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Goiânia

Goiânia é um município brasileiro, capital do estado de Goiás. Fica a 209 km de Brasília, a capital do Brasil. Com uma área de aproximadamente 728,296 km², exibe uma geografia contínua, com poucos morros e baixadas, caracterizada por ser uma região do Planalto Central do Brasil. É formada por dois núcleos urbanos: o distrito-sede e o distrito de Vila Rica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Etimologia

O nome para batizar a cidade teria vindo da adaptação ortográfica e possivelmente fonética do título do livro Goyania, a primeira publicação literária cuja temática gira em torno de Goiás. Trata-se de um poema épico do escritor Manuel Lopes de Carvalho Ramos, publicado em 1896 no Porto pela Typographia a Vapor de Arthur José de Souza. A circulação do livro é muito limitada, razão pela qual a nomeação da cidade permanece desconhecida do grande público. Também é considerada a hipótese de que o nome foi escolhido em evocação à Pedra Goyania, na Serra Dourada, cujo nome emana do poema. Outra explicação para a origem do nome "Goiânia" veio do professor Alfredo Faria de Castro, o qual sugeriu o topônimo para um concurso do jornal "O Social", publicado em 1933 quando a pedra fundamental da nova capital foi lançada. Segundo o professor, "Goiânia" tem o significado de "Nova Goiás", provavelmente pela união de "Goiás" com o prefixo "neo", tendo em vista o ideal de modernidade com o qual a cidade foi construída. Além disso, há ainda a palavra tupi-guarani "goyanna", da qual se originaria não só o nome dessa cidade , mas também o de outras no Brasil, como Goiana.

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História

Projeto

Antes da chegada dos europeus ao continente americano, a porção central do Brasil era ocupada por indígenas do tronco linguístico macro-jê, como os acroás, os xacriabás, os xavantes, os caiapós, os javaés, entre outros povos. A colonização de origem europeia de Goiânia teve origem em 1735, com as primeiras propostas de mudança da capital, da capitania de Goiás. O então governante da província, Marcos José de Noronha e Brito, ambicionava transferir a sede administrativa da capitania de Vila Boa para Meia Ponte. Em 1830, Miguel Lino de Morais, segundo governante da província de Goiás durante o Império do Brasil, propôs que a capital fosse transferida para a região onde hoje se localiza o estado do Tocantins, próximo ao município de Niquelândia. Segundo ele, "a mudança da Capital para uma região mais povoada e de comércio mais fraco, é uma medida a ser tomada com urgência". Àquela altura, Vila Boa sofria com a estagnação econômica provocada pelo fim do ciclo do ouro na região, sendo incomum a construção de mais do que uma casa por ano na cidade.

Fundação e expansão

A proposta de transferir a capital de Goiás permaneceu em latência até a Revolução de 1930, quando Pedro Ludovico Teixeira foi nomeado interventor federal por Getúlio Vargas. No final de 1932, ele tomou as primeiras providências para que Goiânia fosse construída. A proposta de transferir a capital de Goiás, que àquela altura já durava há pelo menos 180 anos, encontrou campo fértil na política do governo federal. A decisão de Pedro Ludovico estava em consonância com a Marcha para o Oeste, política desenvolvida pelo governo Vargas para acelerar o desenvolvimento e incentivar a ocupação do Centro-Oeste brasileiro. O sucesso da Marcha dependia da implantação de uma infraestrutura básica que possibilitasse a migração de pessoas do Sul e do Sudeste; assim sendo, Pedro Ludovico promoveu, além da mudança da capital, a construção de rodovias e uma reforma agrária.

