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Formatinho

Formatinho ou Formato Pato é um formato de revistas muito usado em histórias em quadrinhos infanto-juvenis no Brasil, como por exemplo pelas revistas da Disney e Turma da Mônica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Uso

No Brasil

Em 1942, foi lançada uma versão brasileira da revista Reader's Digest, que recebeu o nome de Seleções e trazia o formatinho já na sua versão original, em 8 de abril de 1952, o formatinho é adotado pela Editora Abril na revista O Pato Donald #22, publicada pela editora desde julho de 1950 em formato americano, (20 x 26 cm) um tamanho menor, nos moldes da revista italiana Topolino. A Topolino (título do Mickey Mouse), publicada pela editora Mondadori, foi editada inicialmente em 1932 como tabloide e em abril de 1949 adotou o formatinho. O formato da revista Topolino foi uma adaptação do formato da revista Reader's Digest, que também era publicada pela Mondadori.

Em outros países

Na Itália, existe também o formato "bonelli" ou "bonellide" (16 x 21 cm), criado pela Sergio Bonelli Editore. O termo "bonellide" é usado para descrever revistas impressas neste formato e publicadas por outras editoras. Títulos italianos como Tex e Zagor, entre outros, são lançados pela Mythos Editora no Brasil em formatinho (13,5 x 17,6 cm), lombada quadrada, pouco mais de 100 páginas, preto e branco, impressos em papel-jornal, o formato original italiano é usado apenas em edições especiais. Tex foi publicado originalmente no formato talão de cheques, cada página era composta por uma tira, cada arco de história era composto por 32 tiras. Um outro formato usado na Itália é o "diabolik" (12 x 17 cm), baseado no formato de bolso. O formato possui esse nome por ter sido usado pela primeira vez no primeiro número da revista do personagem Diabolik, em Novembro de 1962.

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Mangás

No Japão, os mangás são publicados em antologias muito parecidas com listas telefônicas, em papel-jornal, e republicados no formato tankōbon (formato de bolso), usando um papel de melhor qualidade. No Brasil, as editoras optaram por publicar tankōbons em formatinho e contendo metade das páginas de um tankōbon. Editoras como a Escala e a Lancaster Editoral chegaram a publicar antologias com material brasileiro. A única que seguia o formato japonês era a JBC, porém o número de páginas também correspondia à metade de um tankōbon, e nos anos seguinte ela também adotou o formatinho. Em maio de 2010, a Panini Comics lança a revista Naruto Pocket, uma reedição do mangá Naruto no formato japonês. Em fevereiro de 2011, a L&PM anunciou o lançamento de dois mangás no formato de bolso: Solanin de Inio Asano, e Boken Shonen, de Mitsuri Adashi.

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Críticas ao formato

Além da diminuição do formato (que segundo alguns deprecia a arte de determinados artistas), diálogos e páginas inteiras eram cortadas para caberem nas revistas da Editora Abril/Abril Jovem ou simplesmente por censura, já que por muito tempo no Brasil histórias em quadrinhos foram considerados apenas produtos infanto-juvenis. Personagens que não eram publicados no Brasil foram simplesmente apagados, por exemplo, na primeira publicação da saga Guerras Secretas. Um formatinho, ao contrário de um comic book tradicional publicado nos EUA (que contem apenas uma história de 22 páginas), costumava ter três ou quatro histórias, totalizando 100 páginas cada, impressas em papel-jornal, coloridas e sem as tradicionais retículas ou Pontos Ben-Day (abandonados após a utilização de colorização digital inciada pela Image Comics), que tornava os quadrinhos um produto bastante popular no país. Embora abandonadas nos quadrinhos ocidentais, as retículas ainda são bastante utilizadas nos mangás.

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Fontes consultadas

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