ex-Presidente dos EUA Donald Trump, algo que o jornal negou numa declaração recolhida pela NBC. O jornal foi também acusado de espalhar desinformação anti-vacinas. O Shen Yun Performing Arts recebeu críticas pelas suas declarações contra a teoria da evolução. Também promove o Falun Gong, apresentando-a como uma tradição antiga. Apesar destes juízos de valor, a companhia ligada ao Falun Gong também recebeu críticas positivas.


