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Fafá de Belém

Fafá de Belém, nome artístico de Maria de Fátima Palha de Figueiredo, é uma cantora, compositora, atriz e multi-instrumentista luso-brasileira. É considerada uma das principais cantoras da Música Popular Brasileira (MPB). Possui trinta álbuns gravados e quinze milhões de discos vendidos. Seus estilos musicais incluem o fado, o sertanejo e a música romântica. Fafá de Belém foi anunciada como Enredo da Escola de Samba Império de Casa Verde no Carnaval de 2024, com o tema: Fafá, a Cabocla Mística em Rituais da Floresta, de autoria do Carnavalesco Leandro Barboza e pesquisa do enredista Tiago Freitas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Biografia

Família, infância e juventude

Fafá nasceu em 9 de agosto de 1956 no município brasileiro de Belém, capital do estado do Pará, batizada como Maria de Fátima Palha de Figueiredo,[nota 1] filha do advogado e bancário Joaquim Oliveira Figueiredo, filho de imigrantes portugueses de Vouzela e Castelo de Paiva, e da dona de casa Eneida Moreira Palha de Figueiredo, filha de um belenense e uma imigrante portuguesa de Ponta Delgada. Assim Fafá adquiriu a nacionalidade portuguesa em 2011. É irmã de Sérgio Palha de Figueiredo e Nelson Palha de Figueiredo. A família fazia parte da classe média alta. Durante a infância, destacava-se nas reuniões familiares por conta de sua voz afinada, mesmo não sonhando em ser cantora, mas sempre fazia apresentações familiares. Dos seis/sete anos de idade até os nove anos, residiu em São Paulo, retornando em seguida para sua cidade natal. Em sua formação acadêmica, parte da juventude estudou no Colégio Gentil Bittencourt.

1973–79: teatro e primeiros trabalhos

Em 1973, estreou como atriz no musical Tem Muita Goma no meu Tacacá, que satirizou o cenário político da época no principal teatro de Belém, o Theatro da Paz. Em 1974, participou da peça Os Sete Gatinhos. Em 1975, estreou sua carreira como cantora ao assinar com a Polydor Records e lançar seu primeiro sucesso, Filho da Bahia (Walter Queiroz). A canção, gravada exclusivamente para a trilha sonora da novela global Gabriela, também originou um clipe no programa Fantástico, da mesma emissora. Na mesma época lançou o primeiro compacto, que continha as canções Naturalmente (de Caetano Veloso e João Donato) e Emoriô (de Gilberto Gil e João Donato). Em 1976, lançou o primeiro disco, Tamba-Tajá, pela gravadora Polydor, com um repertório eclético, mas essencialmente brasileiro e que trouxe a cantora ainda muito ligada às suas raízes nortistas. No repertório, destaque, dentre outras canções para os forrós Haragana (Quico Castro Neves) e Xamego (Luiz Gonzaga e Miguel Lima), as modinhas Pode Entrar (Walter Queiroz), a faixa-título (Waldemar Henrique) e o carimbó Este Rio é Minha Rua (Paulo André e Ruy Barata). O álbum, que obteve excelente aceitação de crítica e público, arrebatou críticos como o normalmente exigente José Ramos Tinhorão, colunista do Jornal do Brasil, que a apontou como uma das melhores cantoras daquela geração.

1980–84: reconhecimento e Diretas Já

Em 1980, Fafá participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), em um momento marcante da televisão. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher. Em 1980, lançou o disco Crença, com destaque para a faixa-título (de Milton Nascimento e Márcio Borges), as canções Sexto sentido (Beto Fogaça e Hermes Aquino), Bicho homem (Milton Nascimento e Fernando Brant), Carrinho de linha (Walter Queiroz), Me disseram (Joyce) e Para um amor no Recife (Paulinho da Viola). Em 1982, do disco Essencial (faixa-título de Joyce), Fafá se tornou famosa pela interpretação de duas canções: Bilhete (Ivan Lins e Vitor Martins), da trilha da novela Sol de Verão de Manoel Carlos, e Nos bailes da vida (Milton Nascimento e Fernando Brant).