História recente

Em setembro de 1987, Goiânia foi palco do mais grave acidente radiológico já ocorrido no continente americano e o maior do mundo em área urbana. Na ocasião, mais de 240 pessoas foram expostas à radiação quando dois catadores de lixo desmontaram um aparelho de radioterapia, removendo dele partículas da substância radioativa Césio-137. A contaminação por radioatividade teve impacto no cenário nacional e mundial, o que fez com que as vítimas e, por consequência, a população do município em geral, fossem alvos de estereótipos e preconceitos. Ao longo da segunda metade da década de 1990, com o objetivo de contornar a situação, as áreas afetadas foram revitalizadas pela prefeitura juntamente com o governo estadual.

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Geografia

Goiânia é a capital do décimo segundo estado mais populoso do Brasil, Goiás, situando-se próximo ao paralelo 16º40'43'' sul e do meridiano 49º15'14'' oeste. A área do município é controversa, e varia conforme fonte de dados. A própria prefeitura refere 739 km² e o IBGE indica 728,841 km². Suas cidades limítrofes são Nerópolis e Goianápolis ao norte; Aparecida de Goiânia ao sul; Senador Canedo e Bela Vista de Goiás ao leste; e Goianira e Trindade ao oeste. De acordo com a divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística vigente desde 2017, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Goiânia. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, o município fazia parte da microrregião de Goiânia, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro Goiano.

Geologia e hidrografia

Goiânia está em uma região de dobramentos formados no período neoproterozoico, cujo relevo do local é composto por planaltos com pequenos declives, o que dá ao território paisagens aplanadas, O solo da cidade é do tipo terra roxa. Geomorfologicamente, Goiânia está dividida em cinco categorias: Planalto dissecado de Goiânia, Chapadões de Goiânia, Planalto embutido de Goiânia, Terraços e Planícies da Bacia do rio Meia Ponte e os Fundos de Vales. As características geomorfológicas de tais categorias contribuem para que Goiânia tenha uma topografia relativamente aplainada, apresentando poucos declives, onde os maiores se localizam em locais isolados, com erosões ou próximos a cursos d'água e vales. Tais declives fizeram com que Goiânia tivesse uma altitude baixa em relação à cidades vizinhas, se tornando um degrau em pleno planalto.

Ecologia e meio ambiente

Goiânia está localizada em pleno cerrado, um dos biomas mais devastados do Brasil. A cidade e sua região metropolitana fazem parte de uma das regiões de Goiás de menor preservação de sua vegetação original. Além disso, o município tem sofrido com um aumento na poluição do ar, diretamente relacionado à queima dos combustíveis fósseis pelos automóveis. Em 2007, a qualidade do ar de Goiânia foi considerada, por uma pesquisa, ruim. Enquanto o padrão do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é de 160 mg/m³ de emissões por ano, o da capital goiana é de 240 mg/m³, próximo a cidades como São Paulo, com 279 mg/m³. De acordo com um levantamento promovido pela UFG em 2016, Goiânia perdeu metade de suas áreas verdes entre os anos de 1986 a 2010.

Clima

Em Goiânia predomina o clima tropical com estação seca (Aw, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger), típico do estado de Goiás e da maior parte do Centro-Oeste brasileiro, com duas estações bem definidas: uma chuvosa, de outubro até abril, e outra seca, de maio a setembro. As temperaturas mais elevadas são registradas na primavera e as mais baixas no inverno, quando as mínimas podem chegar a 12 °C e, em algumas ocasiões, 10 °C ou menos. Porém, é também no inverno que a umidade relativa do ar (URA) chega a níveis críticos, podendo ficar abaixo dos 20% ou mesmo próximo de 10%, caracterizando estado de emergência. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde julho de 1937 a menor temperatura registrada em Goiânia ocorreu em 9 de julho de 1938, com mínima de 1,2 °C, enquanto a maior atingiu 41,2 °C em 7 de outubro de 2020. O maior acumulado de precipitação em 24 horas alcançou 153,8 mm em 3 de abril de 1945, seguido por 153,6 mm em 7 de dezembro de 1954 e 136,6 mm em 9 de dezembro de 2005.

