Frank Drake
Frank Donald Drake foi um astrônomo, astrofísico, pesquisador e professor universitário norte-americano.
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Drake nasceu em 1930, em Chicago. Seu pai, Richard Drake, era engenheiro químico, e sua mãe, Winifred Thompson, conheceu o pai de Frank quando era estudante na Universidade de Illinois. Frank Drake era o filho mais velho, tendo dois irmãos mais novos: Alma, uma bioquímica, e Robert, economista. Aos 8 anos, Drake já gostava de esquadrinhar os céus, olhando para as estrelas. Apesar de já pensar se poderia haver vida inteligente fora da Terra, Drake evitava discutir a respeito devido a questões políticas e religiosas. Seus pais eram batistas e criavam os filhos de maneira bastante austera, onde riso e diversão eram, em geral, ausentes. Na escola dominical, Drake percebeu que as diferentes religiões humanas tinham vários pontos em comum e que algumas delas devem ter começado por acaso. Ele então pensou que a civilização humana também poderia ser um resultado de um acaso e que em outras partes do universo poderiam existir outras civilizações que surgiram da mesma maneira.
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Aos 17 anos, Drake ganhou uma bolsa de estudos da Marinha dos Estados Unidos que o enviou para a Universidade Cornell, em Nova Iorque. Inicialmente, ele planejava se tornar engenheiro aeronáutico, mas acabou mais interessado em eletrônica, seguindo depois para a física. Foi em seu último ano que ele fez um curso de astronomia, onde observou o planeta Júpiter através de um telescópio de 15 polegadas e ficou impresisonado com o que viu. Em 1951, aos 21 anos, assistiu a palestras do professor Otto Struve, com quem aprendeu que a spectroscopia poderia ser usada para medir a rapidez com que as estrelas estão girando, pois a maioria das estrelas gira mais lentamente do que o esperado pelos cálculos teóricos. Struve deduziu corretamente que as estrelas geralmente não estão sozinhas: como no próprio sistema solar, as estrelas centrais seriam acompanhadas por planetas em órbita. Strove concluiu que a vida pode muito bem estar presente em outras partes da galáxia. Para Drake foi o primeiro incentivo para considerar a possibilidade de vida extraterrestre.
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No outono de 1955, Drake ingressou na Universidade Harvard como aluno de pós-graduação. Devido à sua formação em eletrônica pela Marinha, Drake foi designado para trabalhar com radioastronomia, onde ele analisava os sinais de rádio que chegavam à Terra. Rádioastrônomos também podem usar técnicas de radar para estudar planetas, enviando um sinal de rádio a um planeta, retornando com informações sobre a superfície de onde ele ricocheteou. Com sua experiência na Marinha, Drake logo se tornou um membro essencial de uma equipe de Harvard cujo equipamento, impulsionado por tubos de vácuo e amplificadores não confiáveis, estava sempre quebrando. Em seu primeiro ano como estudante de pós-graduação, Drake percebeu que a radioastronomia era provavelmente a maneira pela qual se detectaria ou se entraria em contato com uma civilização alienígena. Sua orientadora de doutorado foi a também astrônoma Cecilia Payne-Gaposchkin.
Projeto Ozma
Em 1959, Drake conseguiu um acordo com outros funcionários do observatório para iniciar um projeto que chamou de Projeto Ozma, caçando transmissões de rádio de alienígenas. Com medo de serem ridicularizados, a equipe preferiu manter o projeto em segredo. Em setembro de 1959, antes do início do Projeto Ozma, Giuseppe Cocconi e Philip Morrison publicaram um artigo na Nature intitulado "Searching for Interstellar Communications". Os autores propuseram que os astrônomos realizassem uma pesquisa semelhante ao projeto Ozma de Drake. Isso obrigou Drake a ir a público com seu trabalho antes do planejado. As observações do Projeto Ozma começaram em 8 de abril de 1960. Nenhum alienígena foi detectado, mas o então estudante de pós-graduação da Universidade Cornell, Carl Sagan, entrou em contato com Drake, o que levou a uma cooperação vitalícia entre os dois astrônomos.
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No verão de 1961, Drake recebeu uma ligação do biólogo Peter Pearman, do Conselho de Ciências Espaciais da Academia Nacional de Ciências. Pearman estava entusiasmado com o Projeto Ozma e queria trabalhar com Drake para organizar uma conferência no Observatório de Green Bank para impulsionar a busca por vida em outros planetas. Drake e seus colegas montaram uma lista de cientistas ilustres e os convidaram. Drake comprou uma caixa de champanhe, porque ele previu corretamente que um dos participantes, Melvin Calvin, seria anunciado como o vencedor do Prêmio Nobel de Química durante a conferência. Drake escreveu uma lista de tópicos da conferência e notou que cada tópico importante poderia ser expresso como um número. Ele percebeu que esses números poderiam ser multiplicados no que se tornou a equação mais famosa do SETI. A equação de Drake tornou-se um ícone da ciência, em especial para a astronomia e ainda mais particularmente o SETI. Drake se juntou a um grupo de cientistas de elite, incluindo Albert Einstein e James Clerk Maxwell, cujas equações entraram para o imaginário do público o suficiente para aparecer em camisetas e outras itens.
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A primeira esposa de Drake foi a compositora Elizabeth Bell, com quem teve três filhos: Paul tornou-se fotógrafo e Stephen e Richard tornaram-se músicos. Drake conheceu sua segunda esposa, Amahl, em Cornell. Eles tiveram duas filhas: Nadia, que se tornou jornalista científica; e Leila, que se tornou bailarina. Em seu tempo livre, Drake gostava de cultivar orquídeas e de trabalhar com lapidação.
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Frank Drake morreu em 2 de setembro de 2022, em sua casa, em Aptos, na Califórnia, de causas naturais, aos 92 anos.


