Fairchild Republic A-10 Thunderbolt II
O A/OA-10 Thunderbolt II é um avião norte-americano de combate desenvolvido e fabricado pela Fairchild Aircraft de 1972 a 1984. Foi a primeira aeronave dedicada especialmente para apoio aéreo aproximado de forças terrestres, com característiscas de ataque ao solo, com uma excelente maneabilidade a baixas altitudes e velocidades, constituindo numa plataforma de alta confiabilidade, tendo como alvos edifícios, carros de combate, infantaria ou outros veículos.
A inclusão do A-10 na frota aérea não foi bem acolhida pela Força Aérea dos Estados Unidos, que sempre apostou em bombardeiros de grande altitude e os caças de alta performance F-15 e F-16, e se mostrava determinada em delegar o apoio aéreo aos helicópteros. O A-10 destinava-se, no entanto, a missões de baixa altitude, lentas, notadamente contra blindados soviéticos estacionados na Europa Oriental. Este avião provou o seu mérito durante a Guerra do Golfo, em 1991, destruindo mais de mil blindados, dois mil outros veículos militares, e mil e duzentas peças de artilharia. As baixas foram de apenas cinco aeronaves, um número significativamente inferior ao estimado pelos militares (ainda que outras fontes digam que foram onze aeronaves, com a perda de três pilotos). Israel, Turquia, Coreia do Sul e Egito demonstraram interesse pelo A-10 mas, o único país a operá-lo são os EUA.
Campanhas
Em 1999, o A-10 voltou a ser utilizado na Guerra do Kosovo, mais tarde durante a invasão do Afeganistão, em 2001, desde a base em Bagram, incluindo a operação Anaconda, em março de 2002, e a Guerra do Iraque, de 2003. Nesta última foram utilizados sessenta unidades, sendo destruída apenas uma, perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, já no final da campanha. O A-10 está projetado para permanecer ao serviço até 2030, quando será possivelmente substituído pelo F-35. Em 2019 a frota de A-10 sofreu grandes atualizações, como a troca da aviônica e substituição das asas.