1985–99: sucesso comercial e crítica

No decorrer de sua carreira, Fafá de Belém recebeu avaliações mistas da crítica diante dos trabalhos que variavam dos gêneros mais popularescos, incluindo a canção romântica e o sertanejo, a outros mais respeitados, como o fado e a MPB. Na segunda metade dos anos 1980, adicionou ao repertório músicas relacionadas com os estilos carimbó, siriá, lambada, brega e guarânia.[carece de fontes?] Alheia às críticas, emplacou um sucesso atrás do outro.[nota 4] Nesse caminho prosseguiu com Atrevida (1986), que vendeu mais de 500 mil cópias graças ao sucesso da canção Memórias (Leonardo Sullivan). Em 1987, veio Grandes Amores, cujo maior sucesso foi a canção Meu Dilema (Michael Sullivan e Leonardo Sullivan). No ano seguinte voltou à Polygram, onde lançou o também criticado Sozinha, com destaque para Meu Disfarce (Chico Roque e Carlos Colla).[carece de fonte melhor] Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World.[carece de fonte melhor] O projeto Nordeste Já (1987) procurou angariar fundos para combater a enchente que se abatera sobre a região, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de Mágoa e Seca d´Água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, o compacto foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.[carece de fontes?]

2000–presente: Reinvenção e televisão

Na década de 2000, lançou Maria de Fátima Palha Figueiredo (2000), que trouxe diversas canções consagradas românticas da MPB, bem como as regravações de Meu nome é ninguém (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), Foi assim e Sob medida.[carece de fontes?] Depois, lançou Piano e voz (2002), na mesma linha de Fafá ao vivo,[carece de fontes?] Fafá de Belém do Pará - O Canto das águas (2003), que trouxe um repertório essencialmente brasileiro, destacando culturas nortistas onde todas as canções são de autoria de compositores conterrâneos seus, sendo que algumas canções ela já havia gravado anteriormente (Pauapixuna, Este rio é minha rua e Bom dia Belém - espécie de hino da capital paraense, composta Edyr Proença e Adalcinda), e Tanto mar (2004), um tributo a Chico Buarque que contou com a participação do próprio na canção Fado tropical.[carece de fonte melhor]

Carnaval 2024: A Coroação na avenida - Fafá, a Cabocla Mística

A consagrada Escola de Samba Império de Casa Verde, do Carnaval de São Paulo, anunciou Fafá de Belém como seu enredo para o desfile de 2024. O enredo "Fafá, a Cabocla Mística em Rituais da Floresta", de autoria do Carnavalesco Leandro Barboza e pesquisa do enredista Tiago Freitas, celebrou os 50 anos de carreira da artista e mostrará a mística relação de Fafá com a Amazônia, através de suas canções, com elementos da fé cabocla, festejos culturais da mata e rituais do indigenismo e folclorismo de Belém, do Pará e da região Amazônica, como um todo.

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Vida pessoal

Em 5 de março de 1981, Fafá de Belém deu à luz sua única filha, Mariana Belém, nascida do relacionamento com saxofonista Raul Mascarenhas – com quem nunca chegou a se casar. Com pouco tempo de namoro, Fafá engravidou, e eles foram viver juntos, mas poucos meses após o nascimento da filha, se separaram. Se tornou avó da Laura em 2011 e da Julia, em 2016. Em 2011, Fafá de Belém obteve a nacionalidade portuguesa (dupla nacionalidade). A cantora sempre demonstrou o carinho que tem por Portugal, não só por ser proveniente de uma família de portugueses, mas também pelo enorme sucesso e grande popularidade que tem naquele país, sendo considerada uma das cantoras brasileiras mais admiradas e respeitadas pelos portugueses. Em 2022, Fafá de Belém recordou sobre seu uso de drogas durante a juventude, afirmando: "nos anos 1980, em relação à cocaína, um dia me olhei no espelho e não era eu. Joguei fora o que tinha em casa e destruí minha agenda de telefones. Passei dez dias trancada, com o fio do telefone fora da tomada. Nunca tomei MD. A gente vai desenvolvendo os baratos da vida de outras formas."

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Prêmios

Em 19 de outubro de 2011, foi condecorada com a Medalha de Mérito Turístico de Portugal, no Palácio São Clemente, na Zona Sul do Rio de Janeiro, tendo sido entregue pela Secretária de Estado do Turismo de Portugal, Cecília Meireles, em representação do Ministro da Economia e do Emprego de Portugal, e pelo cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro, António de Almeida Lima. Em 21 de novembro de 2023, foi condecorada com a Ordem de Rio Branco, no grau de Comendador.

Fontes consultadas

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