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Fórum Económico Mundial

Fórum Económico Mundial ou FEM, em inglês: World Economic Forum; WEF, é uma organização sem fins lucrativos em Genebra, e é mais conhecido por suas reuniões anuais em Davos, Suíça, nas quais reúne os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas selecionados para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente, incluindo saúde e meio ambiente. O Fórum também organiza a "Reunião Mundial dos Novos Campeões" na China e vários encontros regionais durante todo o ano. Em 2008, essas reuniões regionais incluíram eventos na Europa e Ásia Central, Ásia Ocidental, a Mesa Redonda de CEOs na Rússia, África, Oriente Médio e o Fórum Econômico Mundial na América Latina. Em 2008, lançou a "Cúpula Inaugural da Agenda Global", em Dubai, formada por 700 especialistas de todo o mundo em setores relacionados aos 68 desafios globais identificados pelo Fórum.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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A Organização

O Fórum é sediado em Cologny, Genebra, Suíça. Em 2006, o Fórum abriu escritórios regionais em Pequim, China e em Nova York, EUA. É uma organização imparcial e sem fins lucrativos não estando ligada a qualquer interesse político, partidário e nacional. Tem posição de observador no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas e está sob a supervisão do Conselho Federal suíço. Sua mais alta esfera de governança é o Conselho da Fundação, órgão formado por 22 membros que incluem o ex-Primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair e a Rainha Rania da Jordânia. A missão do Fórum é "o compromisso com a melhoria do Estado do Mundo". Durante sua reunião anual em 2009, no decorrer de cinco dias, mais de 2.500 participantes de 91 países se reuniram em Davos. Cerca de 75% destes são líderes de negócios, provenientes, principalmente, dos membros do Fórum – mil das principais companhias de todo o mundo e atuantes em diversos setores econômicos.

Associação

O Fórum é financiado por suas 1000 empresas-membro. A típica empresa-membro é uma instituição global com mais de cinco bilhões de dólares em receitas (embora esse número possa variar por indústria e região). Além disso, essas companhias se classificam entre as principais dentro de sua indústria e/ou país de origem e são formadoras de tendências em sua indústria e/ou região. Em 2005, cada empresa-membro contribuía com uma taxa de associação anual básica de CHF 42.500 e uma taxa de CHF 18.000 para a Reunião Anual (que cobre a participação de seu CEO na Reunião Anual em Davos). Parceiros Estratégicos e de segmentos específicos contribuem com CHF 500.000 e CHF 250.000, respectivamente. A afiliação a esse programas permitem à empresas uma maior participação nas iniciativas do Fórum.

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Atividades

A Iniciativa de Saúde Global (GHI) foi lançada por Kofi Annan durante a reunião anual de 2002. A missão da GHI é envolver empresas em parcerias público-privadas para lidar com assuntos como HIV/AIDS, tuberculose, malária e Sistemas de Saúde. A Iniciativa Global de Educação (GEI), lançada durante a Reunião Anual em 2003, reuniu companhias internacionais de TI e os governos da Jordânia, Egito e Índia. O projeto resultou em um novo hardware para PC nas salas de aula e um número maior de professores locais treinados em e-learning. O programa está tendo um impacto real na vida das crianças. O modelo da GEI, que tem a capacidade de aumentar sua escala e é sustentável, agora está sendo usado como um modelo educacional em outros países incluindo Ruanda. A Iniciativa Ambiental do Forum envolve Mudanças Climáticas e Água. Durante "a reunião do G8 em 2005 Diálogo de Gleneagles sobre Mudanças Climáticas", o governo do Reino Unido pediu ao World Economic Forum para facilitar o diálogo com a comunidade empresarial visando desenvolver recomendações para redução das emissões do gás causadores do efeito estufa. Esse conjunto de recomendações – aprovada por um grupo global de CEOs, foi apresentado aos líderes da Cúpula do G8 em Toyako/Hokkaido realizada em Julho de 2008.

Reunião Anual de Davos

O carro-chefe do Fórum é a Reunião Anual realizada todos os anos no final de Janeiro em Davos.. A reunião é realizada em um resort nos Alpes Suíços e reúne CEOs das 1000 empresas-membro do Fórum, assim como políticos selecionados, representantes acadêmicos, ONGs, líderes religiosos e a mídia.. A participação na Reunião Anual se dá apenas por meio de convite. Aproximadamente 2.200 participantes se reúnem para um evento de cinco dias e participam de cerca das 220 seções do programa oficial. As discussões focam questões essenciais de preocupação global (como conflitos internacionais, pobreza, e problemas ambientais) e as possíveis soluções. No geral, cerca de 500 jornalistas incluindo a imprensa on-line, impressa, rádio e TV participam da Reunião Anual. A mídia tem acesso a todas as seções no programa oficial, algumas das quais também são transmitidas via webcast.

Reunião Anual dos Novos Campeões

Em 2007, o Fórum criou a "Reunião Anual de Novos Campeões" (também ocasionalmente chamada de "Davos de Verão") realizada anualmente na China. Esse é um encontro para o qual o Fórum convida "Empresas de Crescimento Global". Essas companhias são empresas de sucesso localizadas principalmente em países emergentes com crescimento acelerado, como China, Índia, Rússia e Brasil, mas também incluem organizações de alto potencial de países desenvolvidos. A reunião também envolve a próxima geração de líderes globais, regiões de rápido crescimento, cidades competitivas e pioneiros tecnológicos de todo o globo.

