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Filipe VI de Espanha

Filipe VI é o atual Rei de Espanha desde sua ascensão ao trono, em 2014, quando foi proclamado perante as Cortes Gerais após se tornar efetiva a abdicação de seu pai.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Biografia

Nascimento

Felipe Juan Pablo Alfonso de Todos los Santos de Borbón y Grecia nasceu em Madrid em 30 de janeiro de 1968, na clínica de Nossa Senhora do Loreto. A 8 de fevereiro de 1968 foi batizado no Palácio da Zarzuela por monsenhor Casimiro Morcillo, arcebispo de Madrid. Os seus padrinhos foram João, Conde de Barcelona e a rainha viúva de Afonso XIII, Vitória Eugénia de Espanha, que regressava pela primeira vez a Espanha desde o seu exílio a 14 de abril de 1931. Assistiu também ao batizado o general Francisco Franco, no seu papel de chefe de Estado, assim como outras personalidades públicas.

Ancestrais

Entre os seus ancestrais podemos encontrar distintos vínculos com as famílias reais da Europa, como a família real britânica, a dinamarquesa, da norueguesa, a sueca; e também com as antigas casas reais da Alemanha, da Rússia, da Romênia, da Grécia, de Portugal, do Brasil, e da França. Filipe VI é o primeiro tetraneto da rainha Vitória do Reino Unido a se tornar um monarca reinante de uma casa real européia, uma vez que os outros soberanos atuais são descendentes da rainha Vitória e seus trinetos, como Isabel II do Reino Unido, Haroldo V da Noruega e Carlos XVI Gustavo da Suécia, entre outros. Filipe é descendente de Vitória tanto por via paterna quanto materna; o seu pai, o João Carlos da Espanha, é bisneto da princesa Beatriz do Reino Unido (filha caçula de Vitória), e a sua mãe, a rainha Sofia da Grécia, Consorte da Espanha, é bisneta da princesa Vitória, Princesa Real do Reino Unido (a primeira filha da rainha Vitória).

Estudos

O seu percurso escolar desenvolveu-se, pré-escolar, Educação Geral Básica e Bacharelato Unificado Polivalente no Colégio Santa Maria dos Rosais de Madrid, procurando no possível ser educado da mesma maneira que o resto dos seus companheiros, sem receber um tratamento especial pelo seu cargo. Em Madrid recebeu lições de inglês e francês. A 5 de setembro de 1984, após finalizar os seus estudos secundários em Espanha, incorporou-se ao Lakefield College School de Toronto, no Canadá, onde realizou o equivalente ao Curso de Orientação Universitária (COU), uma experiência que também lhe permitiu melhorar o domínio do inglês. Em Toronto, Filipe de Bourbon obteve um prémio especial pelos seus estudos. A 8 de junho de 1985 finalizou aquela formação e tornou a Espanha.

Carreira militar

Recebeu a sua instrução militar sucessivamente na Academia Geral Militar de Saragoça, na Escola Naval Militar de Marín e na Academia Geral do Ar de San Javier. Até à sua proclamação como rei, ostentava as patentes de tenente-coronel do Corpo Geral das Armas do Exército de Terra de Infantaria, capitão de fragata do Corpo Geral da Armada e tenente-coronel do Corpo Geral do Exército do Ar. Aos 18 anos de idade, em 1987, realizou a sua instrução como guarda-marinha no navio-escola Juan Sebastián Elcano. A partir de 19 de junho de 2014, ao ser proclamado rei, converteu-se em capitão-general das Forças Armadas Espanholas —Exército de Terra, Armada e Exército do Ar—.

Desporto

O rei, de 1,97 m de altura, pratica desportos como o squash e o esqui. No que respeita ao desporto de vela, em 1989 e 1990 a sua embarcação ficou em primeiro no campeonato de Espanha na classe Soling, e ganhou também a Taça de Espanha. Em 1990 ficou em quinto no campeonato do mundo de vela. As suas classificações no Campeonato Mundial permitiram-lhe ser selecionado a 27 de janeiro de 1992 para participar nos Jogos Olímpicos. A 15 de março de 1992, a sua embarcação alcançou a vitória na Taça de Espanha de vela de classes olímpicas, assegurando assim a sua classificação para as olimpíadas. Nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992 foi o abandeirado da delegação olímpica espanhola e participou nos jogos. Terminou na sexta posição na classe soling de vela, pelo que recebeu um diploma olímpico.

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Matrimónio e descendência

Compromisso

A 1 de novembro de 2003 anunciou o seu compromisso matrimonial com a jornalista asturiana Letícia Ortiz Rocasolano.

Boda

A boda celebrou-se a 22 de maio de 2004 na Catedral da Almudena de Madrid. Ao enlace assistiram chefes de Estado de diversas partes do mundo, assim como personagens públicas de Espanha e do estrangeiro; entre os assistentes encontravam-se os reis de Noruega, Suécia e Dinamarca; o príncipe Carlos de Gales, a rainha Noor da Jordânia, a princesa Carolina do Mónaco, o cantor de ópera Plácido Domingo, o astronauta Pedro Duque, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela e o prémio Nobel da literatura Mario Vargas Llosa.

Filhas

Filipe é padrinho de batizado de: o príncipe Constantine Alexios da Grécia e Dinamarca; o príncipe Ernesto Augusto de Hanôver; Filipe Gómez-Acebo e Ponte, o filho do seu primo Beltrán (por sua vez filho da infanta Pilar); Miguel Urdangarin e Bourbon, filho da sua irmã a infanta Cristina; a princesa Ingrid Alexandra da Noruega; o príncipe Vicente da Dinamarca; Isabel de Orleães, filha do príncipe Carlos Filipe de Orleães e a princesa Sofia da Bulgária, filha do príncipe Konstantin-Assen da Bulgária.

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Títulos, honras e proclamação

Herdeiro da Coroa desde a proclamação de seu pai como rei, desde 22 de novembro de 1975 até 2014, Filipe recebeu em 1 de novembro de 1977 o título de príncipe das Astúrias, junto com os títulos de príncipe de Girona e príncipe de Viana; correspondentes aos herdeiros dos reinos de Castela, Aragão e Navarra, cuja união formou no século XVI a monarquia espanhola. Ostentava, assim sendo, os títulos de duque de Montblanc, conde de Cervera e senhor de Balaguer. A 30 de janeiro de 1986, aos dezoito anos, jurou perante as Cortes Gerais fidelidade à constituição e ao rei, assumindo a plenitude do seu papel institucional como sucessor da Coroa. Em 2 de junho de 2014, o rei João Carlos entregou a sua carta de abdicação. Após a aprovação de uma lei orgânica tal como estabelece o artigo 57.5 do texto constitucional espanhol, ocorrida em 11 de junho de 2014, as Cortes Gerais aprovaram a abdicação de seu pai, com 299 votos a favor, 19 contra e 23 abstenções. Foi proclamado "Rei de Espanha" pelas Cortes Gerais em 19 de junho de 2014.

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Atividades em Espanha e no estrangeiro

Desde a conclusão dos seus estudos académicos nos Estados Unidos, Dom Felipe, ao longo de cada ano, atende os compromissos institucionais derivados da sua condição de Herdeiro da Coroa, preside numerosos actos oficiais em Espanha e participa nos acontecimentos mais relevantes dos diferentes sectores e âmbitos da vida pública espanhola. A partir de outubro de 1995, iniciou uma série de visitas oficiais às comunidades autónomas com o fim de aprofundar no conhecimento de Espanha e facilitar a aproximação aos restantes espanhóis. Mantém periodicamente encontros e reuniões com os órgãos constitucionais e com as principais instituições do Estado com o objectivo de estar ao corrente das suas actividades. Assim, também, a reuniões com distintos organismos da "Administração do Estado e das Comunidades Autónomas" quando assim o requerem as actividades institucionais que desenvolve, tanto nacionais como internacionais.

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Proclamação

Filipe VI foi proclamado rei por decreto real de seu pai que entrou em vigor às zero horas do dia 19 de junho de 2014. A proclamação foi anunciada por ato solene no Congresso dos Deputados na mesma manhã.

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Poderes

Ainda que suas funções sejam limitadas pela constituição espanhola, cabe a Filipe VI indicar o candidato a Presidente do Governo, além de sancionar leis já aprovadas pelo parlamento. Além disso, o rei da Espanha também é o Comandante Supremo das Forças Armadas.

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Títulos e honras

Títulos

Desde o seu nascimento ostentava o tratamento de Infante de Espanha e em 1977, por decreto real, ganhou os títulos históricos de herdeiro dos diferentes reinos espanhóis; por isso recebeu o tratamento de Alteza Real: Desde 19 de junho de 2014, Filipe VI formalmente ostenta os seguintes títulos:

Brasões

Como herdeiro do trono espanhol, o brasão de armas de Felipe era o brasão espanhol com um lambel de três pontas azuis. O primeiro quartel representa Castela, o segundo Leão, o terceiro Aragão e o quarto Navarra; abaixo, o brasão de Granada. No centro, em um escudete, estavam as armas ancestrais da soberana Casa de Bourbon-Anjou. Circundando o escudo, estava o colar da Ordem do Tosão de Ouro e, sobre ele, a coroa heráldica do herdeiro do trono, decorada com quatro semi-arcos. Após sua ascensão ao trono, o lambel de seu brasão foi removido e a coroa do herdeiro foi alterada para a do monarca (oito semi-arcos em vez de quatro). Este brasão difere do de seu pai como rei, pois omite a Cruz de Borgonha, o jugo e o feixe de cinco flechas.

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Fontes consultadas

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