Figueira da Foz
A Figueira da Foz é uma cidade portuguesa da Região das Beiras no Centro do país, e do distrito de Coimbra. Está inserida atualmente na Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
A Figueira da Foz fica, portanto, situada no litoral atlântico, junto à foz do rio Mondego e estendendo-se até ao Cabo Mondego, candidato a Património Mundial por ser um lugar exemplar do jurássico de rara visibilidade. É um dos centros turísticos mais importantes de Portugal, com o Casino mais antigo de toda a Península Ibérica e único na região Centro, o Casino Figueira, uma praça de touros, um enorme areal (a praia urbana mais larga da Europa) com equipamentos lúdicos e desportivos e uma animada vida noturna. A cerca de dez quilómetros da cidade, já no limite do município e próximo de Montemor-o-Velho localiza-se o Sítio Classificado dos Montes de Santa Olaia e Ferrestelo com a estação de escavação mais importante do trabalho do arqueólogo figueirense António dos Santos Rocha. Encontrou monumentos e objetos da Idade do Ferro. No monte encontra-se ainda a capela de Santa Eulália com vista deslumbrante sobre os arrozais do Mondego aos seus pés.
O município da Figueira da Foz está dividido em 14 freguesias (assinalam-se com asterisco as que integram a malha urbana da cidade):
Lugar de ocupação humana muito antiga, fez parte do reino suevo, e mais tarde viria a ser conquistada aos mouros aquando a conquista de Coimbra por Fernando Magno em 1064, integrando o Reino de Leão e consequentemente o Condado Portucalense. Durante o século XVI, a constante pressão da pirataria sobre a região levaria a construção do Forte de Santa Catarina, forte esse que viria a ser ocupado por forças napoleónicas durante a Primeira invasão francesa, entre 1807 e 1808. A Figueira da Foz conheceu um grande crescimento no devido ao movimento do porto e ao desenvolvimento da indústria de construção naval, iniciando-se a partir do século XVIII, com o seu maior período de progresso no final do Século XIX. Foi elevada à categoria de vila em 1771 pelo Rei D. José. Continuou a crescer ao longo do século XIX devido à abertura de novas vias de comunicação e à afluência de veraneantes. Em 20 de Setembro de 1882, foi elevada à categoria de cidade.
Etimologia Lendária
No âmbito do folclore local, persiste a interpretação etimológica conhecida como "Fagaria Fouces", que propõe uma origem tripartida para o topónimo Figueira da Foz. Esta explicação popular associa "Fagaria" a "abertura", "Fouces" ao latim fauces (embocadura) e "Mondego" a radicais pré-romanos relacionados com "boca", resultando na expressão "boca do rio". Esta lenda fundacional, embora carecendo de comprovação linguística académica, foi desenvolvida na obra de ficção Fagaria Fouces de Joel Perpétuo, que constrói uma narrativa fantástica sobre a fundação lendária da cidade durante o período romano, incorporando elementos de mitologia lusitana e uma trama de amor que daria origem ao povoado. A mesma lenda é também referenciada noutras obras do autor, como Rota do Passado, integrando-se assim no imaginário literário contemporâneo sobre as origens da Figueira da Foz.
(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.) De acordo com os dados do INE o distrito de Coimbra registou em 2021 um decréscimo populacional na ordem dos 5.0% relativamente aos resultados do censo de 2011. No concelho da Figueira da Foz esse decréscimo rondou os 5.1%. (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)
A Figueira da Foz tem um clima mediterrânico do tipo Csb de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger. No Inverno as temperaturas variam entre os 7 °C e os 14 °C raramente descendo abaixo dos 0 °C, enquanto no Verão as temperaturas oscilam entre os 15 °C e os 25 °C podendo ultrapassar os 35 °C em vagas de calor. A temperatura média anual ronda os 15 °C enquanto a precipitação média anual é de cerca de 600 mm. A temperatura da água do mar varia entre os 14-15 °C em Janeiro e Fevereiro e entre os 18-19 °C em Agosto e Setembro. No Inverno o tempo tende a estar instável enquanto no Verão o tempo seco e soalheiro pode ser interrompido por dias de céu nebulado ou até mesmo de chuva. No Verão, e principalmente durante a tarde, final do dia e princípio da noite, o vento tende a soprar moderado (por vezes forte) de noroeste.
Rodoviário
O acesso à Figueira da Foz é feito pelas autoestradas A14, ligando-a a Coimbra e à A1, e A17, ligando-se a Aveiro e à A25 (chegando a Espanha) ao norte e a Leiria e à A8 ao sul. Em alternativa às autoestradas com portagem, é servida pelas estradas N109, ligando Leiria a Gaia (perto do Porto), e N111, ligando a Figueira da Foz a Coimbra e ao IC2, a alternativa gratuita da A1. Existem autocarros expressos para Lisboa, Porto, Leiria, Aveiro e Viseu. Existem também serviços de autocarros regionais para Coimbra e outras localidades próximas.
Ferroviário
A cidade é servida pelo seu próprio terminal ferroviário, com comboios suburbanos a ligar a Figueira da Foz a Coimbra e alguns comboios regionais que circulam ao longo da Linha do Oeste, embora não haja serviço ferroviário direto para Lisboa ou Porto. A estação ferroviária mais próxima a ser servida por serviços InterCidades é Alfarelos, na Linha do Norte, 18 km a leste. Coimbra-B, 36 km a leste, é a estação mais próxima servida por comboios Alfa Pendular. Ambas as estações têm ligações regulares para Lisboa, Porto e outras das maiores cidades de Portugal. Pombal, ligeiramente mais próxima a 32 km a sudeste, também serve os comboios Alfa Pendular, mas não existe ligação ferroviária directa entre as duas cidades.
Aquático
Figueira da Foz tem o seu próprio porto, construído ao longo do rio Mondego, com uma marina, um terminal de contentores e estaleiros navais. Além disso, existem instalações para desportos aquáticos, em particular o remo.
Aéreo
A cidade não dispõe de aeroporto próprio. O aeroporto internacional mais próximo da Figueira da Foz é o Aeroporto do Porto (OPO), localizado 120 km a norte e oferecendo vários destinos internacionais principalmente na Europa, embora o Aeroporto de Lisboa (LIS), localizado 155 km a sul, oferece mais destinos intercontinentais, em particular para a América do Norte, América do Sul e África. O aeródromo mais próximo com voos privados é o Aeródromo Bissaya Barreto (CBP) em Coimbra, 32 km a leste, onde está sediado o Aeroclube da Figueira da Foz. A pista mais próxima capaz de receber aeronaves de fuselagem larga fica na Base Aérea de Monte Real em Leiria, a cerca de 40 km a sul, mas é onde estão estacionados os aviões de caça da Força Aérea Portuguesa, o que torna difícil a sua conversão para albergar a aviação comercial devido à sua posição estratégica no sistema de defesa nacional.
A cidade da Figueira da Foz é geminada com as seguintes cidades:


