Figueirense Futebol Clube
Figueirense Futebol Clube, conhecido popularmente como Figueirense, é um clube de futebol brasileiro da cidade de Florianópolis, Santa Catarina. Fundado em 12 de junho de 1921, no antigo bairro da Figueira, na região central da capital catarinense, suas cores são o preto e o branco.
Durante esta década, o Figueira obteve dois vice-campeonatos estaduais (1983 e 1985), tendo conquistado as taças Mané Garrincha (Primeiro Turno do Campeonato Estadual de 1983) e José Leal Meirelles (Segundo Turno do Campeonato Estadual de 1985). Em 1987, disputou o campeonato estadual da Segunda Divisão. Tendo se destacado muito nos anos 80 o atacante Albeneir, ídolo do clube. Em 1985, o "Furacão do Estreito" disputou a Taça de Prata, e obteve uma das melhores performances dentre as suas participações em campeonatos nacionais, classificando-se para o triangular final, terminando na terceira colocação do certame. Após o vice-campeonato de 1993, o Figueirense, sagrou-se campeão catarinense de 1994. Em 1995, o Figueirense foi campeão do Torneio Mercosul em cima do Joinville. Em 1999, quando o clube já usava o seu novo modelo de gestão, com ênfase à reorganização e modernidade administrativa, o alvinegro, na administração de José Carlos da Silva, negociou a vinda do meio-campo Fernandes, o grande craque e ídolo alvinegro. No mesmo ano, o clube conquistou o seu 10º título do Campeonato Catarinense, fazendo a final contra o seu maior rival, o Avaí.
Década de 1920 - O início de tudo
A ideia de fundar um clube esportivo para a capital de Santa Catarina surgiu a partir de um jovem desportista chamado Jorge Albino Ramos. Seu primeiro passo foi angariar a simpatia de seus conterrâneos, igualmente apaixonados pelo futebol. Assim, Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso e João Savas Siridakis (vulgo Janga) também abraçaram a ideia, iniciando uma série de conversas na Praça XV de Novembro, que serviu de cenário para as discussões sobre o nome para a futura agremiação, suas cores, sede, bem como os nomes e cargos da primeira diretoria. O nome Figueirense foi sugerido por Janga, uma vez que a maioria das reuniões que tratavam da fundação da nova agremiação esportiva ocorreu no então Bairro da Figueira, localizado na orla da Baía Sul, nas adjacências das ruas Conselheiro Mafra, Felipe Schmidt e Francisco Tolentino, no centro de Florianópolis.
Década de 1930 - Os anos dourados
A década de 1930 é lembrada como uma das melhores décadas da história do Figueirense, com o maior número de títulos conquistados em um espaço de dez anos. Em 1932, o Alvinegro tornou-se campeão de todos os campeonatos de que participou: o Torneio Início, o Campeonato Citadino de Florianópolis e o Campeonato Catarinense. Em 1933, alcançou novamente o título máximo da cidade. Em 1935, tornou-se mais uma vez campeão citadino e estadual. Em 1936, galgou o seu terceiro campeonato estadual. Em 1937 conquistou novamente o campeonato citadino, bem como o inédito tricampeonato estadual, feito que voltaria a repetir no início dos anos 2000, com os campeonatos de 2002, 2003 e 2004.
Década de 1940
A década de 1940 também foi marcante na história do Alvinegro, o clube passou a ser reconhecido também por "Esquadrão de Aço" e "Furacão do Estreito", apelidos estes a serem incorporados futuramente no Hino Oficial do Figueirense. Em 1941 o clube repetiu o feito de 1932 sagrando-se campeão do Torneio Início, Campeonato da Cidade e Campeonato Estadual. Em 1945, o empresário e desportista Orlando Scarpelli, durante a vigência de seu mandato como presidente do clube, doava oficialmente ao Figueirense a área de terra onde hoje encontra-se construído o Estádio que leva seu nome. Em 1949, começaram os trabalhos da construção da praça de esportes do alvinegro. Em setembro daquele ano, foram lançados títulos patrimoniais com vistas à arrecadação de recursos destinados ao início das obras. Um ano depois, em setembro de 1948, tiveram início as obras de construção do Estádio do Figueirense.
Década de 1950
Nos anos de 1950, o Figueirense conquistou três torneios inícios (1950, 1951 e 1959) e cinco campeonatos da cidade (1950, 1954, 1955, 1958 e 1959), além do vice-campeonato estadual de 1950.[carece de fontes]? A falta de conquista de títulos estaduais nesta década está diretamente vinculada à escassez de recursos financeiros. A prioridade era a construção do estádio. Neste período, as obras de implantação da praça de esportes entraram em ritmo acelerado. Em 20 de julho de 1951, o Figueirense venceu seu maior rival, o Avaí por 1 a 0 no jogo que marcou a inauguração do sistema de iluminação do Estádio Adolfo Konder. Bráulio foi o autor do gol que entrou para a história. Também em 1951, o Figueirense tornou-se campeão invicto em uma série de amistosos com clubes paranaenses, o Torneio de Paranaguá.
