Seleção Brasileira de Futebol Feminino
Seleção Brasileira de Futebol Feminino é a equipe que representa o Brasil nas principais competições internacionais femininas. Ocupa a sexta colocação do Ranking Mundial de Seleções da Federação Internacional de Futebol (FIFA) de 21 de abril de 2026.
A Seleção Brasileira feminina disputou sua primeira partida em 1986, quando enfrentou os Estados Unidos em um amistoso internacional e foi derrotada por 2 a 1. A partir de 1988, a seleção feminina de futebol passou a ser gerida pela CBF, assim como a seleção masculina. Até hoje, a seleção feminina participou de todas as edições da Copa do Mundo Feminina e do Torneio de Futebol dos Jogos Olímpicos. Além disso, disputa amistosos internacionais e outras competições como os Jogos Pan-Americanos, o Campeonato Sul-Americano de Futebol Feminino e anualmente desde 2009 disputa o Torneio Internacional de Futebol Feminino. A Seleção Brasileira de Futebol Feminino é a melhor seleção da América do Sul tendo ganhado oito das nove conquistas da Copa América. Além disso, tem a melhor jogadora do mundo, Marta, camisa 10 e eleita por 5 anos seguidos pela FIFA (de 2006 a 2010) e mais uma vez em 2018 como a melhor jogadora de futebol do planeta.
Influência de Zé Duarte
Em 1995, Zé Duarte assumiu a Seleção Brasileira de Futebol Feminino e o time conquistou o vice-campeonato do Torneio Internacional de Campinas, realizado no Estádio Brinco de Ouro, quando goleou a Ucrânia, por 7 a 0; a Rússia, por 4 a 0 e empatou contra os Estados Unidos. Ainda no futebol feminino, foi semifinalista dos Jogos Olímpicos de Atlanta, eliminando a Alemanha e o Japão na primeira fase e terminando em quarto lugar. Foram treinadas e preparadas por ele: Meg, Sissi, Kátia Cilene, Simone Jatobá, Marisa, Fanta, Roseli, Pretinha, Maicon, Elsi, Maravilha, Juliana, Tânia Maranhão, Formiga, Melissa, Elaine, Grazi, Karem, Michael Jackson, Carol e Emily.
Olimpíadas e Jogos Pan-Americanos
Suas maiores conquistas até o momento são as medalhas de ouro conquistadas nos Jogos Pan-Americanos de 2003, realizados em Santo Domingo, na República Dominicana, Jogos Pan-Americanos de 2007, realizados no Rio de Janeiro e no Pan de 2015 realizado em Toronto, no Canadá, as medalhas de prata obtidas em três Jogos Olímpicos, 2004 em Atenas, na Grécia, 2008, em Pequim, China, e 2024 em Paris, França. Nas duas primeiras edições do futebol feminino nas Olimpíadas, Atlanta 1996 e Sydney 2000, o Brasil passou em segundo no grupo, e acabou em quarto lugar após derrotas nas semifinais e disputa do bronze. Apesar de só ter sofrido uma derrota à frente da seleção, nas quartas do Mundial de 2003, Paulo Gonçalves acabaria demitido por se desentender com muitas das jogadoras. Em março de 2004, René Simões assumiu a seleção, visando chegar ao pódio da Olimpíada em agosto. Investiu pesado no psicológico das jogadoras, além de trazer vários profissionais para examinar as condições físicas das atletas. O resultado foi uma equipe que fechou os Jogos com a medalha de prata e o melhor ataque e defesa dos Jogos, só sofrendo gols contra a seleção dos Estados Unidos que conquistou o ouro.
Universíada
Conquistou a medalha de ouro nas Universíadas de Pequim 2001 e Esmirna 2005 e a medalha de bronze em Banguecoque 2007 e Shenzen 2011.
Jogos Mundiais Militares
Nos Jogos Mundiais Militares de 2011, no Rio de Janeiro, e nos Jogos Mundiais Militares de 2015, em Mungyeong, na Coreia do Sul, conquistou a medalha de ouro. Em 2018, a seleção foi representada pelas jogadoras do Flamengo/Marinha e conquistou de forma invicta sua terceira medalha de ouro.
Torneio Internacional de Futebol Feminino
A competição é realizada desde 2009 todos os anos sempre no mês de dezembro. Até hoje, em oito edições disputadas o Brasil foi campeão sete vezes: nos anos de 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016, As brasileiras só não conquistaram o título em 2010, quando o Canadá foi o campeão.
Seleção Permanente
Visando buscar a inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, a CBF adotou em 2015 um modelo já existente nos Estados Unidos. Ela criou a chamada Seleção Brasileira Feminina Permanente. As 27 atletas escolhidas (quatro goleiras e 23 atletas de linha) para a seleção permanente deixariam de representar seus clubes e deveriam se dedicar exclusivamente para a seleção. Da CBF, receberiam um salário mínimo de R$ 9 mil, mas a quantia poderia ser maior para jogadoras de renome. Segundo a CBF, esse modelo de seleção feminina permanente foi implantado para viabilizar melhores condições de trabalho para as jogadoras e melhora na equipe. A primeira competição disputada pela equipe permanente foi a Algarve Cup, um tradicional torneio de futebol feminino realizado em Portugal, em março de 2015. A equipe terminou na sétima colocação.
Em negrito, os futebolistas ainda em atividade. Em itálico, os convocados na última temporada.


