Pesquisa · Mapa mental

Minas Gerais

Minas Gerais é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo o quarto estado com a maior área territorial e o segundo em número de habitantes, com uma população estimada de 21 393 441 em 2025. Localizada na Região Sudeste do país, limita-se ao sul e sudoeste com São Paulo, a oeste com Mato Grosso do Sul, a noroeste com Goiás e Distrito Federal, a norte e nordeste com a Bahia, a leste com o Espírito Santo e a sudeste com o Rio de Janeiro. Seu território é subdividido em 853 municípios, a maior quantidade dentre os estados brasileiros.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
01

Etimologia

Minas Gerais se relaciona literalmente por abrigar campos de extração de inúmeros minérios, principalmente ouro, denominadas "minas gerais", em oposição às minas particulares ou por sua variedade de tipos de minério. No início do século XVIII, a região era simplesmente denominada Minas. Em 1710, surge a capitania de São Paulo e Minas de Ouro e, em 1720, desmembra-se dela a capitania de Minas Gerais.

02

História

Uma parte da história do atual estado de Minas Gerais foi determinada pela exploração da grande riqueza mineral que se encontra em seu território. Seu nome, inclusive, provém da larga quantidade e variedade das minas presentes, que passaram a ser exploradas desde o século XVII e até os dias atuais movimentam uma fração importante da economia do estado.

Pré-história e povos indígenas

Em meados do século XIX, o paleontólogo dinamarquês Peter Wilhelm Lund descobriu, na região de Lagoa Santa, fósseis humanos de milhares de anos atrás, pertencentes a uma população que ali viveu há milhares de anos, apelidada de “Povo de Lagoa Santa”, ao qual pertenceu Luzia, crânio pertencente a uma jovem mulher que viveu há 11,3 mil anos, sendo o fóssil humano mais antigo já encontrado na América do Sul, achado em 1974 na Lapa Vermelha, uma gruta entre os municípios de Lagoa Santa e Pedro Leopoldo. Com base na análise da morfologia craniana de Luzia e de seu povo, foi formulada a teoria de que tinham traços australoides, tendo pertencido a uma população que chegou às Américas antes dos ancestrais dos ameríndios. No entanto, com a análise do material genético dos restos humanos do Povo de Lagoa Santa, constatou-se que essa população pré-histórica tinha o DNA totalmente ameríndio, sendo, portanto, descartada qualquer relação com populações da Australásia e a teoria de que o povoamento das Américas se deu por uma onda de indivíduos de traços australoides e outra de indivíduos mongoloides.

A corrida do ouro

A primeira penetração europeia no território mineiro foi com a expedição dos espanhóis Francisco Bruza Espinosa e João de Azpilcueta Navarro entre 1553 e 1555, que partiu do litoral da Bahia e percorreu o Norte de Minas. Nas décadas seguintes, outras expedições conhecidas como “entradas”, vindas do litoral nordestino, percorreram essa mesma região, como a de Sebastião Fernandes Tourinho em 1573. A partir do final do século XVI, os bandeirantes percorreram o território de Minas Gerais à procura de ouro e pedras preciosas. Muitas de suas expedições foram apoiadas pela Coroa Portuguesa, dentre as quais se destacam a de Fernão Dias e de seu genro Borba Gato, que partiu da vila de São Paulo em 1674.

O período imperial

Em 1820, ocorreu a Revolução Liberal do Porto em Portugal. O rei Dom João VI e os governadores das capitanias do Brasil tiveram que jurar lealdade à nova constituição portuguesa, o que constrangeu governadores que eram aliados do absolutismo, o que incluía o da Capitania de Minas Gerais, Manuel de Portugal e Castro, que a governou de 1814 a 1821. A partir de 1823, a província de Minas Gerais passou a ser governada por um presidente, nomeado pelo poder central. Se, durante o período colonial, a Capitania de Minas Gerais apresentava certas peculiaridades, ao longo do Império a província tornou-se semelhante às demais tanto política quanto economicamente, o que se deve à organização do tipo estado unitário imposta pela Constituição de 1824. Mesmo assim, os mineiros continuaram influindo em acontecimentos que marcaram a nação, como a abdicação do imperador Pedro I em 1831.

República

Em 1889, a República foi proclamada no Brasil e Minas Gerais se tornou um Estado da Federação. No entanto, a adaptação ao novo regime político não foi fácil: nos 19 primeiros meses de República (15 de novembro de 1889 a 15 de junho de 1891), Minas teve 14 períodos administrativos e sete autoridades se revezaram no poder. Com a República, surgiam os primeiros grandes barões do café em Minas Gerais, responsáveis por aumentar significativamente a produção do estado. Esses cafeicultores possuíam bastante influência na política do estado. O ciclo do café no estado teve certas características particulares que desfavoreceram o crescimento econômico do estado. O lucro gerado pela cultura era em parte destinado aos portos de exportação nos estados vizinhos. Além disso, findo o período da escravidão, não houve a transição direta para o trabalho livre e assalariado nas lavouras, o que levou à menor circulação monetária. Outro agravante era a desarticulação entre as regiões do estado, que tinham mais relações econômicas com os estados vizinhos. Em reconhecimento a esta situação, as elites mineiras iniciaram uma tentativa de centralizar a economia estadual a partir de diversas iniciativas, dentre elas a criação de uma nova capital, Belo Horizonte, em 1897. Uma exceção ao atraso industrial de Minas Gerais na República Velha foi a cidade de Juiz de Fora, que apresentou um surto de desenvolvimento industrial sustentado pela economia cafeeira aliado à proximidade com o Rio de Janeiro. Contudo, tal desenvolvimento durou até 1930, quando a competição com os outros grandes centros industriais do país levou à estagnação e posterior declínio do parque industrial da cidade.

03

Geografia

Minas Gerais é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizada na Região Sudeste do país, limitando-se com os estados de São Paulo a sul e sudeste, Rio de Janeiro a sudeste, Mato Grosso do Sul a oeste, Goiás e Distrito Federal a noroeste, Bahia (a norte e nordeste) e Espírito Santo a norte e leste, tendo um total de 4 727 km de linha fronteiriça. A área do estado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 586 513,983 km² (um pouco menor que a soma das áreas ocupadas por Portugal e Espanha juntos, de 596 994 km²) e equivale a 6,89% do território brasileiro, sendo o quarto maior estado em tamanho territorial (depois de Amazonas, Pará e Mato Grosso), dos quais 2 525,8 km² estão em perímetro urbano. A distância linear entre os pontos extremos estaduais é de 1 248 km no sentido leste–oeste e 986 no sentido norte–sul.

Relevo

Mais de 90% do território mineiro está acima de 300 m de altitude, quase 60% do mesmo acima dos 600 m e 20% entre 900 e 1500 m de altitude. O ponto mais alto do estado é o Pico da Bandeira, situado na divisa com o Espírito Santo, com 2 891 metros de altitude (o terceiro maior do país), seguido pelo Pico do Cristal com 2 780 metros. Além da Serra do Caparaó, onde está o pico da Bandeira, outros maciços montanhosos merecem destaque no território mineiro, dentre eles a Serra do Espinhaço, que segue do centro em direção ao norte do estado até o limite com a Bahia. Ao sul, delimitando a fronteira com os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, está a Serra da Mantiqueira na qual se situam alguns dos mais altos picos do país, como o Agulhas Negras com 2 787 metros de altitude. Outras cadeias montanhosas de menor porte espalham-se por todo o estado, dentre as mais notáveis a Serra da Canastra e do Lenheiro.

Hidrografia

Na rede hidrográfica, entre os principais rios do estado de Minas Gerais estão o Doce, que nasce entre as encostas das serras da Mantiqueira e Espinhaço e percorre 853 km até desaguar no Oceano Atlântico, no Espírito Santo; o Grande, cuja nascente está na Serra da Mantiqueira, no município de Bocaina de Minas, percorrendo 1 360 km até o Rio Paranaíba, formando assim o Rio Paraná (no estado de São Paulo); o Paranaíba, que nasce na Mata da Corda, em Paranaíba, e tem aproximadamente 1 070 km; o São Francisco, o qual se prolonga do centro em direção ao norte, perlustrando 2 830 km e atravessando a Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe e, por fim, o Jequitinhonha, que nasce na serra do Espinhaço, em Serro, e percorre 920 km até sua foz no Atlântico. Outros rios importantes do estado são o Mucuri, Pardo, Paraíba do Sul, São Mateus e das Velhas. O Parque Estadual do Rio Doce abriga o maior sistema lacustre do estado. Contudo, existem importantes reservatórios de usinas hidrelétricas, como a Represa de Furnas no sul e a Três Marias no centro do estado.

Clima

No estado de Minas Gerais, predominam quatro tipos distintos de clima: o clima subtropical de altitude (Cwb, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger), que ocorre nas regiões mais elevadas das serras da Canastra, Espinhaço e Mantiqueira e em pequenas áreas próximas às cidades de Araguari e Carmo do Paranaíba, tendo estiagens no inverno e temperaturas amenas durante o ano e cuja temperatura média do mês mais quente é inferior a 22 °C; o clima subtropical de inverno seco — e com temperaturas inferiores a 18 °C — e verão quente — temperaturas maiores de 22 °C — (Cwa), observado a norte das serras do Espinhaço e do Cabral; clima tropical com inverno seco (Aw), que predomina no Triângulo Mineiro, na Zona da Mata, Vale do Rio Doce e em quase toda a metade norte do estado, tendo estação seca no inverno e chuvas abundantes no verão, com precipitações anuais entre 750 mm a 1 800 mm; e o clima tropical semiúmido com chuvas no verão (As), que ocorre no norte mineiro, com precipitações anuais sempre inferiores a 1 000 mm e por vezes menores que 750 mm. Segundo a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), o clima semiárido está presente em 88 municípios mineiros, todos no norte do estado, muitos dos quais estão em processo de desertificação.

Ecologia e meio ambiente

Originalmente, a cobertura vegetal de Minas Gerais era constituída por quatro biomas principais: Cerrado, Mata Atlântica, Campos Rupestres e a mata seca. O cerrado é o bioma predominante, sendo observado em 50% do território mineiro, mais presente na porção oeste do estado. A vegetação é predominantemente rasteira, composta por gramíneas, arbustos e árvores, tendo como representantes da fauna tamanduá, tatu, anta, jiboia, cascavel e o cachorro-do-mato, além de espécies ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, o veado-campeiro e o pato-mergulhão. A Mata Atlântica ocupa a segunda maior área de ocorrência em Minas Gerais, predominando nas regiões da Zona da Mata, Campos das Vertentes, Sul, Metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Rio Doce e Vale do Mucuri, no entanto foi fortemente devastada, ocorrendo atualmente em áreas restritas. A vegetação é densa e, devido ao elevado índice pluviométrico, bastante verde, sendo possível encontrar bromélias, cipós, samambaias, orquídeas e líquens e, na fauna, macacos, preguiças, capivaras, onças, araras, papagaios e beija-flores. Os campos rupestres possuem cobertura vegetal de menor porte e são típicos das terras altas do estado, tendo vegetação herbácea e poucas árvores, apresentando raposas, veados, micos, capivaras e cobras. Já a mata seca é uma fitocenose do cerrado e ocorre no norte do estado, no vale do rio São Francisco, apresentando plantas espinhosas e com galhos secos, dentre as quais destacam-se as barrigudas, os ipês e os pau-ferros na flora e a ariranha, a onça, a anta, a capivara e a águia-pescadora na fauna.

04

Demografia

Minas Gerais é o segundo estado mais populoso do Brasil, com uma população de 20 539 989 habitantes em 2022 e uma densidade demográfica de 35,02 habitantes por quilômetro quadrado. Ao longo do século passado, Minas tem sempre apresentado um crescimento populacional inferior à media nacional. O movimento da população rural em direção às zonas urbanas observado durante o mesmo período também foi acentuado, contudo bem abaixo da média nacional. Ainda durante o mesmo período, observou-se o intenso movimento emigratório da população mineira em direção a outros estados que se mostravam promissores durante seu desenvolvimento industrial, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro. Especialmente durante a década de sessenta, mais de dois milhões de mineiros deixaram o estado. Ao longo das décadas seguintes, a população continuou a emigrar para outras regiões mas, devido às novas oportunidades que surgiam em Minas, essa taxa foi gradualmente diminuindo. Somente na década de 1990 o saldo migratório tornou-se favorável para Minas, ou seja, o estado possuía mais imigrantes do que emigrantes.

Etnias

De acordo com o censo de 2022 do IBGE, menos da metade (41,1%) da população mineira se autodeclarava branca, enquanto 46,8% se autodeclarava parda e 11,8% se consideravam pretos. Uma pequena parcela, por sua vez, consideravam-se amarelos ou indígenas (0,3%). Na década anterior, o censo de 2010 havia apontado para o aumento da população autodeclarada parda e preta em relação à branca no estado, tendência também observada nos demais estados do país, segundo o órgão federal. A maior parte da população mineira é descendente de colonos portugueses originários do Norte de Portugal (particularmente do Minho) e de escravos africanos, sobretudo oeste-africanos e bantos, vindos durante a época da mineração, no século XVIII e, após a decadência desta no século XIX, para trabalharem na produção agrícola. Além desses dois povos principais, contribuíram para a diversidade da população mineira os bandeirantes paulistas, descobridores das jazidas de ouro, e, no final do século XIX e início do XX, imigrantes não-portugueses, sobretudo italianos. Dos pouco mais de trinta mil indígenas que habitam o estado atualmente, pouco mais de onze mil estão distribuídos entre doze etnias que pertencem ao tronco linguístico macro-jê. A maior reserva indígena do estado pertence aos Xacriabás, localizados nos municípios de Itacarambi e São João das Missões, com mais de oito mil integrantes.

Habitação

Em 2012, cerca de 84,5% da população mineira, o que representa mais de 16,7 milhões de pessoas, viviam nas cidades, sendo que a taxa de urbanização era ligeiramente menor que a brasileira (84,8%). Outros 2,9 milhões viviam nas áreas rurais do estado. O estado de Minas Gerais possuía, segundo o censo de 2010, 6 028 223 domicílios, sendo 5 187 234 na zona urbana (86,05%) e 840 989 na zona rural (13,95%). Desse total, 5 358 704 eram casas (88,89%), 588 530 eram apartamentos (9,76%), 51 837 eram casas de vila ou em condomínio (0,86%), 28 988 eram habitações em casa de cômodos ou cortiços (0,48%) e 164 eram ocas ou malocas. Quanto à forma de ocupação, 4 358 203 domicílios eram próprios (72,30%), sendo 4 067 375 próprios já quitados (67,47%) e 290 828 em processo de aquisição (4,82%); 1 106 769 eram alugados (18,36%); 538 529 eram cedidos (8,93%), sendo 171 537 por empregador (2,85%) e 366 992 cedidos de outra forma (6,09%) e os 24 722 restantes eram ocupados sob outras condições (0,41%).

Língua

A língua portuguesa falada em Minas Gerais possui três falares, segundo uma pesquisa. O Esboço de um Atlas Linguístico de Minas Gerais (EALMG) foi o primeiro mapeamento linguístico do estado de Minas Gerais, realizado por pesquisadores dialetologistas da UFJF e publicado em 1977, e o segundo atlas linguístico realizado no Brasil. O estudo identificou três regiões dialetais em Minas: no norte do estado, o falar geraizeiro, caracterizado pela abertura das vogais pretônicas. No oeste e sul do estado, o falar caipira, com o principal traço fonético o chamado R retroflexo. Por fim, nas regiões central e leste, o falar mineiro propriamente, caracterizado por alongamento das vogais, nasalização e fala mais pontuada.

Renda e desigualdade

O rendimento médio per capita de Minas Gerais é de 733 reais, de acordo com o censo realizado em 2010 pelo IBGE, encontrando-se abaixo da média nacional. Contudo, o estado apresenta uma grande disparidade entre suas regiões no que se refere ao desenvolvimento econômico e social. As regiões mais ricas do estado, como a Central e o Triângulo Mineiro, possuem renda per capita de mais de 900 reais, enquanto as áreas mais pobres localizadas no norte do estado, especialmente nos vales do Jequitinhonha e do Mucuri, este valor não ultrapassa 500 reais. Contudo, verifica-se o crescimento maior da renda das regiões mais pobres, motivados sobretudo pelo aumento do salário mínimo e pelos programas de transferência de renda do governo federal.

Religião

De acordo com o Censo 2010, a maior parte da população (13,8 milhões de pessoas) se consideram católicos, o que coloca o estado em nono lugar quando se considera a porcentagem da população pertencente a esta religião (73,32%). Embora o número de católicos venha apresentando gradual queda nos últimos anos, a religião ainda está fortemente enraizada na cultura mineira, especialmente nas áreas rurais e nas cidades do interior, onde são comuns celebrações e festejos organizados pelas paróquias das comunidades. Quase quatro milhões de mineiros pertencem a igrejas evangélicas das quais destacam-se, de acordo com o número de adeptos, a Assembleia de Deus (mais de setecentos mil seguidores), Igreja Batista (mais de quinhentos mil seguidores) e a Igreja do Evangelho Quadrangular (quase trezentos e cinquenta mil adeptos). Cerca de 420 mil pessoas no estado são adeptas do espiritismo, que teve como importante divulgador o médium mineiro Chico Xavier. Existem ainda várias outras minorias religiosas no estado, dentre elas a umbanda e o candomblé que juntas possuem menos de vinte mil adeptos e cujos rituais por vezes são confundidos com tradições folclóricas. Quase um milhão de mineiros, por sua vez, consideram-se sem religião dos quais cerca de setenta mil são ateus e pouco mais de sete mil são agnósticos.

05

Política

Sendo um estado da Federação, Minas Gerais é governado por três poderes, independentes e harmônicos entre si: o executivo, representado pelo governador; o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG) e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e outros tribunais e juízes. Por vezes, o estado também permite a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos. A atual constituição mineira foi promulgada em 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais. São símbolos estaduais a bandeira, o brasão e o hino. O poder executivo está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um mandato. Ouro Preto foi a capital mineira entre 1721 e o final do século XIX, no entanto em 1897 a sede do governo fora transferida para a recém-criada cidade de Belo Horizonte, devido à antiga Vila Rica não comportar o crescimento econômico e populacional. Nesta mesma ocasião foi construído o Palácio da Liberdade, primeira sede do governo mineiro em Belo Horizonte, que desde 2010 funciona no Palácio Tiradentes, localizado na Cidade Administrativa de Minas Gerais.

06

Subdivisões

A primeira divisão feita no território mineiro foi feita em 1711, a pedido do então governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, após a área do atual estado desmembrar-se da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. Neste ano, foram criadas a Vila Ribeirão do Carmo (atual Mariana, em 8 de abril), Vila Rica (atual Ouro Preto, em 8 de julho) e Vila Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabará (atual Sabará, em 17 de julho). Atualmente, Minas Gerais possui várias subdivisões, baseadas em aspectos socioeconômicos, com fins estatísticos, principalmente. O estado é dividido em 853 municípios, que estão distribuídos em 70 regiões geográficas imediatas, que por sua vez estão agrupadas em 13 regiões geográficas intermediárias, segundo a nova divisão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vigente desde 2017. São as regiões intermediárias: de Barbacena, Belo Horizonte, Divinópolis, Governador Valadares, Ipatinga, Juiz de Fora, Montes Claros, Patos de Minas, Pouso Alegre, Uberaba, Uberlândia, Teófilo Otoni e Varginha.

07

Economia

Minas Gerais é o estado brasileiro que possui o terceiro maior produto interno bruto, que totalizava 906,731 bilhões de reais em 2022. Ao longo dos últimos anos, a economia mineira apresentou crescimento praticamente contínuo, interrompido somente durante a grande recessão entre os anos de 2008 e 2009 quando houve o decréscimo significativo do PIB mineiro. Contudo, posteriormente, a economia voltou a crescer em ritmo superior à média nacional. Das regiões mineiras, a Região Metropolitana de Belo Horizonte concentra 45% das atividades econômicas do estado, e é também uma das regiões que apresenta maior crescimento. A capital mineira, por si só, possui 43% das atividades econômicas da região, seguida pelos municípios de Betim e Contagem. A seguir estão o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o Sul e Sudoeste de Minas, Zona da Mata e Vale do Rio Doce que juntas correspondem a cerca de 40% do PIB mineiro. As regiões menos desenvolvidas são os vales do Jequitinhonha e do Mucuri, que juntas possuem 2,1% de participação no PIB estadual.

Agropecuária

O setor primário da economia mineira correspondeu a cerca de 8,7% da soma de tudo o que foi produzido no estado durante o ano de 2012. Das culturas do estado, o café foi o que teve a maior participação no que se refere ao valor da produção agrícola estadual, chegando a 40% em 2011. Em 2017, Minas respondia por 54,3% da produção nacional total de café, sendo, portanto, o maior produtor do país. A região sul do estado é a principal origem do café mineiro, onde é cultivado em sua maioria a variedade arábica. A produção de cana-de-açúcar, por sua vez, representa quase 20% do valor da produção agrícola de Minas, seguido pelo milho, soja e feijão. Em 2019, Minas era o 3º maior produtor de cana-de-açúcar do país (11% do total), com 74,3 milhões de toneladas. Na safra 2018/2019, Minas Gerais colheu 5 milhões de toneladas de soja, sendo o 7º lugar no país.

Indústria

Minas Gerais tinha em 2018 um PIB industrial de R$ 142,8 bilhões, equivalente a 10,9% da indústria nacional. Emprega 1 141 944 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Construção (17%), Extração de Minerais Metálicos (16,2%), Metalurgia (12,9%), Alimentos (11,4%) e Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Energia Elétrica e Água (11%). Estes 5 setores concentram 68,5% da indústria do estado. Outros setores relevantes são os de Derivados de petróleo e biocombustíveis (5,4%), Químicos (3,7%), Veículos automotores (3,6%), Produtos de metal (2,2%) e Bebidas (1,8%). A atividade de extração de minerais metálicos é a que possui maior participação no setor secundário mineiro, com aproximadamente um quarto de representação na indústria estadual e responde por mais de quarenta por cento da produção mineral nacional. Dentre os principais minérios extraídos destacam-se o ferro, manganês (explorados sobretudo na região conhecida como Quadrilátero Ferrífero), ouro, níquel, nióbio, zinco, quartzo, enxofre, fosfato e bauxita. Três quartos da indústria mineira, por sua vez, correspondem a atividades de transformação dos quais o mais participativo é o setor de metalurgia, sendo que, no âmbito da indústria siderúrgica o estado foi responsável por um terço da produção nacional. Em Minas estão instaladas unidades produtivas de alguns dos maiores grupos ligados ao setor do país, como a Gerdau, Usiminas e ArcelorMittal. O estado possui, ainda, significativa participação no setor de fundição, com atividades concentradas sobretudo no centro-oeste do estado e cuja metade da produção é destinada ao setor de automobilísticos.

Serviços

O setor terciário é o mais importante da economia mineira, pois corresponde a mais da metade das atividades econômicas do estado. Neste setor, o comércio varejista tem acompanhado o crescimento do setor no país, que foi de 8,3% no período de 2009 a 2012. Contudo, alguns segmentos apresentaram comportamentos distintos como a venda de móveis e eletrodomésticos que evoluiu acima da média nacional, ao contrário do segmento de super e hipermercados, que foi abaixo da média brasileira no mesmo período. No entanto, a participação do comércio no setor terciário é superada somente pelo segmento de administração pública, responsável por movimentar 13,7% de todo o PIB estadual. Em 2010, foram arrecadados no estado aproximadamente 43,5 bilhões de reais em impostos, o que corresponde a doze por cento do PIB mineiro. Destacam-se ainda, as atividades ligadas ao setor imobiliário e de aluguéis (8,6% do valor agregado bruto mineiro), intermediação financeira (5,2%) e de transportes (5,1%).

