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Gaio-Rosário

A Freguesia de Gaio-Rosário foi uma freguesia portuguesa do Município da Moita, freguesia que tinha 10,33 km² de área e 1 257 habitantes (2011), e, por isso, uma densidade populacional de 125,8 hab/km². Constituída, como o próprio nome indica, pelas localidades de Gaio e Rosário, teve o estatuto de freguesia entre 31 de Dezembro de 1984 e 2013.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 24/07/2026
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Atividades Económicas

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

As principais actividades económicas das populações do Gaio e do Rosário foram, durante décadas, a apanha das famosas ostras do rio Tejo, mas também o transporte dos mais diversos produtos entre as duas margens ou ao longo do rio. Da intensa actividade de outros tempos, a antiga freguesia conserva actualmente, o estaleiro naval e a fábrica de velas para barcos. O Estaleiro dedica-se hoje em dia, à reconstrução de antigas e tradicionais embarcações do rio Tejo, que transforma em embarcações de recreio. Nestas embarcações tradicionais podem apreciar-se as típicas pinturas tradicionais, de um delicioso estilo “naif”. Os principais temas pintados são letras e números coloridos, flores, sereias, santas, touradas e paisagens. Estas pinturas, típicas na área da Moita, embelezam, agora também os barcos tradicionais de concelhos como Vila Franca de Xira, Alcochete ou Lisboa.

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História

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

Na antiga freguesia do Gaio-Rosário foi descoberto um povoado pré-histórico do Neolítico Antigo, com uma cronologia de seis mil anos. Depois desta época só no início do século XVI, com a noticia da existência de uma povoação de 10 moradores designados por Quinta de Martim Afonso, voltando a ter informações da freguesia. O núcleo populacional, no entanto, só no século XX viria a ter expressão significativa.

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Descrição

Imagem: Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL · BY-SA · Openverse

O Gaio e o Rosário são duas pitorescas localidades plantadas à beira rio, que têm hoje grandes potencialidades em termos turísticos, sobretudo para desenvolver actividades ligadas ao rio. Está, por isso, a proceder-se à valorização de toda a zona ribeirinha, incluindo a bela praia fluvial, dotando-a de infra-estruturas de lazer e de acolhimento de visitantes. Do jardim junto à praia desfruta-se uma vista panorâmica sobre o rio Tejo e a capital. No Verão pode-se também saborear a deliciosa caldeirada à fragateiro, típica desta zona ribeirinha. A praia é, anualmente, palco de um original acontecimento, as largadas de toiros. Situado junto ao rio fica o Parque das Canoas, perto do estaleiro, constituindo um bom exemplo de aproveitamento da zona ribeirinha. Para além deste património natural a antiga freguesia do Gaio-Rosário possui um valioso e muito interessante património ligado ao rio, como estruturas arquitectónicas e embarcações tradicionais. Interessante, em termos de património arquitectónico, são as casas de cores garridas que se podem apreciar na povoação do Gaio e a capela, no Rosário, mandada construir em 1532, por Cosme Bernardes de Macedo, fidalgo da Casa Real e proprietário da Quinta de Martim Afonso, devota a São João Evangelista apresenta uma interessante porta manuelina. A antiga actividade fluvial está hoje viva na memória dos marítimos, homens que desde sempre viveram ligados aos barcos, e que constroem laboriosamente, as miniaturas das embarcações da sua memória.

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Fontes consultadas

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