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Frente de Libertação de Moçambique

A Frente de Libertação de Moçambique, também conhecida por seu acrónimo FRELIMO, é um partido político oficialmente fundado em 25 de junho de 1962, com o objectivo de lutar pela independência de Moçambique do domínio colonial português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/07/2026
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Histórico

Sendo o único movimento reconhecido internacionalmente que tinha lutado pela independência de Moçambique e negociado a sua independência de Portugal através dos Acordos de Lusaka (7 de Setembro de 1974), a FRELIMO foi a força política que assumiu o poder, de forma constitucional. Em 1977, durante o seu III Congresso, o movimento decidiu transformar-se em partido político, de cunho marxista-leninista (Partido FRELIMO) e continuou a dirigir o país como partido único até 1994. Entretanto, em 1990, a assembleia popular aprovou uma nova constituição que mudou o sistema político, aceitando a formação de outros partidos. Com o fim da guerra de desestabilização de Moçambique, em 1992, realizaram-se as primeiras eleições multipartidárias em 1994 e o partido FRELIMO foi considerado vencedor. O mesmo voltou a ganhar as eleições seguintes, em 1999, em 2004 e em 2009, continuando a assegurar a presidência e o governo.

Fundação

Após a Segunda Guerra Mundial, enquanto muitas nações europeias foram concedendo independência às suas colônias, Portugal, sob o regime do Estado Novo, defendeu que Moçambique e outras possessões portuguesas eram territórios ultramarinos da metrópole (pátria). Neste contexto as ideias de independência de Moçambique desenvolveram-se rapidamente, e em 1962 vários grupos políticos anticoloniais formaram a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Em setembro de 1964, iniciou-se uma campanha armada contra o regime colonial português. No momento em que surgiram tais movimentos, Portugal governava Moçambique havia mais de 400 anos. A FRELIMO foi fundada em Dar-es-Salaam, na Tanzânia, em 25 de junho de 1962, quando três organizações nacionalistas de base regional - a União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMO), a Mozambique African National Union (MANU, à maneira da KANU do Quénia), e a União Nacional Africana de Moçambique Independente (UNAMI) - fundiram-se em um movimento guerrilheiro de base ampla sob os auspícios do presidente tanzaniano Julius Nyerere. Sob a presidência do antropólogo Eduardo Chivambo Mondlane, a recém-formada FRELIMO estabeleceu sua sede em 1963 na cidade de Dar-es-Salaam. O reverendo Uria Simango foi o seu primeiro vice-presidente.

Guerra Civil (1976-1992)

Como nem toda a sociedade reconheceu a FRELIMO como a força política legítima para comandar o país, uma forte insurgência surgiu. O novo governo viu-se envolvido numa longa guerra civil com uma facção política anticomunista, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), que recebeu o apoio dos governos de minoria branca da Rodésia (hoje Zimbábue) e do governo segregacionista da África do Sul (sob regime do apartheid). Depois da morte de Samora Machel em 1986 num acidente de avião, Joaquim Chissano assumiu a liderança tanto do partido quanto do Estado. Especialmente depois da queda da União Soviética, em 1989, e a derrocada do bloco comunista, Chissano iniciou a conversação sobre um sistema multipartidário em Moçambique.

Fim da ideologia marxista

Apesar de ter anteriormente se inspirado no bloco comunista, Chissano não era um marxista linha-dura. Após o colapso da União Soviética, em 1989, ele chegou a afirmar que a ideologia marxista estava ultrapassada para o mundo contemporâneo. Chissano apoiou a revisão da Constituição que foi aprovada em 1990 e introduziu o sistema multipartidário em Moçambique. Após o fim da Guerra Civil de Moçambique, foi possível ocorrer as primeiras eleições democráticas multipartidárias do país em 1994. A FRELIMO venceu as primeiras eleições com grande maioria dos votos. A partir de 1993 a FRELIMO moveu em direção à social-democracia, fato este que recebeu o ativo apoio do governo de Thatcher no Reino Unido. Moçambique então tornou-se um membro da Commonwealth of Nations, composto em sua maioria por ex-colónias britânicas independentes, um facto inusitado, visto que o país tem fortes raízes culturais e históricas com Portugal.

1999 - actualidade

Nas eleições de 1999, o Presidente Chissano foi reeleito com 52,3% dos votos, e a FRELIMO garantiu 133 dos 250 assentos parlamentares. Devido a acusações de fraude eleitoral e vários casos de corrupção, o governo de Chissano foi amplamente criticado. Chissano decidiu não disputar a eleição presidencial de 2004, embora a Constituição lhe permitisse fazê-lo. Em 2002, durante o seu VIII Congresso, o partido escolheu Armando Guebuza como seu candidato para a eleição presidencial de 1º e 2 de dezembro de 2004. Como seria de esperar dado o status maioritário da FRELIMO, ela venceu, ganhando cerca de 60% ​​dos votos. Nas eleições legislativas realizadas na mesma data, o partido ganhou 62,0% dos votos e 160 dos 250 assentos na Assembleia Nacional.

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Apoio estrangeiro

Durante o período em que governou o país como partido único, a FRELIMO recebeu o apoio dos governos da Tanzânia, Argélia, Gana, Zâmbia, Líbia, Suécia, da Noruega, da Dinamarca, da Holanda, do Brasil, Bulgária, da Checoslováquia, Cuba, China, da União Soviética, do Egito, da Iugoslávia e da Somália.

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