Pesquisa · Mapa mental

FreeBSD

O FreeBSD é um sistema operativo livre do tipo Unix-like que provém do Research Unix via a Berkeley Software Distribution (BSD). Porém, por motivos legais o FreeBSD não pode usar a marca registrada Unix, que é um ancestral do BSD, o qual foi historicamente chamado "BSD Unix" ou "Berkeley Unix". A primeira versão do FreeBSD foi lançada em 1993 e hoje em dia o FreeBSD é a distribuição BSD de código aberto mais usada, contabilizando mais de três quartos de todos os sistemas a utilizar derivados do BSD.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
01

Ports

Imagem: sonic2000gr · BY-NC-SA · Openverse

O Sistema de Ports, também chamado de Coleção de Ports ou simplesmente Ports, é um "sistema de instalação" de pacotes prático e eficiente utilizado pelo FreeBSD. Consiste numa estrutura de diretórios, os quais possuem arquivos (Makefiles) que especificam todos os pré-requisitos da instalação, como se deve compilar o código fonte, e o necessário para a instalação dos binários criados de um determinado pacote no sistema. Isto de forma praticamente automática, com pouca ou nenhuma intervenção do usuário. O suporte do Ports é tão abrangente, possuindo atualmente mais de 24.000 pacotes (2014), que dificilmente é necessário procurar programas em outras fontes. Arquivos binários pré-compilados do Ports são chamados de "pacotes" e estão disponíveis para download. Eles podem ainda ser automaticamente instalados sabendo-se o nome do pacote e passando este como parâmetro para o comando "pkg_add -r".

02

Compatibilidade binária com Linux

Imagem: asolomon16 · BY-NC-SA · Openverse

O FreeBSD fornece compatibilidade binária com muitas outras variações do Unix. O mesmo também é compatível com o sistema operativo GNU/Linux. A razão por trás disso está em poder utilizar programas desenvolvidos para Linux, geralmente comerciais, que só são distribuídos em forma binária e que por isso não podem ser portados para o FreeBSD sem a vontade de seus criadores. Esta extensão permite que os usuários usem a maioria dos programas que são distribuídas apenas em binários Linux. Quando comparado com o número de programas nativos disponíveis pelo Ports, a quantidade desses programas é insignificante. Alguns aplicativos que podem ser utilizados sobre a compatibilidade Linux incluem StarOffice, Netscape Navigator, Adobe Acrobat, RealPlayer, VMware Player, Oracle Database, WordPerfect, Skype, Doom 3, Quake 4, a série Unreal Tournament, Firefox com suporte ao Adobe Flash Player e outros. Geralmente não há perda de desempenho na utilização de binários Linux em vez de programas nativos do FreeBSD.

03

Mascote e lema

Imagem: davidakachaos · BY-NC-ND · Openverse

Os derivados do BSD em geral tem como mascote um diabinho vermelho chamado Daemon que significa espírito em grego, mas na realidade se refere a programas que rodam na memória autonomamente para servir requisições. Até 2005, o Beastie era o "logotipo" do FreeBSD, quando foi aberta uma competição para escolher um novo símbolo para o projeto. Em 8 de outubro, ganhou o desenho feito por Anton K. Gural para ser o novo símbolo do FreeBSD. O lema do FreeBSD é The Power to Serve, ou seja, "O Poder para servir". Apesar do lema remeter a algo relacionando com servidores ao que aparenta, o FreeBSD é um sistema para propósito de uso geral, ou seja, estação de trabalho, servidores etc. O lema remete ao mascote como citado acima.

