Pesquisa · Mapa mental

Fala

Fala é o uso da voz humana como meio para a linguagem. A linguagem falada combina sons de vogais e consoantes para formar unidades de significado como palavras, que pertencem ao léxico de uma língua. Existem muitos atos de fala intencionais diferentes, como informar, declarar, perguntar, persuadir, direcionar; os atos podem variar em vários aspectos, como enunciação, entonação, volume e ritmo para transmitir significado. Os indivíduos também podem comunicar involuntariamente aspectos de sua posição social por meio da fala, como sexo, idade, local de origem, condição fisiológica e mental, educação e experiências.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Evolução

Imagem: wallyg · BY-NC-ND · Openverse

Embora relacionada ao problema mais geral da origem da linguagem, a evolução das capacidades de fala distintamente humanas tornou-se uma área distinta e, em muitos aspectos, separada da pesquisa científica. O tópico é separado porque a linguagem não é necessariamente falada: ela pode ser igualmente escrita ou sinalizada. A fala, nesse sentido, é opcional, embora continue sendo a modalidade padrão para a linguagem. Macacos, grandes primatas não humanos e humanos, como muitos outros animais, desenvolveram mecanismos especializados para produzir som para fins de comunicação social. Por outro lado, nenhum macaco ou símio usa a língua para tais fins. O uso sem precedentes da língua, dos lábios e de outras partes móveis pela espécie humana parece colocar a fala em uma categoria bastante separada, tornando seu surgimento evolutivo um desafio teórico intrigante aos olhos de muitos estudiosos. Determinar a linha do tempo da evolução da fala humana torna-se ainda mais desafiador devido à falta de dados no registro fóssil. O trato vocal humano não fossiliza, e evidências indiretas de alterações no trato vocal em fósseis de hominídeos têm se mostrado inconclusivas.

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Produção

Imagem: Tony Fischer Photography · BY · Openverse

A produção da fala é um processo inconsciente de múltiplas etapas, por meio do qual os pensamentos são gerados em enunciados orais. A produção envolve a seleção, pelo inconsciente, das palavras apropriadas e da forma adequada dessas palavras a partir do léxico e da morfologia, e a organização dessas palavras por meio da sintaxe. Em seguida, as propriedades fonéticas das palavras são recuperadas e a frase é articulada por meio das articulações associadas a essas propriedades fonéticas. Em linguística, a fonética articulatória é o estudo de como a língua, os lábios, a mandíbula, as cordas vocais e outros órgãos da fala são usados para produzir sons. Os sons da fala são categorizados por modo e local de articulação, que se refere a onde no pescoço ou na boca o fluxo de ar é restringido. O modo de articulação se refere à maneira como os órgãos da fala interagem, como o quão próximo o ar é restringido, qual forma de fluxo de ar é usada (por exemplo, pulmonar, implosivo, ejetivo e clique), se as cordas vocais estão vibrando ou não e se a cavidade nasal está aberta para o fluxo de ar.

Erros

A produção da fala é uma atividade complexa e, como consequência, os erros são comuns, especialmente em crianças. Os erros de fala vêm em muitas formas e são usados para fornecer evidências para apoiar hipóteses sobre a natureza da fala. Como resultado, eles são frequentemente usados na construção de modelos para produção da linguagem e aquisição da linguagem infantil. Erros de fala associados a certos tipos de afasia têm sido usados para mapear certos componentes da fala no cérebro e ver a relação entre diferentes aspectos da produção; por exemplo, a dificuldade de pacientes com afasia expressiva em produzir verbos regulares no pretérito, mas não irregulares tem sido usada para demonstrar que as formas regulares flexionadas de uma palavra não são armazenadas individualmente no léxico, mas produzidas a partir da afixação à forma base.

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Percepção

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A percepção da fala refere-se aos processos pelos quais os humanos podem interpretar e compreender os sons usados na linguagem. O estudo da percepção da fala está intimamente ligado aos campos da fonética e fonologia na linguística e psicologia cognitiva e percepção na psicologia. A pesquisa em percepção da fala busca entender como os ouvintes reconhecem os sons da fala e usam essas informações para entender a linguagem falada. A pesquisa em percepção da fala também tem aplicações na construção de sistemas de computador que podem reconhecer a fala, bem como melhorar o reconhecimento da fala para ouvintes com deficiência auditiva e de linguagem. A percepção da fala é categórica, pois as pessoas colocam os sons que ouvem em categorias em vez de percebê-los como um espectro. As pessoas têm mais probabilidade de ouvir diferenças em sons através de limites categóricos do que dentro deles

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Desenvolvimento

Imagem: Brasil de Fato · BY-NC-SA · Openverse

A maioria das crianças humanas desenvolve comportamentos de balbucio protolinguísticos entre quatro e seis meses de idade. A maioria começará a dizer suas primeiras palavras em algum momento durante o primeiro ano de vida. Crianças típicas progridem para frases de duas ou três palavras antes dos três anos de idade, seguidas por frases curtas aos quatro anos.

