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Federação Internacional de Ginástica

A Federação Internacional de Ginástica atende pela sigla FIG e é a entidade que representa a ginástica e suas modalidades competitivas em âmbito mundial.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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O logotipo

O logotipo da Federação foi desenhado em três cores - branco, azul e laranja - e elaborado em forma de um círculo, que simboliza a unidade e o mundo. Desse modo, fica-se representada a unidade do tempo e do espaço, que mostra o caráter universal da ginástica. Ao seu redor está escrito "Federação Internacional de Ginástica. Fundada em 1881", nas línguas inglesa e francesa. Marcando o círculo, de cor azul, há uma linha branca que nunca termina, representando um contínuo perpértuo. As linhas longitudinais e latitudinais mostram os princípios da FIG e o desenvolvimento físico e espiritual atingidos pelo ginasta através da prática, que o acompanha pelo resto da vida e permanece para os demais. As iniciais da Federação, escritas em laranja, representam a marca da entidade, para que seja lembrada a natureza universal da ginástica e de que esta funciona sob suas próprias regras e estatutos reconhecidos em todos os níveis de sua estrutura.

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Filosofia

A FIG tem por filosofia enquanto entidade administradora e organizadora maior das modalidades, observar os direitos humanos e a não discriminação política, religiosa, racial ou qualquer outra que infrinja tais direitos. Este é um dever da Federação para com os praticantes do esporte. A FIG desaprova e proíbe qualquer tipo de discriminação e violação dos direitos do homem entre seus membros. Os ginastas e as comissões devem respeitar as relações em equipe e em suas próprias atividades, federações e seus membros devem também corresponder as especificações de uma disputa limpa (chamado fair play[a]) e ao código de ética elaborado pelo comitê executivo. A "educação física" e o "desporto" são os dois focos de interesse da FIG, seja na busca de virtudes e melhorias, seja a favor das competições. Nesses dois casos, a ginástica representa ambos. Um pilar está ligado a fundamentação cultural partilhada por todas as formas de prática, exigindo condicionamento físico, tanto no nível artístico quanto no desportivo. O outro pilar pertence a elite e ao espectáculo, ao qual pertencem os ginastas mais importantes de cada época - os atletas que representam suas respectivas nações.

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Origem e desenvolvimento

É seguro afirmar que o homem tem executado suas próprias variações das artes da ginástica há séculos, percebida na Pré-História e trabalhada a partir da Grécia e do Egito antigo. Etimologicamente, a palavra nos recorda que os antepassados gregos executavam os exercícios nus. Na língua de Zeus, gumnos significa "nu". Já a palavra "acrobacia", também derivada do grego akrobatos, literalmente significa "andar sobre as pontas dos pés". Mais próximo de nosso tempo, outros autores famosos, pensadores e filósofos, em especial Martinho Lutero e Jean-Jacques Rousseau, continuaram a bem relatar as virtudes do que eles tinham já proclamado ser a oitava arte. Rousseau ainda contribuiu ativamente para o desenvolvimento não só da ginástica, como também da educação física, enquanto formadora do homem, física e mentalmente, de acordo com a Pedagogia. Posterior a isso, já no século XIX, após uma gradativa evolução do conceito, que tomou ares de desporto após ter sido separado das atividades junto a outros esportes, como o atletismo, e da prática militar, a Federação Europeia de Ginástica (em francês: Fédération Européenne de Gymnastique), também chamada FEG, foi criada em 23 de julho de 1881, por Nicolas J. Cupérus e contou com a participação de três países: Bélgica, França e Holanda. Graças a sua dedicação, que conseguiu programar os exercícios físicos que a ginástica envolvia, primeiramente na Antuérpia, para depois seguir à Bélgica e à Europa, fundando então, a primeira entidade regulamentadora do esporte gímnico. Todavia, sua ideia de união e fraternidade entre os povos não incluía a competição:

Ginástica para todos, o perfil da FIG

Historicamente, a origem desta modalidade está atrelada à trajetória do conceito da ginástica e da própria Federação. Por mostrar-se mais interessado pelos festivais de ginástica e pelos benefícios da modalidade do que pelas competições, o até então presidente Nicolas Cupérus, idealizou este evento, mas não chegou a vê-lo realizado, pois só em1953, o Festival Internacional de Ginástica, inspirado nas Lingiádas, que aconteciam na Suécia, teve sua primeira edição concretizada, em Roterdã. Ao fim do festival, alguns membros da FIG solicitaram um maior interesse por parte da entidade, para que voltasse o olhar com maior dedicação à ginástica fora do âmbito competitivo, contrariando seu posicionamento anterior, sob um maior enfoque às competições, e voltando ao objetivo primeiro de Cupérus. Em decorrência disto, em 1979, foi criada a Comissão de Trabalho da Ginástica Geral e, cinco anos depois, foi oficializado o Comitê Técnico da Ginástica Geral, com a finalidade de uma modalidade acessível a todos e não-competitiva.

Destaques históricos

Ao longo da história da FIG,1996 alguns fatos marcaram positiva ou negativamente a visão e a estrutura da entidade, que acompanhou a evolução e os percalços do desporto. Entre os principais encontram-se: " a ginástica Não é somente um esporte e sim uma diversão" Diz Bianca Larissa dos santos

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Estrutura

A Federação é reconhecida pelo COI como a maior autoridade internacional sobre a ginástica. Sua estrutura é hierárquica e não-autônoma, isto é, seus segmentos trabalham em conjunto. Em 2010, a Federação com a participação de 127 membros, entre afiliados e suspensos. No ano seguinte, até 1º de março de 2011, a FIG passou a contar com 130 federações afiliadas.

Autoridades e representantes

A FIG é composta por federações nacionais e continentais, que são reconhecidas como os órgãos de decisão em seus respectivos países e continentes. A entidade reconhece apenas uma federação por país, que deve ser também reconhecida por sua autoridade nacional máxima, tanto na educação física quanto no desporto. Estrutural e hierarquicamente, a FIG é regida por um Congresso, um Conselho, uma Comissão Executiva e uma Comissão Presidencial. Tais autoridades estão submetidas diretamente ao comando do Presidente. Existem ainda sete comitês técnicos - que administram suas respectivas modalidades - e o Secretário Geral, eleito pelo Comitê Executivo.

Divisão interna e funções

Em resumo, é função da Federação a realização dos Campeonatos Mundiais de Ginástica e da Copa do Mundo de Ginástica Artística, bem como a regulamentação de todas as competições oficiais da ginástica e da Gymnaestrada, estabelecendo normas e compondo os calendários dos eventos internacionais competitivos ou não. É ainda sua função manter a boa imagem da ginástica, preservando a manutenção das regras e punindo aqueles que entram em desacordo com as premissas da Federação. São passíveis de punição rigorosa: o desrespeito em seu amplo sentido, o doping e o descumprimento do limite mínino da faixa etária. Como filiadas diretas e responsáveis pelas federações nacionais, estão a União Europeia de Ginástica, a União Pan-americana, a União Asiática e a União Africana.

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Membros

Até junho de 2008, a Federação Internacional de Ginástica contou com a presença de 129 membros ativos, sendo 121 destes detentores de todos os direitos disponibilizados pela entidade. Em junho do ano seguinte, esse número decresceu para 127, com as ausências de algumas nações africanas, como Angola e Camarões. Três anos mais tarde, o número de federações tornou a aumentar, agora para 130. Em maio de 2011, onze nações foram punidas com o afastamento das competições oficiais. Entre as mais prejudicadas esteve a nação cazaque, que possuía atletas medalhistas.

Eleição

A adesão à FIG por parte das federações, pode ser feita de duas formas: filiação ou associação: As federações filiadas têm por direito o voto no Congresso, a apresentação de propostas ao Congresso, fazer nomeações para o escritório da FIG, propor candidaturas para posições aos cargos das estruturas da FIG e a participar dos eventos oficiais como previsto no artigo 32.1, elaborado pela Federação Internacional. Por fim, as federações filiadas têm como obrigação pagar uma taxa anual de um montante fixado pelo Congresso. As federações associadas são aquelas que desejam manter ou estabelecer ligações com a FIG. Estes associados recebem as informações e as documentações, também destinadas às filiadas. Contudo, esta forma de adesão não dispõe dos mesmos direitos que aquela pagante da taxa anual. As federações associadas precisam ainda pagar uma taxa de confirmação para a entidade.

