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Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente

A Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin) é um partido político de esquerda de Timor-Leste.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Após a Revolução dos Cravos em Portugal em abril de 1974, surgiram no Timor Português os primeiros partidos políticos. Foram posteriormente legalizados pelo novo governador Mário Lemos Pires, para a disputa das primeiras eleições livres, que formariam a Assembleia Constituinte da colônia. Em 20 de maio de 1974, Francisco Xavier do Amaral, Nicolau dos Reis Lobato e outros ativistas formaram um partido denominado Associação Social-Democrata Timorense (ASDT). Buscavam uma rápida independência de Portugal, enquanto outros partidos defendiam a manutenção do vínculo colonial (com certa autonomia), ou uma estreita integração com a Indonésia ou a Austrália. Seu primeiro Secretário-Geral foi Alarico Fernandes; sendo Justino Mota como Segundo Secretário; como Secretário de Assuntos Políticos, Mari Alkatiri, e como Secretário para as Relações Externas, José Ramos-Horta. Em 11 de setembro 1974 o ASDT foi renomeada, passando a chamar-se Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (Fretilin).

Luta pela independência contra Portugal

Nas eleições municipais realizadas de meados de 1975 os candidatos da ASDT/Fretilin ganharam mais 55% dos votos. O segundo lugar ficou com os candidatos da União Democrática Timorense (UDT), partido que mantinha estreitos laços com Portugal; e o terceiro lugar com a Associação Popular Democrática Timorense (Apodeti), que defendia a integração de Timor-Leste na Indonésia. O resultado da eleição foi contestado pelos partidos derrotados, que imediatamente entraram em conflito contra o partido vencedor. O conflito se arrastou de agosto e durou até dezembro de 1975, com a Fretilin capturando ou expulsando todos os opositores do território. Durante estes conflitos constituiu-se o braço armado do partido, as Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste (FALINTIL), que anos mais tarde (após a independência da Indonésia) tornar-se-ia a base das Forças de Defesa de Timor-Leste.

Luta contra a ocupação indonésia

A Fretilin, com apoio do bloco comunista, ainda conseguiu manter grandes porções do território timorense livre da ocupação Indonésia até 1979. Entretanto a dificuldade de se conseguir munições e o isolamento cada vez maior enfrentado por causa bloqueio da aliança tríplice Indonésia-EUA-Austrália empurrou o movimento para áreas remotas de Timor. Depois de 1979 a resistência tornou-se pontual, e passou a utilizar-se de sabotagem contra a Indonésia. Em 1981 a Conferência Nacional da Fretilin foi realizada secretamente em Lacluta. Nesta conferência Xanana Gusmão foi eleito chefe do braço armado do grupo, a Falintil. Sob sua liderança o movimento construiu núcleos secretos de resistência em todo o Timor Timur (nome de Timor-Leste sob domínio indonésio) com o objetivo de atacar órgãos e instalações da Indonésia. Gusmão coordenou a luta até que ele foi preso em 1992 em uma operação que contou com 40 mil soldados indonésios.

Pós-independência e governo Fretilin

O Secretário-Geral do partido, Mari Alkatiri, foi o primeiro primeiro-ministro do Timor-Leste entre 2002 e 2006. Entretanto a instabilidade política em Timor-Leste no ano de 2006 o obrigou a demitir-se, bem como dois de seus ministros. José Ramos-Horta sucedeu Alkatiri como primeiro-ministro; no entanto, como o presidente do Timor-Leste, Xanana Gusmão, em 1988, deixou o partido para tomar uma posição politicamente neutra.

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Fontes consultadas

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