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Fernando II de Aragão

Fernando II e V, chamado o Católico, foi, como Fernando II, rei de Aragão e das Coroas Aragonesas, de 1479 até sua morte; como Fernando V, foi rei de Castela e Leão, entre 1475 e 1504, em direito de sua esposa a rainha Isabel I. Além disso, foi regente de sua filha Joana, em Castela e Leão, de 1508 até sua morte, e imperador titular do Império Bizantino, de 1502 a 1516. Era filho do rei João II de Aragão e sua esposa Joana Henriques.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/08/2026
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Biografia

Fernando nasceu em 10 de março de 1452, filho de D. João II e Joana Henriques. Por desejo da mãe, nasceu em terras aragonesas (ela se achava na Navarra, nas disputas de sucessão entre seu enteado Carlos e seu esposo, o rei João II), vindo ela até a mansão de Sada, na fronteira com a Navarra, na aldeia de Sos. Reconhecido herdeiro da coroa aragonesa por morte do irmão Carlos príncipe de Viana em 1461. Nomeado lugarteniente general ou lugar-tenente geral da Catalunha em 1462 e em 1468 rei da Sicília (Fernando II da Sicília). Já aos 16 anos de seus amores com uma dama, chamada Aldonça, nasceu seu primeiro filho, o bastardo Afonso de Aragão, futuro arcebispo de Saragoça. Durante a guerra civil catalã de 1462 a 1472, na qual participou ativamente, ficou familiarizado com a administração de um Estado, incumbido pelo pai. Morrendo o primo, infante Afonso de Castela, em 1468, e tendo sido sua prima a infanta Isabel, meia-irmã do rei de Castela Henrique IV, reconhecida como herdeira do irmão, João II de Aragão envidou os maiores esforços para conseguir o casamento de Fernando com a princesa castelhana, que se realizou em outubro de 1469. Mas a morte de Henrique IV em 1474 provocou uma verdadeira guerra civil em Castela pois havia partidários de Isabel mas também partidários da filha de Henrique (ou não) Joana, que ficaria apelidada la Beltraneja por acreditarem ser filha do fidalgo Beltrán de La Cueva com a rainha portuguesa. Joana era apoiada por seu tio, o rei D. Afonso V de Portugal, que se casou com ela para melhor defender seus direitos. Fernando, depois de longas negociações com a receosa nobreza castelhana, foi proclamado co-regente de Castela, com os mesmos direitos que Isabel, pela chamada Concórdia de Segóvia em 1475. Tomou parte ativa na direção militar e contribuiu para a vitória, sobretudo depois da batalha de Paleagonzalo (1476). Com seu casamento uniram-se em suas pessoas os dois reinos, governados doravante como um único país, embora oficialmente separados. Tornou-se também em 1504 Fernando III de Nápoles.

Expansão aragonesa

A partir de 1492, Fernando centralizou as suas atividades na antiga expansão de Aragão rumo ao Oriente, sobretudo à península Itálica e ao norte da África. Pelo Tratado de Barcelona (1493), recuperou o Rossilhão e a Cerdanha, ocupados desde 1463 pela França. Na península Itálica, para se opor à intenção francesa de anexar o reino das Duas Sicílias ou de Nápoles e Sicília, organizou a "Liga Santa" em 1495, o seu primeiro grande sucesso diplomático internacional. Os êxitos de suas campanhas militares (nas quais o seu exército foi dirigido por Gonzalo Fernández de Córdoba, o Grande Capitão) e a sua própria astúcia, conseguiram expulsar a dinastia reinante dos Anjou e, em 1504, os franceses. A partir de então, Nápoles se agregou às posses do monarca.

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Posteridade

Dos filhos de Isabel de Castela, salientam-se Joana I de Castela e Catarina de Aragão que se casaram com membros de outras dinastias europeias e lançaram os alicerces para que o neto pudesse ser imperador: Carlos V, Imperador do Sacro-Império. 1 — Isabel de Aragão (Duenas, 1 ou 2 de outubro de 1470 — Saragoça, sepultada em Santa Isabel, Toledo, 23 de agosto de 1498). Casou em Sevilha em 18 de abril de 1490 com o príncipe Afonso de Portugal (1475-1491) infante de Portugal, filho do rei D. João II. Enviuvando, casou em 1497 em Valência de Alcântara com Manuel I de Portugal (1469-1521) o Venturoso. 2 — João de Aragão (Sevilha, 28 ou 30 de junho de 1478 — Salamanca, 4 de outubro de 1497). Príncipe das Astúrias, Príncipe de Gerona. Casou em 3 de abril de 1497 em Burgos com Margarida de Áustria ou de Habsburgo (Bruxelas 10 de janeiro de 1480 — Malines ou Mecheln, 30 de novembro de 1530), condessa da Borgonha, de Artois e do Charolais, futura Regente dos Países Baixos, filha de Maximiliano I, Imperador do Sacro Império, e Maria da Borgonha. Morreu seis meses depois do casamento, aos 19 anos. Segundo alguns cronistas «debido al exceso de fogosidad de su mujer austríaca». Margarida se casaria em 1501 com Filiberto II o Belo, Duque de Savóia.

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Fontes consultadas

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