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Estômato

Estômatos (português brasileiro) ou estómatos (português europeu) ou estomas são estruturas constituídas por um conjunto de células localizadas especialmente na epiderme inferior das folhas, porém, também são encontrados, em menor número, em pecíolos, em caules jovens e partes florais. Quanto à localização dos estômatos na lâmina foliar, podem receber uma classificação de acordo com a sua disposição: quando são encontrados apenas na face superior (adaxial) a folha é epiestomática; quando são encontrados apenas na face inferior (abaxial) a folha é hipoestomática; e quando são encontrados em ambas as faces, a folha é anfiestomática. Os estômatos originam-se de uma divisão anticlinal assimétrica de uma célula da protoderme e possuem a função de estabelecer comunicação do meio interno com a atmosfera, constituindo-se em um canal para a troca de gases e a transpiração do vegetal.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Constituição dos Estomas

As células-guarda possuem ainda "micelação radial", que consiste num envolvimento espiralado da parede celular por microfibrilas de celulose das paredes ventrais do estoma para as paredes dorsais. Esta micelação radial permite que as células-guarda aumentem de tamanho de acordo com o seu comprimento, mas não segundo seu diâmetro, permitindo assim a abertura e fechamento do ostíolo:

Tipologia

Existem cinco tipos básicos de estômato, que podem ser classificados de acordo com o formato e arranjo das células subsidiárias:

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Abertura e fechamento dos estômatos

Imagem: marla.costa · BY-NC · Openverse

A turgescência ou a plasmólise das células-guarda estão diretamente relacionadas com a entrada e a saída de íões de potássio:

Fatores que condicionam a abertura ou fechamento dos estomas

Os estomas abrem (para a transpiração) quando, no interior das células, a concentração de solutos aumenta, entrando água por osmose. A presença de luz favorece a abertura dos estomas através de mecanismos que ainda não estão totalmente compreendidos. A diminuição de CO2 aumenta o pH do meio que fica alcalino. Em ambiente alcalino, enzimas envolvidas na degradação de amido são ativadas, e assim aumenta a concentração de glicose no mesofilo. Este aumento de solutos solúveis faz diminuir o potencial de água, e a água entra por osmose nas células labiais, que ficam inchadas. O stress hídrico (défice de água em órgãos vegetais) pode ser provocado por elevadas temperaturas, baixo conteúdo de água no solo, humidade atmosférica relativamente baixa e vento muito forte.

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Algumas excepções

Em plantas de metabolismo CAM, os estômatos são abertos apenas durante a noite. Desta forma, sem a influência das altas temperaturas diurnas, as plantas pouco transpiram e ainda executam trocas gasosas. Além de estratégias fisiológicas para a conservação dos recursos hídricos das plantas, podem ainda ocorrer modificações morfo-anatomicas nos estomas nesse sentido. Em algumas espécies, o número de estomas na superfície foliar é simplesmente reduzido, sendo que as trocas gasosas são auxiliadas por lenticelas ao longo do caule. Por outro lado, as plantas aquáticas, cujo problema reside em eliminar água do organismo, os estomas são abundantes em toda superfície emersa da planta e permanecem abertos a maior parte do dia. Em certas espécies terrestres, as folhas podem apresentar câmaras estomáticas, cavidades na sua superfície com ocasional presença de pêlos, em cujo fundo encontra-se o estoma; a água eliminada pela transpiração mantém-se na cavidade, criando um microclima úmido à volta do estoma, forçando-o a reagir como se o meio externo estivesse saturado de vapor d'água, mesmo em locais muito secos.

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Fontes consultadas

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