Pesquisa · Mapa mental

Forti

A Forti-Corse foi uma equipe italiana de automobilismo que fez parte da Fórmula 1 nas temporadas de 1995 e 1996. Correu também na extinta Fórmula 3000, entre 1987 e 1994.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
01

Trajetória

Imagem: Hugo-90 · BY · Openverse

Fórmula 3000 (1987–1994)

Fundada pelo ex-piloto Guido Forti e pelo engenheiro Paolo Guerci em 1977, a equipe tinha como sede a cidade de Alessandria, no norte da Itália. Inicialmente corria em categorias menores, principalmente a Fórmula Ford e a Fórmula 3, tanto a nível nacional quanto continental. Os pilotos Franco Forini (suíço), Enrico Bertaggia, Emanuele Naspetti e Gianni Morbidelli (todos italianos) sagrariam-se campeões da F-3 (italiana e europeia) em 1985, 1987, 1988 e 1989, além de ter competido na Fórmula 3 Sul-Americana e na Fórmula Ford 2000 italiana, consagrando Teo Fabi e Oscar Larrauri como campeões nas duas categorias. Entre 1987 e 1994, a Forti disputaria a Fórmula 3000 com razoável sucesso. Seus melhores resultados vieram em 1991 (terceiro lugar) e 1992 (vice-campeã de construtores), mesmo ano que deixou de correr em paralelo com a Fórmula 3.

02

Fórmula 1

Após o final da temporada de 1994 da Fórmula 3000, a Forti planejava subir diretamente para a Fórmula 1 em 1995. Para isto, formalizou um contrato com o empresário brasileiro Abílio Diniz, que lhe ofereceria uma boa quantia em dinheiro para colocar seu filho, Pedro Paulo Diniz (que havia pilotado para a equipe na Fórmula 3000), em um dos carros. Os subsídios somaram algo em torno de 17 milhões de dólares, garantindo a ascensão do time de Guido Forti à F-1. O primeiro carro da Forti, o FG01, era considerado uma "bomba": possuía linhas aerodinâmicas ultrapassadas, afinal o projeto do carro era baseado no modelo GR02 de 1992 da Fondmetal, com algumas alterações por causa do regulamento da categoria naquele ano, sendo descrito como um "carro de Fórmula 3000 revisado". Além disso, seu peso era maior que o peso mínimo regulamentar, e o sistema de câmbio já estava superado para os padrões da Fórmula 1 na época, visto que a maioria absoluta do grid já utilizava câmbio semiautomático de 6 marchas.

03

Problemas financeiros e encerramento das atividades

Frustrado com o desempenho da Forti, Abílio Diniz resolveu cancelar os dois anos que restavam do contrato, e consequentemente tirou seu filho Pedro Paulo da equipe, colocando-o na Ligier em 1996. Moreno acabaria sendo demitido ao final de 1995, voltando para a CART no ano seguinte. O ato fez a Forti entrar em situação financeira complicada, e o time estava ameaçado de não disputar o campeonato, e apesar da desistência da Pacific durante a pré-temporada, a equipe italiana mostrava-se atrás das outras em desempenho. Nas primeiras etapas da temporada, o FG01B (uma atualização do carro de 1995) foi usado pelos italianos Andrea Montermini e Luca Badoer - Hideki Noda foi considerado para uma das vagas. O francês Franck Lagorce, vindo da mesma Ligier, seria o piloto de testes. No Grande Prêmio da Austrália, Badoer e Montermini foram os primeiros pilotos a não marcarem tempo dentro da regra dos 107% e ficaram de fora do grid. O novo chassi, o FG03, estrearia em San Marino, e Badoer se classificaria em 21º lugar, enquanto Montermini não conseguiu a vaga com o carro antigo.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando