Pesquisa · Mapa mental

Monna Rosa (Rossetti)

Monna Rosa é uma pintura a óleo sobre tela do pintor e poeta inglês pré-rafaelita Dante Gabriel Rossetti, completada em 1867, a segunda do autor retratando Frances Leyland, a esposa do magnata armador e colecionador de arte Frederick Richards Leyland (1831-1892), pintura que se encontra actualmente numa coleção particular.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
01

Decrição e história

Rossetti escreveu a Frederick Leyland acerca da pintura em 1867: O retrato da Sra Leyland está muito avançado e muito alterado em todos os aspectos, dado que mais uma vez o alarguei consideravelmente! Começar uma pintura como uma miniatura de bolso parece ser a minha regra na arte. O quadro tem agora 73,6 x 53,3 cm medidos à vista... . Dei à figura um vestido branco e dourado rodado, que lhe fica muito bem e se ajusta à cabeça perfeitamente. Acho que o melhor é designar a pintura de novo Monna Rosa, e adotar os versos de Poliziano que se adaptam perfeitamenteː Assim, a senhora, ricamente vestida, está a cortar uma rosa para pôr no seu cabelo, e o tratamento da figura em conformidade. Rossetti pediu a Leyland para devolver a pintura para reformulação que foi em breve concluida em 03 de dezembro de 1873 em Kelmscott. Quando estava a pintar Monna Rosa, Rossetti apresentou o pintor James Whistler a Leyland. O lenço pendurado com penas de pavão e a porcelana chinesa azul e branca de Monna Rosa (que provavelmente tem refletido o proprio Pintor, para além da janela enquanto fonte de luz) são semelhantes aos temas do quadro The Peacock Room (O Quarto do Pavão) que Whistler pintou mais tarde para Leyland.

02

Recepção e crítica

Henry C. Marillie descreve a pintura em 1904 como um "quadro pequeno, mas bonito" e um "estudo numa cor bela." Vermelho e ouro fazem destacar as rosas, o vestido jóias e cabelo de Leyland, assim como o vaso de flores e o tecido com penas de pavão em fundo. Linda Merrill tem maior consideração pela obra tendo escrito que esta é "mais uma pintura de quotidiano do que um retrato, com adereços de estúdio para realçar o tema da beleza sem um propósito definido, tais como um extravagante lenço cravejado com penas de pavão e um pote azul e branco no padrão "espinheiro" favorito do artista." Num ponto de vista moderno, Jessica Feldman destaca o azul e branco do pote chinês "que se tornou o emblema do próprio esteticismo." O pote não deve ser visto apenas como decoração, mas reflete as texturas do vestido, das rosas e da tela. Recorda a paixão de colecionador de Rossetti por utensílios orientais e até mesmo a sua propensão para a tradução - neste caso, traduzindo um pote chinês numa pintura inglesa.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando