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Estado Islâmico do Iraque e do Levante

Estado Islâmico, antes denominado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou Estado Islâmico do Iraque e da Síria (EIIS), é uma organização jihadista islamita de orientação salafista e wahabita criada após a invasão do Iraque em 2003. O grupo opera principalmente no Oriente Médio e também é conhecido pelos acrônimos em língua inglesa ISIS ou ISIL, sendo muitas vezes designado, por seus oponentes árabes, pelo acrônimo داعش, transl. Dāʿiš, frequentemente grafado Da'ish ou, por influência do inglês, Daesh, de onde provém a forma aportuguesada Daexe.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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História

Formação do grupo (1999–2006)

Após a invasão do Iraque em 2003, o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, adepto do salafismo jiadista, e seu grupo militante, o Jamaat al-Tawhid wal-Jihad, fundado em 1999, alcançou notoriedade nos estágios iniciais da insurgência iraquiana por conta de ataques suicidas contra mesquitas islâmicas xiitas, civis, instituições do governo iraquiano e soldados italianos que faziam parte da coalizão militar internacional liderada pelos Estados Unidos. O grupo de Al-Zarqawi rompeu oficialmente com a rede Alcaida, de Osama bin Laden, em outubro de 2004, mudando seu nome para Tanzim Qaidat al-Jihad fi Bilad al-Rafidayn (تنظيم قاعدة الجهاد في بلاد الرافدين; "Organização de Base da Jihad na Mesopotâmia"), também conhecida como Alcaida no Iraque (AQI). Os ataques do grupo contra civis, forças governamentais e de segurança iraquianas, diplomatas estrangeiros e comboios de soldados norte-americanos continuaram com aproximadamente a mesma intensidade. Em uma carta a al-Zarqawi em julho de 2005, Ayman al-Zawahiri, o então vice-líder da Alcaida, delineou um plano de quatro etapas para expandir a Guerra do Iraque, que incluía expulsar das forças norte-americanas do país, criar uma autoridade islâmica através de um califado, espalhar o conflito para os vizinhos seculares do Iraque e entrar em confronto com Israel, que a carta diz que só "foi criado só para desafiar qualquer nova entidade islâmica".

Estado Islâmico do Iraque (2006–2013)

De acordo com um estudo elaborado por agências de inteligência dos Estados Unidos no início de 2007, o grupo planejava tomar o poder das áreas centrais e ocidentais do Iraque e transformá-las em um Estado islâmico sunita. O grupo ganhou força e no seu auge teve uma presença significativa nas províncias iraquianas de Alambar, Diala e Bagdá e reivindicou a cidade de Bacuba como a sua capital. Em 2007, as tropas norte-americanas realizaram operações de enfraquecimento do grupo, o que resultou em dezenas de militantes capturados ou mortos. Entre julho e outubro de 2007, a Alcaida no Iraque parecia ter perdido suas bases militares seguras na província de Alambar e na região de Bagdá. Em 2008, uma série de ofensivas iraquianas e norte-americanas conseguiram expulsar os insurgentes de seus antigos refúgios seguros, como as províncias Diala e Alambar, para a área da cidade de Moçul, o último grande campo de batalha contra a organização.

Estado Islâmico do Iraque e do Levante (2013–2014)

Em 8 de abril de 2013, al-Baghdadi lançou um comunicado onde anunciou que a Frente al-Nusra tinha sido estabelecida, financiada e apoiada pelo Estado Islâmico do Iraque e que os dois grupos foram fundidos sob o nome "Estado Islâmico do Iraque e do Levante" (EIIL). Al-Julani divulgou um comunicado negando a fusão e reclamando que nem ele nem qualquer outra pessoa na liderança da al-Nusra havia sido consultada sobre o assunto. A campanha do EIIL para libertar membros presos culminou em julho de 2013 com a realização de invasões nas prisões de Taji e Abu Ghraib, que libertaram mais de 500 prisioneiros, muitos deles veteranos da insurgência iraquiana. Em outubro de 2013, Ayman al-Zawahiri (o líder da Al-Qaeda) ordenou a dissolução do EIIL, colocando a Frente al-Nusra como a encarregada dos esforços jiadistas na Síria, mas al-Baghdadi contestou a decisão de al-Zawahiri, com base na jurisprudência islâmica e seu grupo continuou a operar na Síria. Em fevereiro de 2014, depois de uma luta de poder de oito meses, a Alcaida desmentiu qualquer relação com o EIIL.

Autoproclamado "Estado Islâmico" (junho de 2014–2015)

Em 29 de junho de 2014, o EIIL declarou oficialmente a criação de um Califado Islâmico na Síria e no Iraque. Enquanto isso, a violência sectária e religiosa na região se intensificava consideravelmente. Em 12 de setembro, de acordo com a agência de notícias France-Presse, o EIIL fez um acordo de paz com outros grupos rebeldes sírios. No entendimento, as diferentes facções colocariam suas diferenças de lado para unir forças contra Bashar al-Assad. Dois dias depois, um representante da Coalizão Nacional Síria negou qualquer pacto com os extremistas, mas afirmou não poder falar pelos outros grupos. Entre os primeiros dias de Novembro, a cidade de Derna na Líbia entrou para a lista das cidades do Estado Islâmico, ela foi a primeira cidade fora da Síria e Iraque a ser incorporada ao califado de Abu Bakr al-Baghdadi.

Declínio no Iraque e na Síria (2016–2017)

Em meados de 2015, as forças armadas da Rússia, em apoio ao regime de Bashar al-Assad, iniciaram a construção de uma base militar na Síria e em setembro do mesmo ano começaram a lançar bombardeios aéreos contra militantes do Estado Islâmico na região. Esta ação coincidiu com uma série de sucessos por parte dos extremistas deste grupo, que continuavam avançando em direção a Damasco, a capital síria. Segundo especialistas, a intervenção da Rússia na guerra civil síria foi importante, não somente para dar sobrevida ao regime Assad, mas também para deter os avanços do EIIL, especialmente nas regiões central e norte do país. Assim, sob pressão das potências mundiais, o Estado Islâmico começou a perder terreno, embora ainda conservasse enorme poderio militar em meados de 2016. No final deste ano, no Iraque, o governo local (apoiado por milícias curdas e aviões da Coalizão ocidental) iniciou uma pesada ofensiva para retomar a cidade de Mossul, último grande reduto urbano do EIIL em solo iraquiano. A região foi reconquistada em meados de julho de 2017, após quase nove meses de intensos combates. A vitória do governo iraquiano em Mossul (junto com outras ofensivas bem sucedidas no norte) foi celebrada como um dos maiores feitos contra os terroristas islâmicos no país. Ao mesmo tempo, foi lançado na província de Raca, na Síria, uma enorme campanha militar a fim de retomar a cidade de Raca, a auto-proclamada capital do califado do EIIL. Encabeçando a ofensiva, estavam tropas das Forças Democráticas Sírias (majoritariamente composta por curdos), apoiadas por aviões e forças especiais da OTAN.

Evolução posterior e morte de Abu Bakr al-Baghdadi (2017-atualmente)

Com as sucessivas derrotas militares, o Estado Islâmico intensificou os esforços para exportar o caos que costumava confinar dentro de suas fronteiras. O ataque ao Ocidente desenvolve-se a partir do interior dessas sociedades, aproveitando circunstâncias como a imigração em massa. O EI encorajou ataques individuais, oferece apoio e instruções pela internet, além de ter membros designados na Europa para fornecer orientação direta a jihadistas. A princípio reprovando a imigração muçulmana para a Europa, cedo verificou que assim poderiam introduzir facilmente combatentes no Ocidente. O Estado Islâmico aconselhava métodos simples para liquidar aqueles que considerava como "infiéis"ː "esmague-lhe o crânio com uma pedra, mate-o à facada, atropele-o com um carro, lance-o de uma falésia, estrangule-o ou envenene-o".

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Estrutura

Objetivos

Desde 2004, a principal meta do grupo é a fundação de um Estado islâmico. O EIIL procurou estabelecer-se como um califado, um tipo de Estado islâmico liderado por um grupo de autoridades religiosas sob o comando de um líder supremo, o califa, que se acredita ser o sucessor de Maomé. Em junho de 2014, o EIIL publicou um documento em que afirmava ter rastreado a linhagem de seu líder al-Baghdadi até Maomé e, depois da proclamação de um novo califado em 29 de junho, o grupo nomeado al-Baghdadi como seu califa. Como califa, ele exigiu a lealdade e obediência de todos os muçulmanos do mundo, de acordo com a jurisprudência islâmica (fiqh). Quando o califado foi proclamado, o EIIL declarou: "A legalidade de todos os emirados, grupos, Estados e organizações torna-se nulo pela expansão da autoridade do califado e pela chegada de suas tropas em suas áreas". Isto foi uma rejeição das divisões políticas do Oriente Médio conforme estabelecidas pelas potências ocidentais durante a Primeira Guerra Mundial no Acordo Sykes-Picot.

Governo e liderança

No seu auge, o grupo foi dirigido e administrado por Abu Bakr al-Baghdadi, ao lado de um gabinete de conselheiros. Existiam dois vice-líderes, Abu Muslim al-Turkmani para o Iraque e Abu Ali al-Anbari para a Síria, e 12 governadores locais nos territórios conquistados. Abaixo dos líderes estão os conselhos sobre finanças, liderança, assuntos militares, assuntos jurídicos, o que inclui as decisões sobre a execução de estrangeiros, segurança, inteligência e meios de comunicação. Além disso, um conselho Shura tem a tarefa de assegurar que todas as decisões tomadas pelos governadores e conselhos sejam cumpridas de acordo com a interpretação do grupo da xaria. A maioria da liderança do EIIL é dominada por iraquianos, principalmente entre os antigos membros do regime de Saddam Hussein. Tem sido relatado que iraquianos e sírios teriam recebido maior prioridade em relação a outras nacionalidades dentro EIIL.

Características

Avalia-se que suas práticas abusivas, combinadas com uma estratégia internacional para limitar sua influência, pode inviabilizar seu plano para transformar o norte da Síria em um emirado islâmico sob seu comando. Para derrotar o EIIL, avalia-se que os Estados Unidos possam cooptar líderes tribais para lutar contra os fundamentalistas, numa estratégia combinada utilizada para derrotar a Alcaida no Iraque. Por sua vez, o EIIL procura minar, por meio de intimidação, a formação de uma aliança de sírios, apoiados pelo ocidente, que pudesse vir a atacar suas posições.

Ideologia e crenças

O EIIL é um grupo extremista que segue a linha-dura ideológica da Alcaida e adere aos princípios da jihad global. Muitos outros grupos jihadistas modernos como Alcaida e EIIL surgiram a partir da ideologia da Irmandade Muçulmana, que remonta ao final dos anos de 1920 no Egito, que segue uma interpretação antiocidental extrema do Islã, promove a violência religiosa e considera aqueles que não concordam com a sua interpretação como infiéis e apóstatas. Ao mesmo tempo, pretende-se estabelecer um Estado islâmico salafista orientado no Iraque, na Síria e em outras partes do Levante. A sua ideologia tem origem no ramo do Islã moderno, que pretende voltar para os primeiros dias do Islã, rejeitando posteriores "inovações" na religião que eles acreditam ser corrupta em seu espírito original.

Propaganda

O EIIL é conhecido pela utilização ampla e eficaz de propaganda. O grupo usa uma versão da bandeira muçulmana do Estandarte Negro e desenvolveu um emblema que tem significado simbólico claro no mundo muçulmano. Em novembro de 2006, pouco depois da renomeação da organização para "Estado Islâmico do Iraque", o EIIL criou o "al-Furqan Institute for Media Production", que produz CDs, DVDs, cartazes, panfletos e produtos de propaganda na internet. O principal meio de comunicação do grupo é a "I'tisaam Media Foudation", que foi formada em março de 2013 e distribui através do "Global Islamic Media Front" (GIMF). Em 2014, o EIIL estabeleceu o "al-Hayat Media Center", que tem como alvo o público ocidental e produz materiais em inglês, alemão, russo e francês.

Recursos financeiros

Em 2014, a RAND Corporation realizou um estudo de cartas (200 documentos pessoais, relatórios de despesas e listas de adesão) que tinham sido capturados do Estado Islâmico do Iraque (Alcaida no Iraque). Eles descobriram que, entre 2005 e 2010, doações externas responderam por apenas 5% do orçamento de funcionamento do grupo, sendo que o restante era levantado dentro do próprio Iraque. No período de tempo estudado, as células eram obrigadas a enviar até 20% da renda gerada a partir de sequestros, extorsões e outras atividades para o próximo nível de liderança do grupo. Os comandantes de nível superior, então, redistribuíam os fundos para as células provinciais ou locais que estavam em dificuldades, ou que precisavam de dinheiro para conduzir ataques. Os registros mostram que o Estado Islâmico do Iraque era dependente de membros de Moçul para conseguir dinheiro, que a liderança usava para fornecer fundos adicionais para militantes em Diala, Saladino e Bagdá.

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Crimes de guerra

No início de setembro de 2014, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas concordou em enviar uma equipe ao Iraque e à Síria para investigar os abusos e assassinatos realizados pelo Estado islâmico em "uma escala inimaginável". Zeid Ra'ad al Hussein, da Jordânia, que assumiu o posto de Navi Pillay como o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pediu aos líderes mundiais que intervenham para proteger as mulheres e crianças que sofrem nas mãos dos militantes extremistas islâmicos do grupo, que, segundo ele, estavam tentando criar uma "casa de sangue". Ele apelou à comunidade internacional para concentrar os seus esforços em acabar com o conflito no Iraque e na Síria. Em julho de 2014, a BBC informou que o investigador-chefe das Nações Unidas afirmou que os "combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante podem ser adicionados a uma lista de suspeitos de crimes de guerra na Síria".