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Demografia

A população do município estimada para 1 de julho de 2021, de acordo com o IBGE, era de 1 555 626 habitantes, sendo o município mais populoso do estado e o 11º do Brasil. O principal motivo para a grande população está na proximidade de Goiânia com Brasília, que impulsionou o crescimento do município e a região entre ele e a capital federal, tornando o Eixo Goiânia-Brasília o terceiro maior aglomerado populacional do país, reunindo cerca de nove milhões de pessoas em 2011. A Região Metropolitana de Goiânia era em 2016 a décima terceira maior aglomeração urbana do Brasil, com uma população de 2 458 504 habitantes. Apresentava em 2011, uma densidade populacional de 1 782,5 habitantes por km², a maior de seu estado. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Goiânia é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), cujo valor é 0,832, o segundo maior de todo estado de Goiás (em 242 municípios); terceiro de toda Região Centro-Oeste do Brasil (em 446) e o 111° de todo Brasil (em 5 507). Considerando apenas a educação, o valor do índice é de 0,933 (classificado como muito elevado), enquanto o do Brasil é 0,849. O índice da longevidade é de 0,751 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,813 (o do Brasil é 0,723). A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e parecidos com os da média nacional segundo o PNUD. A taxa de alfabetização adulta é 96,78%. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 3,64%, o limite inferior da incidência de pobreza é de 2,92%, o superior é de 4,35% e a incidência da pobreza subjetiva é de 4,35%.

Região metropolitana

O intenso processo de conurbação atualmente em curso na chamada Grande Goiânia vem criando uma metrópole cujo centro está em Goiânia e atinge os municípios de Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Goianápolis, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Inhumas, Nerópolis, Nova Veneza, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade. A Região Metropolitana de Goiânia foi criada no ano de 1999 e atualmente é constituída por 20 municípios, a décima maior aglomeração urbana do Brasil, com 2 206 134 habitantes.

Desigualdade social

Segundo dados do IBGE, em 2011 Goiânia possuía sete aglomerados subnormais, que são: Emílio Póvoa, Quebra Caixote, Rocinha, a primeira e segunda etapa do Jardim Botânico, a área I do Jardim Goiás e uma invasão numa parte do Jardim Guanabara, e somavam uma população de 3 495 pessoas em 1 066 domicílios. Goiânia é a metrópole brasileira com o menor número de favelas do país. Embora o termo favela não seja bem visto pelas autoridades da cidade por não haver muitos morros no município, em 2009 existiam 141 áreas irregulares, chamadas de invasões. Segundo especialistas, tal situação é maquiada em Goiânia, já que as famílias moradoras em locais como esses são retiradas dos locais e colocadas nas periferias da cidade. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,42, numa escala entre 1,00 (pior número) e 0,00 (melhor). Em 2010, a Organização das Nações Unidas constatou que Goiânia é a cidade mais desigual do Brasil e a décima do mundo, à frente de outras capitais como Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília e Curitiba. Na visão de professores especialistas, a região central do Brasil a qual compreende Goiânia e Brasília é alvo de alto fluxo migratório de populações de baixa renda e escolaridade, principalmente advindas das regiões norte e nordeste do país, reforçando a concentração de renda observada através da especulação imobiliária.

Etnias e imigração

Goiânia é uma cidade multirracial, fruto de intensa migração. O seu povoamento tem ligação íntima com o povoamento do interior do centro-oeste brasileiro, de forma gradual principalmente por migrantes atraídos do interior goiano, além de outras regiões de outros estados do Brasil. Vieram pessoas de diversas origens, o que contribuiu para que a cidade tivesse uma população miscigenada, composta predominantemente de brancos e pardos. Segundo o censo de 2010 do IBGE, em pesquisa de autodeclaração, a população de Goiânia é composta por brancos (48%), pardos (44%), pretos (5,68%), indígenas (0,16%) e amarelos (1,68%). Em relação ao outro censo realizado em 2000, houve uma diminuição de brancos e indígenas e um aumento de pardos, pretos e amarelos.

Religião

Tal como a variedade religiosa em Goiânia, são diversas as manifestações do gênero presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes. A igreja católica reconhece Nossa Senhora Auxiliadora como padroeira da cidade. De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil teve uma queda no número de católicos e um aumento no número de evangélicos. Mais tarde, em 2010, 50,88% da população do município era católica romana, 32,44% eram evangélicos, 9,11% não tinha religião, 4,29% eram espíritas, 0,82% Testemunhas de Jeová, 1,6% outras religiosidades cristãs (que incluem Igreja Católica Apostólica Brasileira, Igreja Ortodoxa, mórmons e outras) e 0,96% de outras religiões.

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Política

Da fundação da cidade até ao Golpe de 1964, a cena política goianiense foi dominada pelo Partido Social Democrático (PSD). Durante a ditadura militar (1964–1985), os prefeitos de capitais e cidades consideradas estratégicas passaram a ser nomeados pelos governadores, o que tornou a Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido oficial do regime, predominante na política goianiense — e de todas as capitais — naquele período. Após a redemocratização, a cena política local ficou polarizada entre o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e o Partido dos Trabalhadores (PT). O primeiro conquistou quatro mandatos e o último, três. Apesar disso, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) conseguiu conquistar um único mandato na cidade durante o período conhecido como Nova República. O Poder Executivo da cidade de Goiânia é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, em observância ao disposto na Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município, criada em 1990, determina que a ação administrativa do Poder Executivo será organizada segundo os critérios de descentralização, regionalização e participação popular, o que faz com que a cidade seja dividida em várias regiões administrativas.

Cidades-irmãs

A política das cidades-irmãs procura incentivar o intercâmbio entre cidades que têm algo em comum com Goiânia. A troca de informações e o aumento do comércio entre elas são meios de tornar as cidades-irmãs mais próximas. Goiânia possui 17 cidades-irmãs, que são:

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Subdivisões

O município de Goiânia era anteriormente dividido em doze regiões, hoje reduzidas a sete (Centro, Sul, Sudoeste, Leste, Noroeste, Norte, Oeste), cada uma delas, por sua vez, dividida em vários bairros. A distribuição anterior levava em conta questões físicas do ambiente e também as formações culturais presentes nas cidades. Com dados do Censo Brasileiro, em 2010 havia 641 bairros regularizados em Goiânia, praticamente o dobro que existia em menos de dez anos. Segundo a Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento (Seplan), os períodos com as maiores quantidades de novos bairros construídos na cidade foram as décadas de 1950 (125) e 1990 (106) e o período compreendido entre os anos de 2000 a 2005 (151).

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Economia

Goiânia é a vigésima segunda cidade mais rica do Brasil, a décima segunda entre as capitais brasileiras e a primeira em seu estado. Segundo dados da Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento (Seplan), em 2008 seu PIB somou R$ 19 450 000 000, o que equivale a aproximadamente 25,8% de toda produção de bens e serviços do estado. Sua região metropolitana possui um PIB de aproximadamente R$ .mw-parser-output .tooltip-dotted{border-bottom:1px dotted;cursor:help}31,29 bilhões *, o que corresponde a 38,61% de todo o PIB goiano em 2007. Segundo dados do IBGE, a rede urbana de influência exercida pela cidade no resto do país abrange 3,5% da população e 2,8% do PIB brasileiro. A influência é percebida em 363 cidades de Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí e Mato Grosso. O município também está entre os oito municípios com a melhor infraestrutura do país. Estando em uma localização privilegiada no Brasil, é servida por uma malha viária e ferroviária que a liga aos principais centros e portos do país. Recebe voos internacionais e nacionais pelo Aeroporto Santa Genoveva (IATA: GYN, ICAO: SBGO).

