Estêvão Lecapeno
Estêvão Lecapeno foi o segundo filho do imperador bizantino Romano I Lecapeno (r. 920–944) e coimperador de 924 a 945. Junto com seu irmão mais novo Constantino, depôs Romano I em dezembro de 944, apenas para serem derrubados e exilados pelo imperador legítimo Constantino VII (r. 913–959) algumas semanas depois. Estêvão viveu o resto de sua vida em exílio, primeiro em Prote, depois em Proconeso e finalmente na ilha de Lesbos, onde morreu na Páscoa de 963.
Família
Estêvão foi o segundo varão de Romano I e sua esposa Teodora. Seus irmãos mais velhos foram Cristóvão (coimperador de 921 até sua morte em 931) e suas irmãs Helena, que casou-se com Constantino VII Porfirogênito (r. 913–959), e Ágata, que casou-se com Romano Argiro. Seus irmãos mais novos foram Constantino (como imperador entre 924-945) e Teofilacto (patriarca de Constantinopla em 933-956). Ele provavelmente também teve ao menos duas irmãs de nome desconhecido, conhecidas apenas devido ao casamento delas com os magistros Romano Mosele e Romano Saronita.
Reinado
Romano Lecapeno ascendeu ao poder em 919, quando conseguiu nomear-se regente sobre o jovem Constantino VII e casar sua filha Helena com ele. Dentro de um ano, ascendeu sucessivamente de basileopátor para césar, e foi finalmente coroado imperador sênior em 17 de dezembro de 920. Para consolidar sua permanência no poder, e com o objetivo de suplantar a reinante dinastia macedônica com sua própria família, ascendeu seu filho mais velho Cristóvão como coimperador em maio de 921. Estêvão e Constantino foram proclamados coimperadores em 25 de dezembro de 924. Após a morte prematura de Cristóvão em 931, e dado a marginalização de Constantino VII, Estêvão e Constantino assumiram um maior destaque, embora formalmente ainda classificaram seu cunhado no colégio dos imperadores. Em 933, Estêvão foi casado com Ana, a filha de certo Gabalas, que foi coroada augusta na mesma ocasião. O casal teve um filho conhecido, Romano. De acordo com o cronista do século XI Jorge Codino, ele foi castrado em 945, mas depois tornou-se um sebastóforo.
Exílio
Inicialmente, os dois irmãos foram enviados para Prote. Os cronistas bizantinos têm que o pai deles os recebeu citando uma passagem do Livro de Isaías, especialmente Capítulo 1.2: "Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque fala Jeová: Nutri e fiz crescer filhos, mas eles se rebelaram contra mim". Liuprando de Cremona, contudo, faz um relato ligeiramente diferente, afirmando que Romano recebeu seus filhos com um sarcasmo amargo, agradecendo-os por não esquecerem-se dele e desculpando os monges pela ignorância deles em receber imperadores adequadamente. Logo, contudo, Estêvão foi levado para a prisão de Proconeso, e então para Rodes, antes de finalmente se estabelecer e Metímna, Lesbos.


