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Giuseppe Garibaldi

Giuseppe Garibaldi foi um general, guerrilheiro, patriota e revolucionário italiano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Biografia

De marinheiro a exilado

Garibaldi nasceu em Nice, que na época era parte do departamento francês dos Alpes Marítimos. Isto antes que este departamento fosse devolvido para a Casa de Saboia, governantes do Reino da Sardenha, depois da derrota de Napoleão Bonaparte, nos termos do Congresso de Viena (1815). Após 1860, retornou ao domínio francês. Desta forma, Garibaldi foi batizado em 29 de julho de 1807, na igreja de San Martino di Acri e registrado como cidadão francês, com o nome de Joseph Marie Garibaldi. A sua família tinha se transferido para Nice na década de 1770. O pai, Domenico Garibaldi (1766-1841), nascido em Chiavari, era proprietário de uma tartana chamada Santa Reparata, de 29 toneladas, a mãe, Rosa Raimondi (1776-1852), era originária de Loano, naquela época parte da República Liguriana.

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Brasil

Residiu algum tempo no Rio de Janeiro, onde foi membro da Congrega della Giovine Itália, fundada por Giuseppe Stefano Grondona. Foi também no Rio de Janeiro que conheceu Luigi Rossetti, com quem se juntou à Revolução Farroupilha. Também conheceu Bento Gonçalves da Silva ainda em sua prisão, no Rio de Janeiro, e obteve dele uma carta de corso para aprisionar embarcações imperiais. Em 1 de setembro de 1838, Garibaldi foi nomeado capitão-tenente, comandante da marinha farroupilha. Rossetti e Garibaldi transformaram seu pequeno barco comercial Mazzini em corsário a serviço da República Rio-Grandense. No caminho para o sul, atacaram um navio austríaco, com uma carga de café e trocaram de navio com seus ocupantes, rebatizando a nova embarcação de Farroupilha. Enquanto Rossetti desembarcou no porto de Maldonado, Garibaldi foi capturado pela polícia marítima uruguaia, acabando preso na Argentina. Depois de algum tempo preso, tendo inclusive sido torturado, conseguiu fugir e chegar ao Rio Grande do Sul.

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Uruguai

No Uruguai, casou-se em 26 de março de 1842, na Igreja de São Francisco de Assis com Anita Garibaldi, ali nasceram os outros filhos do casal: Rosa, Teresa e Ricciotti. Rosa faleceu aos dois anos de idade por asfixia, por causa de uma infecção na garganta. Não se conhece com precisão quando Garibaldi entrou para a marinha uruguaia. Na época, para sustentar a família, trabalhava como professor de matemática numa escola, além de corretor. Foi recebido no posto de coronel, com uma missão: partir de Montevidéu por mar, subir o rio Paraná e ali saquear os navios ancorados em Corrientes, numa missão suicida. Sua esquadra tinha três barcos: a nau capitânia Constitución (de 256 toneladas e 18 canhões), o brigantino Pereyra, comandado por Manuel Araña Urioste, e a escuna Procida, comandada por Luigi De Agostini. Partiram em 23 de junho de 1842. Durante o percurso o "Constitución" encalhou, era socorrido pela "Procida" quando foram surpreendidos pela esquadra do almirante William Brown (1777 - 1857), o pai da Armada Argentina, ao comando de sete embarcações. Uma destas, o "Belgrano" encalhou, graças ao nevoeiro Garibaldi conseguiu fugir com sua esquadra. Brown seguiu em perseguição, mas se perdeu momentaneamente. Garibaldi chegou a Bajada em 18 de julho.