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Infraestrutura

Saúde

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Goiânia dispunha de um total de 777 estabelecimentos de saúde em 2009, 105 públicos e 672 privados, os quais dispunham no seu conjunto de 4 947 leitos para internação, sendo que quase 3 900 são privados. A cidade também conta com atendimento médico ambulatorial em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista e presta serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em abril de 2010 existiam 446 818 mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos). Goiânia contava em dezembro de 2009 com 469 anestesistas,1 395 auxiliares de enfermagem, 561 cirurgiões gerais, 2 014 cirurgiões dentistas, 1 540 clínicos gerais, 1 221 enfermeiros, 440 farmacêuticos, 314 fisioterapeutas, 252 fonoaudiólogos, 1 006 gineco-obstetras, 187 médicos de família, 145 nutricionistas, 872 pediatras, 611 psicólogos, 173 psiquiatras, 433 radiologistas e 3 501 técnicos de enfermagem, totalizando 10 108 profissionais de saúde. Em 2008 foram registrados 19 448 nascidos vivos, considerando que 7,2% nasceram prematuros, 66,9% foram de partos cesáreos e 15,1% foram de mães entre 10 e 19 anos (0,6% entre 10 e 14 anos). A taxa bruta de natalidade era de 15,4 por 100 mil habitantes. No mesmo ano, a taxa de mortalidade infantil era de 14 por mil nascidos vivos e a taxa de óbitos era de 5,6 por mil habitantes.

Educação

O fator educação do IDH no município atingiu a marca de 0,933 – patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) – ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo censo demográfico de 2010 do IBGE foi de 3,22%. Nota-se que o analfabetismo vem se reduzindo nos últimos 30 anos, tanto no município como no país (no Brasil, a taxa de analfabetismo foi 6,8% em 2018). Goiânia tem um sistema de ensino primário e secundário, público e privado, e uma variedade de profissionais de escolas técnicas. Em 2009 havia na cidade 473 estabelecimentos de ensino fundamental, 337 unidades pré-escolares, 152 escolas de nível médio e mais algumas instituições de nível superior, a rede de ensino da cidade é a mais extensa do estado. No total foram 256 982 matrículas e 12 976 docentes registrados em 2009. No ensino superior, destacam-se importantes universidades públicas e privadas, muitas delas consideradas centros de referência em determinadas áreas. As instituições públicas de ensino superior sediadas em Goiânia são: a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Federal de Goiás (IFG) e a Universidade Estadual de Goiás (UEG). Entre as instituições privadas, destacam-se instituições como a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e Faculdade Alves Faria.

Segurança pública e criminalidade

Goiânia é a 17ª cidade brasileira mais violenta do país, segundo dados do Ministério da Saúde de 2008. Em 2006, entre as grandes cidades e capitais brasileiras, Goiânia possuía o 17º maior número absoluto de homicídios (444). A cidade registrou, em 2006, 36,4 casos de homicídios por 100 mil habitantes, índice acima do verificado em cidades como São Paulo (23,7), Porto Alegre (36,3), Fortaleza (35,4) ou Brasília (32,1). A cidade também está entre os locais com mais mortes no trânsito. Em 2006, foi a sexta no número de óbitos por acidentes de transporte, com 521 mortos, atrás de São Paulo (1593), Belo Horizonte (704), Fortaleza (623), Brasília (580) e Rio de Janeiro (559).

Habitação, serviços e comunicação

No ano de 2010, segundo o IBGE, a cidade tinha 422 710 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total, 251 920 eram imóveis próprios, 225 581 próprios já quitados (53,36%), 26 339 em aquisição (6,23%) e 132 692 alugados (31,39%); 37 003 imóveis foram cedidos, 2 959 por empregador (0,70%) e 34 004 cedidos de outra maneira (8,04%). 1 095 foram ocupados de outra forma (0,25%). Grande parte do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Naquele ano, 92,96% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água; 99,80% das moradias possuíam coleta de lixo e 96,59% das residências possuíam escoadouro sanitário. Atualmente, o lixo da capital goiana é jogado no aterro sanitário de Goiânia, localizado no quilômetro três da GO-060, na saída para o município de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia.

