Gêmeos
Gêmeos (português brasileiro) ou gémeos (português europeu) são dois ou mais irmãos que nascem de uma mesma gestação, podendo ser idênticos ou não. Os gémeos podem ser monozigóticos ('idênticos'), o que significa que se desenvolvem a partir de um zigoto, que produz dois embriões, ou dizigóticos, o que significa que cada gémeo se desenvolve a partir de um óvulo separado e cada óvulo é fertilizado por seu próprio espermatozóide. Em casos muito raros, os gémeos podem ter a mesma mãe e pais diferentes. Apesar de não haver uma estatística precisa, estima-se que uma gravidez dentre cada 85 seja gemelar.
Os gêmeos dizigóticos, ou fraternos, são formados a partir de dois óvulos. Nesse caso são produzidos dois ovócitos e esses são fecundados por dois espermatozóides, formando assim, dois embriões. Quase sempre são formados em placentas diferentes e não compartilham o mesmo saco amniótico. Os gêmeos fraternos não se assemelham muito entre si, podem ter ou não o mesmo fator sanguíneo e podem ser do mesmo sexo ou não. Também são conhecidos como gêmeos diferentes. Na verdade são dois irmãos comuns que tiveram gestação coincidente. Representam 66% de todas as gestações gemelares, e neste tipo de gestação, um terço tem sexos diferentes, enquanto dois terços o mesmo sexo. Um em cada um milhão de gêmeos deste tipo têm cores diferentes, mesmo sendo do mesmo pai. É possível gêmeos fraternos terem pais diferentes, este fenômeno é conhecido como superfecundação heteropaternal, sua ocorrência é possível se a mulher liberar dois óvulos durante o mesmo ciclo e ambos forem fertilizados por dois homens diferentes, como resultado de relações sexuais num intervalo menor que 48 horas.[carece de fontes?]
Quando um óvulo é produzido e fecundado por um só espermatozóide e se multiplica em duas culturas de células completas, origina os gêmeos monozigóticos ou idênticos/univitelinos, os quais possuem o mesmo genoma. Apenas um terço das gestações são de gêmeos univitelinos. Apesar de serem considerados clones e possuírem o mesmo DNA, gêmeos idênticos não possuem as mesmas impressões digitais devido a que, mesmo num pequeno espaço dentro do útero materno, eles têm contatos com partes diferentes desse ambiente.
Os gêmeos sesquizigóticos, ou semi-idênticos, são extremamente raros. Acontecem quando um óvulo é fecundado simultaneamente por dois espermatozoides antes de ser dividido. Assim, este óvulo resultará em três conjuntos de cromossomos, em vez de dois - um da mãe e dois do pai - e ambos estarão na mesma placenta. São chamados de semi-idênticos pois ambos são idênticos por parte de mãe, mas compartilham apenas uma parte do DNA do pai — estando, assim exatamente no meio entre “gêmeos idênticos” e “gêmeos fraternos”. O problema é que três conjuntos de cromossomos são "tipicamente incompatíveis com a vida, e os embriões não costumam sobreviver" e por isso os casos são raros: para sobreviver, a única chance é que aconteça como no caso dos monozigóticos: o óvulo se multiplicar em 2.
Os gêmeos xifópagos ou siameses são monozigóticos, ou seja, formados a partir do mesmo zigoto. Porém, nesse caso, o disco embrionário não chega a se dividir por completo, produzindo gêmeos que estarão ligados por uma parte do corpo, ou têm uma parte do corpo comum aos dois. O embrião de gêmeos xifópagos é, então, constituído de apenas uma massa celular, sendo desenvolvido na mesma placenta, com o mesmo saco aminiótico. Estima-se que dentre 40 gestações gemelares monozigóticas, uma resulta em gêmeos interligados por não separação completa. Num outro tipo de gêmeos xifópagos (hoje sabidamente mais comum) a união acontece depois, ou seja, são gêmeos idênticos separados que se unem em alguma fase da gestação por partes semelhantes: cabeça com cabeça; abdômen com abdômen; nádegas com nádegas, etc. Ao ver-se alguma notícia de gêmeos que foram "separados" por cirurgia, trata-se de um caso desses.
Nônuplos
O maior grau de gemelidade em que todos os bebês nasceram e se conservaram vivos é nove (nônuplos). Em 4 de maio de 2021, a malinense Halima Cisse deu à luz, no Marrocos, a nove crianças por parto cesáreo, após uma gestação de 30 semanas. Segundo um comunicado do Ministério da Saúde do Mali no dia do nascimento, "os recém-nascidos (cinco meninas e quatro meninos) e a mãe estão todos bem". Em 1971, a australiana Geraldine Brodrick também havia dado à luz nove gêmeos, mas todos faleceram em menos de seis dias. Era dela a marca, no Guinness, de “mais crianças nascidas em um único parto”.
Óctuplos (1998 e 2009)
No mundo inteiro há o registro de apenas dois grupos de óctuplos. O primeiro caso ocorreu em dezembro de 1998 no Texas, EUA, e o outro em janeiro de 2009 na Califórnia. No primeiro caso, sobreviveram sete crianças e no segundo, as oito.
Em 24 dezembro de 2018, na Itália, um gémeo nasceu com menos de seis meses de gestação, pesando 800 gramas. A placenta partilhada pelos irmãos ficou intacta e só em 22 de fevereiro de 2019 nasceu a irmã, com três quilos, no oitavo mês de gestação. Em novembro de 2014, no Guarujá, São Paulo, uma mulher teve dois bebês, que estavam em placentas diferentes, com quatro dias de intervalo.