Suspensão

A suspensão é um recurso de direito da Federação para lidar com aqueles que descumprem as suas regras e com isso ferem a evolução do desporto e os seus participantes. Entre as possibilidades de suspensão para uma federação, estão: Não pagar sua taxa anual e não cumprir suas obrigações perante a entidade. Tais atos, simultânea ou seguidamente efetuados, resultam em suspensão automática. Já o não pagamento da taxa, acarreta como punição a redução dos privilégios das filiadas, passando estas ao status de associadas. Caso uma federação infrinja qualquer uma das regras presentes no artigo oitavo elaborado pelo comitê executivo, também poderá ser suspensa.

Expulsão

A expulsão de uma federação acontece perante infrações contidas nos artigos segundo e oitavo, e podem ser determinadas pelo Congresso sob proposta do Conselho ou de alguma outra federação filiada. A expulsão é ainda considerada o último recurso da Federação Internacional para a preservação da ginástica e sua constante e gradativa evolução. Contudo, esta não é uma medida definitiva e a volta de uma entidade nacional dependerá de sua defesa diante do Congresso. Readmissões só podem ser efetuadas perante os termos dispostos nos artigos quatro e cinco do estatuto. Caso uma federação tenha sido expulsa por razões financeiras, esta deve prover solução ao proposto no artigo 7.3 antes da readmissão ser efetivada.

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As disciplinas

Simultaneamente, a FIG vem multiplicando seus esforços no desenvolvimento das disciplinas competitivas, gerando público, formação e assegurando a credibilidade de si e do esporte que rege. A ginástica, em todas as suas formas, requer o vestuário mais elementar, tornando-se altamente acessível a todos os grupos de renda. A regra básica da FIG para as competições e práticas das modalidades é a de que os envolvidos nos projetos lembrem-se sempre que uma vitória só é alcançada através dos esforços do treinador junto ao atleta, e que apenas sob a orientação de um técnico apto e certificado que se pode ter a garantia de um trabalho seguro para o ginasta. São sete as modalidades administradas e cuidadas pela Federação:

Ginástica para todos

Atrelada a história da própria entidade, é a forma não competitiva de ginástica inserida na FIG. É vista em festivais do referido esporte ou a cada quatro anos no World Gymnasestrada, que reúne cerca de 25 000 ginastas a cada edição e foi idealizada por Nicolas Cupérus. Na essência, a ginástica para todos trás o conceito da ginástica em si e pode ser praticada por todos independente de idade, porte ou aptidão física. Esta é a ginástica enquanto prática física descrita por Francisco Amoros. Por fim, a ginástica para todos é histórica e cuturalmente a base de todas as atividades da FIG e tem por significado a junção de todas as modalidades, que resultam em um conjunto de exercícios que visam os benefícios da prática constante. O importante é a realização dos movimentos gímnicos com prazer e originalidade.

Ginástica acrobática

Historicamente, esta modalidade desenvolveu-se ao longo do século VIII, graças ao surgimento das atividades circenses. Contudo, apenas no século XX, tornou-se uma modalidade competitiva, com uma federação internacional que logo fundiu-se à FIG.[carece de fontes?] Praticada por homens e mulheres, é a modalidade considerada dinâmica e de espetáculo. Esta disciplina desenvolve coragem, força, coordenação e flexibilidade, além de exigir técnicas de salto. Suas rotinas são executadas com música e requerem expressão e movimentos do corpo perfeitamente sincronizados com a música. Suas competições possuem cinco divisões: par feminino, par masculino, par misto, trio feminino e quarteto masculino. As rotinas são executadas em um tablado de 12x12 metros, em igual medida ao da prática artística, e tem por objetivo o trabalho em grupo e a cooperação.