04

História e desenvolvimento do FreeBSD

Imagem: Sevan Jan · BY · Openverse

O projeto FreeBSD teve seu nascimento no início de 1993, em parte como uma consequência do conjunto de manutenção não-oficial do 386BSD (Unofficial 386BSD Patchkit). O primeiro lançamento oficial foi o FreeBSD 1.0 em dezembro de 1993, coordenado por Jordan Hubbard, Nate Williams e Rod Grimes. O objetivo original era produzir um snapshot intermediário do 386BSD, de forma a poder corrigir uma série de problemas com este sistema, que o mecanismo de manutenção não era capaz de resolver. Alguns se lembrarão do nome inicial do projeto que era 386BSD 0.5 ou 386BSD Interim em referência a este fato. 386BSD era o sistema operacional de Bill Jolitz, que já estava naquele instante sofrendo quase um ano de negligência. Como o mecanismo de manutenção patchkit se tornava mais e mais desconfortável a cada dia que passava, foi decidido que algo tinha que ser feito ao que ofereceram a ele este snapshot interim. Tais planos foram bruscamente interrompidos quando Bill Jollitz decidiu repentinamente retirar sua sanção ao projeto sem nenhuma indicação clara do que deveria ser feito. Não levou muito para ficar claro que o objetivo continuava a valer a pena, mesmo sem a ajuda de Bill, e foi adotado o nome FreeBSD, sugerido por David Greenman.

O Início da divulgação e distribuição do sistema

Os objetivos iniciais foram definidos depois de consultar os usuários recentes do sistema e, uma vez estando claro que o projeto estava na estrada para, talvez, tornar-se uma realidade, entraram em contato com a Walnut Creek CDROM, com o olho aberto à possibilidade de aperfeiçoar os canais de distribuição do FreeBSD para as pessoas que não tinham acesso à Internet. Walnut Creek CDROM não apenas aprovou a ideia de distribuir o FreeBSD em CD, mas também foi mais longe, ao ponto de oferecer ao projeto uma máquina para trabalho dedicado e uma conexão rápida com a Internet. Sem esta confiança, sem precedentes, da Walnut Creek CDROM no que era, naquele momento, um projeto completamente desconhecido, é muito provável que o FreeBSD não tivesse chegado tão longe e tão rápido ao ponto em que está hoje.

Transição e impedimentos

Por volta desta época (1994), conforme a Novell e U.C. Berkeley acertaram ao longo do processo penal entre ambas, a respeito da situação legal da fita contendo o Net/2 de Berkeley. Uma das condições do acordo eram as concessões da U.C. Berkeley que implicava que grandes trechos do Net/2 fossem códigos impedidos e de propriedade da Novell, que havia por sua vez adquirindo-os da AT&T algum tempo antes. O que a Berkeley recebeu em retribuição foi a bênção da Novell para o lançamento da versão 4.4BSD-Lite que, quando acontecesse, seria declarado como impedido e todos os usuários do Net/2 seriam fortemente encorajados a mudar de sistema para a nova versão. Isso incluiu o FreeBSD, ao projeto foi dado o prazo final de julho de 1994 para parar de distribuir seu produto baseado na versão Net/2. Sob tais termos de acordo, o projeto poderia lançar uma última versão antes do prazo em questão, o que originou o FreeBSD 1.1.5.1.

Breve histórico de versões

Foi lançado o FreeBSD 2.1.5 em agosto de 1996, que foi bastante popular entre os provedores de internet (ISP) e as empresas a ponto de justificar a viabilidade de outra versão no ramo 2.1-STABLE. Esta versão foi o FreeBSD 2.1.7.1, lançado em fevereiro de 1997, que marcou o término do desenvolvimento mainstream do 2.1-STABLE. Agora em manutenção, apenas aperfeiçoamentos de segurança e outras correções críticas são realizadas neste ramo (RELENG_2_1_0). O ramo 2.2 do FreeBSD foi iniciado a partir da série parcial de desenvolvimento (-CURRENT) em novembro de 1996, foi intitulado ramo RELENG_2_2, e a primeira versão completa (2.2.1) foi lançada em abril de 1997. Versões posteriores ao longo do ramo 2.2 foram criadas no verão e outono de 1998, sendo a última delas (2.2.8) lançada em novembro de 1998, marcando o início do fim do ramo 2.2.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando