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Vida extraterrestre

Vida extraterrestre, extraterrena ou alienígena é a suposta vida que não se origina a partir do planeta Terra. Estas formas de vida, ainda hipotéticas, podem variar de organismos simples, como bactérias, até seres muito mais complexos do que os humanos. Também foi proposta a possibilidade de que vírus podem existir em meios extraterrestres.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Ciência

A hipótese de formas de vida alienígena, tais como bactérias, foi levantada a existir no Sistema Solar e em todo o universo. Esta hipótese baseia-se na vasta dimensão e nas leis físicas consistentes do universo observável. De acordo com este argumento, feito por cientistas como Carl Sagan e Stephen Hawking, seria improvável que a vida não existisse em algum lugar fora do planeta Terra. Este argumento é incorporado no princípio de Copérnico, que afirma que a Terra não ocupa uma posição única no universo, e no princípio da mediocridade, que sugere que não há nada de especial sobre a vida na Terra. A vida pode ter surgido de forma independente em muitos lugares em todo o Universo. Alternativamente a vida também pode se desenvolver com menos frequência, mas se espalhar entre planetas habitáveis ​​através da panspermia ou exogênese. Em qualquer caso, as moléculas orgânicas complexas necessárias para a formação da vida podem ter se formado no disco protoplanetário de grãos de poeira ao redor do Sol antes da formação da Terra com base em estudos de modelos computacionais. De acordo com estes estudos, este mesmo processo também pode ocorrer em torno de outras estrelas que mantêm um sistema planetário. Entre os locais sugeridos em que a vida pode ter se desenvolvido no passado estão os planetas Vênus e Marte, em Europa, uma das luas de Júpiter, e em Titã e Encélado, duas das luas de Saturno. Em maio de 2011, os cientistas da NASA informaram que Encélado "está emergindo como o local mais habitável além da Terra no Sistema Solar para a vida como a conhecemos."

Bases bioquímica e morfológica

Toda a vida na Terra é baseada em 26 elementos químicos. No entanto, cerca de 95% desta vida é construída sobre apenas seis desses elementos: carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre, abreviados como CHONPS. Estes seis elementos formam os "blocos de construção" básicos de praticamente toda a vida na Terra, enquanto a maioria dos elementos restantes são encontrados apenas em quantidades vestigiais. A vida na Terra requer água como solvente em que as reações bioquímicas ocorrem. Quantidades suficientes de carbono e outros elementos, juntamente com a água, pode permitir a formação de organismos em outros planetas com uma composição química e uma faixa de temperatura semelhante à da vida na Terra. Os planetas rochosos, tais como Terra, são formados num processo que permite a possibilidade de que tenham composições semelhantes à da Terra.

Pesquisa direta

Os cientistas estão procurando diretamente bioassinaturas dentro do Sistema Solar, com a realização de estudos sobre a superfície de Marte e de meteoros que caíram na Terra. No momento, não existe nenhum plano concreto para a exploração de Europa em busca de vida. Em 2008, uma missão conjunta da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA - sigla em inglês) foi anunciada que teria estudos que incluíam Europa. No entanto, em 2011 a NASA foi forçada a despriorizar a missão devido a uma falta de financiamento e é possível que a ESA vá assumir a missão sozinha. Há alguma evidência limitada que vida microbiana pôde possivelmente existir (ou ter existido) em Marte. Uma pesquisa informal conduzida na conferência em que a Agência Espacial Europeia apresentou as suas conclusões sobre o metano na atmosfera de Marte e indicou que 75% das pessoas presentes concordaram que as bactérias já viveram em Marte. Em novembro de 2011, a NASA lançou a sonda Mars Science Laboratory (MSL), que é projetada para procurar evidências passadas ou presentes de habitabilidade em Marte, usando uma variedade de instrumentos científicos. A MSL pousou em Marte na cratera Gale, em agosto de 2012.

Pesquisa indireta

No início de 1990, a NASA foi convidada a participar do projeto SETI, com uma pesquisa orientada planejada para vasculhar todo o universo. No entanto, o senador Richard Bryan, de Nevada, cortou o financiamento para o projeto e nenhuma pesquisa semelhante ocorreu desde então. O fracasso do programa SETI em detectar um sinal de rádio inteligente depois de décadas de esforços, tem esmaecido, pelo menos parcialmente, o otimismo predominante do começo da era espacial na busca por vida alienígena. Nas palavras de Frank Drake, do SETI, "tudo o que sabemos com certeza é que o céu não está repleto de poderosos transmissores de microondas". Drake observou que é perfeitamente possível que os sinais de tecnologias de comunicação mais avançadas pode estar sendo ativada de alguma outra forma além da transmissão de rádio convencional. O programa SETI não é o resultado de uma busca contínua e dedicada, mas utiliza os recursos e mão-de-obra que pode e quando pode. Além disso, o programa SETI só procura por uma gama limitada de frequências.

Exoplanetas

Astrônomos procuram exoplanetas (ou planetas extrassolares) que podem ser propícios à vida, estreitando a busca para planetas rochosos que orbitem dentro da zona habitável de suas respectivas estrelas. Desde 1992, centenas de planetas em torno de outras estrelas na Via Láctea foram descobertos. Em 14 agosto de 2014, o Extrasolar Planets Encyclopaedia identificou 1 815 planetas extrassolares. Os planetas extrassolares variam muito em tamanho e vão desde a planetas rochosos semelhantes à Terra, até gigantes gasosos maiores do que Júpiter. Espera-se que o número de exoplanetas observados aumente consideravelmente nos próximos anos. Como a sonda Kepler precisa ver três trânsitos estelares por cada exoplaneta antes de identificá-lo como candidato a planetas, até agora ela apenas foi capaz de identificar planetas que orbitam sua estrela a uma taxa relativamente rápida. A missão deverá continuar pelo menos até 2016, tempo em que se espera que muitos mais candidatos a exoplanetas sejam encontrados.

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Impacto cultural

Religião

Crenças budistas e hindus sobre ciclos infinitos e repetidos de vida chamados Samsara levaram a descrições sobre a existência de mundos múltiplos e que mantém contatos mútuos (palavra sânscrita sampark (सम्पर्क) significa "contato", como em Mahasamparka (महासम्पर्क) = "o grande contato"). De acordo com escrituras budistas e hindus, existem inúmeros universos. O Talmud judaico afirma que existem pelo menos 18 mil outros mundos, mas fornece pouca elaboração sobre a natureza desses mundos, ou sobre se são físicos ou espirituais. Com base nisso, no entanto, o Sefer HaB'rit, do século XVIII, postula que existem criaturas extraterrestres e que algumas podem possuir inteligência. Acrescenta que os seres humanos não devem esperar que as criaturas de outros mundos se assemelhem com a vida terrestre, assim como as criaturas do mar não se assemelham com os animais terrestres.

História

Na antiguidade, era comum a assumir um cosmos que consiste de "muitos mundos" habitados por formas de vida inteligentes, não humanas, mas tais "mundos" eram mitológicos e criados sem a compreensão heliocêntrica do sistema solar, ou a compreensão do Sol como uma entre incontáveis ​​estrelas. Houve uma mudança dramática no pensamento iniciado pela invenção do telescópio e pela desconstrução feita por Copérnico da cosmologia geocêntrica. Uma vez que ficou claro que a Terra era apenas mais um planeta entre inúmeros corpos no universo, a teoria de vida extraterrestre começou a se tornar um tópico na comunidade científica. O proponente do início da era moderna mais conhecido de tais ideias foi o filósofo italiano Giordano Bruno, que defendeu no século XVI a ideia de um universo infinito em que cada estrela é cercada por seu próprio sistema planetário. Bruno escreveu que outros mundos "não têm menos força, nem uma natureza diferente da nossa terra" e, como a Terra, "contém animais e habitantes".

OVNIs

Não há qualquer evidência amplamente aceita que corrobore a existência de vida extraterrestre; no entanto, várias reivindicações controversas já foram feitas. A crença de que alguns objetos voadores não identificados (OVNIs) podem ter origem extraterrestre e alegações de abdução alienígena são rejeitadas pela maior parte da comunidade científica. A grande maioria dos relatos de OVNIs podem ser explicados por avistamentos de aeronaves humanas, fenômenos atmosféricos ou objetos astronômicos conhecidos; ou são apenas hoaxes. Após o Caso Roswell, ocorrido em 1947 na localidade de Roswell, no Novo México, Estados Unidos, várias teorias conspiratórias sobre a presença de seres extraterrestres no planeta Terra se tornaram um fenômeno cultural generalizado no país durante a década de 1940 e no início da era espacial na década de 1950, o que foi acompanhado por uma onda de relatos de avistamentos de OVNIs. A sigla "OVNI" foi criada em 1952, no contexto da enorme popularidade do conceito de "discos voadores", logo após o avistamento de um OVNI pelo piloto Kenneth Arnold em 1947, em Washington.

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Fontes consultadas

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