08

Infraestrutura

O estado de Minas Gerais é dotado de uma notável infraestrutura que permite seu desenvolvimento econômico. No estado, encontra-se a maior rede rodoviária dentre as unidades da federação, além de uma importante parcela das ferrovias do país. Minas Gerais conta ainda com 92 aeroportos e cinco portos secos distribuídos em várias regiões do estado. Minas conta ainda com várias usinas hidroelétricas e possui inclusive um quarto das pequenas centrais hidrelétricas do país. O estado possui ainda mais de oitocentos quilômetros de gasodutos administrados pela Companhia de Gás de Minas Gerais. Os três ramos das Forças Armadas estão presentes em Minas Gerais: o Exército Brasileiro, que atribui o estado ao Comando Militar do Leste (exceto o Triângulo, que pertence ao Comando Militar do Planalto), a Marinha do Brasil, na qual Minas situa-se no 1.º Distrito Naval, com sede no Rio de Janeiro (exceto o sul mineiro, que está jurisdiciado ao 8.º Distrito Naval), e a Força Aérea Brasileira, na qual o estado faz parte do Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR). Assim como os demais estados do Brasil, há dois tipos de corporações policiais que possuem a finalidade de realizar a segurança pública em seu território. São elas: a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que tem função de defesa social, e a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, que exerce a função de polícia judiciária e é subordinada ao governo estadual.

Serviços básicos

Dos 6 028 223 domicílios, 5 200 911 eram abastecidos pela rede geral (86,28%) de abastecimento de água, 501 492 por meio de poços ou nascentes fora da propriedade (8,32%), 237 349 por meio de poços ou nascentes situados dentro da propriedade (3,94%), 46 354 através de rios, açudes, lagos ou igarapés (0,77%), 908 em poço ou nascente situado dentro ou fora da aldeia (0,01%) e 41 209 eram abastecidos de outras maneiras (0,68%). 5 985 392 domicílios eram abastecidos pela rede de fornecimento de energia elétrica (99,29%) e 5 282 287 domicílios destinavam seu lixo à coleta (87,63%), sendo 5 039 259 por meio de serviço de limpeza (83,59%) e 243 028 por meio de caçambas (4,03%). E, por último, na questão de existência de banheiros e esgotamento sanitário, dos 5 862 312 domicílios que tinham banheiros de uso exclusivo do próprio domicílio (97,25%), 4 701 155 eram atendidos pela rede geral de esgoto ou pluvial ou fossa séptica (77,99%) e 1 161 157 tinham o esgoto coletado de outra maneira (19,26%). Havia ainda 90 183 domicílios com banheiro de uso comum a mais de um domicílio (1,50%), sendo 37 541 por meio da rede geral de esgoto ou pluvial ou fossa séptica (0,62%) e 52 642 possuíam outro escoadouro (0,87%); outros 75 728 domicílios não tinham banheiros nem sanitários (1,26%).

Energia

Minas Gerais é um dos estados com maior demanda de energia, sendo que em 2010 o consumo total chegou a 35,8 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, o que correspondeu a 13,2% da demanda nacional, a maior parte destinada ao setor industrial. Minas Gerais é um dos maiores produtores de energia hidroelétrica do país, com grandes geradores dos quais destacam-se a Usina Hidrelétrica de Furnas, Itumbiara e São Simão. Contudo, embora o estado exporte parte da energia elétrica gerada, boa parte da energia utilizada é importada, sobretudo na forma de lenha, carvão mineral e derivados, utilizados sobretudo nas indústrias siderúrgicas. Dentre os principais componentes da matriz energética mineira em 2010 foram o petróleo e gás (33,7%), seguido por lenha e derivados (21,4%), derivados de cana-de-açúcar (15,4%) e energia hidroelétrica (14,6%).

Saúde

Em 2009, existiam 12 460 estabelecimentos hospitalares no estado, com 44 012 leitos. Do total de estabelecimentos, 7 222 eram públicos, sendo 7 092 de caráter municipal, 84 de caráter estadual e 46 de caráter federal. 5 238 estabelecimentos eram privados, sendo 4 472 com fins lucrativos e 766 sem fins lucrativos. 257 unidades de saúde possuíam especializações com internação e 8 973 unidades eram providas de atendimento ambulatorial. De acordo com uma pesquisa realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 2008, 79,1% da população mineira avaliou sua saúde como boa ou muito boa, 69,6% afirmaram ter realizado consulta médica nos últimos doze meses anteriores à data da entrevista, 41,0% dos habitantes consultaram o dentista no mesmo período e 7,6% da população estiveram internados em leito hospitalar. 35,1% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e 29,3% dos residentes tinham cobertura de plano de saúde. No mesmo ano, 63,1% dos domicílios particulares permanentes estavam cadastrados no programa Unidade de Saúde Familiar.