Reuniões Regionais

Cerca de dez reuniões regionais são realizadas todos os anos, possibilitando o contato próximo entre líderes empresariais, líderes de governo locais e ONGs. Os encontros são realizados na África, Extremo Oriente, América Latina e no Oriente Médio. A combinação de países anfitriões varia de ano para ano, mas a China e a Índia têm hospedado encontros constantemente durante a última década.

Jovens Líderes Globais

Em 2005, o Fórum criou a comunidade Jovens Líderes Globais, sucessora dos Líderes Globais de Amanhã formada por líderes com menos de 40 anos de todo o mundo oriundos de um grande número de disciplinas e setores. Os líderes trabalham na "Iniciativa 2030" – a criação de um plano de ação que tem por objetivo chegar à visão de como o mundo poderá ser em 2030. Entre os Jovens Líderes Globais estão: Jacinda Ardern, Emmanuel macron, Eduardo Leite, Shai Agassi, Anousheh Ansari, Lera Auerbach, Sergey Brin, Rahul Gandhi, Príncipe Haquino da Noruega, Irshad Manji, Princesa Mathilde da Bélgica, Aditya Mittal, Felix Maradiaga, Gavin Newsom, Larry Page, Anoushka Shankar, Jimmy Wales, Niklas Zennström entre outros. Novos membros são selecionados anualmente e o Fórum de Jovens Líderes Globais contará com 1111 membros.

Empreendedores Sociais

Desde 2000, o Fórum tem promovido modelos desenvolvidos pelos principais empreendedores sociais em colaboração com a Fundação Schwab Para o Empreendedorismo Social. A Fundação considera o empreendedorismo social como elemento chave para o avanço das sociedades e para abordar os problemas sociais.. Empreendedores sociais selecionados são convidados a participar dos encontros regionais e das Reuniões Anuais do Fórum onde têm a chance de se reunir com CEOs e representantes seniores do governo. Na Reunião Anual de 2003, por exemplo, Jeroo Bilimoria esteve com Roberto Blois, vice-secretário geral da União Internacional de Telecomunicações, um encontro que produziu uma parceria chave para sua organização de Child Helpline International.

Relatórios de Pesquisa

O Fórum também serve como um catalisador de ideias e publica uma vasta gama de relatórios que focam em questões importantes para suas comunidades. Em particular, as Equipes de Criação Estratégica do Fórum focam na produção de relatórios relevantes nos campos de competitividade, riscos globais e planejamento de cenários. A Equipe de Competitividade produz uma vasta gama de relatórios econômicos anuais (ano da primeira publicação entre parênteses): O Global Competitiveness Report (1979) avalia a competitividade de países e economias; O Global Information Technology Report (2001) avalia sua competitividade baseado em sua prontidão de TI; o Global Gender Gap Report (2005) examina áreas críticas de desigualdades entre os homens e as mulheres; o Global Risks Report (2006) avalia os principais riscos globais; o Índice de Competitividade em Viagens e Turismo (2007) avalia a competitividade nos setores de viagem e turismo e o Global Enabling Trade Report (2008) apresenta uma análise de várias medidas que facilitam o comércio entre as nações .

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História

Em 1971, Klaus M. Schwab, então Professor de política de empresarial na Universidade de Genebra, convidou 444 executivos de empresas da Europa Ocidental para o primeiro Simpósio Europeu de Gestão (European Management Forum) realizado no Centro de Convenções de Davos que havia sido recentemente construído. Sob o patrocínio da Comissão Europeia e das associações industriais europeias, Schwab tinha o objetivo de introduzir as empresas europeias nas práticas de gestão dos EUA. Ele então fundou o Fórum de Gestão Europeu, uma organização sem fins lucrativos localizada em Genebra, convocando todos os meses de janeiro anualmente, líderes empresariais europeus para Davos. Schwab desenvolveu a teoria dos abordagem"stakeholder" de gestão que é baseada no sucesso corporativo de gestores levando em considerações todos os interesses: não apenas de acionistas, clientes e consumidores, mas também colaboradores e as comunidades onde a empresa está situada, incluindo governos.. Eventos em 1973, como o colapso do mecanismo de taxa de câmbio fixo de Bretton Woods e a Guerra Árabe-Israelense levaram a reunião anual a expandir seu foco de questões ligadas a gestão para temas econômicos e sociais. Assim, líderes políticos foram convidados pela primeira vez para Davos em janeiro de 1974.

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Críticas

No final dos anos 1990, o Fórum assim como o G7, o Banco Mundial, a OMC e o FMI sofrem fortes críticas de ativistas antiglobalização que alegam que o capitalismo e a globalização estão aumentando a pobreza e destruindo o meio ambiente. Cerca de 1500 manifestantes tumultuaram o World Economic Forum em Melbourne, Austrália, ao impedir a entrada de 200 participantes na reunião. Manifestações são frequentes em Davos protestando contra os "ricaços na neve" como batizados pelo cantor Bono. Em Janeiro de 2000, cerca de mil pessoas protestaram contra Davos. Durante as manifestações em 2000, uma janela de uma loja McDonald's foi quebrada. As medidas rígidas de segurança em Davos têm mantido os manifestantes afastados do resort nos Alpes e a maior parte das manifestações agora são realizadas principalmente em Zurique, Berna ou Basileia. Os custos com as medidas de segurança — que são compartilhados pelo Fórum e as autoridades nacionais e municipais suíças — têm sido freqüentemente criticados pela mídia nacional suíça.

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Fontes consultadas

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