Década de 1960
A década de 1960 iniciou-se com boas notícias. Em 12 de junho de 1960, no aniversário de trinta e nove anos do clube, acontecia a inauguração parcial do Estádio do Figueirense, com a realização do primeiro jogo: Figueirense 1 a 1 Clube Atlético Catarinense (São José). Os resquícios de dívidas financeiras de 10 anos de construção do Orlando Scarpelli prejudicaram a performance nos campeonatos da década de 1960. Neste período, o Alvinegro já apostava nas divisões de base, e formava um bom elenco juvenil e o Furacão do Estreito sagrou-se campeão de dois Torneios Início (1961 e 1962) e de um campeonato da cidade (1965). As divisões de base obtiveram excelente performance neste período.
Década de 1970
Em 1970, na administração de José Nilton Szpoganicz, a Figueira foi incorporada ao distintivo do clube. Em 1973, o Figueirense conquistou a vaga para o campeonato nacional de clubes, tornando-se o primeiro clube catarinense a representar Santa Catarina na competição. Em 15 de agosto de 1973, num jogo festivo contra o Vitória, da Bahia, foram entregues as obras de expansão e melhoramentos do Estádio Orlando Scarpelli, capacitando-o a sediar os jogos válidos pelo Campeonato Nacional. Na década de 1970 o Figueirense conquistou dois títulos estaduais (1972 e 1974) e obteve, em 1975, a melhor performance de um clube catarinense em Campeonato Brasileiro naquela década, passando para a segunda fase e terminando a competição em 21º lugar.
Desde 1973 o Figueirense carrega a alcunha de O mais querido de Santa Catarina. Naquele ano, a revista Placar promoveu o concurso "O Mais Querido", que visava a identificar a maior torcida de cada estado brasileiro. Em Santa Catarina, o Alvinegro do Estreito foi reconhecido como o clube catarinense de maior força popular. Historicamente, pesquisas de torcida apontam o Figueirense como o time catarinense mais popular do estado. Pesquisas recentes, que mostram resultados diferentes disso, possuem um ponto em comum normalmente: grande margem de erro, que ultrapassa o próprio tamanho da torcida de cada grande time catarinense. É o caso da última pesquisa realizada pela Atlas Intel. A reputação de maior torcida de Santa Catarina, que perdura por décadas, consolidou-se também pelo número de torcedores que o clube atraiu aos seus jogos durante as décadas de 1970, 1980, 1990, 2000 e 2010, trazendo para si a alcunha de o "Trem Pagador" do estado. Em 2002, sua torcida foi dona da maior taxa de ocupação de um estádio brasileiro, fazendo do Orlando Scarpelli o Caldeirão do Brasil daquele ano.
Sócios-torcedores
Disputando atualmente a Série C do Campeonato Brasileiro, o Figueirense, que já teve 15.000, conta hoje com cerca de 8.000 sócios-torcedores.
Elenco atual
Última atualização: 19 de setembro de 2026.
Jogadores notáveis
Jogadores notáveis com passagem importante pelo clube Jogadores da base com passagem importante pelo clube
Mais partidas
Estatísticas atualizadas em 20 de abril de 2026.
Maiores artilheiros
Estatísticas atualizadas em 20 de abril de 2026.
Jogadores estrangeiros
Gastón Ada, Martín Lucero B, Niell, Juan Nice Rolán T, Agustin Kahl B
Comissão técnica atual
Marco Paulo Antunes Raphael Schimidt de Mesquita Tabela atualizada em 14 de maio de 2026.
Treinadores
Treinadores notáveis com passagem importante pelo clube Treinadores com passagem importante, com início da carreira técnica no clube
Associação
Acessar o Estatuto do Figueirense Futebol Clube (associação) Tabela atualizada em 14 de maio de 2026.