Repetição

Na repetição da fala, a fala ouvida é rapidamente transformada de entrada sensorial em instruções motoras necessárias para sua imitação vocal imediata ou tardia (na memória fonológica). Esse tipo de mapeamento desempenha um papel fundamental em permitir que as crianças expandam seu vocabulário falado. Masur (1995) descobriu que a frequência com que as crianças repetem palavras novas em comparação com aquelas que já possuem em seu léxico está relacionada ao tamanho de seu léxico posteriormente, sendo que crianças pequenas que repetem mais palavras novas têm um léxico maior quando mais velhas.

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Problemas

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Existem vários fatores orgânicos e psicológicos que podem afetar a fala. Entre eles estão: Os distúrbios da fala e da linguagem também podem resultar de acidente vascular cerebral, lesão cerebral, perda auditiva, atraso no desenvolvimento, fenda palatina, paralisia cerebral, ou problemas emocionais, além de alterações dentofaciais e transtornos dos sons da fala de etiologia idiopática Os distúrbios na fala de pessoas com fenda labiopalatina será na articulação dos sons da fala, ocasionando alterações que podem interferir na comunicação e socialização do indivíduo. Os sons produzidos na laringe são modificados de acordo com a posição das estruturas articuladoras, lábios, língua, cavidade oral, véu palatino, tudo isso será determinante para a elaboração dos fonemas. As alterações de fala primária e secundária relacionada à disfunção velofaríngea são a hipernasalidade, escape de ar pelas narinas e articulação compensatória. Dentre as alterações de fala desse grupo, os mais comuns são os distúrbios articulatório simples, marcado pelo omissão, substituição e distorção dos fonemas da língua.

Tratamento

Doenças, distúrbios e condições relacionadas à fala podem ser tratados por um fonoaudiólogo. Os fonoaudiólogos avaliam os níveis de necessidades de fala, fazem diagnósticos com base nas avaliações e, em seguida, tratam os diagnósticos ou abordam as necessidades.

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Fisiologia do cérebro

Imagem: wallyg · BY-NC-ND · Openverse

Modelo clássico

O modelo clássico ou Wernicke-Geschwind do sistema de linguagem no cérebro foca na área de Broca no córtex pré-frontal inferior, e na área de Wernicke no giro temporal superior posterior no hemisfério dominante do cérebro humano (tipicamente o hemisfério esquerdo para a linguagem). Neste modelo, um sinal auditivo linguístico é primeiro enviado do córtex auditivo para a área de Wernicke. O léxico é acessado na área de Wernicke e essas palavras são enviadas através do fascículo arqueado para a área de Broca, onde a morfologia, a sintaxe e as instruções para articulação são geradas. Isso é então enviado da área de Broca para o córtex motor para articulação.

Pesquisa moderna

Modelos modernos dos sistemas neurológicos por trás da compreensão e produção linguística reconhecem a importância das áreas de Broca e Wernicke, mas não estão limitados a elas nem somente ao hemisfério esquerdo. Em vez disso, múltiplos fluxos estão envolvidos na produção e compreensão da fala. Danos ao sulco lateral esquerdo foram relacionados com dificuldade no processamento e produção de morfologia e sintaxe, enquanto o acesso lexical e a compreensão de formas irregulares (por exemplo, comer-comeu) permanecem inalterados. Além disso, os circuitos envolvidos na compreensão da fala humana se adaptam dinamicamente com o aprendizado, por exemplo, tornando-se mais eficientes em termos de tempo de processamento ao ouvir mensagens familiares, como versos aprendidos.

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Comunicação animal

Imagem: Traveller-Reini · BY-NC-SA · Openverse

Alguns animais não humanos podem produzir sons ou gestos semelhantes aos de uma linguagem humana. Várias espécies ou grupos de animais desenvolveram formas de comunicação que superficialmente se assemelham à linguagem verbal, no entanto, estas geralmente não são consideradas uma linguagem porque não possuem uma ou mais das características definidoras, por exemplo, gramática, sintaxe, recursão e deslocamento. Os pesquisadores têm tido sucesso em ensinar alguns animais a fazer gestos semelhantes à linguagem de sinais, embora se isso deve ser considerado uma linguagem tenha sido contestado.

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