Fundação Getulio Vargas
A Fundação Getulio Vargas (FGV) é uma instituição de ensino superior brasileira de direito privado, sem fins lucrativos, dedicada ao ensino e a pesquisa nas áreas de administração, economia, ciências sociais, direito e campos correlatos. Fundada em 1944, teve origem em iniciativas voltadas à reestruturação da administração pública brasileira desenvolvidas a partir da década de 1930.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi criada em 20 de dezembro de 1944, no Rio de Janeiro, em um contexto de reformas administrativas e de reestruturação do Estado brasileiro iniciado durante o Estado Novo. A partir da década de 1930, o governo federal promoveu mudanças voltadas à reorganização dos serviços estatais e à adoção de critérios de mérito no funcionalismo público. Nesse processo, foram criados o Conselho Federal do Serviço Público Civil (CFSPC) e a Comissão Permanente de Padronização, por meio da Lei nº 284, de 1936, e, em 1938, o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), responsável por estruturar a reforma administrativa do período. Nesse ambiente institucional, foi editado o Decreto-Lei nº 6.693, de 1944, que dispôs sobre a criação de uma entidade voltada ao estudo da organização do trabalho e à formação de pessoal para as administrações pública e privada. Embora instituída por decreto-lei, a Fundação Getulio Vargas foi registrada como instituição de direito privado em 20 de dezembro de 1944, por iniciativa de Luís Simões Lopes, então presidente do DASP, que se tornou seu primeiro diretor. A fundação recebeu dotação inicial do governo federal, além de doações de governos estaduais, prefeituras, entidades públicas e privadas e pessoas físicas.
A Fundação Getulio Vargas possui diversas Escolas e institutos acadêmicos em diferentes cidades do Brasil, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, e Campinas. As Escolas oferecem programas de graduação, pós-graduação e educação executiva. A instituição também estabelece parceira com universidades estrangeiras para o desenvolvimento de programas acadêmicos. A Fundação Getulio Vargas (FGV) oferece programas de educação executiva, incluindo cursos de MBA, pós-graduação e cursos de curta e média duração. Os programas abrangem áreas como administração, finanças, gestão pública, direito, tecnologia da informação e gestão de pessoas. A instituição também oferece cursos gratuitos em diferentes áreas de formação, além de programas destinados a empresas e organizações. A Escola de Administração de São Paulo (FGV EAESP) ocupou a 12ª posição no Executive Education Open do Financial Times na edição de 2026, entre 90 escolas de negócios listadas globalmente..
A Fundação Getulio Vargas mantém centros e núcleos de pesquisa em áreas como economia, agricultura, sustentabilidade e segurança pública. Entre essas unidades estão o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), o FGVAgro, o FGVearth e o FGV Analytics. O FGV IBRE produz indicadores e análises sobre preços, atividade econômica, confiança empresarial e do consumidor e custos da construção civil. Reportagens com base em estudos associados ao FGVAgro mencionam análises sobre a agroindústria brasileira e sobre os efeitos da valorização do dólar nos custos de produção do setor agropecuário. Na área ambiental, a FGV inaugurou em 2025 o FGVEarth, centro de pesquisa voltado à governança ambiental e à sustentabilidade. Pesquisadores vinculados à instituição também participaram da elaboração do Guia de Infraestrutura Verde e Azul, desenvolvido em parceria com o ICLEI , sobre políticas urbanas relacionadas a água, energia, alimentação e planejamento territorial.
Biblioteca Mario Henrique Simonsen (BMHS) – Rio de Janeiro A Biblioteca Mario Henrique Simonsen foi criada em 1945 como Biblioteca Central da FGV, e passou a adotar seu nome atual em 1997, em homenagem a Mario Henrique Simonsen, ex-Ministro da Fazenda e Vice-Presidente da Fundação Getulio Vargas, falecido no mesmo ano. O acervo da biblioteca é especializado nas áreas de administração, economia, ciência política, direito, história do Brasil e sociologia. A biblioteca possui mais de 80 mil títulos em livros, publicações eletrônicas, DVDs, fotografias, 64 mil cópias de periódicos e 8 mil monografias. Biblioteca Karl A. Boedecker – São Paulo Criada em 1954, a Biblioteca Karl A. Boedecker tem como objetivo fornecer suporte bibliográfico às atividades de ensino e pesquisa desenvolvidas pelas Escolas da FGV em São Paulo. Seu acervo é especializado em administração, economia, negócios, direito e ciências sociais. A biblioteca conta com mais de 60 mil títulos em livros, DVDs, fotografias, publicações eletrônicas e quase 40 mil cópias de periódicos.
A Fundação Getulio Vargas atua na organização de concursos públicos, processos seletivos temporários e exames profissionais no Brasil. Na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou que a fundação foi responsável pela execução do certame, que ofereceu 3.652 vagas em 32 órgãos federais. Segundo o mesmo ministério, as provas foram previstas para 228 cidades, em 1.294 locais de aplicação. O órgão também informou que a logística do exame mobilizou cerca de 85 mil pessoas nas áreas de segurança, transporte e aplicação. Em 2024, a fundação também organizou o concurso público da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujo edital previu 60 vagas. Em processos seletivos temporários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a instituição também participou de etapas ligadas à seleção de recenseadores e agentes censitários para o Censo Demográfico de 2022.