Educação

O fator "educação" do IDH no estado atingiu em 2010 a marca de 0,638 — a oitava maior do país, estando em conformidade aos padrões mínimos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) — ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi de 7,66%, a décima melhor porcentagem nacional, porém a segunda pior do Sudeste brasileiro, à frente apenas do Espírito Santo. Toma ndo-se por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2011, Minas Gerais obteve o maior índice dentre os alunos do 5º ano do ensino fundamental entre os estados brasileiros — 5,9 —, o terceiro maior valor do 9º ano — 4,6, perdendo apenas para Santa Catarina e São Paulo — e o quarto maior dentre os alunos do 3º ano do ensino médio — 3,9, perdendo para Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2013, cinco escolas do ente federativo figuraram entre as dez melhores do ranking nacional, inclusive sendo o único estado que possui uma escola com esta excelência localizada em uma cidade fora da capital.

Ciência e tecnologia

Minas Gerais é sede de importantes institutos de pesquisa, no entanto 40% dos grupos de pesquisa mineiros estavam concentrados na UFMG, que abrigava ainda 46% do total de projetos do conjunto de instituições do estado. A UFV mantinha 19% do total de equipes. As universidades ainda não formam um grupo homogêneo e cerca de 87% dos professores do ensino superior dedicam-se exclusivamente à entidade. A maior parte dos estudos científicos oriundos das universidades estão voltados às engenharias, saúde, ciências biológicas e ciências exatas, sendo que muitas vezes estão voltados às necessidades econômicas e sociais regionais — na UFV e na UFTM, situadas respectivamente na Zona da Mata e no Triângulo Mineiro, grande parte das pesquisas está voltada às ciências agrárias, por exemplo.

Comunicações

A Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais é o órgão oficial responsável pelas comunicações em todo o estado, atuando tanto na assessoria da imprensa, quanto no marketing e na Internet. Existem diversos jornais presentes em vários municípios mineiros, como por exemplo Diário do Aço (em Ipatinga e Vale do Aço), Hoje em Dia, Estado de Minas, Diário da Tarde, O Tempo (Belo Horizonte), Jornal Correio de Uberlândia (Uberlândia), Jornal da Manhã (em Uberaba), O Mantiqueira (em Poços de Caldas), Tribuna de Minas (em Juiz de Fora), Folha do Sul (em Três Corações), Diário de Caratinga (em Caratinga), Jornal de Minas (em São João del-Rei) e O Norte (em Montes Claros). O Super Notícia, com sede em Belo Horizonte, estava entre os dez de maior circulação no país em 2008, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação, ocupando a terceira colocação, com 282 213 mil exemplares/dia, após a Folha de S. Paulo e O Globo.

09

Cultura

A Secretaria Estadual de Cultura (SEC), que foi criada em 1983, durante o governo de Tancredo Neves, e estruturada em 1996, é o órgão vinculado ao Governo do Estado de Minas Gerais responsável por atuar no setor de cultura do estado, desde seu planejamento financeiro até a execução de projetos e manutenção de bibliotecas, museus e do Arquivo Público Mineiro. A SEC atua em parceria com diversas outras instituições e entidades culturais, diretamente subordinadas ou não ao órgão público, como a Fundação Clóvis Salgado (FCS), a Fundação TV Minas Cultural e Educativa, a Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG) e a Rádio Inconfidência. Em Minas Gerais, existe apenas um feriado estadual: o dia 21 de abril, que é considerado como a Data Magna do Estado. Comemora-se juntamente ao feriado nacional em homenagem a Tiradentes, por ocasião do aniversário de sua execução em 21 de abril de 1792.

Artes cênicas

Minas Gerais conta com vários espaços, projetos e eventos dedicados ao fomento das áreas teatral e de dança. O estado é berço de uma considerável gama de grupos teatrais de sucesso nacional ou mesmo internacional, tais como o Grupo Galpão, o Giramundo Teatro de Bonecos, o Grupo Corpo e Ponto de Partida. Muitos deles têm suas origens e manutenção ligadas à formação artística profissional e a mecanismos municipais e estaduais de incentivo cultural; o Grupo Divulgação, de Juiz de Fora, por exemplo, nasceu na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A Companhia de Dança Palácio das Artes, fundada em Belo Horizonte em 1971, é um dos grupos profissionais mantidos pela Fundação Clóvis Salgado e ocasionalmente está presente em palcos nacionais e internacionais.