Ginástica aeróbica

Esta modalidade, elaborada por Kenneth H. Cooper, foi inicialmente desenvolvida para o treinamento de astronautas. Mais tarde, a iniciativa fora continuada pela atriz Jane Fonda, que expandiu o programa técnica e comercialmente para se tornar a popular fitness aerobics. Apenas mais tarde, os exercícios aeróbicos tornaram-se também uma modalidade competitiva, incorporada à Federação Internacional de Ginástica, que a regulamentou e criou seus campeonatos específicos. Na primeira edição Mundial, 34 nações compareceram para as disputas. Esta disciplina requer do ginasta um elevado nível de força, agilidade, flexibilidade e coordenação. Piruetas e mortais, típicos da ginástica artística, não são movimentos executados pela modalidade aeróbica. Seus eventos são divididos em cinco: individual feminino e masculino, pares mistos, trios e sextetos.

Ginástica artística

De acordo com a evolução da ginástica, a modalidade artística foi sua primeira ramificação competitiva, em matéria de combinação de exercícios sistemáticos, criados para diferenciar as técnicas dos movimentos artísticos e de demosntração de força, dos das práticas militares. Praticada como exercício desde a Grécia antiga, evoluiu com o surgimento dos centros de treinamento, iniciados pelo alemão Friedrich Ludwig Jahn, que criou e aperfeiçoou aparelhos como conhecidos hoje, como a barra fixa. Da ginástica, foi a primeira modalidade inserida nos Jogos Olímpicos, logo na primeira edição. Esta modalidade é praticada por homens e mulheres em diferentes eventos. Enquanto os homens praticam a MAG, as mulheres praticam a WAG. Todavia, apesar de divididas, possuem para a FIG o mesmo valor das demais. Na competição, as notas são divididas em de partida e de execução. Na fase classificatória, os primeiros 24 colocados avançam para a prova do concurso geral, as oito primeiras nações avançam para a final coletiva e os oito melhor colocados em cada aparelho avançam para as finais individuais por aparato. Oito são os aparelhos que compõem a modalidade artística: cavalo com alças, barra fixa, barras paralelas, argolas, salto, solo, barras assimétricas e trave de equilíbrio. Esta parte da ginástica atrai e cativa muitos ao redor do mundo e seus eventos são largamente acompanhados, seja pela televisão ou nos ginásios de competição.

Ginástica rítmica

Os primeiros relatos da prática ginástica ligada ao ritmo datam do século XVI. Daí, foram mais de duzentos anos até que torna-se uma unidade de dança gímnica, levada à extinta União Soviética, local em que passara a ser ensinada como manifestação da ginástica artística, para a qual deixou como herança a musicalidade. Logo na sequência, conquistou um sistema organizado com aparelhos e competições próprios. Em 1996, tornou-se um esporte olímpico, cem anós após a entrada da ginástica em Jogos Olímpicos. Esta modalidade é unicamente feminina. Seus exercícios são todos trabalhados no solo e realizados com o auxílio de música instrumental e cinco diferentes aparatos – arco, maças, corda, bola e fita. Envolve movimentos de corpo em dança de variados tipos e dificuldades combinadas com a manipulação de pequenos equipamentos. Em suas rotinas, são ainda permitidos certos elementos pré-acrobáticos, como os rolamentos e os espacates. Durante a competição são realizadas duas qualificatórias, a por equipes e a individual geral, que precedem suas respectivas fases finais. Na individual, a ginasta deve se mostrar superior em quatro aparelhos pré-determinados pela entidade ou pelo COI; já na prova coletiva, usam-se dois aparelhos diferentes, distribuídos para as cinco competidoras.

Ginástica de trampolim

Essa modalidade tem seu surgimento impreciso. Apesar disso, sabe-se que na Idade Média os acrobatas de circo utilizavam tábuas de molas em suas apresentações e os trapezistas saltavam para uma rede de segurança. Todavia, somente no século XX as apresentações em "camas de pular" foram vistas, também em forma de entretenimento. Segundo estudos, o acrobata Du Trampolim aproveitou a impulsão da rede de proteção para decolar. Nos Estados Unidos, alguns anos mais tarde, o aparelho sofreu nova modificação, agora como equipamento de mergulho. Em 1936, George Nissen, ao deparar-se com o uso da rede de proteção, aprimorou a técnica e institucionalizou o trampolim acrobático como modalidade esportiva.

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Fontes consultadas

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