Transportes

O setor dos transportes é administrado pela Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Mobilidade (SMT). O Sistema de transporte coletivo de ônibus transporta diariamente em todas as regiões da cidade e o entorno de Goiânia. Abrangia, em 2016, 268 linhas exploradas por 5 empresas unidas em um consórcio (Rede Metropolitana de Transporte Coletivo). O transporte público, nos anos mais recentes, é considerado insuficiente. O valor da passagem, reajustado a R$ 4,30 em 2019 é um dos maiores entre as capitais brasileiras. Goiânia também conta com dois sistemas de Bus Rapid Transit (BRT). O mais antigo deles é o Eixo Anhanguera, cujo trajeto se dá na Avenida Anhanguera, e administrado pela estatal Metrobus. Abrange um trajeto de 13,5 km, entre as regiões leste e oeste, com acesso facilitado a municípios como Goianira, Senador Canedo e Trindade. A passagem é a mais barata da cidade e transportava, em meados de 2012, entre 200 a 300 mil pessoas por dia. Em 2024, foi lançado o BRT Norte-Sul, que se inicia na divisa das regiões norte e noroeste, no Terminal Recanto do Bosque, indo até Aparecida de Goiânia. Em 2012, o sistema de táxis possuía uma frota de 1 470 táxis padronizados na cor branca. Também há o serviço de mototáxi, que complementa o serviço. Ainda, em termos de transporte rodoviário, Goiânia não conta com um metrô. A construção de um veículo do gênero é pauta de instituições e especialistas desde a década de 1960.

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Cultura

A responsável pelo setor cultural da prefeitura de Goiânia é a Secretaria Municipal de Cultura (SeCult), que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. A Academia Goianiense de Letras, tendo como o seu primeiro presidente Emídio Brasileiro, representa os principais escritores goianienses. Atualmente, a SeCult é composta por seis unidades culturais. Goiânia é sede de três clubes de futebol de Goiás reconhecidos nacionalmente; são eles: o Atlético Goianiense, o Vila Nova Futebol Clube e Goiás Esporte Clube. Há também o Monte Cristo Esporte Clube e o Goiânia Esporte Clube. Além dos clubes, a capital goiana também conta vários estádios: o Estádio Serra Dourada, que já sediou jogos de notoriedade nacional, tendo capacidade de 50 049 lugares; o Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA) com capacidade para 8 000 mil pessoas; o Antônio Accioly do Atlético, com capacidade para cinco e o Hailé Pinheiro do Goiás, contando com capacidade para 8 000 pessoas. Além destes também há o Estádio Olímpico Pedro Ludovico, reinaugurado em 2016. Além dos estádios, o município conta com vários ginásios esportivos, como o Rio Vermelho, com uma capacidade para 4 500 pessoas e o Goiânia Arena, utilizado principalmente para shows e eventos. Apesar de não ter sido uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, Goiânia teria condições para receber um evento desportivo desse porte.

Música

Por ser uma cidade recente em comparação a maioria das capitais brasileiras, Goiânia apresentou tardiamente uma cena musical. Um dos primeiros músicos a se destacar foi Leo Jaime, integrante do João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, e mais tarde em carreira solo, nos anos 1980. O Conservatório Goiano de Música foi um espaço de revelação de artistas, cujo Festival Nacional de Música de Goiânia, organizado na Universidade Federal de Goiás, decorreu desde 1968. Por meio da instituição, a capital goiana recebeu sua principal influência na produção e execução de música clássica. Outros músicos naturais da cidade são os cantores Marcelo Barra e Carlinhos Veiga, com influências da música regional, o cantor de rock Luciano Manga, o rapper Túlio Dek e a artista Wanessa Camargo. Alguns grupos musicais que se destacaram na cidade foram Testemunha Ocular, os religiosos Milad e Koinonya, e os grupos de rock e pop Pedra Letícia, Mr. Gyn e Boogarins.