Música, cinema e literatura

A música se faz presente em Minas Gerais desde o período colonial. Os primeiros instrumentos musicais a adentrarem o estado foram trazidos pela Companhia de Jesus na segunda metade do século XVI, com objetivo de converterem os indígenas aos costumes europeus, difundindo a música barroca. Por décadas, os jesuítas foram responsáveis tanto pelo ensinamento da gramática e do latim quanto pela alfabetização musical nas escolas. No século XVIII destacou-se a obra sacra de Lobo de Mesquita e, no XIX, a de João de Deus de Castro Lobo, cujas obras estão disponibilizadas, dentre outras, nas séries Acervo da Música Brasileira e Patrimônio Arquivístico-Musical Mineiro. A partir do século XIX, as bandas de música se desenvolvem a ponto de serem hoje um dos marcos de identidade cultural do estado. Na primeira metade do século XX, destacam-se o samba, a bossa nova, o chorinho e as marchinhas com os compositores Ary Barroso, de Ubá, e Ataulfo Alves, de Miraí. Na década de 1970, surge em Belo Horizonte o movimento Clube da Esquina, cujas maiores influências eram a bossa nova e os Beatles. Na década de 80, destacaram-se mundialmente Sepultura e Sarcófago e na década de 90, surgem Skank, Jota Quest, Pato Fu e Tianastácia. Às primeiras décadas do século XXI, surgem artistas musicais como César Menotti & Fabiano, Paula Fernandes e Marina Sena.

Folclore, artesanato e culinária

A religiosidade tem influência marcante nas principais manifestações culturais do povo mineiro, principalmente nas festas folclóricas. Dentre as tradições presentes no estado, destacam-se o Congado, que reúne danças herdadas dos costumes africanos, difundidos pelos escravos, com as tradições católicas dos colonizadores; as comemorações da Folia de Reis, que celebram desde o nascimento de Jesus até a visita dos Três Reis Magos através de procissões e visitas a casas; as "Pastorinhas", que são meninos e meninas que visitam os presépios nas casas, assim como se fazia em Belém na época do nascimento de Jesus; o bumba meu boi, que simboliza a morte e renascimento do boi; a Festa do Divino, em homenagem ao Divino Espírito Santo; as Cavalhadas, representando os combates e guerras travadas entre mouros e cristãos; a Dança de São Gonçalo; e as quadrilhas, nas festas juninas.

Arquitetura

Durante o período colonial, a riqueza oriunda do ouro e dos diamantes propiciou o surgimento de cidades que tinham como característica o dinamismo cultural. Nesse contexto, desenvolveram-se as cidades e a arquitetura colonial, cujas obras permanecem como sendo alguns dos conjuntos mais notáveis deste período da história brasileira. As casas das cidades mineiras eram construídas com aspectos uniformes entre si e, usualmente, ocupavam todo o terreno. As ruas estreitas se adaptavam à topografia acidentada do território mineiro. Dada a influência da Igreja Católica, muitas igrejas foram erguidas nas cidades e vilas da época, com características arquitetônicas notáveis típicas do período barroco. Merecem destaque, especialmente, as obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, notável por seu estilo peculiar refletido nas esculturas, obras arquitetônicas e entalhes do final do período colonial. Os principais remanescentes desta fase da arquitetura mineira são o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos (em Congonhas, com obras de Aleijadinho), o centro histórico de Ouro Preto e de Diamantina (todos declarados patrimônios da humanidade pela UNESCO), além da Igreja de São Francisco de Assis em São João del-Rei. Já no fim do período colonial, houve a transição para o período neoclássico. Contudo, tal estilo não foi tão marcante em território mineiro, deixando traços em algumas construções como na Casa da Câmara e Cadeia de Ouro Preto e na fachada da Igreja de Nossa Senhora do Pilar em Nova Lima.

Turismo

Um dos mais importantes circuitos turísticos de Minas Gerais é a Estrada Real, que passa pelos antigos caminhos utilizados para transportar o ouro das minas, que liga a região central do estado às cidades do Rio de Janeiro e Parati. Os diferentes roteiros deste circuito apresentam atrativos históricos, culturais e naturais para seus visitantes. Outro aspecto notável do turismo mineiro inclui a visitação às cidades históricas, as quais conservam as construções do museu colonial além de incluírem museus e espaços culturais que revelam o passado dessas localidades. Destas cidades, destaca-se Ouro Preto, onde encontra-se o Museu da Inconfidência.

Esportes

O futebol é um dos esportes mais populares no estado de Minas Gerais, tendo como principais equipes Atlético, Cruzeiro e América, além de outros clubes tradicionais no âmbito estadual, como Villa Nova, Tupi, Ipatinga, Boa Esporte e Caldense. A Federação Mineira de Futebol é a entidade responsável por organizar a competição mais tradicional do estado, o Campeonato Mineiro, cuja primeira edição foi realizada em 1915. Outra competição tradicional é a Taça Minas Gerais que, por falta de interesse das agremiações mineiras, não foi realizada no ano de 2013. Dentre os maiores estádios de futebol do estado, destacam-se o Independência na capital, Parque do Sabiá em Uberlândia, Mário Helênio em Juiz de Fora, Melão em Varginha, Arena do Jacaré em Sete Lagoas e o Ipatingão, além do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, que foi uma das arenas da Copa do Mundo FIFA de 2014.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando