Paço de Arcos
Paço de Arcos é uma vila portuguesa situada no município de Oeiras.
Era monárquica
Antes de tudo, existia uma quinta onde D. Afonso V esteve diversas vezes em caçadas. Mas é no final do século XV que é finalizado o Palácio dos Arcos, pertencente ao capitão-donatário Antão Martins Homem. A família Homem é antiquíssima, “procedendo dos reis Godos que floresceram com sucessão continuada, do ano 700 em diante” (Rogério de Oliveira Gonçalves) sendo o carácter aristocrático desta propriedade inquestionável. A Quinta de Paço de Arcos marcou o carácter de Oeiras, sendo a primeira das muitas quintas de recreio que ali viriam a surgir. Terá sido uma das mais frondosas e magnificentes da zona ribeirinha de Lisboa, nela tendo caçado ou veraneado vasto número de governantes e figuras ilustres da aristocracia lisboeta. Foi precisamente este carácter aristocrático que assegurou ao local um papel de destaque na vida política portuguesa. A tradição popular garante que foi dali que D. Manuel I avistou o embarque das naus que seguiram para a Índia. Ele e a sua filha D. Maria ter-se-ão hospedado deste palácio diversas vezes.
Modernismo
Dá-se em 1889 a inauguração da Linha de Caminho-de-ferro Lisboa-Cascais, com o comboio a vapor, e da Estação Ferroviária de Paço de Arcos. No final da primeira década no século XX, D. Manuel II ainda pernoitou no palácio em Setembro de 1910, para assistir a experiências militares - pouco tempo antes da Implementação da República. Em 1911, quando já governava a Primeira República, foi criada a Companhia de Especialistas, atual Centro Militar de Eletrónica. Mais tarde durante o período de Ditadura Militar, a 7 de Dezembro de 1926 (decreto n.º 12.783), Paço de Arcos é elevada a vila, resultante do desmembramento do território da freguesia de Nossa Senhora da Purificação de Oeiras, tornando-se assim a segunda do concelho de Oeiras. Tal designação não permitiu que durante grande parte do século XX esta pequena vila fosse algo mais do que um lugar de passagem e de dormitório. Destaca-se nos anos 40 a construção da Avenida Marginal pelo Estado Novo, que permitiu melhorar as acessibilidades à vila pela zona ribeirinha. Em Janeiro de 1963, a Valentim de Carvalho inaugura o novo estúdio de áudio na então freguesia de Paço de Arcos, uma instalação pioneira nesta área, por onde passaram alguns dos maiores nomes da música portuguesa (entre outros destacam-se Amália Rodrigues ou António Variações) e que significou um investimento invulgar para a época. Destaca-se também, em 1972, a inauguração da Escola Náutica Infante D. Henrique.
Globalização
A partir dos anos 80, Oeiras passa a apostar no desenvolvimento de atividades terciárias ligadas à Ciência e Investigação e às Tecnologias de Informação e Comunicação, enquadrando o paradigma atual de desenvolvimento sustentável. Assim, Paço de Arcos contrariou a tendência de dormitório e começou a desenvolver-se económica e socialmente. O centro histórico começou em 1995 a sofrer modificações importantes, decorrentes da implementação do PIPA - Plano Integrado de Paço de Arcos, que vieram requalificar o espaço urbano e o património. Em 2013, no âmbito da reforma territorial autárquica, a freguesia de Paço de Arcos foi agregada à freguesia de Caxias e à de Oeiras e S. Julião da Barra, passando a constituir a 4ª Freguesia mais populosa de Portugal. A Freguesia de Paço de Arcos, que tinha 3,4 km² e 15.315 habitantes (2011), foi extinta a 16 de Janeiro de 2013, como muitas outras na reforma administrativa então ocorrida, tendo sido agregada para formar uma freguesia maior, a União de Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias. Meses depois o Palácio dos Arcos abre como hotel de luxo, depois de uma adaptação e reabilitação integral.
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Criada pelo decreto nº 12.783, de 07/12/1926, com lugares desanexados da freguesia de Oeiras e São Julião da Barra. Com lugares desta freguesia foram criadas em 1993 as freguesias de Porto Salvo e Queijas e em 2001, a freguesia de Caxias.
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O brasão de armas da Vila de Paço de Arcos é explicado da seguinte forma:
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A 6 de maio de 1995 foi inaugurada, nas Escadinhas dos Escuteiros, a sede atual do Agrupamento 242 do Corpo Nacional de Escutas, fundado a 1 de julho de 1971, conforme consta na Ordem de Serviço Nacional nº 309.