Cinema e teatro

O primeiro cinema de Goiânia foi o Cine Teatro Campinas, inaugurado em 13 de junho de 1936. Mais tarde, em 1942, surgiu o Cine-Teatro Goiânia, na Avenida Tocantins. A partir da década de 1960, a cidade contemplou a decadência das suas salas de cinema. Algumas se transformaram em igrejas evangélicas, supermercados, restaurantes, entre outros estabelecimentos. A grande parcela das salas de cinema passou a situar-se nos shopping centers. Atualmente Goiânia ainda conta com diversas salas de cinema em várias partes da cidade, especialmente no interior de grandes shoppings. Os poucos filmes produzidos na cidade são, muitas vezes, curtas-metragens produzidos, por vezes, por produtoras e gravadoras da própria cidade. O Goiânia Mostra Curtas é um dos eventos mais populares de curtas metragens realizado na cidade.

Atrações turísticas e eventos

O grande acervo arquitetônico encontrado na cidade, os parques e a boa gastronomia faz com que Goiânia tenha seu destaque no turismo, principalmente os de negócios, no qual a cidade é referência no país, principalmente por conta da localização central no Brasil e a infraestrutura urbana. A rede hoteleira ainda deixa a desejar, contudo tem tido crescimentos. Entre os principais atrativos culturais da cidade está o Centro Cultural Oscar Niemeyer, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 2006, que reúne o museu de arte contemporânea, a biblioteca estadual, o palácio da música e o Monumento aos Direitos Humanos. Ao contrário de várias cidades na maior parte do Brasil, Goiânia não possui uma tradição carnavalesca. Quando chega o carnaval, a cidade fica vazia. Com isso, a maior parte da população se desloca para o interior de Goiás, para cidades como Caldas Novas, Goianésia e Jaraguá. Dois motivos podem explicar a nula comemoração do carnaval em Goiânia: a diminuição do público apreciador de música popular e a maior procura por festas no interior, diretamente relacionada a um maior poder aquisitivo da classe média.

Patrimônio histórico e arquitetônico

Goiânia possui vários museus, como o Museu de Arte Contemporânea, que exibe e estimula a arte contemporânea. Inaugurado em 1988, tem 500 obras expostas e promove, também, mostras temporárias e eventos locais. Em 1969, foi criado o Museu de Arte de Goiânia. Ele foi o primeiro museu público municipal de artes plásticas em toda a região centro-oeste e, atualmente, faz parte do Bosque dos Buritis. O Museu Pedro Ludovico Teixeira era o lar do interventor da cidade. Transformado em museu desde o ano de 1987, foi tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual. Dentro do local, são encontrados documentos originais, vestimentas, entre outros objetos, além da biblioteca particular de Ludovico.

Culinária

A culinária goianiense possui as mesmas características encontradas em seu estado. Possui forte ligação com as cozinhas mineira e baiana. O uso do pequi e o da guariroba são comuns no arroz. A pamonha, a galinhada e o empadão goiano são alguns dos pratos típicos da capital goiana. Os cafés da manhã são marcados com pão de queijo, cuscuz, biscoitos fritos, entre outros alimentos. Já o destaque das sobremesas está no uso de frutas, como a mangaba, jenipapo, jaca, caju e manga. Os doces são feitos predominantemente à base de leite.

Feriados

Em Goiânia, há quatro feriados municipais, que são: a Sexta-Feira Santa, que ocorre sempre em março ou abril; o Corpus Christi, que sempre é realizado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade; o dia da padroeira de Goiânia, a Nossa Senhora Auxiliadora, comemorado em 24 de maio; e o aniversário da cidade, que ocorre no dia 24 de outubro.

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Fontes consultadas

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