Perseguição religiosa

O EIIL obriga as pessoas que vivem nas áreas que controla, sob ameaça de pena de morte, tortura ou mutilação, a se converter ao islamismo e viver de acordo com a sua interpretação do islã sunita e a lei charia. O grupo direciona a violência principalmente contra muçulmanos xiitas, assírios, caldeus, siríacos nativos, cristãos armênios, iazidis, drusos, shabaks e mandeanos. A Anistia Internacional acusou o EIIL de promover uma limpeza étnica dos grupos minoritários que vivem no norte do Iraque.

Tratamento dado aos civis

Durante o conflito no Iraque em 2014, o grupo lançou dezenas de vídeos mostrando maus-tratos contra civis, muitos dos quais tinham sido aparentemente direcionados com base na religião ou etnia das pessoas. Navi Pillay, a então Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, alertou para os crimes de guerra ocorridos na zona de guerra do Iraque e divulgou um relatório que afirmava que militantes do EIIL estavam assassinando soldados do exército iraquiano e 17 civis em uma única rua da cidade de Moçul. A ONU informou que nos 17 dias entre 5 e 22 de junho, o EIIL matou mais de mil civis iraquianos e feriu mais de mil pessoas. Depois do EIIL divulgar fotos de seus combatentes atirando em dezenas de jovens, as Nações Unidas declararam que as "execuções a sangue frio", que teriam sido feitas por militantes no norte do Iraque, quase certamente podem ser consideradas crimes de guerra.

Denúncias de violência sexual

De acordo com um relatório, a captura de cidades iraquianas pelo EIIL em junho 2014 foi acompanhada por um aumento nos crimes contra as mulheres, incluindo sequestro e estupro. O jornal The Guardian informou que a agenda extremista do EIIL abrange os corpos das mulheres e que as mulheres que vivem sob o controle do grupo estavam sendo capturadas e estupradas. Basma al-Khateeb, uma ativista dos direitos das mulheres baseada em Bagdá, disse que existe uma cultura de violência no Iraque contra as mulheres em geral e tinha certeza de que a violência sexual contra a mulher estava acontecendo em Mossul envolvendo não só o EIIL, mas todos os grupos armados envolvidos no conflito.

Regimento imposto aos civis conquistados

Depois de o Estado islâmico autoproclamar a captura de cidades no Iraque, o EIIL divulgou orientações sobre como os civis dominados devem usar roupas e véus. O EIIL alertou as mulheres na cidade de Mossul para usar o véu de rosto inteiro ou sofreriam punições severas. Um clérigo disse à Reuters em Mossul que pistoleiros do EIIL lhe havia ordenado a ler o aviso em sua mesquita, quando os fiéis se reuniam. O EIIL também proibiu manequins nus e ordenou que os rostos de manequins de ambos os sexos fossem cobertos. O EIIL lançou 16 notas intituladas "Contrato da Cidade", um conjunto de regras destinadas a civis em Ninaua. Uma regra estipulava que as mulheres devem ficar em casa e não sair para a rua, a menos que seja necessário. Outra regra diz que o roubo seria punido com a amputação.

Destruição de Patrimônio da Humanidade

Irina Bokova, a diretora-geral da UNESCO, alertou que o EIIL está a destruir o patrimônio cultural do Iraque, no que ela chamou de "limpeza cultural". "Não temos tempo a perder, porque os extremistas estão tentando apagar a identidade, porque eles sabem que, se não há identidade, não há memória, não há história", disse ela. Saad Eskander, diretor dos Arquivos Nacionais do Iraque disse: "Pela primeira vez você tem de limpeza cultural... Para os yazidis, a religião é oral, nada é escrito pela destruição de seus lugares de culto... você está matando a memória cultural. É o mesmo com os cristãos... é realmente uma ameaça que vai além da crença". Para financiar suas atividades, o grupo rouba artefatos históricos e culturais da Síria e do Iraque e enviá-los para a Europa para serem vendidos. Estima-se que o EIIL levante 200 milhões de dólares por ano a partir da pilhagem cultural. A UNESCO pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que controle a venda de antiguidades, semelhante ao que foi imposto após a guerra do Iraque em 2003. A UNESCO também está trabalhando com a Interpol, as autoridades aduaneiras nacionais, museus e grandes casas de leilão, na tentativa de impedir que os itens roubados sejam vendidos. O EIIL ocupou o Museu de Moçul, o segundo museu mais importante no Iraque, quando o local estava prestes a ser reaberto depois de anos de reconstrução dos danos causados após a guerra do Iraque. O grupo então destruiu todo o acervo da instituição cultural alegando que as estátuas da antiguidade eram contra o islamismo.

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Fontes consultadas

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