Pesquisa · Mapa mental

Felídeos

Felídeos são uma família de animais mamíferos digitígrados, da ordem dos carnívoros. Existem muitas espécies selvagens, como os grandes felinos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/10/2026
01

Evolução

Existem atualmente 41 espécies de felídeos. De acordo com cientistas, os felídeos evoluíram no Eoceno a partir do grupo Viverravidae, que também deu origem às civetas, hienas e aos extintos nimravídeos. O primeiro verdadeiro felídeo foi o Proailurus que viveu na Europa há cerca de 30 milhões de anos, segundo teorias. Este animal tinha corpo longo, patas curtas e um dente molar adicional em cada mandíbula, por comparação aos felídeos modernos. Já no Miocénico, o Proailurus deu origem ao gênero Pseudaelurus que se diversificou em dois grupos: a sub-família Machairodontinae, que inclui os tigres-dente-de-sabre e o Schizailurus, o ancestral da família dos felídeos, que surgiu há mais de 18 milhões de anos. O primeiro grupo moderno de felídeos a surgir foi a sub-família Acinonychinae, que inclui as chitas modernas (género Acionyx) e a chita norte-americana (género Miracionyx), atualmente extinta.

02

Características

Todos os felídeos, sem exceção, são carnívoros obrigatórios. As espécies selvagens são naturalmente solitárias, com algumas exceções como os leões. Gatos domésticos que vivem em condições selvagens também podem formar colônias. Todos os felídeos são normalmente discretos, comumente apresentam hábitos noturnos e gostam de viver em habitats relativamente inacessíveis. No entanto, eles podem ser encontrados em qualquer ambiente e existem espécies conhecidas em quase todos os continentes do planeta, com exceção da região da Australásia e da Antártida.

Apresentação física

Em geral possuem corpos ágeis e flexíveis com pernas musculosas. Na maioria das espécies a cauda mede entre um terço e a metade do comprimento do resto do corpo, embora existam algumas exceções para mais ou para menos, como a lince-pardo (curta) e o gato-maracajá (mais longa do que o resto do corpo). Todos são digitígrados com almofadas nos pés e garras retráteis. O crânio possui arcos zigomáticos amplos e uma grande crista sagital que permitem a fixação dos fortes músculos próximos da mandíbula. Quanto ao tamanho geral, é variado. A menor espécie é o gato-bravo-de-patas-negras (cerca de 35 cm de comprimento), enquanto a maior é o tigre (cerca de 350 cm de comprimento) e 300 kg.

Sentidos

Os felídeos possuem olhos relativamente grandes, situados para fornecer visão binocular. A visão noturna de todas as espécies da família é excelente, devido a existência de uma membrana chamada tapetum lucidum, que reflete a luz de volta ao globo ocular e dá aos felídeos o famoso brilho em seus olhos. Por isso, os olhos são cerca de seis vezes mais sensíveis à luz do que os dos humanos e quase todas as espécies possuem hábitos ao menos parcialmente noturnos. Além disso, a retina possui uma proporção elevada de bastonetes, a fim de distinguir objetos em movimento em condições de baixa luminosidade, que são complementados com a presença de células cone para distinguir as cores. Isso os faz bons caçadores noturnos, capazes de perceber com clareza alvos em movimento em diferentes condições de luz. No entanto, ainda assim a percepção de cores dos felídeos é relativamente pobre em relação aos humanos, o que prejudica a visão de objetos estáticos.

Dentição

Os felídeos possuem um número relativamente pequeno de dentes em comparação aos outros carnívoros, uma característica que está associada ao fato de seus focinhos serem curtos. Com algumas exceções, como nas linces, os felídeos possuem todos a seguinte fórmula dentária: 3.1.3.1 3.1.2.1 × 2 = 30 {\displaystyle {\tfrac {3.1.3.1}{3.1.2.1}}\times 2=30} . Os dentes caninos são grandes em todas as espécies atuais e nos extintos tigres-dentes-de-sabre eram destacadamente maiores. O terceiro pré-molar superior e o molar inferior são adaptados como carniceiros, adequados para cortar, rasgar e triturar carne. A mandíbula dos felídeos só consegue se movimentar verticalmente, o que prejudica uma mastigação eficiente, porém contribui para que os poderosos músculos masseter ajudem a imobilizar a presa.

Vocalização

Todos os felídeos compartilharam um conjunto semelhante de vocalizações, mas com alguma variação entre as espécies. As espécies maiores produzem sons mais profundos e a frequência das vocalizações dos felídeos variam de 50 a 1 000 Hz. A maioria das espécies de felídeos consegue produzir sons de "escarrada", "chiar", rosnar e miar. Os três primeiros são usados num contexto agressivo, podendo indicar posturas defensivas e de ataque contra espécies diferentes ou em disputas entre a mesma espécie. O miado é usado como um chamado de curta distância, normalmente entre a mãe e os filhotes, ou como um chamado de média distância durante a época de acasalamento. Os gatos domésticos miam com mais frequência e normalmente o fazem para chamar a atenção de humanos.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Saiba mais — fontes confiáveis na web

Continue pesquisando