SAF
Acessar o Estatuto da Figueirense Futebol Clube SAF A Figueirense Futebol Clube SAF é uma Sociedade Anônima de Futebol de capital fechado criada em 2021, conforme o art. 1º do seu Estatuto. De acordo com o referido documento, possui como objeto social "a prática desportiva de futebol", e, entre suas atividades, estão "o fomento e o desenvolvimento de atividades relacionadas com a prática do futebol", "a formação de atleta profissional de futebol", "a exploração econômica de ativos, inclusive imobiliários, sobre os quais detenha direitos, realizando a gestão das instalações esportivas detidas" etc (cf. art. 4º caput e alíneas). Diante disso, percebe-se que, desde 2021, a gestão do futebol do Figueirense Futebol Clube é de responsabilidade da SAF. Desde aquele ano, o Figueirense não apresentou mostras de que sairia da série C do Campeonato Brasileiro e, em 2026, foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Catarinense, em um dos pontos mais baixos da história do clube - senão, com efeito, o mais baixo.
Estádio Orlando Scarpelli
O Estádio Orlando Scarpelli, propriedade do Figueirense Futebol Clube, está localizado no bairro mais populoso e de fácil acesso da região metropolitana de Florianópolis, considerada a capital brasileira com melhor qualidade de vida. Os bairros adjacentes ao estádio, na região continental da capital (Abraão, Bom Abrigo, Capoeiras, Coqueiros, Estreito e Itaguaçu) perfazem sozinhos cerca de 12% da população metropolitana. Somados à população da região central e demais bairros da Ilha de Santa Catarina, asseguram uma população circunvizinha equivalente a 35% da região metropolitana. O Estádio encontra-se localizado a apenas 1 km do Corpo de Bombeiros, Batalhão da Polícia Militar e do Hospital Florianópolis. Desde 1999 vem sendo constantemente reformado e novas instalações foram agregadas ao patrimônio do Clube. Novos vestiários para as divisões de base, alambrados renovados, implantação de catracas eletrônicas com cartões indutivos de acesso, novos banheiros, reforma dos bares, modernização do sistema de iluminação, novas casamatas, colocação de 20 mil cadeiras numeradas em todos os setores, novo gramado com sistema automatizado de irrigação e drenagem, são algumas das obras efetuadas.
Centro de Formação e Treinamento (CFT)
O Centro de Formação e Treinamento do Cambirela foi inaugurado em agosto de 2000 e é um dos mais importantes locais de treinamento do Furacão Alvinegro. A área de implantação foi adquirida pela ASFIG (Associação Amigos do Figueirense), e cedida ao Figueirense. Um dos mais estruturados do país, o CFT, localizado ao pé do Morro do Cambirela, está a 20 km do centro de Florianópolis. Com área de 65.000 m², o CFT do Figueirense é o local onde todas as atividades de treinamentos das mais diversas categorias são realizadas. Além da rotina de trabalho das diferentes categorias, o Centro de Formação e Treinamento do Cambirela também recebe os jogos oficiais das divisões de base, válidos pelas competições municipais e estaduais.
Projeto Arena Figueirense
No dia 6 de março de 2012 o Figueirense tornou a público o seu projeto para a nova Arena, que seria construída no local onde está o Estádio Orlando Scarpelli. O trabalho de dois anos para estruturar o projeto foi formalizá-lo junto ao Conselho Deliberativo. - Sermos os maiores não é uma meta possível, nunca teremos o volume de investimento de um Corinthians, Flamengo e outros time de eixos mais fortes, mas podemos ser os melhores, investir com mais qualidade, com mais objetividade, mais criatividade e melhores resultados que grandes times brasileiros - disse o então diretor executivo do Figueirense, Leonardo Moura. A nova Arena seria moderna e simples ao mesmo tempo. Ousada ao obedecer na íntegra os padrões FIFA e contida para não extrapolar a capacidade de investimento totalmente privado, sem recorrer a dinheiro público. O projeto foi cuidado para não extrapolar o ambiente já ocupado pelo Scarpelli e a obra previa uso de material encontrado na região. Seriam R$ 300 milhões a serem captados junto à iniciativa privada a partir de agora. A Allianz Sports assina o empreendimento, que inovaria na região sul por conter, junto à praça multiúso (esportes e shows), um shopping center.
Programa Jovem Furacão
O Programa Jovem Furacão, que é uma realização do Figueirense, em parceria com a ASFIG, conta com a chancela dos Ministérios da Cultura e Esporte por meio da Lei Rouanet e Lei de Incentivo ao Esporte, respectivamente. O Programa tem como principal objetivo formar além de atletas profissionais, cidadãos que possam desenvolver seus talentos humanos, no esporte e na vida pessoal. O Programa possui uma base pedagógica e cultural que estimula a participação dos jovens em atividades culturais, educacionais e sociais. Além disso, estimula o apoio de seus familiares e é baseado no desenvolvimento contínuo de competências, que abrangem diversas áreas, como ética e cidadania, qualidade de vida, habilidades sociais, gestão de carreira, educação continuada e desenvolvimento cultural.


