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Federação Gaúcha de Xadrez

A Federação Gaúcha de Xadrez (FGX), fundada em 30 de dezembro de 1943, é a entidade máxima do xadrez no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Organiza todos os torneios oficiais no estado, promove o esporte em âmbito regional e apoia iniciativas relacionadas ao xadrez. A federação responde à Confederação Brasileira de Xadrez (CBX).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 02/11/2026
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História

A primeira agremiação de xadrez do estado foi o Clube de Xadrez Brasil, de Santa Maria, fundado em 1921. A seguir surgiram o departamento de xadrez do Clube Comercial de Pelotas (1926), o Clube Pelotense de Xadrez (1932), o departamento de xadrez do Centro Paulista do Rio Grande do Sul (1933) e o Clube Porto-Alegrense de Xadrez (fundado em data incerta nos anos 1930). Em 1937 foi fundado em Porto Alegre o Metrópole Xadrez Clube, que durante várias décadas foi o mais importante centro enxadrístico do RS. No ano seguinte a Sogipa inaugurava seu departamento de xadrez.[carece de fontes]? Outros departamentos de xadrez criados nos anos 1930 foram os do Clube Caixeiral de Pelotas e do Banco da Província, em Porto Alegre. Em 1942, um grupo de funcionários das Lojas Renner, em Porto Alegre, criou o Renner Xadrez Clube, que logo rivalizaria em importância com o Metrópole e a Sogipa. Em 1943, por iniciativa do Metrópole, do Renner Xadrez Clube, do departamento de xadrez da Sogipa e do Centro Paulista do RS, foi criada a Federação Rio-Grandense de Xadrez.[nota 1] Segundo registrou Arno Knorre no livro A vida do Renner Xadrez Clube, esse foi o ressurgimento da federação. Não constam dados, porém, sobre a primeira fundação da entidade ou como se desenvolveram suas atividades anteriores. Desde então a federação manteve-se ativa, adotando a partir de 1986 a denominação atual.

Dirigentes da FGX

Lista de presidentes da Federação Gaúcha de Xadrez.

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Campeões gaúchos de xadrez

Campeões com projeção internacional

O enxadrista que mais vezes sagrou-se campeão de xadrez do Rio Grande do Sul é Paulo Sérgio de Castro Oliveira, vencedor absoluto em seis disputas estaduais – 1972, 1987, 1990, 1992, 1993 e 2009 – mantendo uma carreira de destaque por mais de quatro décadas. Além das conquistas gaúchas, Paulo Sérgio teve diversas participações positivas em torneios nos Estados Unidos e foi o vencedor da semifinal do Campeonato Brasileiro em 1989. O que obteve maior destaque internacional foi sem dúvida Henrique da Costa Mecking, o Mequinho, campeão brasileiro em 1965 e 1967. Mequinho obteve o título de Grande Mestre Internacional de xadrez[nota 2] e esteve entre os dez melhores do ranking mundial na década de 1970. Por duas vezes, venceu o torneio interzonal, classificatório para o campeonato mundial, chegando a figurar como terceiro do mundo em 1978, atrás somente de Anatoly Karpov, então campeão mundial, e do seu vice, Viktor Korchnoi.

Campeões absolutos

O termo absoluto é usado para diferenciar o campeão estadual pleno dos campeões de categorias específicas, como veterano, feminino, infantil, juvenil etc.[carece de fontes]? Diversos campeões gaúchos tornaram-se nomes de destaque no xadrez brasileiro, obtendo resultados expressivos em competições nacionais. Além dos já citados, merecem ser lembrados os fortes enxadristas Pio Fiori de Azevedo, Rogério Sperb Becker, Ivan Boere de Souza, Luiz Ney Menna Barreto, Fabiano Prates, Eduardo Muñoa e Allan Gattass. Ivan Boere, Luiz Ney, Prates e Gattass também obtiveram o título de MF, Mestre da Federação Internacional (o terceiro mais importante, após Grande Mestre e Mestre Internacional). Gattass também sagrou-se vice-campeão estadual em São Paulo, em 2010.

Campeões juvenis

O campeonato estadual juvenil não vem sendo organizado há alguns anos, mas nas décadas de 1980 e 1990 era a segunda competição mais importante do estado, classificando os dois primeiros colocados para o campeonato nacional da categoria e também concedendo vaga na fase final do campeonato gaúcho.[carece de fontes]?

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Revista Mate de Peão

Em 1994, sob a direção de Egon Klein, a FGX lançou a revista Mate de Peão, publicação mensal destinada a divulgar os eventos locais e também informar os enxadristas sobre competições nacionais e internacionais. A revista era a evolução do Boletim da FGX, informativo distribuído gratuitamente desde 1992 e que teve 12 edições. A Mate de Peão não foi a primeira iniciativa desse tipo no estado já que em 1971 o enxadrista Claudecir Pacheco lançou a revista Nosso Xadrez, também em Porto Alegre. Contudo, ao passo que a Nosso Xadrez durou menos de um ano e apenas cinco edições, a revista Mate de Peão circulou durante mais de três anos e teve 27 edições. Quando sua publicação foi interrompida, somava mais de 300 assinantes – números de destaque considerando a escassa circulação obtida por revistas do gênero no Brasil. Neste mesmo período, a FGX estabeleceu convênio com a empresa alemã ChessBase GmbH, propiciando a filiados e assinantes a aquisição de programas de xadrez a preços promocionais. O convênio se baseou em condição tributária favorável vigente na época – o software era equiparado ao livro e não pagava imposto de importação. Isso permitiu que programas como Fritz e ChessBase chegassem aos enxadristas de forma legalizada e com preços mais baixos.[nota 5]

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Fontes consultadas