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Bento Gonçalves da Silva

Bento Gonçalves da Silva foi um militar brasileiro, um dos líderes da Revolução Farroupilha, que buscava a independência da província do Rio Grande do Sul do Império do Brasil. Ele foi o primeiro presidente da República Rio-Grandense e uma das figuras mais importantes da história do Rio Grande do Sul.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Início da carreira

Seus pais desejavam encaminhar o filho para a carreira eclesiástica, porém Bento se interessava mais pelas lides campeiras. A família mudou de ideia depois de Bento ter matado um homem negro em um duelo, o que levou seu pai a forçar Bento a assentar praça, porém a interferência de seu irmão João Gonçalves adiou o alistamento por cinco anos. Incorporado na Companhia de Ordenanças de D. Diogo de Sousa, Bento cedo demonstrou sua vocação, ao engajar-se nas guerrilhas da primeira campanha cisplatina (1811-1812). Ao final da guerra, desincorporado como cabo, estabelece uma fazenda de criação de gado e uma casa de negócios em Cerro Largo, território uruguaio; lá conhece sua futura esposa Caetana Garcia, com quem se casa em 1814 e tem oito filhos: Perpétua Justa, Joaquim, Bento, Caetano, Leão, Marco Antônio, Maria Angélica e Ana Joaquina. Na segunda campanha cisplatina (1816-1821), seu prestígio como militar se confirmou. Em 1817 foi nomeado capitão, participou das batalhas em Curales, Las Cañas (1818), Cordovez, Carumbé (1819) e Arroio Olimar (1820). Em 1824 foi promovido a tenente-coronel.

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Revolução Farroupilha

“ Veneramos tua espadacomo relíquia de glóriaspois foi pincel da históriaque tracejou nosso mapa,e esta indiada, pronta e guapaque te olha com reverência,é da mesma descendência,da velha estirpe farrapa” — trecho de Bento Gonçalves da Silva, poema de Jayme Caetano Braun A Revolução Farroupilha iniciou-se em 20 de setembro de 1835. No dia 25 daquele mês, o chefe militar declarou respeitar o juramento que havia prestado ao código sagrado, ao trono constitucional e à conservação da integridade do império. Em princípio, portanto, o levante não era de caráter separatista mas se dirigia contra o presidente da Província e Comandante das Armas. Mesmo assim, o Império não poderia aceitar a destituição de seus delegados - fosse por golpe ou não. Iniciava-se a luta que se estenderia por dez anos. Na sua ausência, após retumbante vitória na Batalha do Seival, a República Rio-grandense foi proclamada pelo general Antônio de Sousa Netto em 11 de setembro de 1836.

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Restos mortais

Imagem: Fotos Antigas RS - Visite www.prati.com.br · PDM · Openverse

Seus restos mortais inicialmente foram sepultados em Pedras Brancas. No final de 1850, seu filho, Joaquim Gonçalves da Silva exumou os ossos e transferiu-os para a propriedade de sua família, na estância Cristal, onde permaneceram até setembro de 1893, sob sua guarda. Com a mudança de Joaquim para Bagé, os restos mortais ficaram sob responsabilidade de seu filho Bento e, após a morte deste, de sua esposa Maria Tomásia Azambuja. Em 1900, o último responsável por sua guarda doou os despojos para seu primo, Inácio Xavier de Azambuja, que repassou para intendência municipal de Rio Grande, onde hoje repousam no monumento na praça Tamandaré.

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Fontes consultadas

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