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Retorno à Itália

Garibaldi regressou à Itália em 1848 para lutar na Lombardia contra o exército austríaco e iniciar a luta pela unificação italiana. Formou a Legião Italiana, com muitos recrutas provenientes do Piemonte e dos territórios da Lombardia e Vêneto, sob domínio austríaco, e teve até uma estação na cidade de Rieti, na fronteira com o Reino das Duas Sicílias. A legião aumentou para cerca de 1 000 homens e ganhou disciplina e organização. O papa Pio IX pediu ajuda militar aos países católicos. Aurelio Saliceti e Montecchi deixaram o triunvirato. Seus lugares foram preenchidos em 29 de março por Aurelio Saffi e Giuseppe Mazzini, o fundador do movimento Jovem Itália, que tinha sido o espírito orientador da república desde o início. Ao final de 1848, o Papa, temendo as forças liberais, abandonou Roma, para onde foi Garibaldi junto com um grupo de voluntários. Em fevereiro de 1849, foi eleito deputado republicano na assembleia constituinte da recém-proclamada República Romana. Em 25 de abril, de oito a dez mil soldados franceses sob comando do general Charles Oudinot desembarcaram em Civitavecchia, na costa noroeste de Roma, enquanto a Espanha enviou quatro mil homens sob Fernando Fernández de Córdova para Gaeta, onde o papa tinha encontrado refúgio. O francês enviou uma equipe oficial para no dia seguinte encontrar-se com Giuseppe Mazzini com uma mensagem de que o papa seria restabelecido ao poder. A Assembleia Revolucionária Romana, em meio a grandiosos gritos de "Guerra! Guerra!", autorizou Mazzini a resistir aos franceses pela força das armas.

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Derrota em Roma e a morte de Anita Garibaldi

Ainda que não tivesse opção alguma para evitar a queda de Roma, sua luta se converteu em uma das mais épicas passagens do Risorgimento. O cerco começou a sério no dia 1 de junho e, depois de um assédio de um mês, apesar de muitos episódios de valor por parte do exército republicano e dos voluntários de Garibaldi, entre os quais a defesa do Janículo, o exército francês prevaleceu em 29 de junho. Em 30 de junho, a Assembleia Romana reuniu-se e foram debatidas três opções: render-se; continuar lutando nas ruas de Roma; ou retirar-se de Roma e continuar a resistência nos Apeninos. Garibaldi fez um discurso em que ele favoreceu a terceira opção e, depois, disse: Declarou ainda Garibaldi ao parlamento romano: A trégua foi negociada em 1 de julho e em 2 de julho. Garibaldi, retirou-se de Roma. Na sua fuga em direção a Veneza, seguiram com ele 3 900 soldados (800 deles a cavalo). À sua caça, três exércitos (franceses, espanhóis e napolitanos) com 40 mil soldados. A norte esperava-o o exército austríaco com quinze mil soldados. O destino final, embora não claro desde o início, era a costa adriática. A república foi suprimida em 3 de julho de 1849, não antes de promulgar a sua constituição.

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O segundo exílio

Condenado pela segunda vez ao exílio, em 1849. Depois de uma estada em Tânger, Garibaldi mudou para Staten Island, onde chegou em 30 de julho de 1850, permanecendo exilado na tentativa de evitar publicidade. Foi hospedado pelo inventor Antonio Meucci e passou o tempo como fabricante de velas na fábrica deste em Staten Island, mas insatisfeito. Mais tarde, como capitão de navio, fez diversas viagens pelo Pacífico, a mais longa delas de dois anos, a partir de abril de 1851. Durante esta viagem visitou a heroína revolucionária andina Manuela Sáenz no Peru. Também esteve na Nicarágua e El Salvador. Em 1852, viajou pelo Pacífico, tendo aportado na Three Hummock Island, na Austrália, como capitão do navio mercante Carmen. Garibaldi deixou Nova Iorque pela última vez em novembro de 1853, a cabana onde residiu em Staten Island, entre 1851 e 1853 está listada na Registro Nacional de Lugares Históricos dos Estados Unidos e é mantida como Garibaldi Memorial.

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A segunda Guerra da Independência

Garibaldi voltou à Itália em 1854, depois de encontrar Mazzini, em Londres, e chegou a Gênova em 6 de maio, seguindo para Nice. Comprou em 29 de dezembro uma parte dos terrenos de Caprera, uma ilha do arquipélago de La Maddalena que viria a ser sua residência. A partir da casa de um pastor, construiu, juntamente com 30 amigos, uma fábrica. Logo em seguida, a ilha passou a ser totalmente sua. Em agosto de 1855, recebeu a patente de capitão de primeira classe, navega com o "Salvatore" a hélice, em seguida comprou um cutter inglês o Anglo French, que renomeou com o nome de seu novo amor, Emma. O navio encalhou e Garibaldi encerrou sua atividade de marinheiro para dedicar-se à agricultura, chegando a ter um olival com cerca de 100 oliveiras, um parreiral para produção de vinho, 150 cabeças de gado, 400 frangos, 200 cabras, 50 porcos e mais de 60 mulas. Em 4 de agosto, publicou em diversos jornais uma carta com suas ideias, distanciando-se das posições de Mazzini. Em 20 de dezembro de 1858, encontrou-se com Cavour, primeiro-ministro do Reino da Sardenha.

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A conquista do sul

Conseguida a unificação do norte do país, Garibaldi voltou sua atenção à Itália central. Vítor Emanuel II, rei da Sardenha, em princípio deu o apoio a um ataque contra os territórios papais, mas à última hora o obrigou a abandonar o projeto. Garibaldi aceitou a decisão e se manteve fiel, porém a cessão de Nice e Saboia à França por parte de Cavour e Vítor Emanuel lhe pareceu um ato de traição e decidiu atuar por sua conta. Durante esse período se casou com Giuseppina Raimondi, que conhecera em 1859. Garibaldi se apaixonou pela garota e conseguiu persuadi-la a se casar com ele depois de seis meses de namoro. O casamento ocorreu em 24 de janeiro de 1860 mas a união durou apenas uma hora. Imediatamente após a cerimônia, um dos muitos amantes da jovem apresentou a Garibaldi provas irrefutáveis de seus numerosos relacionamentos, alguns prolongados até poucos dias antes do casamento. Garibaldi repudiou-a imediatamente, iniciando as práticas de separação, concluídas apenas em 1880.

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Guerra de Secessão Americana

Garibaldi então recusou o título de nobreza e a pensão vitalícia que o rei lhe ofereceu e retirou-se para sua pequena casa na ilha de Caprera. Ele, porém, não considerava terminada sua missão, pois Roma continuava fora do Reino de Itália. Ao estourar a Guerra Civil Americana, em 1861, Garibaldi voluntariou seus serviços ao presidente Abraham Lincoln, através de uma carta ao jornal New York Daily Tribune. O cônsul americano em Antuérpia, James William Quiggle, escreve a 8 de junho, oferecendo-lhe um posto de comando no exército do norte. Numa carta datada de 17 de julho de 1861, do Secretário de Estado William H. Seward para H. S. Sanford, ministro plenipotenciário americano em Bruxelas, foi oferecido a Garibaldi o posto de general maior. Em 18 de setembro Sanford respondeu ao congresso que Garibaldi só poderia servir no posto de comandante-em-chefe, com a condição que fosse declarada a abolição da escravidão; explicava que seria de pouco uso sem a primeira condição e sem a segunda, pareceria uma guerra civil, na qual o mundo teria pouco interesse ou simpatia.

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Tentativa de libertar Roma

Durante toda sua vida Garibaldi buscou liberar Roma do poder papal a cada oportunidade. Graças ao sucesso de sua empresa recente, em 1862 organizou uma nova expedição. Durante um encontro comemorativo da Expedição dos Mil, se convence a marchar sobre Roma, no seu discurso proclamado do balcão do palácio do conde Mario Grignani, declara "Sim, Roma é nossa", ao que o povo declara "Roma ou morte". Encontrou 3 000 homens em Palermo prontos a segui-lo. Em 19 de agosto, encontrou o povo de Catânia, em Misterbianco. Embarcaram em dois navios, o Dispaccio e o Generale Abbatucci, desembarcando na Calábria, entre Melito di Porto Salvo e capo dell'Armi em 25 de agosto com dois mil homens e continuaram a marcha. Na tarde de 28 de agosto, encontraram o exército de Emilio Pallavicino, às ordens do governo de Turim, comandando 3 500 homens. Os bersaglieri abriram fogo, Garibaldi ordenou aos seus homens que não respondessem, porém alguns desobedeceram. Ao se levantar, para fazer que o fogo cessasse, foi ferido duas vezes.

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